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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


29
Dez16

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Uma empresa – visão através da qual deve ser avaliado um clube – hoje em dia tem sobretudo três grandes desafios. Primeiro, tem que no seu core business, a actividade desportiva propriamente dita no caso de um clube, tentar manter o nível de competitividade em relação aos seus principais adversários, mas principalmente em relação a si próprio no passado. Segundo, tem que tentar manter ou melhorar esse nível competitivo procurando também reduzir custos de forma continuada e sustentada. Terceiro, procurar permanentemente novas fontes de receita, dando foco às menos tradicionais e não variáveis (como não é o caso de prémios da UEFA ou transferências de jogadores).

 

Para os dois primeiros o principal contributo será técnico. Ou seja, ter uma boa táctica, ter um bom departamento de scouting que identifique bons jogadores com margem de progressão, ter um treinador que inova procesos de treino, aposta na formação para diminuir o custo global do plantel, entre outros. Em resumo, procurar sempre "fazer mais com menos". Para o terceiro contribuem principalmente criatividade, persistência e capacidade de negociação.

 

Por criatividade entenda-se a capacidade de pensar out of the box e encontrar receitas onde, tradicionalmente, não existiam. A este nível o mandato de Bruno Carvalho deixa um pouco a desejar pois não apareceram quaisquer novas fontes de receita. Se a nível das tradicionais, principalmente a quotização, houve progresso o mesmo não se vislumbra noutros campos. A nível de Marketing o Sporting tem imenso por fazer, tanto em actividades que poderia desenvolver sozinho como em parcerias, novas ou incrementadas. Foi feito um tímido esforço na expansão de pontos de venda da Loja Verde, esforço que poderia ser levado mais longe através da concessão de licenças para interessados em explorar quiosques em pontos de grande movimento – aproveitar o valor criado pelo Turísmo – em Lisboa e outras capitais de distrito.

 

Persistência passa por tentar sempre fazer melhor, mesmo quando possamos achar, por vezes de forma auto-contemplativa, que se está a fazer o melhor trabalho, nunca deixar de perseguir a perfeição. Principalmente no que toca a melhorar a experiência do sócio e adepto em dia de jogo, aqui tema em que não se tem explorado de forma eficaz a parte secundária – tudo o que acontece fora das quatro linhas. Os bares do Estádio são notoriamente subexplorados, quando poderiam ser simultâneamente fonte de valor para a pessoa, com mais opções e comodidade, e fonte de valor para o Clube, com o crescimento de receitas – receitas que estão lá, mas fora do Estádio... A experiência anterior ao jogo e de intervalo de jogo pode ainda ser adicionalmente valorizada, para ambas as partes, através da criação de actividades com parceiros.

 

Quanto a capacidade de negociação, qualidade que Bruno Carvalho tanto se arroga, tem um trunfo a exibir com a parceria com a NOS. Pena que não tenha dedicado menos tempo a comparar esse acordo com o dos rivais e mais tempo a encontrar ainda mais parceiros e patrocinadores. Embora seja uma proposta controversa, mas o próprio Bruno Carvalho anunciava em Setembro de 2013 a pretensão de negociar o nome do Estádio José de Alvalade, sendo que três anos volvidos e nada foi feito nesse sentido. Nem quanto ao nome da Academia de Alcochete, aqui bem mais pacífico até por já ter sido no passado celebrado em acordo com a Puma, em 2006 por Filipe Soares Franco, que terminou em 2012 e desde então outro não foi negociado. Tal como estão por negociar o nome de duas das bancadas de Alvalade. Bem como estão por aproveitar vários patrocínios em camisolas de modalidades – andebol por exemplo – e de escalões de formação.

 

Concluindo com o reconhecimento de uma fonte de receita criada por esta Direcção – a apropriação de valores pertença de terceiros. No caso Doyen de facto houve "criatividade", persistência e "negociação"...

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28
Dez16

A medida do insucesso

por Krassimir

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“Sinceramente, quando acabar o meu mandato, um dos factores de relevância será ser campeão nacional de futebol. De resto, graças a Deus, temos feito um bom trabalho, agora é só mantê-lo. Temos um clube equilibrado e temos uma equipa de trabalho boa. Não quero como sportinguista estar aqui quatro anos em que não possamos todos sair daqui com um título. Por muita moderação, responsabilidade e bom senso, quatro anos é muito tempo, há muito caminho para trilhar, mas temos de conseguir atingir esse objectivo e dizermos que cumprimos. Sabemos todos que temos aqui uma missão tremenda. O Sporting Clube de Portugal tem de ocupar o seu lugar. E eu próprio, como presidente do Sporting, não tenho paciência para esperar anos e anos para aquilo que tem de ser nosso objectivo, que é voltarmos a comemorar o título. Todos nós merecemos que isso aconteça durante este primeiro mandato.” Bruno de Carvalho, entrevista ao Jornal de Negócios, 23/09/2013

 

O mandato de Bruno de Carvalho está a chegar ao fim. Infelizmente para todos nós, o Sporting não terá sido campeão nacional até Março, quando ocorrerão eleições e parece estar também complicado de o poder fazer em Maio de 2017, no final desta época. Neste aspeto já não conseguiu igualar Luís Filipe Vieira e Pinto da Costa que foram campeões nos primeros mandatos.
Bruno de Carvalho também não conseguiu fazer do clube campeão de andebol e mesmo na época em curso, parece estar difícil que se consiga tal objectivo, apesar de um investimento enorme que foi feito na secção.


Em hóquei em patins, também não seremos certamente campeões e provavelmente nem em terceiro lugar ficaremos, apesar do orçamento também ter aumentado bastante. Claro que o hóquei foi uma modalidade que se teve de recuperar do zero, mas após a vitória da Taça CERS, pensou-se que se conseguiria evoluir para algo melhor. Tal não sucedeu, contudo. Só no futsal, secção que já antes de Bruno de Carvalho tinha excelentes resultados, foi possível ser campeão, apesar de também o Benfica o ter conseguido neste mandato. Obviamente que se registaram títulos em muitas outras modalidades, atendendo ao ecletismo do clube, mas futebol, andebol, futsal e hóquei serão certamente as principais para a grande maioria dos sportinguistas e aquelas em que mais alegria nos daria ver o clube campeão.


Voltando ao futebol, depois de uma primeira época em que não se podia pedir mais, tendo sido obtido um 2º lugar com Leonardo Jardim, veio a época de Marco Silva, em que a conquista da Taça de Portugal parecia representar o ponto de viragem para o regresso do clube às conquistas mais relevantes, onde obviamente só a conquista do campeonato nos daria a satisfação desejada. Para isso fez-se uma grande aposta indo buscar Jorge Jesus, um treinador sem dúvida competente, mas com um consequente aumento de despesas, a começar pelo salário milionário que aufere anualmente.


De facto obteve-se um recorde de pontos, mas infelizmente isso valeu apenas um segundo lugar, já que o Benfica conseguiu ter mais dois no final. Podemos sempre falar em fatores extra-futebol, mas o que é certo é que falhámos quando não devíamos e deixámos o nosso rival recuperar de uma desvantagem de sete pontos.

 

Ainda assim, o Sporting já é prejudicado por arbitragens há décadas, bastando lembrar a época em que não fomos campeões com o episódio da mão de Ronny, para isso ser demonstrado. Se nessa altura, tal não serviu de justificação para os falhanços das Direções que tivemos e que de facto existiram, então porque é que agora mudamos o critério de avaliação? Mas mesmo com toda a frustração vivida pela nossa derrota, que coincidiu com o tricampeonato do Benfica, todos esperávamos que nesta época com um aumento de investimento, com a continuada aposta em Jesus, tudo pudesse evoluir até ao desejado título. A verdade é que as coisas estão extremamente difíceis com a equipa em 4º lugar e com os mesmos pontos do 5º classificado e a oito pontos do nosso eterno rival. Já perdemos quase tantos pontos nestas 15 jornadas como nas 34 jornadas da época passada. Só uma hecatombe do adversário aliada a uma carreira imaculada do Sporting a partir de agora nos poderia dar alguma hipótese de sonhar com o campeonato. E mesmo assim convém não esquecer que estamos a 4 pontos do 2º classificado, o Porto...

 

Ou seja, Bruno de Carvalho não transformou o Sporting no clube vencedor que prometera. Talvez por isso mesmo, na mensagem de Natal que publicou, tenha preferido falar do Pavilhão que irá inaugurar, uma realização importante, como foram no passado a Academia e o novo Estádio, da história do clube e não tenha referido qualquer objetivo no futebol e mesmo em outras modalidades. Porque infelizmente os títulos estão longe do nosso alcance.
Bruno de Carvalho falhou e o caminho que trilhamos não parece conduzir à recuperação do lugar que pretendemos. Claro que tivemos dois mandatos desastrosos com Bettencourt e Godinho Lopes, sobretudo deste último, mas quanto tempo mais vamos continuar a usá-los como barómetro deste mandato que se está a completar? É que Bruno de Carvalho não conseguiu mais títulos nas modalidades principais que os outros antecessores. Aqueles que muitos sportinguistas repudiaram quando deram um voto de confiança a quem lhes prometeu bem mais do que aquilo que conseguiu...


Para quem possa achar que estou a exagerar e a ser injusto nesta apreciação, remeto-vos para as palavras do próprio Bruno de Carvalho: “a medida do meu sucesso é ser campeão”. É pois Bruno de Carvalho que em 2013 considera um falhanço este mandato.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:24

27
Dez16

O mandato do Facebook

por Krassimir
Bruno de  Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal desde Março de 2013, é um entusiasta do Facebook. Ainda antes de ser eleito, usou-o para dar notícias da sua candidatura e anunciar as medidas principais do programa eleitoral através da página Sporting no Coração, entretanto encerrada muito recentemente...
 
Mas foi já como presidente do Sporting e com Marco Silva como treinador, que a 2/11/2014, Bruno de Carvalho escolheu o FB para pedir desculpa aos adeptos depois de uma derrota por 3-0 em Guimarães e da equipa B ter perdido por 5-0 com o Atlético. Na altura escreveu "Ao nível do futebol sénior este fim-de-semana jamais poderá ser esquecido. Quer a equipa principal quer a equipa B brindaram os sportinguistas com péssimas exibições que não dignificaram o nosso clube e a nossa camisola. Não demonstraram garra nem vontade de vencer e isso é lamentável só nos restando pedir desculpa por não termos sido dignos do clube que representamos".
Muitos sportinguistas não entenderam então, nem o conteúdo, nem a plataforma escolhida para o fazer, até porque estas situações normalmente são resolvidas internamente, por muito que todos estivéssemos tristes com o sucedido nesses jogos. Aliás esta publicação representou o início de vários episódios infelizes na relação entre presidente e treinador com visibilidade pública, de que a intervenção de José Eduardo representaria um outro episódio lamentável.
 
Tratando-se de uma iniciativa controversa entre os sócios, esperava-se que Bruno de Carvalho, reflectisse sobre a utilização desta rede social.
No entanto, passado algum tempo, todos percebemos que sucedeu exatamente o contrário. Depois da era dos comunicados, das múltiplas entrevistas a órgãos da Comunicação social, apesar destes serem simultaneamente criticados pelos canais do clube, tivemos na época passada sobretudo, a era dos posts do Facebook assinados por Bruno de Carvalho.
 
Infelizmente, longe de terem sido eficazes na defesa do Sporting ou servido algum outro objetivo nobre, estes posts apenas contribuíram para a degradação da imagem do presidente do Sporting. Passou do presidente jovem, irreverente  e dinâmico, para um indivíduo grosseiro, vulgar e mal-educado e cujo mau gosto das publicações envergonharam muitos sportinguistas. Com este desgaste, o peso institucional da sua palavra como presidente do Sporting desvalorizou-se abruptamente. Nesta linha surgiram episódios como o do “frango à maricas” visando Camilo Lourenço em que afirmou: “para quem fala tanto e escreve tanto sobre economia e gestão (...) talvez não fosse mal começar a dedicar-se à arte da culinária (...). Aconselho começar pelo tradicional prato da galinha à maricas...” ou o do carro bloqueado em que publicou “Foi me dito que os jornalistas do JN Luís Mota e Nuno Maia foram apanhados a fazer necessidades líquidas atrás de uma coluna enquanto fotografavam uma carrinha do Presidente do Sporting CP bloqueada (...). Elemento próximo garante que enquanto um segurava no instrumento, outro ligava eufórico para a redacção (...) Com a precipitação caíram umas gotas em cima do instrumento desfocando um pouco a foto”.
Todos assistimos horrorizados a estas manifestações grotescas e de péssimo gosto assinadas na primeira pessoa pelo principal responsável do clube. E quando não eram deste calibre, referiam quase invariavelmente o nome do nosso rival Benfica. Melhor argumento não lhes poderia ter oferecido para a sua narrativa de que estava obcecado com o clube deles...
 
Mas para a nova época e ao terceiro Diretor de Comunicação deste mandato, Nuno Saraiva, a expectativa era de que Bruno de Carvalho se resguardasse mais e que a estratégia fosse alterada até porque comprovadamente não resultava. Porém Nuno Saraiva apenas deu expressão a inúmeras publicações em que o tema era quase sempre o Benfica, a sua direção e até os seus comentadores... ou seja, mais do mesmo. Para a humilhação ser maior, a própria página de FB de Nuno Saraiva esteve encerrada durante alguns dias e a resposta do Sporting foi lançar uma outra página “comunicação Sporting” que prosseguiu com a mesma linha e que também teve destino idêntico...
Recentemente, Bruno de Carvalho voltou a fazer mais posts, a acusar eventuais adversários à presidência nas eleições de Março de 2017 de “ratos, papagaios ou abutres” ou na mensagem de Natal, a colocar em dúvida aquilo que já todos sabemos há muito ir fazer: recandidatar-se à presidência. Não está em causa a sua legitimidade para o fazer, mas lamenta-se que tenha de recorrer a estes expedientes dignos de uma peça de teatro de terceira categoria.
 
Pelo meio ficam muitos outros episódios, como a intervenção de Bruno de Carvalho em grupos do FB, a convidar críticos para as Assembleias Gerais, esquecendo-se que o Sporting não é só Lisboa e que muitos associados moram longe da capital, para além do ambiente das AG não ser propriamente descontraído e convidativo à expressão livre de opinião, apesar de se apregoar o contrário...
Mas é também através do FB que se tem visto muito do que de pior existe no atual Sporting. Ataques soezes a sócios em grupos discussão do clube, tentando limitar a discussão e a opinião crítica, recorrendo-se ao insulto e à ameaça, através de muitos perfis falsos de alguns que se afirmam apoiantes do presidente... aliás teme-se o pior para os potenciais candidatos que ousem afirmar-se como alternativas ao atual presidente às próximas eleições.
 
Ou seja, longe de ter utilizado o FB para o benefício do clube e da sua imagem, a atual Direção usou esta rede social para revelar as suas limitações em termos de Comunicação e a sua verdadeira essência. Talvez afinal de contas, esta rede social acabe por ter uma enorme utilidade para o futuro do clube. Assim nenhum de nós sportinguistas pode alegar desconhecimento destas realidades quando chegar a hora de decidir quem merece ter a honra de ser escolhido para presidente do clube em Março de 2017....

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:25

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«Em 27 de abril de 1928, após a eleição do marechal Óscar Carmona e na sequência do fracasso do seu antecessor em conseguir um avultado empréstimo externo com vista ao equilíbrio das contas públicas, Salazar reassumiu a pasta das finanças, mas exigindo o controle sobre as despesas e receitas de todos ministérios. Satisfeita a exigência, impôs forte austeridade e rigoroso controle de contas, conseguindo um superavit, um "milagre" nas finanças públicas logo no exercício económico de 1928–29.


"Sei muito bem o que quero e para onde vou." — afirmará, denunciando o seu propósito na tomada de posse.


Na imprensa, que era controlada pela censura, Salazar seria muitas vezes retratado como "salvador da pátria"...

 

... A pedra angular do sistema era o Presidente, eleito por sufrágio direto, para períodos de sete anos, e a quem era atribuído o poder arbitral de nomear um presidente do conselho onde, por sua vez, estavam totalmente concentrados os poderes executivos. A Assembleia Nacional tinha poderes legislativos mas com limitações, nomeadamente nos casos de leis que pudessem afectar as contas públicas. Terminou assim o período da Ditadura Militar (1926-1933) e iniciou-se um novo período autoritário a que Salazar chamou o “Estado Novo”. O Parlamento, a quem Salazar atribuia as culpas do caos da Primeira República, fica quase vazio de poderes.»

in Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar 

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23
Dez16

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Quanta falta nos fazia uma vitória destas, tivemos finalmente, sorte.

 

Sorte, essa tipa que tantas vezes teima em não aparecer, ontem apareceu pela mão de Beto (que grande exibição) e pelo aparecimento de Bas Dost ao segundo post a corresponder na perfeição a um muito bem medido cruzamento de Joel Campbell que, convenhamos, já devia ser dono da canhota desde, pelo menos, há dois ou três jogos. Insiste-se em Alan mas tal como o dono da outra metade da dita, não pode, nem nunca será um cepo como Marvin. Jefferson mesmo sem confiança é superior. Menção também para Esgaio que não sendo nada de mais, é melhorzinho que os outros dois além de ter algum margem de progressão visto ser muito mais novo que os já acabados Pereira e Schellotto. Talvez as opções (apesar de insuficientes) existam e o cansaço que a equipa demonstrou no último jogo pudesse ter sido evitado se algumas destas opções fossem usadas em jogos anteriores. Menção especial para Adrien e William, esses sim sem alternativas, fizeram tudo o que puderam para nos dar a vitória. Será que se planeou mal ou se tem aproveitado mal? Uma questão que gostaria de ver respondida pelos nossos "ainda poucos" leitores. Folguei em saber que, afinal, a culpa não é da exigência dos adeptos mas de Jorge Sousa. Que saudades deve alguém ter de uma bela Capelada limpinha limpinha.

 

"Desfolguei" ao ver mais uma volta olímpica (desta vez a toque de bacalhau e selfie). A última tinha sido com o Praiense tendo sido antecedida por uma fuga com direito a chapada nos acrílicos do banco de suplentes. Saudações, Bom Natal e que as prendas em Janeiro sejam um tudo nada melhores que as de Verão.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:26

22
Dez16

Cheque em Branco?

por Krassimir

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As eleições de março de 2017 começam a tornar-se um tema incontornável no universo leonino.

 

Embora alguns se queixem que os eventuais candidatos já deveriam ter formalizado as candidaturas, a verdade é que pelo menos assim o seu anúncio não serve de qualquer justificação para os péssimos resultados que a equipa registou recentemente quer na Champions quer no campeonato, em que o Sporting se encontra a uns distantes 8 pontos do líder, o Benfica.
Certamente, que a terem surgido já candidatos isso seria invocado e talvez apontado como uma das razões para esse insucesso...


Venham então as candidaturas e que os temas e propostas sejam discutidos com seriedade e elevação.

 

Só sendo conhecido até à data um candidato, o atual presidente Bruno de Carvalho e ignorando quem se apresentará a votos, os sportinguistas expressam ainda assim já algumas posições que talvez seja interessante discutir.


Há aqueles que dizem que jamais votarão no atual presidente, entre outras razões pelo estilo e comunicação controverso que assume ou por não ter atingido os resultados que se propunha e outros que afirmam votar nele, independentemente de quem surgir.


Ora neste segundo grupo, existem ainda assim algumas nuances. Há de facto quem afirme que apoia incondicionalmente Bruno de Carvalho, faça ele o que fizer e aqueles que, mesmo reconhecendo vários erros deste presidente, acham que ele merece um segundo mandato. E depois disso e caso não corresponda, ser então afastado.


Esta última posição é respeitável ainda que talvez fosse mais razoável aguardar pelos projetos, equipas e figuras que se vão apresentar. E será que o histórico de Bruno de Carvalho leva a crer que se está em trajetória ascendente e tranquilizadora que permita excluir desde já outros candidatos? Na minha opinião, não. Depois de uma primeira época muito boa, em que com poucos meios se contratou um bom treinador, Leonardo Jardim, se assentou num projeto realista e com base nos jogadores da Academia, tivemos depois um desnorte nas contratações na época seguinte de Marco Silva, das quais apenas resta no plantel principal Paulo Oliveira e ainda assim remetido ao banco de suplentes. Depois da grande aposta em Jorge Jesus que quase nos deu um campeonato, mas em que existiram várias falhas, entra-se para esta época com um grande investimento em jogadores, com revisão em alta e prolongamento do contrato de Jorge Jesus e com os péssimos resultados que se conhecem. Não há uma estrutura para o futebol sólida e estamos amarrados a este treinador, de indiscutíveis méritos, mas por quem passam todas as decisões do futebol. Portanto aqui houve uma evolução negativa e não consentânea com o aumento de investimento.

 

Relativamente à Comunicação, depois de 3 diretores diferentes, e quando na época passada Bruno de Carvalho se multiplicou em posts no Facebook, muitos deles claramente discutíveis e de alcance duvidoso, temos agora um diretor de Comunicação em que mais de 90% dos posts são dirigidos e baseados no rival Benfica. Também aqui houve uma tendência para piorar, pois na tal primeira época e tirando alguns excessos do presidente, como a de dizer “que os adversários tinham de dar mais luta” quando a equipa estava na liderança, até nem tinha existido matéria de grande controvérsia.

 

Há também quem justifique a aposta antecipada no voto neste presidente, porque quem vier pode ser desconhecido ou até porque pode estar ligado ao rival. Em relação ao primeiro ponto, refira-se que Bruno de Carvalho quando surgiu em 2011 também era um desconhecido e o seu discurso populista suscitou muitas reservas. Depois de ser eleito em 2013, tem acumulado algumas coisas bem feitas, mais no início do mandato e muitas criticáveis, mais no final, o que parece indicar uma tendência preocupante. Portanto não parece que o receio do desconhecido seja um argumento satisfatório, sobretudo sem sequer se conhecerem os candidatos. Quanto à possibilidade de qualquer candidatura ser patrocinada pelo Benfica para que se possam livrar de um presidente “incómodo” como Bruno de Carvalho, além de parecer ridícula, a perspetiva do nosso rival poder conquistar um tetracampeonato pela primeira vez na sua história, não leva a supor que estejam assim tão preocupados com a nossa Direção.


Por isso mesmo, defendo que todos, quer achemos Bruno de Carvalho o melhor, o menos mau ou ainda o pior, ganharemos em considerar e analisar os outros candidatos e projetos. Não passemos cheques em branco em ninguém. E já agora que os candidatos sejam respeitados e não se assista ao espetáculo deplorável de comentários insultuosos e ameaçadores que se viram na página de FB de Paiva dos Santos, que em poucas horas deixou de ser candidato.

 

Independentemente de se poder ter precipitado e das reservas que pudesse levantar a sua candidatura, seria bom que se percebesse que somos um clube centenário, sem lugar para práticas arruaceiras e de nível inqualificável.

 

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:26

21
Dez16

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Pegando no mote dado pelo blog Sporting Com Filtro, que teve a amabilidade de listar um conjunto de questões pertinentes a colocar a potenciais candidatos, parece-nos um bom início para a caminhada a que nos propomos dar-mos as respostas que gostaríamos de ouvir de um candidato que tenha o ADN do Sporting Clube de Portugal.

 

Tomando como pontos de partida que um bom candidato será um bom gestor, e considerando que respostas relacionadas com o apresentar de nomes terão mesmo que ser dadas pelos potenciais candidatos que se apresentem a eleições, iremos rever as questões colocadas uma por uma.

 

Quem é a sua equipa, Vice-Presidentes e outros dirigentes que concorrem consigo?
Esta será uma das que, evidentemente, terá que ser respondida pelos próprios. No entanto, não tendo nomes a apresentar, esperamos que o perfil dos vices e demais equipa directiva seja uma extensão do perfil de gestor do presidente, complementando-o com o conhecimento de matérias em que este seja menos versado.

 

Qual a sua visão sobre as modalidades? Manter o investimento actual, e tentativa de recuperar antigas modalidades? Ou caminhar como Filipe Soares Franco defendeu para apenas as que dêem lucro financeiro e o Futebol?
Qualquer pessoa com a responsabilidade de tomar as rédeas do Sporting tem, obrigatoriamente, que perceber a sua matriz ecléctica. O Sporting Clube de Portugal não é, nunca foi e desejavelmente nunca será apenas futebol. Posto isto, existe uma grande diferença entre querer e poder. Se é claro que gostaríamos de ver, e rever, o máximo de modalidades no Sporting, parece-nos também desejável que as mesmas sejam sustentáveis. Se esta sustentabilidade implicar abandonar alguma “utopia” de querer ganhar no imediato, que seja. O sucesso não é algo que se possa comprar no Ikea. Trabalha-se. Constrói-se!

 

Sabendo que o futebol é um grande foco da vida dos Sportinguistas qual será a sua forma de gestão do mesmo? Directamente ou irá entrar algum Director Desportivo forte? E nesse caso, quem será?
Tomando a premissa do presidente gestor, partimos do princípio que não terá um extenso conhecimento do mercado de transferências e seus stakeholders. Neste contexto será extremamente importante, um dos focos indubitavelmente, a contratação de um director desportivo que complemente essas valências. Deve caber a esse director a coordenação de todo o futebol – A, B e camadas jovens – bem como a coordenação da equipa de scouting. O nome, terá de ser o próprio a fornecê-lo.

 

Qual é a sua posição sobre as ligações a empresários como Jorge Mendes, Pini Zahavi e outros?
Quanto a empresários, deve-se assumir uma postura de distância cooperante. Não temos, nem que prestar vassalagem a ninguém, nem fechar portas de forma hostil. Um empresário deve ser considerado como um meio de acesso ao mercado, nada mais que isso. Dito isto, é importante compreender que com quantos mais players do mercado tivermos conflitos, mais difícil se tornará adquirir jogadores de qualidade, realizar boas vendas dos nossos principais activos e alienar jogadores que avaliemos como menos úteis ao projecto do futebol.

 

Quais as coisas que aponta como mais positivas do mandato de Bruno de Carvalho?
O ponto mais positivo nestes quatro anos será a tentativa de recuperar e angariar novos sócios. A massa humana é um aspecto obviamente importante numa organização de sucesso. De destacar as iniciativas de “Sócio Num Minuto”, “Regresso Num Minuto”, a campanha “Se É Amor Declara-o” e a criação da categoria de sócio B.

 

E quais as mais negativas?
Sem qualquer margem para dúvida, o aspecto mais negativo do mandato de Bruno Carvalho prende-se com a sua política de comunicação. Se ao início dava a entender que pretendia atirar uma pedrada no charco, o que tem conseguido com as suas recentes declarações é apenas atirar o charco ao Sporting…

 

O que faria diferente no caso da reestruturação financeira e renegociação com os Bancos?
Aqui não será tanto uma questão a colocar para o futuro, mas mais uma avaliação do passado. E avaliando pragmaticamente o que foi firmado com os credores, não restarão muitas dúvidas que pouco se poderia ter feito de diferente. Se é verdade que o Sporting não dispunha no momento da liquidez necessária para cumprir compromissos anteriormente assumidos, não é menos verdade que, ainda mais nos dias correntes, uma instituição financeira não tem qualquer interesse em se tornar accionista de uma instituição desportiva. Positivo ter-se assegurado a não obrigatoriedade de venda de activos por montantes mínimos.

 

Em termos de treinador, e tendo em conta que Jorge Jesus ainda tem uma longa duração no seu contrato com o Sporting, pensa mantê-lo?
Uma falsa questão. Jorge Jesus, pura e simplesmente, não se pode despedir. O seu elevadíssimo vencimento torna o Sporting seu refém.

 

Qual será a visão para as equipas A e B e a sua integração com a formação?
Um bom candidato não pode ter visões dogmáticas sobre conceitos. Um bom presidente reavaliará a existência da equipa B, pelo menos nos moldes em que funciona actualmente. Ou a equipa B é uma ponte eficaz entre juniores e seniores, permitindo rodar jogadores menos utilizados da equipa A e uma entrada mais suave no escalão sénior por parte dos jovens talentos, ou então é apenas mais um encargo a nível de segunda equipa técnica e logística de treinos e jogos.

 

Quem mudará na estrutura do Sporting, não eleita, e quem tentará manter?
A nível de estrutura, há sempre que avaliar as prestações de forma imparcial. Um bom presidente tentará ter uma estrutura mais lean e eficaz, em que exista uma claríssima separação de funções. Só numa estrutura com funções bem definidas é possível responsabilizar cada pessoa pelo seu desempenho. Respondendo em concreto, toda a equipa médica deve permanecer, bem como (existindo vontade do mesmo) Octávio Machado nas suas actuais funções de director técnico (mais próximo dos treinadores e jogadores) reportando ao director desportivo escolhido pelo presidente.

 

Qual a sua posição em relação às relações institucionais com Porto e Benfica?
As relações com os rivais deverão ser aquelas que deveriam ter sido sempre em toda a nossa História. Não devem existir complexos de cooperação no que for útil ao futebol em geral, e ao Sporting em particular, existindo claro reciprocidade dos rivais. Mas esta disponibilidade de cooperação não deve afastar um espírito crítico ao que ao Sporting diga concretamente respeito, canalizando essa crítica para sede própria, que não será obviamente o Facebook. Além da sede própria, em nenhum momento deve caber ao presidente do Sporting comentar questões internas dos rivais que apenas a eles e seus sócios e adeptos dizem respeito.

 

Qual a sua primeira medida caso seja eleito?
Despedir Nuno Saraiva.

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