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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


22
Fev17

Investimento

por Ivaylo

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Quando se fala de investimento, podemos considerar a visão económica – mais clássica e restritiva – que o apresenta como a aplicação de capital em meios de produção para aumento de capacidade produtiva, ou podemos considerar também uma visão mais genérica que o apresenta como qualquer aplicação de capital que vise a obtenção de rendimentos futuros. Nesta segunda, mais genérica, incluem-se financiamento (em que o investidor obtém juros como ganho) e patrocínio (ou outras formas de publicidade em que o investidor obtém “imagem” como ganho).

 

Da mesma forma, o termo investidor poderá ser visto de forma mais ampla. Alguém interessado em entrar no capital social de uma empresa é um investidor, alguém interessado em emprestar dinheiro a uma empresa é um investidor e alguém interessado em patrocinar uma empresa – com o objectivo de “alavancar” a sua imagem com a notoriedade da empresa – é um investidor.

 

Recentemente foi notícia que o candidato à presidência do Sporting, Pedro Madeira Rodrigues, fez uma viagem ao Médio Oriente com o objectivo de encontrar investidores. Desde logo uma ideia inteligente e avisada, pois não só é consensual que em Portugal não existe actualmente capacidade de investimento como são também sobejamente conhecidos os excedentes de liquidez que proliferam naquela região do globo. Como, infelizmente, já vem sendo hábito por parte dos peões habituais tenta-se minimizar o potencial do acto. Habitualmente por o acto não ter sido praticado por Bruno Carvalho, como se o valor de qualquer acto viesse de quem o pratica e não do seu conteúdo.

 

Em primeiro lugar, não manifestando de todo o que deve ser a elevação de um Sportinguista, a linguagem utilizada é tudo menos imparcial, objectiva e “profissional”. Começa por se acusar um candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal de ser xenófobo, uma infâmia que deveria cobrir de vergonha qualquer Sportinguista digno. Usam uma expressão utilizada por Madeira Rodrigues sobre os “supostos” investidores russos que Bruno Carvalho tinha prometido, que recordemos eram pessoas cujas actividades e ligações não eram as mais transparentes. Tal como as contrapartidas negociadas, bem vistas as coisas, não os distinguiam muito de outros Fundos de Investimento que foram mais tarde condenados pelo próprio Bruno Carvalho.

 

Em segundo lugar, critica-se a busca por investidores além-fronteiras. Como dito em cima, é um óbvio imperativo pois dentro de Portugal nem para uma Instituição Financeira como o Novo Banco ou o Banco Comercial Português se consegue constituir capital luso, quanto mais para investir num clube desportivo… Revelando a costumeira parcialidade critica-se, quando Bruno Carvalho encontra parceiros (alegadamente) na Guiné Equatorial elogia-se…

 

Em terceiro lugar, tenta lançar-se o medo com declarações enviesadas sobre a possibilidade de perca da maioria da SAD com acusações ignóbeis de que o candidato «anda a vender o clube». Salientar à partida que nas declarações de Pedro Madeira Rodrigues sobre o périplo no Médio Oriente foi sempre mencionado o objectivo de naming para a Academia de Alcochete. Mais uma vez, BC promete é bom, PMR tenta concretizar é mau. Ou seja, não foi referida por ele qualquer intenção de que esse investimento fosse canalizado para o capital social da SAD. Para além disto, recordar quem de facto «anda a vender o clube», pois em Novembro de 2016 é divulgada a entrada de “novos investidores” num aumento de capital de 18M€ que deixa o Sporting no limiar da maioria da SAD. Será intelectualmente honesto considerar que um copo transborda pela totalidade de líquido no seu interior, não apenas pela última gota. Ao dia de hoje continua a não ser público quem são os “novos investidores”. Em Novembro é também esclarecido que a Holdimo de Álvaro Sobrinho detém 29,85% da SAD Leonina.

 

Fica a questão para Bruno Carvalho: estes 18M€ não vão também «parar à Banca»?

 

Em quarto lugar é apresentada uma imagem da “futura” estrutura accionista num cenário de não recompra dos VMOCs. Tenta-se preparar a opinião pública verde e branca para esse cenário? Esse cenário simplesmente nunca se poderá tornar realidade! Com a actual Direcção, que até ao momento apenas “amealhou” 3M€ para fazer face a essa necessidade futura, talvez, pois como já tinha dito antes o “amealhanço anual” deveria ser na ordem dos 10M€. É por aqui que se poderá «vender o clube» e não em fazer o que um gestor competente deve – procurar alternativas de financiamento da operação.

 

Terminar comentando apenas que estou curioso em ver como se referirá o peão habitual à proposta de Bruno Carvalho sobre o naming do Estádio. Para já afirmam que a sugestão de Pedro Madeira Rodrigues é demagógica, por ele afirmar (obviamente) que terá de levar a proposta a Assembleia Geral.

 

P.S.: o outrora “anti-Cristo” – José Maria Ricciardi – agora desfaz-se em elogios…

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6 comentários

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De Anónimo a 23.02.2017 às 06:49

Quando se fala em investimento, fala-se em modelo de gestão na área desportiva.
O desporto nomeadamente o futebol, entrou neste milénio por um caminho completamente antagónico aos ideais desportivos.
Sou contra este modelo aplicado no futebol.
O futebol devia ser reformulado.
Deveria ser criado um movimento internacional para a reforma do futebol.
A lei Bosman alterou o futebol, essa alteração foi prejudicial.
Clubes da Holanda, da Bélgica, França, Romenia, etc deixaram de ter " qualquer" expressão a nível europeu.

O futebol não é sustentável com este modelo.
Os clubes vão amontoando dívidas.
O futebol fica monopolizado, perde competitividade,
qualidade,emoção, beleza.

Como se pode verificar o candidato teve que ir ao estrangeiro, nomeadamente a países longínquos procurar parceiros, porque na europa e em Portugal, os patrocínios que existem não chegam para os orçamentos.
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De Ivaylo a 23.02.2017 às 11:40

Caro Anónimo,

Partilho inteiramente da sua visão. O futebol nos moldes actuais - pós-Lei Bosman - não é sustentável. Está-se a criar uma "bolha" que um dia rebentará necessariamente nas mãos dos "ingénuos".

Precisamente neste cenário é impreterível ter uma gestão o mais rigorosa possível. O que gastar para ganhar "a qualquer preço" não é de certeza.

SL
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De Anónimo a 23.02.2017 às 07:02

"Tal como as contrapartidas negociadas, bem vistas as coisas, não os distinguiam muito de outros Fundos de Investimento que foram mais tarde condenados pelo próprio"

Mas esta tem alguma credibilidade!?
São capaz de dizer uma coisa agora e daqui a bocadinho defender o contrário.
Primeiro "apresentaram" fundos, depois ainda na oposição eram contra os fundos, depois nas eleições voltaram a falar em fundos, depois eram novamente contra os fundos, depois a favor..
mas que credibilidade tem esta gente.
O que os move são os tachos, e o que eles acham melhor para eles no momento.
Por isso é que inventam grandes narrativas a defender os fundos e as parcerias, e a "seguir" fazem o contrário, inventam extensas narrativas a combater os fundos.
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De Ivaylo a 23.02.2017 às 11:48

Caro Anónimo,

Que alguém seja incoerente, ainda que lamentavelmente represente o Sporting Clube de Portugal, ainda "aceito". O que me causa profunda preocupação é "as massas" estarem dispostas a aceitar o que antes negavam e vice-versa.

A falta de raciocínio crítico a que se assiste hoje em dia, não só no Sporting, é um flagelo!

SL
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De Anónimo a 23.02.2017 às 07:22

Em relação ao José Maria, é só verificar na blogosfera o que escreveu o cabecilha e a restante seita sobre esta pessoa.
Esta gente é nojenta.
É preciso os sócios estarem mesmo "tapadinhos" para votarem nesta gente.
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De Ivaylo a 23.02.2017 às 11:50

Caro Anónimo,

Mais um exemplo de dualidade de critério se falta de raciocínio crítico.

Para além de, tendo sido JMR Presidente do Conselho Fiscal, qual a sua "moral" para vir agora condenar a actuação de Nobre Guedes quando essa actuação foi alinhada com o próprio JMR...?

SL

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