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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


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No sábado à noite, o Sporting jogava contra um adversário a quem não conseguiu vencer em Alvalade nas duas ocasiões em que o Tondela esteve na Primeira Liga e contra o qual, na única vez que tinha defrontado fora, apenas tinha ganho com grande dificuldade e por um golo.

Isto na sequência de mais um empate caseiro deprimente com o Guimarães, deixando a equipa definitivamente afastada da luta pelos dois primeiros lugares e tendo de se preocupar com o Braga, que está na quarta posição. Ainda assim, registe-se que esta última equipa tem somado maus resultados, não tendo colhido até agora benefícios da aposta em Jorge Simão.

Mas voltando ao jogo de Tondela, com a lesão de Adrien e o castigo de Alan Ruiz e Bruno César, teriam necessariamente de se registar novidades no onze titular. Tal como já tinha deixado antever na conferencia de imprensa antes do jogo, Jorge Jesus entregou a titularidade a Podence e Matheus, tendo colocado Bryan Ruiz a fazer de Adrien.

E a verdade é que a equipa rubricou uma boa prestação, tendo registado, sobretudo na segunda parte, alguns momentos de bom futebol.

Rui Patrício, embora com pouco trabalho, respondeu presente em 3 intervenções muito importantes, não tendo qualquer culpa no golo do Tondela. Schelotto, parece estar de volta ao registo das últimas jornadas da época passada... nunca vai ser um tecnicista, mas corre que se farta, cruza muitas vezes mal e lá vai compensado com o voluntarismo o que lhe falta em talento e acerto. Não deixa de mostrar à saciedade que é mesmo preciso ir ao mercado buscar outro defesa direito, pois neste momento nem sequer tem alternativa no plantel à altura. Do outro lado, Marvin, continua a registar as habituais limitações, e apesar de ter contribuído para o lance do primeiro golo, não esteve particularmente bem. Continuamos a ter um defesa esquerdo diferente em cada jogo – até já Esgaio fez a posição, além de Jefferson - e assim é complicado também. A ver se, de uma vez por todas, se vai ao mercado buscar um lateral esquerdo com qualidade e que tenha fiabilidade quer a defender, quer a atacar.

Relativamente aos centrais, Paulo Oliveira com a sua sobriedade e simplicidade de processos esteve melhor que Coates, que é quem disputa com Murillo o lance do golo do Tondela.

Já William esteve bem e pendular, regressando aos poucos ao nível que o projectou quer no Sporting, quer na selecção. Bryan Ruiz, que assumiu as funções de Adrien, não revelou a combatividade do seu colega lesionado a defender, embora tenha contribuído para as acções ofensivas. Gelson, que costuma ser o abono de família da equipa, esteve algo apagado e inconsequente.

Matheus começou menos bem, teve direito a um puxão de orelhas de Jorge Jesus e acabou por melhorar assinando uma boa segunda parte, fazendo a assistência para o segundo golo e estando no lance que viria a originar o penalty que dá o 4º golo.

E faltam os 2 grandes destaques individuais... Bas Dost, que assinou um poker, feito muito raro, tendo convertido dois penalties e falhado um outro. Mostrou o habitual instinto matador e revela-se a cada jornada um ídolo para os adeptos. Por último Podence que apesar da sua altura, aproveitou muito bem a titularidade, assinando excelentes jogadas e apontamentos. Não esteve sempre bem, mas fez uma grande exibição e agora vai ser uma dor de cabeça para Jorge Jesus, se o mantém a titular ou se a devolve a Alan Ruiz. Pela prestação de sábado, não restam grandes dúvidas de quem a merece... não está em causa que o argentino não seja um bom jogador, mas é óbvio que Podence empresta algo mais ao jogo em velocidade e em trabalho defensivo, por exemplo.

Entraram ainda Palhinha, aos 79 minutos, que não comprometeu e finalmente (!) Francisco Geraldes, ainda que apenas 5 minutos. Mesmo assim, ainda deu para sofrer um penalty que desta vez Bas Dost não converteria. O holandês já tinha “ameaçado” pela forma algo denunciada como marcara as outras grandes penalidades e desta vez não conseguiu mesmo marcar aquele que seria o seu 5º golo no jogo de Tondela. Jorge Jesus, tem de continuar a ensinar Dost a marcar penalties... mesmo assim nada disto belisca o grande jogo deste gigante. Tivessemos nós acertado nas outras aquisições e contratado laterais, se calhar a história na classificação seria agora diferente...

O Tondela ainda teve tempo para se empertigar na reação ao golo do Sporting, vindo a conseguir o empate e algumas oportunidades, mas globalmente acabou por se ter de render ao melhor futebol dos leões.

O árbitro, Bruno Paixão, um dos fenómenos mais incompreensíveis da arbitragem portuguesa, pois é talvez um dos recordistas de actuações polémicas, esteve surpreendentemente bem e ajuizou adequadamente os lances mais duvidosos.

Agora é continuar nesta toada, já no próximo jogo em casa com o Nacional. A ver se esta aposta nos mais jovens é para continuar, ou se voltam ao banco e à bancada. Não serão eles que nos resolverão todos os problemas nem podem ter essa responsabilidade, mas é uma evidência que fazem parte da solução e provavelmente pode estar neles a chave de uma próxima época que nada tenha a ver com esta. Não esquecer ainda Iuri Medeiros que ainda ontem brilhou contra o Marítimo, assumindo-se como o abono de família do Boavista. Depois é só complementar o talento destes jovens com 4 ou 5 contratações que verdadeiramente acrescentem qualidade ao plantel – as tais contratações “cirúrgicas” - e poderemos ter alguma esperança. Resta saber se a nossa estrutura conseguirá resistir a comprar muito, caro e mau (à excepção de Dost) tal como foi apanágio nesta época e do qual sofremos as consequências que se conhecem, não podendo aspirar a mais que o terceiro lugar e assistindo de longe à luta entre Benfica e Porto pelo título.

Vamos aguardar e esperar que as coisas corram pelo melhor. A forma como se terminar esta época, nomeadamente em relação às apostas de Jorge Jesus e as mexidas na estrutura que terão de acontecer, mas que ainda não se conhecem – para além da eventual promoção a Director Desportivo de André Geraldes, algo que só pode preocupar os sportinguistas que gostam de ver competência ao serviço do clube e não outros factores a imporem-se nas decisões - ditarão muito do que poderemos esperar da próxima época.

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