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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


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Naquele que, actualmente, é um dos dois (o outro é o futebol) aspectos fundamentais na estratégia do líder de um clube em Portugal, o candidato Pedro Madeira Rodrigues apresenta oito propostas.

 

1. Recuperar no imediato a posse da Academia Sporting, na posse do Banco Comercial Português desde 2014, com o apoio de investidores que entrarão com um valor a rondar os 14M€.

 

Neste ponto, o que o candidato essencialmente propõe é o pagamento antecipado de todas as rendas e valor residual no contrato de locação financeira que o Sporting assinou com o referido Banco em 2014. Ainda que se discorde do instrumento de financiamento utilizado, o que é certo é que ele existe e constituí uma obrigação para o Sporting. Partindo dos fáceis princípios que o Banco não pode vender o imóvel no decorrer do contrato em vigor, e, que o Banco não se opõe à realização de obras que aumentem o valor do imóvel, é legítimo questionar que vantagem terá o Clube em accionar o pagamento antecipado. Igualmente legitimo seria identificar os investidores e quais seriam as suas contrapartidas.

 

2. Garantir a detenção da maioria de capital da SAD, preparando a recompra de VMOCs.

 

Mais que uma proposta, trata-se de um "desígnio dívino". É impreterível garantir a independência do Clube! Preparar a recompra dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis é garantir a disponibilidade de 99M€ até 2026, caso contrário os Bancos financiadores (BCP e NB) tornam-se automaticamente detentores de 45% do capital da SAD, vendo os actuais accionistas as suas participações revistas em proporção. Ou seja, fazendo esse caminho de forma sustentada, deverá o Sporting reservar cerca de 10M€ por ano. Se, pelo que se pode ver no final do link anterior, até ao momento reservámos apenas 3M€, já temos então uma diferença de 7M€ a compensar futuramente. Aguardamos o concretizar, por parte de Madeira Rodrigues, de como planeia reservar 47M€ nos quatro anos de mandato.

 

3. Promover a participação dos actuais investidores e a atracção de novos, estruturando e revendo a abordagem global ao mercado, restabelecendo relações de confiança e procurando novas parcerias.

 

Os principais investidores do Sporting são os seus accionistas, os seus financiadores e os seus patrocinadores. Entre os accionistas temos a Holdimo de Álvaro Sobrinho e a Olivedesportos de Joaquim de Oliveira. Nos financiadores os já citados Banco Comercial Português e o Novo Banco. Seria útil que Madeira Rodrigues esclarecesse em que moldes pretende que os empresários e/ou os Bancos participem mais, com que contrapartidas e em que montantes. Na nova abordagem ao mercado também seria pertinente concretizar quais os sectores, à data não explorados, para os quais o Sporting irá apontar. O recente relatório UEFA, já aqui mencionado noutra oportunidade, aponta para os sectores "Banca e Seguros", "Empresas de Apostas", "Companhias Aéreas" e "Indústria Automóvel".

 

4. Assumir, inequivocamente a transparência na identificação dos investidores.

 

Um excelente princípio pelo qual se deveria reger qualquer Organização. No entanto até ao momento, o candidato Pedro Madeira Rodrigues não divulgou quem serão os investidores do primeiro ponto. Seria também importante perceber em que moldes esses investidores entrariam no Sporting e, se estariam dispostos a canalizar esse investimento de 14M€ para questões mais propensas a gerar valor, nomeadamente as melhorias de infra-estruturas da própria Academia.

 

5. Optimizar a gestão de tesouraria que permita uma gestão eficiente dos activos e impeça a alienação destes para suprimento de faltas.

 

Dizer isto é, basicamente, garantir um fluxo de recebimentos que faça face ao fluxo de pagamentos num determinado período em análise. Não entrando nas obrigações financeiras enunciadas nos pontos anteriores, uma análise muito simplista aponta para o pagamento de vencimentos como o maior desafio nessa gestão. Considerando que a quotização foi alocada em exclusivo às modalidades, são neste momento as receitas de patrocínios, direitos televisivos e mais-valias em vendas de jogadores que financiam o orçamento do futebol. Para tudo isto ser sustentável, como as mais-valias não são constantes, é fundamental reduzir a massa salarial. É isto que Madeira Rodrigues propõe? Não sabemos. Aguardamos.

 

6. Regularizar e fortalecer a relação institucional com os parceiros bancários.

 

Nos dois verbos utilizados – regularizar e fortalecer – é hoje em dia de comum entendimento que os Bancos estarão muito interessados no primeiro e com fraca apetência para o segundo. O que os parceiros bancários, de uma forma transversal a todos os clubes, querem é reduzir a sua exposição a um sector que lhes tem trazido mais dissabores que retorno. Daí a sua flexibilidade na gestão das dívidas actuais, mas é bastante previsível que não tencionem fortalecer as actuais relações.

 

7. Reduzir os gastos com fornecimentos e serviços externos.

 

Um bom prícipio de gestão. No caso do Sporting, mais que uma intenção deve ser uma prioridade considerando os sucessivos recentes aumentos nesta rúbrica. Tratado-se de matérias tão diversas como electricidade, água ou combustíveis, mais que o príncipio aguardamos que Madeira Rodrigues liste quais os principais vectores de poupança e como pretende consegui-lo. Reduzir os encargos com deslocações de comitivas poderia ser uma ideia, mas só o próprio para a consubstanciar.

 

8. Garantir a apresentação regular das contas consolidadas do clube.

 

Uma medida concreta que visa a transparência com que nos devemos relacionar com os demais stakeholders. Recordar que num passado recente Bruno Carvalho lançou esse repto aos rivais, só o cumprindo em casa própria passados 10 meses.

 

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Aos 21 anos de idade, Francisco Geraldes é mais um jogador da melhor formação de Portugal e uma das melhores do Mundo, a despontar e que se encontra na antecâmara da equipa principal do Sporting.
Está no clube desde os 7 anos de idade, sendo sportinguista assumido e daqueles que sente claramente a camisola.

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Médio versátil, criativo, Francisco Geraldes destaca-se pela sua qualidade técnica, criatividade e inteligência que dá ao jogo.
Numa entrevista que concedeu em Dezembro de 2015 a Maria Gomes de Andrade, confessou que gosta de ouvir música clássica e ler livros autobiográficos ou policiais. Aliás, a leitura é uma das suas formas favoritas de ocupar os tempos livres, lendo inclusive no balneário. Não assume que isto o torne superior aos demais companheiros, antes reconhece a diferença que isso lhe confere, confessando também gostar de estar actualizado sobre as notícias de economia ou política e de ir ao cinema, exposições ou concertos, em detrimento dos videojogos.
Oriundo do bairro de Alvalade e tendo frequentado o Colégio Sagrado Coração de Maria, tentou conciliar sempre o futebol com os estudos de acordo com a educação que lhe foi dada pelos pais. Acabou por ingressar no curso de Gestão da Universidade Lusófona, embora os estudos tenham agora ficado em suspenso, devido às incompatibilidades a que a prática de futebol profissional obriga. 
 
O dia-a-dia de Geraldes, ainda enquanto estava na equipa B do Sporting, era rigoroso e metódico: «Treino, almoço e depois faço uma pequena sesta para repor energia. A seguir faço pilates ou trabalho complementar de ginásio”.
Provavelmente por influência dos pais, gosta de ouvir Led Zeppelin, Queen ou Ludovic Einaudi, que não fazem parte dos gostos mais habituais dos colegas da sua idade. Amigo e colega durante vários anos de jogadores como Gelson Martins, Mica Pinto e Podence, tem como referências Sá Pinto, pela garra que evidenciava e João Mário, que entretanto se transferiu para o Inter de Milão.

 

O seu sonho, que está prestes a ser cumprido, era jogar na equipa principal do Sporting, declarando então: « O meu maior sonho - e só de imaginar me arrepio - é jogar no Sporting e em Alvalade. Cresci a ir ao estádio e a ver o Sporting jogar, a ver o André Cruz a marcar livres diretos ou o Paíto a dar uma ‘cueca’ ao Luisão no Estádio da Luz (risos). Cresci e fiz-me ainda mais sportinguista com alguns desses momentos.” 

Injustamente preterido na convocatória para o Mundial sub-20 do verão de 2015, não desmoralizou e continuou a lutar para se impor ao mais alto nível

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Aos 18 anos, Geraldes que foi capitão nos escalões de formação do Sporting, ganhou o prémio Stromp Academia 2013, troféu entregue aos jovens jogadores exemplares.
 
No início da época 2016/2017 foi emprestado ao Moreirense, juntamente com Podence. Ganhando crescente protagonismo, foi um dos grandes responsáveis pelo brilharete da equipa de Moreira de Cónegos que chegou surpreendentemente à final da Taça da Liga, depois de eliminar o Porto e o Benfica e que acaba de a vencer, derrotando na final o Braga, com um golo de penalty a castigar falta sobre... Francisco Geraldes.

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Ainda há poucas semanas, quando colocado perante a possibilidade de voltar ao Sporting e poder alinhar na equipa principal do clube, declarava “Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre. Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting.”

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Jogador ambidextro, embora dê preferência ao pé direito, relativamente ao seu posicionamento em campo, refere que tanto pode alinhar a “8” como a “10”, mas também pode ser solução descaído sobre as alas, podendo pois também assegurar o papel que foi atribuído a João Mário na época passada.
Privilegia a inteligência no jogo que define como o pensar mais `frente, a noção dos espaços, das posições da equipa e dos adversários. Rapidez de decisão é para Geraldes algo fundamental e para isso é necessário saber onde está cada um dos outros elementos do jogo e para onde será melhor endossar a bola.  Destaca o papel pedagógico de João Mário, que enquanto ex-companheiro na equipa B o ajudou sobre esses dois importantes vectores: controlo de bola e decisão.
As suas características e a possibilidade de poder jogar a 8 fazem com que seja encarado como o substituto natural de Adrien no meio-campo do Sporting. Apesar de reconhecer o valor inquestionável do campeão europeu, que reconhece como um dos melhores box-to-box do mundo, faz questão de sublinhar as diferenças entre ambos, não deixando de ser ambicioso e de dizer que poderá substituir o capitão do Sporting, que será melhor que ele em alguns aspetos, mas não em outros.
Depois de ter conquistado um triunfo histórico por uma equipa de verde e branco, que conquiste agora muitos outros pela equipa de verde e branco pela qual o seu coração torce e vibra desde sempre... e que finalmente tenha a oportunidade que Petrovic, Elias e outros já tiveram antes dele, sem acrescentar nada de relevante à equipa.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:58

29
Jan17

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Ontem o jogo do Sporting com o Paços em Alvalade antevia-se daquelas partidas que podiam ser perigosas. Se uma vitória nos manteria na luta pelo segundo lugar, ainda por cima pressionados pelo triunfo do Porto na Amoreira pouco tempo antes, um empate ou uma derrota poderia significar mais um passo na queda para o abismo, numa equipa que tem coleccionado desaires nos últimos jogos.

A equipa entrou muito bem a fazer lembrar a qualidade de jogo que exibiu em largos períodos da época passada. Velocidade, capacidade de passe, jogadas simples e de encher o olho e o primeiro golo surgiu sem surpresa. Adrien, a converter uma grande penalidade bem assinalada, embora inicialmente tenha deixado algumas dúvidas, desta vez não vacilou. Mantendo o vendaval de bom futebol, o Sporting continuou a partir a mobília ao Paços e foi a vez do holandês demolidor voltar a fazer das suas marcando o segundo golo. E aqui impõe-se um parêntesis... há sportinguistas que acham “normal” Dost marcar muitos golos, uma vez que é o único ponta-de-lança. Para esses só recordar que os 16 golos que já leva não incluem nenhum de penalty e que não tem culpa da ineficácia dos colegas... fosse ele melhor servido muitas vezes e o registo seria ainda mais concludente.
E depois chega o tal terceiro golo... uma obra prima do menino Gelson a passe de William. Para ver e rever, mostrando como o futebol pode ser bonito e um grande espectáculo.
A equipa nesta primeira parte contou não só com a inspiração de Dost e Gelson, mas também com um bom registo de Senhor 8 milhões, Alan Ruiz, que embora continue a “correr” a passo, mostra que tem um pé esquerdo muito interessante e que sabe passar a bola muito bem. Espera-se que possa melhorar ainda mais para que justifique o que custou. Mas ninguém pense que se possa tornar uma gazela... E se é para fazer companhia a Dost, terá obrigatoriamente que marcar mais golos.
Os laterais até nem estiveram mal nesta fase, Bruno César a beneficiar do desnorte e fraca capacidade ofensiva do Paços nesta primeira parte e Schelotto, a compensar com as suas cavalgadas as suas óbvias limitações. Adrien em crescendo e William a alternar alguns passes errados, com algumas jogadas muito interessantes. Pena o cartão amarelo (ainda assim que tem de se aceitar) e que o retira do jogo do Dragão. Isto, se ele continuar em Alvalade, como ainda assim parece mais provável. Bryan Ruiz, em alguns momentos pareceu estar de volta aos bons pormenores mas continua demasiado irregular. Semedo alternou o bom com alguns erros e Paulo Oliveira, mais uma vez, não comprometeu.
Chegou o intervalo e só não assumimos que o jogo estava ganho porque ... era o Sporting. E esta época temos tido muitos dissabores e mostrado não saber segurar resultados.
Pouco tempo depois de começar a segunda-parte.... golo do Paços, com jogada rápida, em que Semedo é batido e não consegue antecipar-se a Welthon. A equipa sente claramente o golo, voltam os fantasmas e JJ mexe na equipa fazendo entrar Palhinha para o lugar de Adrien e pouco depois Marvin para o lugar de Alan Ruiz. Palhinha esteve bem, entrando com raça e com vontade de ajudar, embora tenha visto um cartão amarelo, fruto da sua impetuosidade. Marvin, dois minutos depois de entrar deixa-se bater pelo endiabrado Welthon e ...segundo golo do Paços.
Nesta altura Alvalade tremeu. Pensou-se que com esta intranquilidade e com o ânimo redobrado ganho pelo Paços, as coisas podiam ainda piorar mais. Felizmente tal não aconteceu e Dost acabaria por marcar o golo da tranquilidade, num golo em que a bola é tirada pelo jogador do Paços quando já ultrapassara o risco final.
Uma palavra também para Rui Patrício que trocou a infelicidade do último jogo, por intervenções decisivas e que nos salvaram de males maiores.
E pronto, o mais importante foi conseguido, a vitória. Com nota artística na primeira parte, com tremideira e palpitações na segunda. Agora é ir ao Dragão e ganhar para poder continuar a lutar pelo segundo lugar. Outro resultado deixar-nos-á com muita dificuldade de lá chegar e tirar-nos-á a possibilidade de ir à Champions e de ter acesso às receitas fundamentais que daí advêm.
Não estamos em mais nenhuma competição e temos que encontrar motivação para o resto da temporada.
Laterais é que nem vê-los... para quem acha que o Sporting respira saúde financeira seria bom reflectir nisso. Parece claramente que estamos à espera de realizar encaixe para o fazer. E o fecho de mercado está aí já ao virar da esquina.

PS – apenas uma nota para os 43 843 espectadores que foram anunciados como tendo estado presentes em Alvalade. Há sportinguistas que acham que este número é real, outros que acham que pode ser empolado, mas que não faz mal mentir e outros que se indignam. O autor deste texto está no último grupo. Se antes criticávamos e bem quem mentia sobre este tipo de coisas, não podemos agora achar muito bem só porque somos nós a fazê-lo. Até porque se queremos ter credibilidade não podemos alinhar nestas cosméticas de números. Qualquer pessoa que tivesse estado no Estádio viu que estava uma excelente moldura humana (e isso não pode deixar de ser destacado tendo em conta a carreira da equipa nesta época), mas que não estiveram, nem de perto nem de longe, 40 mil espectadores.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:59

27
Jan17

Mea Culpa

por Ivaylo

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No passado dia 12 de Janeiro publicámos o que, pensámos nós à data, ser a opinião de Gonçalo Uva o jogador de rugby. Cometemos nesse acto três erros, todos com a mesma causa.

 

Em primeiro lugar, não solicitámos autorização de reprodução da opinião ao titular da mesma. Penitenciamo-nos por tal. Não é coerente criticar a Comunicação Social que temos, por esses mesmos motivos, e cometer depois o mesmo erro. Apesar de não sermos jornalistas e não estarmos ao abrigo de nenhum código deontológico, no entanto pretendemos sempre pautar-nos pela partilha e análise de factos.

 

Não tendo cometido o primeiro, certamente não teríamos cometido os outros dois.

 

Ao solicitar autorização ao jogador de rugby, certamente constataríamos que era adepto de outro clube. No mesmo momento, teríamos certamente obtido a resposta «Mas qual publicação de Facebook?!», e aí perceberíamos que estávamos “a bater à porta errada”.

 

Pelo facto apresentamos as nossas sinceras desculpas! Pelos nossos erros. Não pelo conteúdo do texto de Gonçalo Uva (o “original”), pois esse merece de facto alguma atenção e reflexão. Salientar que o “original” não só já foi atleta do Sporting, como descreve no seu texto, como o seu pai é actualmente treinador de atletismo no Sporting Clube de Portugal. Como Sportinguista que inquestionavelmente é a sua opinião, como a de todos os Sportinguistas, é importante.

 

Um agradecimento ao blog Mister do Café! Pelo reparo e pela publicidade. Só é pena que se tenham gasto tantas linhas de texto (e print screens…) a esmiuçar um erro de troca de identidade, mas nenhuma sobre o seu conteúdo…

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26
Jan17

Os Miseráveis

por Krpan

O Sporting de Bruno Carvalho foi uma lufada de ar fresco para muitos. Prometeu o que não podia e o que nunca poderia vir a colocar em prática.

O esfomeado, o fanático, acredita em tudo e tudo faz por um prato de sopa. E nada mais do que sopa foi oferecido a um conjunto de Sócios e Adeptos, que felizmente, nos últimos tempos têm vindo a acordar para a realidade.

 

Desde 2011 e com mais incidência no primeiro ano de mandato em 2013, que o Sporting na sua comunicação tomou um caminho cego e pleno de fantasia.

 

Abdicou completamente de cumprir com os seus valores e colocou a dignidade no fundo das suas prioridades

Processos a Sócios;
Expressões feitas em publico pelo Presidente Bruno de Carvalho como: Ratos, Híbridos, Miseráveis, Croquetes, Lambuças, Lampiões, e claro, as famosas afirmações como “Há que os expurgar” ou “gente dessa não faz falta ao Sporting”.

Sabemos todos que a democracia tem os seus defeitos, mas todos sabemos que para muitos é o melhor que há. Mas sobre isso não nos vamos debruçar, até porque o que está aqui em causa é avaliar o método e a estratégia da comunicação do Sporting nos últimos anos.

Vários foram os diretores de comunicação, João Morgado Fernandes, Mario Carneiro, Luis Bernardo e agora Nuno Saraiva, como é lógico, a culpa foi de todos os que passaram e nunca dos que sempre estiveram e ainda continuam.

 

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Esteve também numa fase Bruno Roseiro, foi o obreiro da obra “Presidente sem medo”, ainda antes de travar qualquer batalha de Leão ao Peito. Bruno Roseiro foi corrido, chutado nas guerras internas, bem como toda uma equipa de miúdos que com ele estava, onde se inclui Diogo Bernardo, o gestor tão adorado das nossas redes sociais.

 

 

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Os tempos foram de guerra interna, como agora, Diogo Bernardo saiu, escreveu então à data o seguinte: "Orgulhoso do que fiz. Aliviado por não fazer parte do que não queria fazer". Chegou depois em jeito de arraial um portento da Malásia e um sem abrigo do Brasil, estilos de populismo raso. Roseiro pensava que teria uma “saída dourada”, está encostado a um inexistente e pouco elogioso serviço de assessoria.


Mas quem é que sempre esteve em cena? Quem nunca saiu do poleiro? Quem já tem empresas e outros negócios graças ao Sporting? Pois é, um conjunto de miúdos que hoje já querem fazer a obra do Mural dos Sócios no nosso Pavilhão ou que se julgam os novos Jorge Mendes lá do prédio, negociando grandes atletas, como se diz à boca cheia o Spalvis ou outros flopes que por aí andam a deambular, que poderão encontrar nas obras de acabamento do pavilhão o seu futuro.

Estes miúdos têm todo o direito de defender o seu dono. Foi ele que lhes abriu a porta. Foi ele que das suas empresas e fundações lhes abriu a porta a um futuro melhor. De Ferrões a Batistas, tudo vive à conta do Sporting. Uns na gestão do Estádio, outros com espaço mediático no Canal do Clube e na Gestão da Academia. Outros há que não passam de papagaios que se vendem por um bilhete e vendem a sua dignidade por um petisco.

Os que apresentamos aqui são somente alguns, o topo da pirâmide da família de jovens que andam a difamar, devassar, acusar, ameaçar, irmãos de sangue verde e branco, só e somente só porque têm uma opinião contrária e diferente.


Tudo com a conivência de uma Direção e claro de um João Duarte que tudo faz para que a sua empresa continue de pedra e cal a controlar o Jornal Sporting, o Canal Sporting (há que pagar ordenados), e a criatividade e gestão de redes sociais. João Duarte ou é muito inocente ou é o principal culpado. Rapaz que está a fazer a campanha para a candidatura de Bruno Carvalho e que escreve no Jornal do Clube. Vale tudo!!!

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O tempo de os apresentar é este. Há muito que são conhecidos por quem navega e perde algum tempo nas redes sociais. O mais grave é que se desdobram em perfis falsos, evangelizam, mentem, e acima de tudo, deturpam os valores do Clube e seguem uma agenda miserável e podre, com o consentimento do Presidente e dos principais decisores das estratégias de comunicação.

O Cigano de Alvalade, o Sporting Fans, o Rugir 1906, o Blog Mister do Café, são alguns dos exemplos dos espaços que os avençados construíram e dominam a seu belo prazer para acusar.

De antigos dirigentes, a sócios, a membros de claque e agora mais recentemente a antigos atletas, capitães e campeões com o nosso manto vestido durante toda uma carreira.

 

O que fizeram recentemente a Beto, grande Capitão do nosso Sporting é sintomático que não há limites para esta gente. O que fizeram a Socios, Membros de Claque, Funcionários, com muitos anos de bancada e de Sporting como "Truk", "Agostinho", "Juvenal", "Alexandre", "Catarina", "Xana Antunes", "Família Frazão", "Pedro Rosado", "Bernardo Sousa", "Rico Winchester", "Cláudio Lourinho", "João Zagalo", "Nuno Manaia", "Kiosk", "Ricardo Morais", "João Tobias", "César Oliveira", "Miguel Graciano", "Paulo Alvalade", os membros do Camarote Leonino, Dia do Clube, Norte de Alvalade, mais recentemente Severino e o único candidato Pedro Madeira, entre tantos mas tantos outros, é miserável e angustiante. Este é o tom do Sporting de agora, em reuniões, no nosso Canal de Televisão, no relvado, nos pavilhões.

 


Não peço muito, somente que todos compreendam o que se faz e porque se faz. E que parem de uma vez por todas de acusar e mentir sobre Sócios, Dirigentes e Atletas. Afinal, São estes e sempre serão estes o Sporting.

Pois vocês vão passar e nunca mais vão voltar!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:01

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Fazendo uma “viagem” retrospectiva, confrontamo-nos necessariamente com uma mudança de paradigma naquele que é, simultaneamente, o melhor e pior modelo de organização civilizacional – a Democracia.

 

Em tempos idos, e ainda que a Democracia dispense o culto pessoal, podíamos “olhar para cima” com genuína admiração.

 

Nuns casos para os (futuros) Líderes que se bateram, por vezes com enorme sacrifício pessoal, para que as pessoas tivessem a possibilidade de escolher aqueles mais aptos e com maiores competências para “navegar o barco” – primus inter pares. São disso exemplos internos Mário Soares e Álvaro Cunhal. Gostando mais ou menos de cada um deles (não é essa a questão), mas, unanimemente, todos lhes agradecem o facto de hoje poderem até, eventualmente, falar mal deles.

 

Noutros casos para os que já ascenderam a lugares de liderança com regimes democráticos implantados, mas que mesmo assim acalentaram o sonho de os tornar cada vez melhores, mais justos, tendo como meta o eterno desenvolvimento global. Podemos recordar Kurt Waldheim que foi secretário-geral da ONU na década de 70 do século XX, período em que a organização pugnava efectivamente pelo sonho de paz mundial. Podemos recordar Jacques Delors, presidente da Comissão Europeia à data da adesão de Portugal, que verdadeiramente acreditava num projecto europeu inclusivo e de desenvolvimento social e económico para todos. Na realidade política, podemos recordar mais recentemente Barack Obama. Na realidade desportiva, podemos (e devemos!) recordar João Rocha.

 

O que mudou? Porque mudou?

 

Hoje… Hoje é com imensa dificuldade que “olhamos para cima”. Pior!, hoje é com alguma dificuldade que “olhamos” sequer “para o lado”. A mudança de paradigma, numa frase, é esta: passámos de poder eleger os melhores para nos resignarmos aos menos maus.

 

Vejam-se as recentes eleições nos Estados Unidos da América, país que para além do referido Obama já teve também Lincoln e Kennedy. Estas eleições claramente não foram a escolha do melhor, muito por culpa de esse melhor nem estar no boletim de voto. Os norte-americanos viram-se confrontados, não com a escolha do primus inter pares, mas com a exclusão de partes. Ou seja, voto em A porque odeio B, e vice-versa – a escolha do menos mau.

 

Vejam-se agora as actuais eleições do Sporting Clube de Portugal. Assistimos, com grande consternação, à ausência dos melhores na corrida eleitoral. Até à data, com as candidaturas em cima da mesa, temos tal como os norte-americanos a escolha entre o mau e o medíocre. De um lado o líder actual, do outro o aspirante.

 

De um lado a “pseudo-réplica” de Pinto da Costa e Vieira, mas que tarda em perceber que os métodos e estratégias utilizadas pelos presidentes rivais nos seus inícios dos respectivos mandatos poderão (claro!) estar ultrapassadas em 2017… Mais que não seja, porque um começou na década de 70 e o outro na de 90, e o Mundo mudou um bocado desde então. O Mundo sim, o Sporting não.

 

Do outro, alguém que está prestes a ter de utilizar muletas para se deslocar, tal a quantidade de tiros no pé que já deu. Entre os tiros, os tropeções e os tiros nos cotos (tiro em dedo previamente atingido), aquele que era visto com alguma esperança pelos que não se resignam ao descrito no parágrafo anterior esfuma-se no pó da desilusão e em breve no pó do esquecimento.

 

Queremos mais! Queremos melhor!! Merecemos melhor!!!

 

Merecemos…?

 

Será que os norte-americanos merecem melhor que Trump? Com a total ausência de debate de propostas na campanha, por detrimento de ataques pessoais, muito consequência do facto de as pessoas genuinamente não as quererem ouvir, com uma taxa de abstenção na casa dos 50% com especial predominância entre as mulheres (que o mesmo desrespeitou imensamente) é justo dizer que “se deitaram na cama que fizeram”.

 

Será que os portugueses merecem melhor? Com as sucessivas abstenções que se vão verificando nas sucessivas eleições, os mencionados Soares, Cunhal e Salgueiro Maia devem dar voltas e voltas nos seus repousos eternos.

 

Será que os sportinguistas merecem melhor? Aqueles que estão prontos a idolatrar alguém que se limita a imitar aqueles que antes criticávamos e que “no Sporting nunca!”.

 

Fazem falta Líderes, mas essencialmente fazem falta pessoas inteligentes que analisem, façam questões e sejam exigentes. Se as massas são compostas de “menos maus”, como podemos aspirar a que delas emerjam Líderes…?

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“Um cheque e uma vassoura”.
“Ou Eu ou o caos”.
“Não fosse eu e já não havia Sporting”
“Sou o único capaz de salvar o Sporting”

 

Tantos têm sido os chavões utilizados nos últimos anos para alimentar a esperança e para que certas personagens assumam a imagem de salvador, o mito do sebastianismo para devolver o Sporting aos merecidos e urgentes títulos e sucessos europeus, não só no futebol mas em todas as suas modalidades. E na realidade, nunca o conseguiram, mentiram, não cumpriram, e estamos hoje como sempre temos estado, a lutar por um lugar que garanta entrada direta para a Champions, a ver os rivais vencer nas modalidades e a desprezar de forma contínua a formação.


Estes últimos dias foram intensos para muitos Sócios. A campanha de Pedro Madeira Rodrigues continua a viver num silêncio ensurdecedor, sem dinâmica, sem caras que defendam e apoiem o candidato. Tudo vai acontecendo dentro uma normalidade que é pouco eficaz. E se é pouco eficaz, o retorno não será simpático.

Sobre Bruno de Carvalho, a sua campanha é um copy paste do habitual, vazio total de ideias inovadoras e fraturantes, um conjunto de lugares comuns e de populismo assumido de caça ao voto aos mais afastados e distraídos com o real estado do Sporting.


Mário Patrício construiu nos últimos dias uma bagagem de esperança. O seu nome gerou enormes expetativas. A esperança na união entre este candidato e Pedro Madeira Rodrigues era imperativo para não continuar a adiar o Sporting. Com a sua desistência, perderam as duas candidaturas, corre-se o risco de adiar o Clube mais anos e acima de tudo, deu-se um passo em frente no que poderá ser uma infeliz certeza, que será perder a maioria da SAD. Na falta de soluções, de união, de equipas, o “ou Eu ou o caos” será utilizado novamente e muito em breve, e no contexto de entregar o Sporting a um dono, que como todos sabemos está na Comissão de Honra do atual Presidente, de seu nome José Maria Ricciardi. Essa é a sua missão, essa é a sua vontade, e muito tem feito Bruno de Carvalho para este triste cenário se torne realidade a muito curto prazo.


Ontem e hoje foram dias duros para o Sporting. O constatar que o futuro poderá não acontecer e ficar no mesmo marasmo despesista e sem critério dos últimos anos.


É importante para Pedro Madeira Rodrigues, e acima de tudo para o Sporting, que surja uma nova candidatura. A saída de Rogério Alves do programa Dia Seguinte na SIC imediatamente levantou o boato de uma possível candidatura. Na minha opinião tenho sérias dúvidas desta possibilidade. Mas avaliando e ouvindo muitos Sócios, seria uma candidatura ainda mais consensual que Mário Patrício ou Pedro Madeira. Rogério Alves teria de facto todas as hipóteses de vencer já no próximo dia 4. Sem muito trabalho, sem muito foguetório ou promessas vazias, ao exemplo de Marcelo presidente da República, Rogério Alves tem toda uma imagem cuidada, defendida, reconhecida e amplamente venerada por uma larga margem de Sócios e Adeptos. Acima de tudo, é um Homem educado, que sabe e conhece o Sporting, que com Madeira Rodrigues, que partilha das mesmas virtudes, poderiam acabar de vez com o mito Bruno de Carvalho, um homem que promete o branco, apresenta o vermelho, e defende que foi o branco que sempre apresentou com o vermelho na mão para gáudio de uma plateia de invisuais seguidores.

O tempo passa, o Sporting perde. É preciso um sinal de esperança, os Sócios não querem este rumo para o Clube. O Sporting está de rastos, não quer nem precisa de um salvador, necessita ser debatido e defendido com a grandeza de um Clube centenário e não por gente que “invade” estúdios de televisão via telefone ou em comunicados horrendos e sem nível nas redes sociais.

Estes próximos dias serão importantes para definir a opção de voto. Pedro Madeira tem que ganhar mais espaço mediático. Tem que se rodear de apoios fortes, de vozes que o sustentem e que compreendam o seu programa. Que o defendam. Pedro Madeira tem sido muito corajoso. Sozinho tem dado a cara e o corpo ao manifesto. Sem “paineleiros” plantados nos programas de televisão ou jornalistas alinhados na imprensa, vai trilhando o seu caminho e ganhando votos.

Bruno não tem novidade nem sabe mais. É isto! Pouco mais há a dizer sobre um arruaceiro ou uma criatura mal educada. As palavras valem o que valem, e neste caso valem muito, infelizmente.

Se outro nome surgir na corrida, que surja fundamentado e forte, que não seja mais um infeliz episódio de angariação de mediatismo individual e de promoção de amigos e negócios. O Sporting não merece este triste drama.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:02

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Quando se iniciou o mandato de BdC no Sporting, os pressupostos passavam por manter uma aposta na formação, que sempre foi a matriz do clube e em adequar o treinador aos princípios e interesse do Sporting. Este propósito foi aliás bem explícito no seu programa eleitoral:

 

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Para quem considera que foi a aposta na formação o que nos impediu de obter títulos, talvez fosse bom antes refletir quais os jogadores, com origem no Sporting, que mais se distinguiram no futebol e se vieram maioritariamente da formação ou de contratações... o problema do Sporting sempre foi, não a aposta na formação, mas a fraca qualidade da esmagadora maioria das contratações realizadas e o facto de não conseguir rentabilizar da melhor forma os talentos da formação no plano desportivo e financeiro. E isso, na verdade, mudou com esta Direcção, que não deixou sair precocemente os jogadores mais promissores da formação. Já na questão das contratações o desastre continuou com mais de 100 jogadores contratados e com muito poucos a justificarem a sua aquisição.

O primeiro treinador escolhido, Leonardo Jardim, encaixou que nem uma luva nesta filosofia, personificando um técnico competente, que gosta de trabalhar com jovens e de os desenvolver – veja-se o esplêndido trabalho que está a assinar no Mónaco – e que teve ainda o mérito de construir uma equipa competitiva e de baixo orçamento, erigida sobre os escombros da época em que ficámos em 7º lugar.
Infelizmente não ficou para nova época e após a sua saída, contratou-se Marco Silva e ao mesmo tempo, fez-se uma primeira alteração no paradigma do Sporting. Apostou-se em jogadores jovens, mas na grande maioria estrangeiros, alguns ainda assim com custos de aquisição a rondar os 2-4 milhões de euros na expectativa de que se viessem a desenvolver e a valorizar. Passados 2 anos já decorreu tempo suficiente para podermos concluir que dificilmente algum deles virá a dar mais-valia financeira ou desportiva ao Sporting. Nesta segunda época e sem ainda existir qualquer estrutura organizada para o futebol digna desse nome, achou-se que o treinador não devia ter qualquer voto nas aquisições, as quais, pelo que se sabe, foram decididas por Bruno de Carvalho e Inácio, pedindo-se ao treinador que apresentasse uma equipa competitiva com base nas mesmas. Mesmo com lacunas evidentes, como foi o caso dos centrais (recorde-se que fomos jogar à Luz com Sarr e Maurício por exemplo) e em outros sectores, achou-se que foi o treinador quem não rentabilizou de forma devida os jogadores contratados, que se acreditava possuirem assim elevado potencial.


Embora não o admitindo publicamente, é lícito supor que a Direcção percebeu o erro cometido na composição do plantel nessa época e ao contratar Jorge Jesus, um treinador que era acusado justamente de não apostar na formação no Benfica, mudou-se a filosofia ainda mais radicalmente. Por um lado porque o treinador gosta de ter voz activa em tudo o que se relaciona com o futebol e por outro porque o Sporting não tinha estrutura alguma preparada para esse efeito. Assim foi Jorge Jesus que ficou não apenas como treinador, mas como responsável pelo scouting e pela decisão das contratações. Entretanto e ao que parece a pedido de JJ, foram também recrutados Octávio e Manuel Fernandes (que tinha sido dispensado do clube no início deste mandato) cujo papel e funções no Sporting actual são muito pouco claros. Já no Benfica tinha algum papel nessa escolha, mas nunca com a liberdade e poderes que passou a ter no Sporting. Ainda assim, as contratações da época passada tiveram algum aproveitamento, como foram os casos de Bryan Ruiz, Bruno César, Teo Gutierrez (pelo menos enquanto quis jogar), João Pereira e Naldo. Claro que existiram flops como Aquilani, Barcos (!), entre outros, mas o saldo até foi positivo. E ainda se deu oportunidade a jovens da formação como Rúben Semedo (embora por necessidade devido à falta de centrais fiáveis) e Gelson, por exemplo.


À entrada para esta época, Bruno de Carvalho decide prolongar o contrato do treinador Jorge Jesus, facto que deverá ter comportado novo aumento de ordenado em relação ao anterior, o qual era já de 5M/ano, tal como divulgado pelo site Football Leaks. Ficou a ganhar no mínimo 6M/ano (há quem fale de 8M...) e isso tem como consequência, que se o Sporting pensar em o despedir, tenha de lhe pagar os ordenados que faltam para o resto do contrato, o que poderá totalizar de 15-20M de euros. Nunca o clube esteve desta forma amarrado a um treinador. Uma aposta arriscadíssima que diminui o campo de manobra desta Direção e da próxima, seja com este ou outro presidente. Para agravar tudo isto, a aposta nas aquisições desta época, constituíu um rotundo fracasso, muitas delas de custo elevado e sem mais uma vez se colmatar a principal lacuna que são os laterais, o que ainda continua por fazer e se agravou ainda mais, com a saída recente de João Pereira. Dos atletas contratados, apenas se revelaram verdadeiros reforços Dost, Beto e Campbell (empréstimo). Entretanto dispensaram-se vários dos nossos jovens que ficaram tapados pelas contratações que afinal nada acrescentaram à equipa. Pelos vistos, agora vai tentar emendar-se a mão no tal falado emagrecimento do plantel…


Mas voltando ao tema do post… deve o treinador enquadrar-se na estrutura ou o treinador é que deve decidir tudo na estrutura? Como todos nos recordamos, o Porto alicerçou o seu domínio no futebol português numa estrutura fortíssima, com contratações baratas e de jogadores talentosos que depois eram bem rentabilizados, algo que era facilitado pela boa carreira da equipa interna e externamente. Além disso, o factor arbitragens era mais que favorável aos interesses dos portistas e tudo funcionou a contento durante 3 décadas. Chegava a dizer-se que qualquer treinador chegaria ao Porto e arriscava-se a ser campeão. E era verdade. Mais recentemente, o Benfica, depois de uma primeira vitória de JJ, começou a ser cada vez mais influente nos órgãos de decisão, quer em termos de arbitragem quer na Federação. Tanto assim foi, que se começou a falar em "colinho". E mesmo depois de JJ sair, Rui Vitória continuou a ganhar e pôde mesmo rentabilizar alguns jovens da formação. Este treinador encontra-se assim inserido numa estrutura ganhadora e eficaz, que além da influência que tem nos órgãos de decisão, passa uma mensagem única e forte aos media, ataca de forma impiedosa e selectiva os rivais e sobretudo o Sporting, o qual apenas responde no Facebook pelo presidente ou por Nuno Saraiva ou ainda em blogs afetos ao clube, de forma desorganizada e pouco eficaz. Ou seja, mais uma vez há no rival uma estrutura forte e que, embora dê todas as condições ao treinador para triunfar, está bem para lá dele. No nosso caso... preferimos alguma histeria e falta de selectividade na resposta que damos ao rival, ficando até sobre o Sporting e os seus dirigentes o ónus de serem os incendiários e os provocadores e não exercemos qualquer influência nos órgãos que verdadeiramente são determinantes no futebol português.


Portanto, é fundamental ter uma estrutura coesa e sólida. E o que se entende por estrutura? Um todo organizado com papéis bem definidos e articulados entre Presidente, Comunicação, treinador, scouting, relações com empresários e outros clubes, lobbying junto dos órgãos de decisão e da Comunicação Social. Para além disso, a estrutura forte sobrevive facilmente ao treinador, aquela em que o treinador é o único decisor desaparece ou com o seu falhanço ou saída.
Urge pois repensar todo o modelo do futebol e posicionamento do Sporting no panorama nacional. Algo que não foi feito do melhor modo em 4 anos de mandato, que até deu sinais de ter piorado com o desgaste da imagem e do discurso do presidente e que terá obrigatoriamente de ser feito pelo próximo presidente do Sporting, seja ele o actual ou corporizado numa alternativa. Infelizmente este desiderato encontra-se bastante dificultado pelo contrato ainda em vigor com este treinador, ao qual foram conferidos poderes muito alargados e que está escudado por uma indemnização pornográfica.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:03

23
Jan17

Da Reactividade Necessária

por Pastelão Tecnicista

Como acontece em qualquer momento eleitoral, muitas propostas concorrentes surgem em antítese à praxis em vigor e reflectem uma reacção ao establishment, a despeito da inegável originalidade propositiva que com a reacção deve coabitar. É essa, de resto, a própria essência de qualquer processo democrático, a convivência (salutar) de diversas sensibilidades para com uma instituição que, no caso vertente, se deseja desportivamente vencedora, financeiramente pujante e axiologicamente comprometida com os seus desígnios fundacionais. Relembro o mote de José de Alvalade e os 10 Mandamentos do Sportinguista, de Salazar Carreira que, desde sempre, serviram de mote à conduta desportiva e institucional do Clube e que sempre nos distinguiram como adeptos e sócios diferentes.

 

Serve este excurso como intróito à dissecação do ponto “Liderança e Valores” do programa de candidatura de Pedro Madeira Rodrigues (PMR), área na qual se reafirma a vontade de estar “Sempre na Frente”, como aliás no Futebol de Formação (depauperado e traído na sua essência formativa nos últimos 4 anos), nas Modalidades (onde o imediatismo eleitoralista camufla uma factura que se avizinha financeira e desportivamente penosa, com a excepção honrosa do futsal), no futebol (onde, e para grande pena minha, fã confesso de Jorge Jesus, os resultados da presente temporada se equiparam apenas parcialmente aos anos de Paulo Bento, treinador que nunca apreciei), bem como noutros campos que por agora não explorarei.

 

Parte da reactividade com que iniciei o texto reflecte-se, desde logo, no facto de PMR ter colocado em destacado primeiro lugar o vector de que nos ocupamos aqui, na ordenação da lista do seu programa que, diga-se de passagem, se espera ser aprofundado por documentação adicional e pelos próprios esclarecimentos públicos do candidato. Todos os 8 pontos constante da rubrica “Liderança e Valores” são uma reacção a uma miríade de aspectos que motivaram algumas das críticas mais incisivas à Direcção de Bruno de Carvalho (BdC), uma amálgama de resposta a práticas lesivas da imagem institucional do Sporting, como o sejam i) a hostilização dos sócios contrários à actual Direcção, ii) a comunicação institucional, o sicofantismo (em detrimento da meritocracia constantes do anterior e do actual programas de BdC), a conduta institucional tout court e, claro, a honorabilidade do Presidente, aspecto central na alienação progressiva dos Sportinguistas em relação a esta Direcção (posto que não em relação ao Clube).

 

De outro modo não se explica a proposta de trazer para o clube “sportinguistas com provas dadas”, por oposição aos que hoje parecem controlar o Clube, como se de um feudo pessoal se tratasse (algo que BdC prometeu erradicar, mas continuou a perpetuar), insultando os “não-alinhados” e demonstrando, consecutivamente, um enorme amadorismo na condução de matérias vitais à expansão da Marca e ao prestígio do Clube. Relembro, na esteira de um texto de Drake, no polémico Camarote Leonino, da presença de Vitorino Bastos e Vítor Damas na estrutura de futebol do Sporting, em 2000, aquando do nosso penúltimo campeonato; duas figuras tutelares do Sportinguismo que os jogadores respeitavam: que tem, portanto, André Geraldes a ensinar-nos neste aspecto se se confirmar a sua elevação a Director Desportivo sob Bruno de Carvalho?

 

De outro modo não se explica o “respeito pelos compromissos assumidos”. O caso Doyen, recordam-se? Aquele que parece que nos irá custar uma penhora imobiliária vergonhosa, uma vez que aparentemente não pagamos voluntariamente o que fomos condenados a pagar? Não que não tivesse pessoalmente simpatizado com a iluminação institucional de entidades tão opacas como os fundos; mas creio não ser necessária a presença de um político sagaz para ter antecipado o desfecho deste caso.

 

De outro modo não se explica “a colocação do Sporting no centro da agenda comunicacional”. O inenarravelmente inútil Nuno Saraiva, recordam-se? As suas “bicadas” anedóticas ao nosso rival Benfica? O facto de ser um factótum de BdC com o suposto objectivo de não sobrecarregar a imagem já de si descredibilizada de um Presidente que, a dada altura do seu mandato, achou por bem apelidar os nossos rivais de “nádegas” … O Director de Comunicação que diz assim, para o Presidente dizer assado nas entrevistas prestimosamente concedidas ao Grupo Cofina, ex-encarnação do Diabo na Terra? Como é que se pode incluir seriamente num programa o cliché estafado da “Comunicação a uma só voz”?

 

De outro modo não se explica o “respeito pela pluralidade de sensibilidades” dos associados por oposição aos processos a sócios com vários anos de militância que discordavam (como é seu direito inalienável e constitucionalmente consagrado) da estratégia de um brunismo messiânico que se insinuou no Clube (voltarei a este aspecto mais tarde).

 

De outro modo não se explica a apresentação de um organograma funcional, aspecto importante na clarificação das atribuições profissionais de cada funcionário do Sporting, fundamental numa época onde se permitiu ao treinador da equipa principal de futebol ser simultaneamente manager e scouter.

 

Finalmente, de outro modo não se explica a apresentação da declaração de rendimentos do Presidente no início e no fim dos mandatos. Parece-me uma clara reacção ao inacreditável pagamento de retroactivos ao actual Presidente após a aprovação de duplicação do seu vencimento, adequadamente aprovado em AG pelos sócios… Em teoria, parece-me uma medida que permitirá destrinçar quem serviu o Sporting e quem se serviu do Sporting.

 

Dito isto, por defeito profissional, não embarco no discurso de que os portugueses, sendo miserabilistas, são mais susceptíveis a derivas utópicas, soteriológicas e sebastiânicas, pessoalizadas na figura nietzscheana de um Übermensch. A história do século passado e a conjuntura política mundial actual (trumpismo, lepenismo, orbanismo, etc) desautorizam-me esta leitura. Agrada-me sinceramente que no meu Querido Clube as eleições não sejam meros plebiscitos, como sucede nos rivais. Entristece-me que a inutilização do espírito crítico patente numa larga franja de consócios os impeça de votar em consciência, impedindo-os de perceber a transitoriedade dos mandatados e a eternidade da Instituição.

Foda-se... I.jpg

 

SPORTING SEMPRE

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:06

22
Jan17

20170122.jpg

 

 

O Sporting apresentou-se ontem com algumas alterações no seu 11 titular.

 

O regresso de Patrício à baliza, em jogo que lhe correu menos bem. É um facto que, actualmente, não está ao nível a que já nos habituou. É no entanto de elementar justiça referir que se este momento menos bom é mais visível, é também por o nível a que nos habituou ser elevadissímo. Estamos a falar do jogador a quem, nem há 2 semanas, se teciam largos elogios pelo seu reconhecimento internacional.

 

Na defesa, a revolução. Têm entrada directa no 11, Schelotto, Paulo Oliveira e Marvin. Os laterais, embora com esboços de alguma qualidade, têm essa percepção facilitada pelas más exibições dos seus respectivos antecessores nas posições. Numa avaliação mais exigente, constata-se mais uma vez que não têm qualidade para serem titulares no Sporting. Paulo Oliveira, mais uma vez, demonstra que deveria ter bastante mais confiança por parte de Jorge Jesus e que a contratação de Douglas foi um pouco descabida.

 

No meio campo registou-se a maior surpresa, com a inclusão de Palhinha em substituição de William Carvalho. Justificada a saída, por William já demonstrar há muito o desgaste inevitável de não ter substituto digno. Justificada a chamada, ainda que Palhinha aqui e ali tenha demonstrado ligeiro nervosismo e falta de rotina com os companheiros, mesmo assim um evidente grito mudo de revolta "PORQUÊ O PETROVIC?!". Adrien, que não tem estado na melhor condição física desde a última lesão, consegue apesar disso assegurar os "serviços mínimos".

 

No ataque, o inevitável Dost a, inevitavelmente, marcar golo. A municiá-lo teve, Gélson na direita, Bryan nas costas e Bruno César na esquerda. Gélson, mesmo acusando ligeiro desgaste provocado pela sua "titularidade obrigatória", continua a ser o único capaz de rasgar a "cábula insuficiente" fornecida por Jesus e tirar "cartas da manga". Bom golo! Bryan continua a ser a sombra do que já foi e Bruno continua a ser prejudicado pelo deambular táctico a que parece condenado.

 

Entram depois Alan Ruiz, William e Campbell. Alan, que injustiça!, consegue tornar bem gastos 2% do valor da sua aquisição com aquela desmarcação e remate, para ver o golo mais uma vez surripiado pelo apito. Apito no Pinheiro, que em lugar de dar pinhas, dá foras de jogo imaginários. William deu algum equilíbrio ao miolo, Campbell deu algum... nada.

 

O Sporting ontem, sem deslumbrar, esteve bastante melhor do que nos jogos em Chaves. O Sporting ontem, sem deslumbrar, fez muito mais pela vitória do que o seu adversário. O Sporting, mais uma vez ontem, é prejudicado por uma arbitragem amadora... Amadora? Será que sim? Ou será "profissionalíssima"...? You know what I mean! They know what I mean! Everybody knows what I mean! Excepto os dirigentes do Sporting, que continuam a dar tiros de pólvora seca, a olhar para as vicissitudes dos adversários em vez de para as próprias.

 

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