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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


21
Dez16

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Pegando no mote dado pelo blog Sporting Com Filtro, que teve a amabilidade de listar um conjunto de questões pertinentes a colocar a potenciais candidatos, parece-nos um bom início para a caminhada a que nos propomos dar-mos as respostas que gostaríamos de ouvir de um candidato que tenha o ADN do Sporting Clube de Portugal.

 

Tomando como pontos de partida que um bom candidato será um bom gestor, e considerando que respostas relacionadas com o apresentar de nomes terão mesmo que ser dadas pelos potenciais candidatos que se apresentem a eleições, iremos rever as questões colocadas uma por uma.

 

Quem é a sua equipa, Vice-Presidentes e outros dirigentes que concorrem consigo?
Esta será uma das que, evidentemente, terá que ser respondida pelos próprios. No entanto, não tendo nomes a apresentar, esperamos que o perfil dos vices e demais equipa directiva seja uma extensão do perfil de gestor do presidente, complementando-o com o conhecimento de matérias em que este seja menos versado.

 

Qual a sua visão sobre as modalidades? Manter o investimento actual, e tentativa de recuperar antigas modalidades? Ou caminhar como Filipe Soares Franco defendeu para apenas as que dêem lucro financeiro e o Futebol?
Qualquer pessoa com a responsabilidade de tomar as rédeas do Sporting tem, obrigatoriamente, que perceber a sua matriz ecléctica. O Sporting Clube de Portugal não é, nunca foi e desejavelmente nunca será apenas futebol. Posto isto, existe uma grande diferença entre querer e poder. Se é claro que gostaríamos de ver, e rever, o máximo de modalidades no Sporting, parece-nos também desejável que as mesmas sejam sustentáveis. Se esta sustentabilidade implicar abandonar alguma “utopia” de querer ganhar no imediato, que seja. O sucesso não é algo que se possa comprar no Ikea. Trabalha-se. Constrói-se!

 

Sabendo que o futebol é um grande foco da vida dos Sportinguistas qual será a sua forma de gestão do mesmo? Directamente ou irá entrar algum Director Desportivo forte? E nesse caso, quem será?
Tomando a premissa do presidente gestor, partimos do princípio que não terá um extenso conhecimento do mercado de transferências e seus stakeholders. Neste contexto será extremamente importante, um dos focos indubitavelmente, a contratação de um director desportivo que complemente essas valências. Deve caber a esse director a coordenação de todo o futebol – A, B e camadas jovens – bem como a coordenação da equipa de scouting. O nome, terá de ser o próprio a fornecê-lo.

 

Qual é a sua posição sobre as ligações a empresários como Jorge Mendes, Pini Zahavi e outros?
Quanto a empresários, deve-se assumir uma postura de distância cooperante. Não temos, nem que prestar vassalagem a ninguém, nem fechar portas de forma hostil. Um empresário deve ser considerado como um meio de acesso ao mercado, nada mais que isso. Dito isto, é importante compreender que com quantos mais players do mercado tivermos conflitos, mais difícil se tornará adquirir jogadores de qualidade, realizar boas vendas dos nossos principais activos e alienar jogadores que avaliemos como menos úteis ao projecto do futebol.

 

Quais as coisas que aponta como mais positivas do mandato de Bruno de Carvalho?
O ponto mais positivo nestes quatro anos será a tentativa de recuperar e angariar novos sócios. A massa humana é um aspecto obviamente importante numa organização de sucesso. De destacar as iniciativas de “Sócio Num Minuto”, “Regresso Num Minuto”, a campanha “Se É Amor Declara-o” e a criação da categoria de sócio B.

 

E quais as mais negativas?
Sem qualquer margem para dúvida, o aspecto mais negativo do mandato de Bruno Carvalho prende-se com a sua política de comunicação. Se ao início dava a entender que pretendia atirar uma pedrada no charco, o que tem conseguido com as suas recentes declarações é apenas atirar o charco ao Sporting…

 

O que faria diferente no caso da reestruturação financeira e renegociação com os Bancos?
Aqui não será tanto uma questão a colocar para o futuro, mas mais uma avaliação do passado. E avaliando pragmaticamente o que foi firmado com os credores, não restarão muitas dúvidas que pouco se poderia ter feito de diferente. Se é verdade que o Sporting não dispunha no momento da liquidez necessária para cumprir compromissos anteriormente assumidos, não é menos verdade que, ainda mais nos dias correntes, uma instituição financeira não tem qualquer interesse em se tornar accionista de uma instituição desportiva. Positivo ter-se assegurado a não obrigatoriedade de venda de activos por montantes mínimos.

 

Em termos de treinador, e tendo em conta que Jorge Jesus ainda tem uma longa duração no seu contrato com o Sporting, pensa mantê-lo?
Uma falsa questão. Jorge Jesus, pura e simplesmente, não se pode despedir. O seu elevadíssimo vencimento torna o Sporting seu refém.

 

Qual será a visão para as equipas A e B e a sua integração com a formação?
Um bom candidato não pode ter visões dogmáticas sobre conceitos. Um bom presidente reavaliará a existência da equipa B, pelo menos nos moldes em que funciona actualmente. Ou a equipa B é uma ponte eficaz entre juniores e seniores, permitindo rodar jogadores menos utilizados da equipa A e uma entrada mais suave no escalão sénior por parte dos jovens talentos, ou então é apenas mais um encargo a nível de segunda equipa técnica e logística de treinos e jogos.

 

Quem mudará na estrutura do Sporting, não eleita, e quem tentará manter?
A nível de estrutura, há sempre que avaliar as prestações de forma imparcial. Um bom presidente tentará ter uma estrutura mais lean e eficaz, em que exista uma claríssima separação de funções. Só numa estrutura com funções bem definidas é possível responsabilizar cada pessoa pelo seu desempenho. Respondendo em concreto, toda a equipa médica deve permanecer, bem como (existindo vontade do mesmo) Octávio Machado nas suas actuais funções de director técnico (mais próximo dos treinadores e jogadores) reportando ao director desportivo escolhido pelo presidente.

 

Qual a sua posição em relação às relações institucionais com Porto e Benfica?
As relações com os rivais deverão ser aquelas que deveriam ter sido sempre em toda a nossa História. Não devem existir complexos de cooperação no que for útil ao futebol em geral, e ao Sporting em particular, existindo claro reciprocidade dos rivais. Mas esta disponibilidade de cooperação não deve afastar um espírito crítico ao que ao Sporting diga concretamente respeito, canalizando essa crítica para sede própria, que não será obviamente o Facebook. Além da sede própria, em nenhum momento deve caber ao presidente do Sporting comentar questões internas dos rivais que apenas a eles e seus sócios e adeptos dizem respeito.

 

Qual a sua primeira medida caso seja eleito?
Despedir Nuno Saraiva.

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