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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

22
Mai17

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Finda mais uma época desportiva, e pela 15ª vez consecutiva que o Sporting Clube de Portugal mete mais uma moeda no infindável carrossel “Pró Ano é que é…”.

Mais um ano em que o anti-benfiquismo ganha figura de destaque porque dói ver o rival mais directo e geograficamente perto, a ganhar vezes sem conta pois contam com projectos e objectivos estabelecidos desde o primeiro momento.

É tão entranhada que está esta cultura anti-benfiquista que até recados se dá da bancada a jogadores do clube que alegadamente são adeptos do Benfica!
Como se no Benfica, no FC Porto, no Tirsense ou no Juventude de Évora não houvesse adeptos de outros clubes também.
Até dizem que Pizzi é Sportinguista, mas coitado se jogasse em Alvalade.
Casos mais presentes na memória leonina e badalados na opinião publica são os de Maniche e Costinha, que em nada o seu Sportinguismo os impediu de defender as suas cores profissionais com brio.

Receio que o copiar de algo tão “Basco” seja de curta vida. É que no caso do Athletic Bilbao existe uma cultura de décadas sobre jogadores bascos no plantel, não um projecto de anti-benfiquismo que dura há 4 anos e que se espere que seja tudo agora verde mais verde que uma alface.

Ainda bem que não se pode ver vermelho à frente… nem num vestido de noiva!

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Acabou o campeonato e com ele o suplício de uma época desastrosa. Não apenas pelo terceiro lugar, por não se ter ganho (mais uma vez) qualquer troféu, mas porque fica a nítida sensação que se podia ter feito muito melhor. Desde logo, com o dinheiro usado nas contratações, que foi muito mal aplicado, tirando o caso de Dost. Com outro tipo de soluções, teria sido possível atacar muito melhor a época, não desgastando sempre os mesmos jogadores numa fase decisiva em que estávamos envolvidos em várias competições em simultâneo (Novembro-Dezembro) e poderíamos ter tido outros horizontes. Sobretudo com um Benfica abaixo do que fez na época passada e com um Porto claramente fraco e irregular.

Depois, fica a nítida sensação de que desde muito cedo o balneário ficou instável e com mau ambiente. Se foi devido ao: “a diferença está no treinador” que Jorge Jesus, em mais uma das suas tiradas egocêntricas e petulantes, produziu no rescaldo do jogo de Madrid, ou se depois da intervenção destemperada do presidente em Chaves, de forma audível para quem estava no exterior, em que descompôs e insultou os jogadores, não o sabemos. De qualquer forma, esses dois episódios constituíram apenas a face mais visível de erros que foram cometidos e que gradualmente conduziram a um divórcio dos jogadores com o treinador e com o presidente e que só não levaram a um rompimento do presidente com o treinador porque há pelo menos uma dúzia de milhões de euros de razões para que isso (ainda) não tenha acontecido. Provavelmente há muito mais que isto… por exemplo, sabemos que os campeões da Europa se mantiveram no clube na época anterior algo contrariados. Claro, que por princípio, defendo que os jogadores devem ficar no clube o tempo suficiente para que deles se possa extrair rendimento desportivo e saírem na altura certa, que corresponderá a uma grande oferta, não frustrando as suas expectativas que por muito que nos custe, são naturais. Mas para isso, têm de ser tratados de forma transparente e com rectidão, não lhes prometendo o que depois não se cumpre e não os humilhando. Ou seja, é preciso saber lidar com os recursos humanos e não os hostilizar ou desvalorizar. Mais uma vez, aqui há um longo caminho a percorrer.
 
Além de tudo o mais, ficou claro desde uma fase precoce na época, que seriam os jogadores, os bodes expiatórios de tudo o que corresse mal a partir dessa altura. Quer pelos sinais que foram sendo dados por alguns blogues que colocam acima de tudo a defesa da Direção, quer mesmo por intervenções públicas de pessoas que são próximas desta, como Pedro Baptista quando colocou em causa o profissionalismo de William, entre outros. Obviamente que seria completamente utópico pensar que tudo isto deixaria o plantel e a carreira da equipa fora de toda esta turbulência. Claro que esta culpabilização dos jogadores procurava preservar o treinador (porque era preciso pagar-lhe muito para sair) e a Direção (porque quer manter-se fora de contestação). Percebe-se ainda que o regresso antecipado de jovens valores emprestados em Janeiro, correspondeu mais a um sinal que a Direcção quis passar aos sócios do que genuína vontade do treinador em contar efectivamente com eles para o seu plano de jogo.
 
Ninguém gosta de viver num clima de passa-culpas, nem de quando não se assumem responsabilidades que são sempre colectivas. Ao contrário do que tentam fazer passar o presidente e o seu porta-voz Saraiva, a cultura de exigência que os adeptos devem ter não se resume a exigir rendimento dos atletas – o que obviamente teremos sempre de fazer. A cultura de exigência, prende-se com todos os elementos do clube que têm responsabilidades nos resultados. Quem contratou os jogadores e o treinador? Quem contratou os jogadores, que agora são tidos como únicos culpados? Quem gosta de assumir qualquer vitória como troféu, seja ela qual for e que foge nas derrotas?

Ninguém pode passar pelos pingos da chuva nesta hora, nem o treinador, nem muito menos o principal responsável pelo clube. A sua hora da verdade chegou, Bruno de Carvalho. Pode continuar agarrado aos 86% e achar que vão durar muito tempo, fazendo o que lhe apetece, alterando a agenda do clube devido à sua agenda pessoal, como acontece agora com a questão da Gala, ou dando mostras de romantismo pueril de adolescente na tribuna do Clube – não que eu seja especialmente puritano, mas porque sinceramente… não havia necessidade de mais uma vez baixar o nível de representação institucional do clube. Pode achar que pode atacar de forma gratuita os atletas das modalidades e os treinadores, (mais uma vez: quem os escolheu?) incluindo os poucos casos que têm dado títulos ao clube como no futsal, ou numa altura em que a equipa de andebol ainda tem possibilidade de ganhar 3 títulos: campeonato, Taça Challenge e Taça de Portugal. Pode entender que pode calar a voz da indignação dos adeptos, dos sócios e pelos vistos também das claques. Pode achar que está acima do clube, apostar na ignorância dos adeptos e abusar da sua boa-fé e pensar que o clube está aos seus pés. Pode pressupor que como estamos há 15 anos sem ganhar um campeonato, a nossa paciência é infindável. Mas depois não se queixe, nem diga que não foi avisado… e não se esqueça que quem sofre é o Sporting.
 
Ontem, tivemos mais um exemplo do que está a acontecer e de que o clube está a ferro e fogo, nesse barómetro que são as claques. Existiu a tarja dos 20 minutos em silêncio como protesto pelo rendimento da equipa (colocando mais uma vez o foco unicamente nos jogadores…). Mas também existiram tarjas a questionar as contratações - “reforços cirúrgicos?” e uma a referir: “só o Sporting é insubstituível”, esta última pelos vistos bastante incómoda para quem dirige o clube. Tivemos inclusive tarjas a atacar os jogadores, chegando ao ponto de visar individualmente Ruben Semedo e a desejar-lhe “bon voyage”. Independentemente do que ele possa ter feito, deveria ter existido algum bom senso em não desvalorizar desta forma um activo do clube, que agora fará toda a pressão para sair ou que, se ficar, o fará extremamente contrariado. Se a filosofia agora e na linha do discurso do bardamerda da noite da eleições, é renegar e expulsar do clube todos os atletas que não sejam adeptos do Sporting, talvez seja bom perceber que não é isso que conduz ao sucesso nem sequer a prática seguida pelos rivais. O que estará sempre em causa é o profissionalismo dos atletas. Já que BdC tanto gosta de se comparar com o Benfica, talvez seja altura de perceber que o segredo está em atrair talento para o clube, em lhes dar depois as condições necessárias (onde se inclui tranquilidade e competência) para que possam evoluir e potencializar as suas características. Isto é válido para jogadores, mas também para dirigentes, tendo o rival nos seus quadros pessoas que eram adeptas do Sporting e competentes como é o caso de Domingos Soares de Oliveira. Deixe de ser bacoco e de visões curtas, que quem perderá será sempre o clube. A cultura de ódio que se está a instalar na sociedade em relação ao Sporting e que extravasa já os adeptos dos principais rivais, deveria dar que pensar a qualquer pessoa sensata. Mas infelizmente não é esse o caso de quem actualmente ocupa o lugar de presidente da nossa instituição. Quem semeia ventos colhe tempestades… neste caso mais se poderá dizer que quem semeou tempestades poderá colher um furacão.
 
 
 
PS: em outro post irei abordar as perspectivas que se levantam para a nova época. Já agora, gostaria de reafirmar que nada me daria maior alegria a mim e aos meus companheiros deste blog, do que vir celebrar vitórias e sobretudo títulos do clube, por muito pouco que confie nesta Direcção para nos conduzir ao sucesso. O Sporting está sempre acima de tudo. Espero ainda poder vir a comemorar no andebol (excelente vitória na primeira mão da final da Taça Chalenge), no futsal e nos escalões jovens do futebol, num fim-de-semana que até nos correu de feição em termos de resultados. Endereço os meus sinceros parabéns às campeãs de futebol feminino e de rugby e aos nossos juvenis e iniciados que venceram os rivais no futebol.
 
Aos nossos leitores, dizer-lhes que são livres de discordar ou concordar do que aqui dizemos, mas nada nos desviará do caminho que escolhemos: defender genuinamente aquilo que no nosso entender, são os superiores interesses da instituição Sporting Clube de Portugal.
 
Sporting sempre!

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15
Mai17

O famoso romance queirosiano Os Maias (pessoalmente o de que mais gosto do tio Eça) possui uma das cenas mais inspiradas da literatura portuguesa: o jantar no Hotel Central, ao Cais do Sodré (que já nem existe). Antes da fabulosa cena apoteótica entre o titã realista João da Ega e o vate romântico Tomás de Alencar, os comensais discutem a saúde financeira do país. A dada altura:

“Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o País ia alegremente e lindamente para a bancarrota.

- Num galopezinho muito seguro e muito a direito – disse o Cohen, sorrindo.”

Peço, desde já, desculpa aos leitores mais impaciente por este intróito literário. Peço também desculpa pelo meu longo silêncio neste espaço. Senti apenas a inutilidade do meu esforço. Hoje, contudo, a ocasião é demasiado urgente para continuar calado.

Não, não pretendo dissertar acerca da (reconhecidamente débil) saúde financeira do Sporting. Não, não pretendo aprofundar a dor de que todos já padecemos. O conceito de bancarrota que serve de mote a este texto é de natureza moral. O Sporting foi ontem destituído de qualquer autoridade moral que ainda lhe restava. O Sporting consumou ontem a sua bancarrota moral.

Por 5 vezes o Sport Lisboa e Benfica foi impedido de chegar ao tetracampeonato. 2 delas pelo Futebol Clube do Porto. 3 delas pelo Sporting, a última das quais especialmente saborosa porquanto foi coroada por uma dobradinha no precioso ano de 1974 e com a marca até hoje inigualada de Hector Yazalde, cifrada nos 46 golos.

Durante 48 anos (1954-1998) tal marca foi pertença exclusiva do nosso querido Sporting Clube de Portugal. Sofremos a indignidade de ver o Futebol Clube do Porto a igualar-nos e, no ano seguinte, a transcender esse feito. Ontem, o nosso maior rival entrou, por mérito próprio, no mesmo clube de tetracampeões, garantindo, no mesmo jogo, o 3º lugar ao Sporting Clube de Portugal. Haverá maior humilhação que esta? Ganham-nos o campeonato, empurram-nos desdenhosamente para fora da luta e, como prémio de consolação, ainda nos dão o chocolate da pré-eliminatória da Champions.

Quanto a vós não sei, mas ontem foi o dia mais triste que já vivenciei como sportinguista. Mais que a final da Taça UEFA desgraçadamente perdida em nossa própria casa. Mais que Maio de 2013, há precisamente 4 anos, com a confirmação de um miserável 7º lugar. É que, em 2005, ainda se lutava. Em 2013 sabíamos que era uma questão de tempo até algo mudar.

Desta vez, é mais grave… Estamos pior do que nunca, mas não há mudança à vista… Serão os próximos 4 anos iguais aos que nos foram infligidos até agora? Continuará a desculpabilização?

É que, não sei se se aperceberam, mas o Benfica ganhou em toda a linha. E ganhou porque é melhor em toda a linha. Porque é demasiado poderoso para não ganhar. Pode não ter melhor treinador, mas tem melhores jogadores. Pode ter um ladrão condenado e alegado traficante como Presidente, mas tem Domingos Soares de Oliveira como administrador de topo da SAD. Pode ter Pedro Guerra como bandarilheiro encartilhado, mas tem Rui Costa como Director Desportivo. Pode ter a porta 18, mas faz negócios como ninguém em Portugal, ao nível do marketing. Pode estar refém de Jorge Mendes, mas ainda consegue jogadores do calibre de Jonas. Pode enfiar barretes como Renato Sanches, mas tem o Seixal que, neste momento, vence em toda a linha quaisquer infra-estruturas que tenhamos em Alcochete. Podem até nem ganhar em futsal, mas ganham em hóquei, em voleibol e, brevemente, serão mais competitivos que nós em andebol, outra modalidade histórica do Sporting onde a incompetência passa por “bloqueio mental”.

Eles desforraram-se deliciosamente de nós em cada canto. O Sporting não lhes pode apontar nada. O Sporting está a braços com uma bancarrota moral que não lhe permite arrecadar louros de nada. Bate recordes negativos uns atrás dos outros. No entanto, o mais grave mesmo é a falta de perspectiva de melhoria. O futuro é sombrio porque nada vai mudar. Os erros repetir-se-ão. A desresponsabilização continuará. O Sporting não tem tempo a perder e, no entanto, continuará a perdê-lo.

Talvez conviesse demonizar menos e trabalhar mais. Seguir o bom exemplo alheio. Começar por baixo. Construir pela base. Profissionalizar. Servir o Clube. Por ora, apenas miséria nos aguarda. Miséria alicerçada em passadismo. À semelhança de tudo neste Sporting, não basta afirmarmo-nos, temos de o demonstrar. Até lá, seremos sempre um clube de ocasião que, de quando em vez, faz uma gracinha.

Para quando, Sporting? Para quando competitividade a sério? Para quando cumprir-se o Clube?

Sporting Sempre

PS: Perdoem-me o texto desconexo. Brevemente lançarei um texto mais estruturado acerca dos vícios e problemas estruturais do Clube a que urge fazer face.

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12
Mai17

Comunicados e alianças

por Krassimir

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Os últimos dias foram férteis em notícias e acontecimentos relacionados com o Sporting e infelizmente e para não variar, por razões nada favoráveis. Vamos por partes:

 

1) Post de Bruno de Carvalho no Facebook:

As declarações de Bruno de Carvalho, abordando a final da UEFA futsal Cup, que foram bastante críticas para a equipa de futsal, derrotada por 7-0 perante o Inter Movistar  e também a derrota em casa por 1-3 com o Belenenses da equipa de futebol de onze masculino, interrompendo um jejum de 62 anos, nas quais colocou ambas as situações no mesmo saco, levantaram bastante polemica no universo sportinguista. Nesta sequência o presidente do Sporting entendeu efectuar nova publicação, em que aborda ainda outros aspectos da nossa actualidade.
Na publicação é dito “O facto de ter a honra e o privilégio de servir o Clube que amo não significa que as pessoas se arroguem no direito de acharem que se podem meter na minha vida pessoal, opinando sobre o que eu devia ou não fazer.” Sem dúvida que ninguém tem nada de se imiscuir na vida pessoal de BdC ou de qualquer outro cidadão. O problema é que o próprio é quem estimula esta situação, colocando posts sobre a sua mãe no Dia da Mãe, falando várias vezes da sua família, cedendo entrevistas ao Correio da Manhã – jornal ou TV (o tal jornal que tanto nos ataca) e que se calhar terá também a primazia na cobertura do seu casamento. Portanto, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Em relação à Gala, existem já indicadores bastante sólidos de que a mesma irá ser antecipada para dia 30 de Junho, por força do casamento de Bruno de Carvalho que escolheu a data da fundação do clube – 1 de Julho – para celebrar a cerimónia. Então não é ele que refere que não se devem meter na sua vida pessoal? Nesse caso porque mete a sua vida pessoal no clube? Pessoalmente não me interessa quando casa, com quem vai casar, ou as vezes que o fez ou fará. Mas condicionar a vida do clube por via desse facto é que sinceramente já não me parece minimamente compreensível. E no futuro como vai ser? O Sporting passa a comemorar no dia 1 de Julho o aniversário de casamento de BdC em vez da data de fundação? O clube é muito mais do que os seus presidentes, que o devem sobretudo servir e é para isso que são eleitos. Não é um palco para projecção de vaidades e não deve servir de argumento para publicações cor-de-rosa. Se esta alteração de data se confirmar, isto é simplesmente inconcebível.

Depois acrescenta: “No dia em que for ligar a cartas abertas de adeptos, bloguers, opinadores e afins sobre o facto de estar desagradado com ter perdido uma final com uma goleada é o dia em que perdi a noção da grandeza do Clube onde estou e tenho de me ir embora”.
Bruno de Carvalho que na noite das eleições disse “bardamerda para quem não é do Sporting”, parece estar agora a dizer “bardamerda para os blogs, adeptos e opinadores do Sporting”, no fundo bardamerda para todos os sportinguistas que ousam exprimir alguma crítica em relação a decisões desta Direcção ou a declarações do presidente. Neste momento já não são apenas os blogs do Eixo do mal, ou hipotéticos (rima com patéticos…) governos-sombra. São muitos sportinguistas que votaram em BdC e que ele acha que pode desprezar ou amesquinhar. Continua embriagado pelos 86%, esquecendo que nesses votantes, existe de tudo, desde indefectíveis que votariam nele nem que mudasse o nome do clube e dos equipamentos, até sócios que reconhecem algum mérito ao trabalho desenvolvido sobretudo no princípio do mandato anterior, a outros que entre PMR e a sua pessoa, acharam que BdC era, ainda assim, mais confiável. Nos últimos tempos, mais que qualquer opositor, é Bdc quem tudo tem feito para minar a sua base de apoio. E se diz exigir títulos, talvez fosse bom que percebesse que não se pode colocar de fora como simples adepto e dizer verdades lapalissianas de que os “sportinguistas querem títulos, não querem desculpas”. É preciso não esquecer que além de adepto, é ele como presidente o principal responsável para criar condições que permitam DAR títulos aos sportinguistas e pelos resultados do clube, que têm sido a miséria que todos temos podido constatar, infelizmente. E a “herança” de Godinho e dos “croquetes” começa a estar demasiado longe para servir de desculpa.
Sobre Jorge Jesus declara “Em primeiro lugar não sabia que tinha de vir a público esclarecer que o treinador tem mais 2 anos de contrato e que por isso existe um vínculo profissional em vigor”. Sem dúvida que Jorge Jesus tem mais 2 anos de contrato, tal como Marco Silva tinha mais 3 anos de contrato, mas tal não impediu a sua saída. Obviamente que no caso de Jesus por via do contrato pornográfico que BdC entendeu que podia assinar com ele, as coisas são mais complicadas, porque o Sporting ou o treinador (conforme o que rompesse o acordo) teriam de indemnizar a outra parte no montante do total de ordenados das próximas duas épocas (12 a 16 millhões de euros!), a não ser que existisse comum acordo. E não se pode esquecer que as suas declarações no final do jogo com o Belenenses foram um recado claramente também dirigido a JJ, dado em termos públicos. Portanto não é apenas especulação, ele próprio mostrou que há um divórcio ou braço de ferro evidente entre ambos. Acho que JJ podia continuar, mas para tal terá que assumir que esta época que está a terminar foi um enorme fracasso, do qual ele também foi responsável, quer nas contratações, quer nas decisões que foi tomando ao longo da época, quer no discurso desastroso que foi produzindo, começando após o jogo em Madrid, com o célebre “a diferença está no treinador”. Mas o problema é que do lado do Sporting também não tem existido a capacidade de mostrar uma estrutura profissional e eficiente que possa garantir igualmente escolhas acertadas nas contratações. Encontrar o ponto de equilíbrio será a chave, mas infelizmente não será fácil e preparamo-nos para iniciar a nova pré-época com as coisas bastante indefinidas e envolvidos em águas revoltas.

 

2) Reatar de relações institucionais com o Porto:
O Sporting está de relações cortadas com o Porto desde o início do anterior mandato de BdC. Na altura o motivo principal terá sido a falta de respeito manifestada por Adelino Caldeira, ao recusar cumprimentar e ao insultar BdC. Depois disso, e só para recordar episódios mais recentes, convém recordar, que se registaram: desvios de Danilo, Marega, Sá e Suk, que já estavam em conversações bem adiantadas com o Sporting; processo da equipa de ciclismo W52, levando a que esta rompesse um compromisso já apalavrado com o Sporting; o atraso na Taça da Liga, que levou a que o Sporting na temporada seguinte jogasse com a equipa B nesta competição, sob protesto. Além de terem sido testemunhas no caso Doyen, contra o Sporting. Isto só para referir alguns exemplos…
Portanto, foi com bastante surpresa que assistimos a um comunicado conjunto a declarar o reatar de relações institucionais e a anunciar vários pontos de convergência entre os 2 clubes. Não há dúvida que se tudo continuar como está, nos arriscamos a ver o Benfica a festejar não apenas o tetra, mas o penta, hexa, etc. Dominam todas as esferas de influência do futebol nacional: arbitragem, Liga, Federação, relações com outros clubes, comunicação social. Estão embalados, confiantes e têm também bons jogadores. Portanto, é importante repor algum equilíbrio, sobretudo assegurando regras mais justas, transparentes e que minimizem a possibilidade de adulterar as coisas de forma ilícita. Mas isso faz-se estabelecendo parcerias com os outros clubes, lutando também para que possam crescer e não os hostilizando, um pouco ao contrário do que tem acontecido. Assumir uma aliança ou convergência com o Porto numa fase destas (embora precipitado pela notícia da reunião entre ambos que vazou para a Comunicação Social e foi logo aproveitada pelo Benfica e seus apaniguados) em que o Benfica se apresta para amanhã conquistar o tetra, é só dar-lhes munições. Precisamos de trabalho, de eficácia para que finalmente surjam os resultados que tanto têm sido prometidos, mas que nunca mais aparecem.
E por fim, dizer que “é muito mais o que nos une do que o que nos separa” é passar uma esponja enorme sobre 40 anos em que o Porto dominou o futebol através da corrupção de árbitros, da compra de influência nas instâncias do poder desportivo em Portugal e da utilização de claques para coacção. É também esquecer que foi o clube que nesse período mais nos prejudicou, conquistando campeonatos que deviam ter sido nossos, roubando e desviando jogadores e treinadores do Sporting, proferindo afirmações de desrespeito para com o nosso clube que parece que desejavam extinguir. Por último é desrespeitar a luta de tantos sportinguistas contra o famigerado Sistema. Não, o que nos separa é e devia continuar a ser um abismo, nos métodos empregues e nos valores e princípios que historicamente norteiam a actuação de ambos os clubes, desde que Pinto da Costa é presidente da agremiação nortenha.
Que passem rápido estas últimas semanas e que apareça uma luz ao fundo do túnel e não uma penumbra ainda maior.
Sporting sempre!

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Desde o desaire ocorrido no último jogo muito se tem falado e escrito sobre a relação actual de Bruno Carvalho e Jorge Jesus. Uma falsa questão, na minha opinião.

 

Antes de prosseguir deixo já claro que Jorge Jesus, do meu ponto de vista, não só nunca deveria ter sido treinador do Sporting Clube de Portugal como não tem, nem nunca teve, a qualidade exigível ao vencimento que aufere. Não quero com isto dizer que é um mau treinador, mas sim “estupidamente” bem pago.

 

Posto isto, «não adianta chorar sobre leite derramado». Jorge Jesus é treinador do Sporting e com contrato válido para mais do que a próxima época, um “pormenor” que parece ser esquecido por todas as pessoas que se têm pronunciado sobre o tema nos últimos dias. Existe uma relação de trabalho consubstanciada num contrato de trabalho a termo certo que – salvaguardadas as especificidades do mundo desportivo – é regido pela legislação laboral em vigor em Portugal. Se o Sporting quiser resolver o contrato tem de indemnizar o treinador no valor dos seus vencimentos até término do mesmo. Se o treinador quiser resolver o contrato, igual. Se ambos quiserem, por mútuo acordo, resolver o contrato terão de assinar isso mesmo – um acordo – onde poderão colocar cláusulas relacionadas com indemnização que substituirão as do contrato original. Apenas isto, como em qualquer relação de trabalho entre uma pessoa e uma organização.

 

Outro aspecto que, aparentemente, é ignorado por todos é que Jorge Jesus foi contratado para treinador da equipa de futebol. Como em qualquer contrato de trabalho, do mesmo deverão constar quais as responsabilidades, direitos e obrigações das duas partes. Sendo a função “treinador” e não “director” ou “presidente” (e muito menos “agente”…) não deverá estar estipulado no contrato que é ele que escolhe jogadores ou decide contratações, assim sendo não tem legitimidade para o exigir.

 

Nos dois parágrafos anteriores nunca utilizei o nome Bruno Carvalho. Por um motivo simples, Jorge Jesus tem contrato válido com o Sporting e não com o representante actual do Sporting. Não obstante, foi Bruno Carvalho quem o contratou com um vencimento absurdo para a realidade do futebol português, quem lhe renovou o contrato no final da época passada tornado o seu vencimento ainda mais absurdo, quem afirma e reafirma que é o seu treinador e o convidou para a sua “Comissão de Honra” no último acto eleitoral – tendo o mesmo aceite. Aliás, Jorge Jesus foi um elemento central nas eleições pois um dos candidatos “colou-se” inquestionavelmente à sua imagem e o outro afirmou categoricamente que o despediria, tendo sido apontada essa afirmação como o principal “tiro no pé” que lhe valeu um resultado pouco expressivo.

 

Finalizando, Jorge Jesus deve cumprir o contrato que assinou e cumprir as obrigações inerentes ao mesmo – treinar. Bruno Carvalho deve cumprir a função para a qual foi eleito – gerir – e nesse âmbito deveria garantir, não só que o treinador cumpre a função para a qual é principescamente pago, como a contratação de um director desportivo a sério que “desenhe” a estratégia de médio/longo prazo do futebol do Sporting dando ao treinador os melhores atletas de acordo com essa estratégia e com o orçamento.

 

Tal como no final da peça de Shakespeare, cuja imagem ilustra este texto, se um “morrer” o outro deve “morrer” também. Se Jesus sair, Bruno deve voltar a legitimar o seu mandato – demissão e eleições antecipadas.

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07
Mai17

O guião de Jorge Jesus

por Krassimir

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62 anos depois o Belenenses voltou a vencer em Alvalade. Exatamente, nem nos mandatos de Godinho Lopes, Jorge Gonçalves e outros presidentes que tanto foram criticados e apelidados de incompetentes, isto aconteceu.
Foi preciso termos um treinador a ganhar 7M euros e o maior orçamento de sempre para o futebol para tal “façanha” ter lugar.

Num jogo que convidava a levar a família, no dia da Mãe, um Estádio quase cheio, com um Sol esplendoroso, que tinha tudo para ser uma festa, ainda com a hipótese remota de incomodarmos o Porto no segundo lugar, seria difícil imaginar cenário mais dantesco.
Houve ainda a particularidade adicional de vermos novamente um ex-treinador do Sporting (Domingos) a tirar pontos ao nosso clube, tal como acontecera com Abel e o Braga na primeira volta, num clube respeitável como é o Belenenses, mas que vinha de uma série de 7 (sete!) derrotas consecutivas. Pelo menos continuamos a levantar a moral de adversários em depressão profunda. Nisso, sempre nos distinguimos e mantemos a tradição de há muitos anos.

Percebe-se cada vez mais que JJ nunca aceitou os regressos de Gauld e Geraldes, tendo torcido o nariz a Palhinha e apenas Podence lá vai tendo algum espaço. Vieram porque o presidente achou que deviam vir, mas JJ jamais vai contar com eles. E o mesmo destino aguardará certamente Iuri na pré-época. Por outro lado, Gelson Dala, que tem assinado promissoras exibições na B também não merece qualquer oportunidade. JJ continua a fazer questão, jornada após jornada, não apenas de provar que ele é quem manda, mas que por ele vem mais um camião de flops caros, para daqui a uns meses vir dizer como agora, que são terceira ou quarta escolha e que são precisos outros. Enquanto isso os nossos jovens vão ficando um ano mais velhos, não têm oportunidades de demonstrar o seu valor e percebe-se que em nada ficam a dever às “estrelas” que vão vindo para o nosso clube.

Nem vou abordar muito o jogo porque não é o mais importante neste momento.
O que importa é perspectivar a nova época e o que podemos esperar com este treinador, porque esta está mais que definido o posicionamento na tabela – terceiro lugar.
E aqui começa o balanço sobre o deve-haver com Jorge Jesus.
Muito se tem falado de que valorizou João Mário e Slimani. Mesmo que isso seja verdade, tratavam-se sempre de excelentes jogadores que não valiam propriamente zero antes dele chegar. Slimani, já era um bom ponta-de-lança e João Mário um jogador em ascensão, que já era um titular na primeira equipa e que também teve depois a montra do Euro para se potenciar. Mas dando de barato que JJ os valorizou, vamos ver o que não se ganhou com Jorge Jesus.
Em primeiro lugar e logo na primeira época, não conseguiu apurar o Sporting para a fase de grupos da Champions. Mesmo com arbitragem tendenciosa, a verdade é que a equipa deixou bastante a desejar em períodos desses jogos com o CSKA de Moscovo. Portanto 12 milhões perdidos. Depois, não contabilizando o recorde de pontos - que não rendeu nem dinheiro nem troféu no Museu - foi possível com o segundo lugar apurar-nos para a Champions. Porém, na fase de grupos, conseguimos a "proeza" de ficar atrás do Legia em quarto lugar e não obtivemos assim mais receitas além das associadas à participação na fase de grupos e voltamos a baixar no ranking.
Por outro lado tivemos um investimento grande em jogadores, que incluiu Elias (2M), Petrovic (2M), André (3M), Alan Ruiz (8M), Castaignos (2,5M), Meli (1M) e Dost (10M). Destes jogadores, só o dinheiro gasto em Dost foi bem aplicado. O resto - quase 20 M, se contabilizarmos os empréstimos de Campbell e Markovic - representaram um investimento muito mau e em alguns tratando-se de jogadores que já vinham com histórico recente que não aconselhava a sua contratação.
Depois desta época quase concluída, e como já se viu, não vamos também ser apurados para Champions League directamente e se não sobrevivermos à pré-eliminatória, até porque o nosso ranking da UEFA baixou bastante nos últimos anos, lá perderemos mais 12M, no mínimo. Isto com um Porto e Benfica do mais pobre que se tem visto nas últimas épocas....
Para além disso, temos de adicionar os custos directos dos salários de JJ. Se na primeira época ganhou 5M de euros, nesta terá visto este contrato melhorado e subido o seu salário para 7M de euros, que se manterá nas próximas duas épocas, ou mesmo se sair será isso que lhe teremos de pagar se o quisermos mandar embora. Estamos a falar de um custo total astronómico de 26 M de euros para as 4 épocas só para o treinador. Aqui houve uma grande irresponsabilidade de quem entregou completamente o futebol do clube a este homem. Mas agora é hora de resolver o problema que foi criado.
E por último, se continuar a não valorizar os nossos jovens e a não apostar neles, teremos de somar também esse prejuízo, porque enquanto prefere Campbell, que vai sair daqui a semanas, Castaignos, que se espera que não continue, não tendo ainda marcado qualquer golo pelo Sporting (tal como Barcos na época passada) ou mesmo Bryan Ruiz, promovido a quase fetiche de JJ e que está uma sombra do jogador da época passada, não dá reais oportunidades aos nossos valores, não lhes permitindo assim adquirir rotinas, pelo que provavelmente só a sua saída ou o seu empréstimo parecem cenários prováveis sem a valorização que poderiam conhecer.

Por isso só posso dizer que estou farto de Jorge Jesus e que deixei de acreditar no sucesso com ele ao leme da equipa. Não quero mais ter de me envergonhar com conferencias de imprensa ou flash-interviews patéticas, em que nunca assume a responsabilidade pelas derrotas, arranjando sempre “bodes respiratórios” para ir na onda da linguagem que utiiliza. Em que acaba por falar dos seus deméritos como fez hoje ao dizer que teve de apostar em jogadores que são terceira ou quarta escolha, esquecendo que foi ele próprio quem os contratou. Preparando terreno para poder exigir mais uns quantos flops, sabe-se lá porquê. Gozando com os sportinguistas e não os respeitando como quando muitas vezes fala do clube e com um discurso que se adequa muito mais ao nosso rival da Segunda Circular do que ao Sporting Clube de Portugal.

E agora presidente Bruno de Carvalho? Espera para ver se o pessoal para a próxima época continua a embarcar na onda do “este ano é que é” e a encher o estádio, a renovar a compra de GB, ou a vibrar com o Pavilhão cuja inauguração vai sendo adiada e que tudo isso chega para a malta ir continuando iludida?
Está na hora de uma vez por todas se acabar com a demagogia barata e o populismo, com as desculpas (vai para o 5º ano de mandato) e queremos ver medidas e atitudes concretas para mudar esta vergonha. E não, os culpados não são apenas os jogadores. Chega!

 

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03
Mai17

A Liga dos pirómanos

por Krassimir

BOLA EM CHAMAS.png

 

A poucas jornadas de o Benfica celebrar  – ao que tudo indica – um inédito tetra vão-se multiplicando os sinais de completo desnorte, despudor e falta de bom senso que os dirigentes dos principais clubes vão fazendo questão de demonstrar ad nauseam.
Dentro de campo, o nível de futebol praticado tem sido na maioria dos jogos bastante pobre. O líder do campeonato, lá vai conseguindo ganhar jogando de forma medíocre, sem chama, mas no final os 3 pontos é que interessam, como se viu no último jogo com o Estoril.
O Sporting ganhou em Braga, merecidamente, mas ainda assim com sobressaltos, que só a eficácia de Dost e a irreverência de Podence conseguiram ultrapassar.
O Porto consegue manter a ilusão mais algum tempo, derrotando um adversário (Chaves) que já lhe causou amargos de boca nesta época, mas está muito longe de convencer.
Mas é fora do campo que o “espectáculo”, representado por um outro campeonato de baixaria e de guerra aberta, continua a todos os títulos deprimente.
LFV, com a pose e o cinismo habituais, descarta responsabilidades e decide avançar com propostas, em que se destaca a penalização com a retirada de pontos aos responsáveis de clubes que ousem criticar a arbitragem. Claro, que quem tem uma rede bem montada de comentadores e paineleiros não precisa de falar mal da arbitragem na primeira pessoa, como já fez várias vezes no passado. Aliás, quem neste momento sente que não tem propriamente a hostilidade dos homens do apito – apenas para usar um eufemismo - conviverá bem com este tipo de regras. Mas não me parece que isto tenha pernas para andar. Em primeiro lugar, porque qualquer profissional está sujeito a críticas, seja na política, no desporto ou em qualquer ramo de actividade. Era o que mais faltava que não se pudesse criticar o trabalho de um árbitro ou de qualquer outro profissional... A lei do silêncio, ou censura nunca será resposta, o que não invalida que algo tenha de se fazer para pôr cobro a este deplorável estado de coisas. Além disso, os clubes que têm milhões de adeptos não devem ser penalizados pelo destempero verbal dos seus dirigentes. E por último não me parece provável que esta proposta colha o apoio dos clubes em geral, para além da boa receptividade que pelos vistos a directora-executiva da Liga, Sonia Carneiro, lhe atribuiu.
O Sporting avança com o pedido de penalização aos comentadores televisivos pelas suas declarações. Aqui será complicado porque também estamos no domínio da livre expressão individual, sendo muitas vezes difícil demonstrar a responsabilidade dos clubes no discurso destes personagens, embora ela seja infelizmente uma realidade. Ao mesmo tempo pede uma cimeira, com vários agentes, desde presidentes de clubes, a dirigentes federativos, passando por governantes e diretores de canais de TV.
E isto tudo ainda antes de terminar a época... dando um tal espectáculo, que até o El Pais LINK, através de um artigo do seu correspondente em Lisboa, já publicou uma notícia a denunciar os presidentes do Sporting e do Benfica, como incendiários.
Então o que fazer? Tal como dois meninos mal-comportados, ou estes dois senhores e respetivos acólitos, tomam juízo, ou alguém tem de os colocar de castigo... Está na hora dos governantes começarem a endurecer a legislação, a pressionar a Federação e a Liga para tomarem medidas. Tem de se acabar com o clima belicista, de autêntico far-west que impera no futebol português.
Os canais de TV e os directores de jornais, sobretudo os desportivos, mas também outros, têm de ser chamados à responsabilidade, quando em vez de contribuírem para serenar os ânimos, são também grandes culpados por esta completa vergonha.
Mas não podem ser os réus de toda esta situação a arvorarem-se o direito e a legitimidade de assumirem a bandeira do pacifismo e da regeneração do futebol. Não podem ser os mesmos a atirarem pedras, esconderem a mão e depois pedirem penas para quem agride. Isto não faz sentido nenhum... 
O tempo e a capital de credibilidade dos (destes) dirigentes desportivos para apagar o incêndio que eles próprios atearam e estimularam está a acabar. Neste momento, é complicadíssimo que sejam levados a sério, mesmo que apresentem propostas positivas. 
Que outros se cheguem à frente e coloquem termo a isto. Para bem da sanidade de quem quer continuar a fazer do futebol português uma festa e um espectáculo em que vale a pena investir tempo e dinheiro.

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Na madrugada de sábado morreu um adepto junto ao Estádio da Luz. Num mundo em que as tragédias, as barbaridades e os actos cruéis ou sanguinários se tornaram banais e recorrentes, o risco é que mais uma vez encolhamos os ombros, assobiemos para o lado e que esperemos tranquilamente pela próxima manifestação de selvajaria e de barbárie. Provavelmente nem teremos de esperar muito e isso não deixa de ser inquietante.

Foi assassinado um adepto que nem era português e que estava em Portugal, acompanhado de mais três adeptos da "equipa viola", para assinalar a geminação entre a "Juventude Leonina" e a claque "Viola Club 7 Bello 1965". Mas isso para o caso é o menos importante. Um homem com nome e cara, Marco Ficini, de 41 anos, que tem agora uma família para o chorar e que representa uma tragédia a mais neste mundo louco. Ainda há poucos dias assistimos a um adepto a ser lançado mortalmente de uma bancada na Argentina por alegadamente pertencer a outro clube (o que pelos vistos até seria falso, mas que nunca serviria de justificação). Estamos decididamente num caminho perigoso, em que o extremismo e o fanatismo ganham terreno a cada dia que passa. E isso é transversal a vários sectores da sociedade.

Nem sequer interessa muito destacar os pormenores selváticos que rodearam a morte deste adepto italiano e que ainda não se conhecem na sua totalidade, e que vão para além de intencionalidade clara de matar numa agressão cobarde usando um veículo, tendo como pano de fundo o futebol. Morreu um homem assassinado, numa morte não só evitável como condenável. Só isso devia ser suficiente para sobressaltar as nossas consciências, para nos fazer pensar e reflectir.

Podemos sempre dizer e bem que não devia estar naquele local àquela hora, tal como adeptos do Benfica ou de outros clubes já estiveram junto a estádios de rivais em outras ocasiões. É um facto. De qualquer forma estamos ainda num país livre e não num campo de guerra e nada dá o direito a alguém de matar seja quem for. Isto não pode ser desculpado, justificado, ou muito menos compreendido.

Na reacção a isto tivemos os dirigentes dos dois clubes – Sporting e Benfica – num espectáculo mais uma vez deplorável. Um (BdC), aproveitando o facto para lançar um convite a LFV para estar consigo na tribuna de honra, carregado de indirectas ao presidente rival e à sua ligação às respetivas claques, mostrando que mais que uma tentativa séria de pacificação no futebol português, pretendia aproveitar-se da situação e rebaixar o seu homólogo benfiquista. O outro recusou aproveitando esse facto e mais tarde, numa manifestação de cinismo e hipocrisia, apesar de dizer lamentar o sucedido com o adepto italiano, quase justificou o sucedido com a presença dele no local errado na hora errada, tendo comparado o presidente do Sporting a Vale e Azevedo, chamando-lhe demagogo, populista e mentiroso. Na resposta seguinte, BdC apelidou-o de cobarde, ironizou com a porta 18 e o pó branco e disse que LFV, logo que saísse da presidência do Benfica, seria vizinho de Vale e Azevedo. Mais tarde o inefável Saraiva, que parece querer manter o emprego a todo o custo, carregou novamente sobre Vieira… e isto promete não ter fim, hoje provavelmente com os paineleiros a continuarem a degladiar-se nos programas televisivos de “comentário desportivo” e que só servem para incendiar ainda os ânimos e desviar as atenções daquilo que o desporto tem de mais belo e que devia ser o seu foco. Um lixo que só existe porque os adeptos dão audiência a estes verdadeiros atentados ao bom senso e à inteligência alheia. E nem com a divulgação de “cartilhas” deixam de assistir a este verdadeiro estrume televisivo que só serve para adubar a violência no desporto.

Ah… e pelo meio parece que até houve um Sporting-Benfica, que representou um péssimo espectáculo, em que o Benfica deu mais um passo rumo a um tetra inédito no seu historial, ainda para mais ajudado com novo deslize do Porto no domingo em casa, ante o Feirense. Mas isso pelos vistos é apenas um facto de menor importância. O espectáculo principal já não é o futebol, isso passou apenas a ser algo colateral. O que interessa é espezinhar o rival, seja para desviar atenções de fracassos sucessivos que vão ocorrendo desportivamente, quer para continuar uma hegemonia em que muitos dos métodos usados são questionáveis. Os adeptos são instrumentalizados e deixam-se arrastar nesta querela insana, aplaudindo estes episódios rasteiros dos seus dirigentes enquanto aguardam pelo próximo round e trocando insultos e ameaças nas redes sociais e em qualquer local em que tal se propicie. Parece que o simples facto de alguém ser de um clube rival dá direito a que seja demonizado ou achincalhado… não temos todos nós amigos e familiares que são de outro clube? E então? Desejamos-lhe algum mal? E porque raio havemos de querer mal a quem não conhecemos, que tem filhos, irmãos ou família que o estimam e querem e onde estarão incluídos também adeptos de vários clubes certamente? Ou estamos apenas à espera de um pretexto e de uma vítima inocente para descarregarmos todas estas emoções negativas e as frustrações pessoais?

Não era tempo de isto acabar? Querem que continuem a ocorrer mais mortes como a deste adepto e a do very-light em 1996? Ou está tudo bem desde que seja do "inimigo"?

Façamos todos uma reflexão e um apelo aos políticos, juízes, treinadores, dirigentes, adeptos.

Aos políticos… deixem de usar apenas o futebol e o desporto para aproveitamento dos sucessos desportivos das selecções. Não se limitem a comparecer nos estádios junto de dirigentes de clubes… Intervenham junto deles e façam-lhes ver que isto não pode continuar. Criem legislação e façam-na cumprir sobre violência verbal e não-verbal no desporto. Repudiem publicamente estes comportamentos. Dêem instruções às polícias para investigarem seriamente as claques e os métodos que utilizam, sejam elas legalizadas ou não. Há lá gente boa, mas também energúmenos e criminosos e estes não têm lugar no futebol.

Aos juízes pede-se que punam severamente os culpados, não apenas de assassinatos, mas de agressões cobardes a coberto de pretextos de “apoio” aos clubes.

Quanto aos treinadores, falem sobre o jogo, tácticas, objectivos, etc. Assumam os vossos fracassos e erros. Não andem, veladamente ou de forma declarada, a acicatar ainda mais os ânimos.

Em relação aos adeptos (todos nós)….Acabem-se com as tarjas a exaltar a violência ou a gozar com a morte de outros. Acabem com assobios a imitar very-lights. Acabem com agressões gratuitas nos estádios e à volta deles. Respeitem a morte, porque vai calhar a todos e de preferência que seja natural e ao fim de uma longa vida. As claques que se humanizem, façam cânticos a puxar pelo seu clube e pela positiva, parando com provocações ou comportamentos criminosos onde existirem, com ameaças mútuas ou desafios para duelos seja onde for. Comentem menos nas redes sociais, se não o conseguem fazer sem entrar num registo de insulto ou ameaça ao primeiro pretexto e não vejam apenas as culpas alheias. Não assistam a programas de paineleiros irresponsáveis. Desfrutem dos bons valores e dos verdadeiros prazeres da vida. Dêem um passeio, umas futeboladas com os amigos, independentemente do clube a que pertençam, ou façam-no com os filhos. Não contribuam mais ainda para tornar o mundo e o do desporto em particular, um local irrespirável e em que pessoas de bom senso e moderação, não possam ter lugar.

Por último, para os dirigentes, que têm responsabilidades acrescidas, não façam declarações irresponsáveis. Não usem os adeptos dos respectivos clubes como escudos humanos ou baixas colaterais, para poderem desviar as atenções ou para se manterem agarrados ao lugar. Não distribuam cartilhas a parasitas do futebol a quem ninguém devia dar audiência ou atenção. Sensibilizem os vossos departamentos/agências de comunicação para darem mais atenção à divulgação das notícias sobre o próprio clube e o mínimo de intervenções sobre os rivais.

Não transformem tudo isto num campo de batalha que torne impossível ou imprudente levar crianças a estádios ou ir acompanhado com amigos ou namorados/as de clubes rivais, sem que se corram riscos sérios de agressões, nem que seja de pessoas do próprio clube. Mais que isso… não desmotivem de vez as pessoas de irem assistir a espectáculos desportivos, porque isso levará ao definhamento dos clubes. Defendam os emblemas que representam, mas não os envergonhem. Tenham carácter e não subestimem o alcance a gravidade do que dizem/mandam dizer e as consequências dos actos que praticam. Se no final não o conseguirem… podem sempre retirar-se e deixar o desporto e o futebol para quem o preza e sabe respeitar.

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20
Abr17

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E eis que, “num abrir e fechar de olhos”, chegámos ao redondo número 100.

 

Antes de mais, gostaríamos de agradecer do fundo do nosso coração sportinguista a todos os leitores, todos! Aos que leram todos os 99 anteriores como aos que leram apenas 1, aos que concordam com o que lêem e aos que discordam. Não nos lançámos a este desafio para “palmadinhas nas costas” mas sim para incomodar e (tentar) fazer pensar. Para tudo o que é realmente importante na vida não existem soluções fáceis ou únicas, e, quando se trocam ideias todos saímos a ganhar.

 

Para assinalar um número “especial” impõe-se um tema especial. E, considerando o nome que escolhi para aqui assinar, é fácil perceber que o Iordanov é um “assunto” que me é mesmo muito caro!...

 

Porquê?

 

Há pessoas, atletas e não só, que ficam na História pelos números. Tomemos o exemplo Cristiano Ronaldo. Dentro de 200 anos que memória sua persistirá? Os campeonatos, as taças, as internacionalizações, os golos, as assistências, as Bolas de Ouro… Em resumo, a memória futura escreve-se com algarismos. Mas conseguirão os números contar a história do menino que deixou a família na Madeira e veio sozinho para Lisboa? Sente-se nos números o odor do suor que toda a sua carreira deixou nas camisolas de treino? Não.

 

Ivaylo Iordanov é mais um caso paradigmático da ditadura dos números. No Sporting Clube de Portugal venceu “apenas” 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça Cândido de Oliveira. Nunca foi quem teve mais assistências. Nunca foi o melhor marcador. Aliás, marcou sensivelmente os mesmos golos na sua carreira de Leão Rampante ao peito que o supramencionado Cristiano marca em “apenas” época e meia. Mas ainda hoje recordo com um sorriso escarno-condescendente o momento em que na final da Taça, frente ao Marítimo, pretendia assistir de cabeça Sá Pinto ao segundo poste e o cabeceamento saiu… para a baliza. Um dos 2 golos com que o Sporting resgatou o troféu, ambos marcados por ele. E eternamente recordarei, com sorriso comovido, o momento em que subiu à estátua do Marquês de Pombal para a ele confiar um cachecol do recém-Campeão. Ainda recentemente se mostrou disponível para repetir o gesto.

 

Nasceu a 22 de Abril de 1968 (sim, faz anos no sábado…). Chegou ao Sporting em 1991 pela mão de Sousa Cintra, era então treinador Marinho Peres, proveniente do Lokomotiv Gorna ao serviço do qual se tinha sagrado o melhor marcador na época anterior. Foi também 50 vezes internacional pela Bulgária, tendo sido um dos que ajudou ao honroso 4º lugar no Mundial de 1994.

 

No Sporting marcou 71 golos em 226 jogos oficiais. Ultrapassou a fasquia dos 10 golos em 3 épocas: logo na primeira, em 1994/95 e em 1998/99. Não se considere no entanto que fosse perdulário/ineficaz, pois é importante recordar que à data as equipas alinhavam normalmente com dupla atacante e, sendo Iordanov intrinsecamente um lutador, o habitual seria ele ganhar lances para outros converterem. Entre esses outros podemos mencionar Cadete, Juskowiak, Sá Pinto, Paulo Alves e Acosta. Dos que foram por si assinados, fica aqui uma pequena amostra:

 

 

Personifica na sua vida o ADN do Sporting: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Não por acaso foi um Grande Capitão, apenas o segundo de nacionalidade não portuguesa na História do Sporting. Algumas fotografias de ex-atletas do Clube, pelo que representam, deveriam ter lugar de destaque em Alcochete, sendo a sua uma das obrigatórias! Já venceu um cancro. Já recuperou de um gravíssimo acidente de viação. Luta desde 1997 contra a esclerose múltipla, sendo que após a mesma lhe ter sido diagnosticada teve como segunda reacção dizer ao médico que o ajudasse a ir ao Mundial de 1998 e a ser campeão pelo Sporting. Foi ao Mundial. Como se viu atrás, a época 1998/99 foi uma em que apontou mais golos. E, finalmente, na época seguinte concretizou o sonho!

 

Retirou-se como jogador em 2000/01. Chegou a integrar a estrutura de futebol do Sporting como treinador-adjunto da equipa B. Disse recentemente que, se um dia “o telefone voltar a tocar”, volta sem pensar duas vezes. Lamentavelmente apenas teve o seu jogo de homenagem em 2010, por questões absurdas que nem vale a pena referir. Os símbolos serão sempre mais importantes do que meia dúzia de patacos…

 

Já este ano, um jornalista brasileiro, que já o tinha entrevistado 18 anos antes, deslocou-se a Sofia para fazer um follow up da entrevista original. Levava-lhe, para além de perguntas, mensagens de apoio de ex-colegas brasileiros com quem tinha jogado no Sporting.

 

Ainda esta semana, na excelente rúbrica #Sporting160, foi entrevistado e deixo aqui através da Bancada de Leão o programa completo e as suas notas.

 

São estes Homens que nos devem servir de exemplo, no desporto e na vida! São estes Heróis que merecem, sempre, ser recordados. Não pelos números… Pelo “suor”!

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20170418.jpg

 

Na passada sexta-feira, dia de “jackpot acumulado” em Portugal por ser feriado e recheado de sol, jogou-se ao final da tarde uma partida bem disputada entre os “verde e branco de Setúbal” e os “verde e branco de Portugal”.

 

Passados já três dias do jogo não me irei alongar muito no comentário de futebol propriamente dito.

 

Mais um bom ensaio para o derby, aproveitando Jorge Jesus para o derradeiro teste à condição física de Adrien Silva. Se nesse aspecto, aparentemente, está tudo bem, tendo até o capitão alinhado os 90 minutos, já na qualidade do futebol praticado nota-se estar ainda um bocadinho “perro”. Nada que a motivação de disputar um jogo contra o principal rival não resolva. É o que esperamos todos.

 

No resto dos jogadores elencados pelo treinador, registaram-se as saídas de Bryan Ruiz (para a já referida entrada de Adrien) e Podence (a ceder o lugar ao “dono” Gelson Martins). De resto mais nenhuma alteração. Há que elogiar esta continuidade neste momento da época, embora em uma ou outra posição se possa discutir a opção escolhida para essa continuidade.

 

Nota positiva para Bruno César, a mostrar mais uma vez que mais do que um jogo na mesma posição não pode fazer mal… E se a posição for a mais adequada às características do jogador… O mais provável é fazer bem.

 

Das opções desapareceu Francisco Geraldes. Deve ter sido castigo, e merecido! Afinal, quem o mandou jogar bem a semana passada frente ao Boavista?! O desplante do miúdo… Com toda a justiça alinhou pela Equipa B, estranhamente na posição que Jorge Jesus afirma que ele não tem características para actuar… Deve ter feito parte do castigo.

 

Na marcha do jogo esteve o Sporting a maior parte do tempo no comando das operações, nunca a comandar absolutamente mas sem grandes sobressaltos. Regista-se alguma sorte no primeiro golo marcado, pelo lance em si, e também no segundo golo pelo momento em que ocorreu. Nenhuma destas felicidades belisca a justiça da vitória Leonina.

 

Saindo finalmente do relvado, concentro-me agora no ambiente. Só tenho uma palavra: bravo!

 

Poderia pensar-se que o episódio ocorrido na Taça poderia prejudicar o ambiente deste jogo. Felizmente essa “suspeição” não passou disso mesmo. Assim deveria ser sempre o futebol.

 

Viajei para Setúbal com amigos, onde nos encontrámos com outros amigos que tinham aproveitado o dia de sol para um primeiro pisar dos grãos de areia nas magníficas praias da Arrábida. Para ponto de encontro da peregrinação, que teria obrigatoriamente de passar por uma esplanada, imperiais e choco frito, escolhemos local com o nome mais apropriado possível – o Leo do Choco Frito. Tudo bom: atendimento, qualidade, convívio entre amigos, entre adeptos de mesmo clube e entre adeptos de clube diferente.

 

No caminho até ao Estádio do Bonfim, no acesso ao interior do mesmo e já lá dentro a continuar o ambiente saudável de quem está ali para viver o futebol e apoiar o seu clube. De registar uma assistência bastante assinalável com todas as bancadas bem compostas, as duas centrais com mais adeptos do Vitória, a bancada sul completamente lotada com adeptos do Sporting e com uma diagonal preenchida de adeptos de ambos os clubes em saudável rivalidade.

 

Isto é o futebol! Ou pelo menos assim deveria ser sempre.

 

O futebol não é claques. O futebol não é cânticos insultuosos. O futebol não é comentadores e dirigentes. O futebol são as pessoas, as famílias, a divertirem-se e conviverem. O futebol é o apoio à nossa equipa, desejando e gritando a plenos pulmões que ela ganhe sempre! Mas com legitimidade e respeito por todos.

 

Estou a pedir muito?

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