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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


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Os sportinguistas seguiram com natural ansiedade o evoluir do último dia de mercado de Inverno.

Embora na época anterior, por esta altura, se tenha efetuado uma troca altamente lesiva para os interesses do Sporting e quem sabe se decisiva para que não se conquistasse o campeonato, com a saída de Montero, que marcou alguns golos importantes e a vinda de Barcos que não marcou nenhum, a verdade é que se esperava por uma recomposição do plantel que o tornasse mais competitivo.

Por um lado, promoveu-se acertadamente o regresso de Podence e Francisco Geraldes, dois jogadores que curiosamente não tinham contado no início da época, mas que agora já se considera serem superiores a outros que foram contratados por valores altos e com ordenados elevados, como Petrovic, Elias, Markovic e Meli. O argumento de que precisavam de crescer causa estranheza, porque se em poucos meses puderam evoluir num clube modesto e ajudá-lo em simultâneo a conquistar uma Taça da Liga –troféu ganho pelo Moreirense e não pelo Sporting, sublinhe-se....- o que teria sido se tivessem tido essa oportunidade no Sporting, apreendendo os métodos do treinador e estabelecendo automatismos com os colegas, em vez de o terem de fazer nesta altura?
Além disso, terão também “regressado” Gauld e Geraldes, que estavam emprestados ao Vitória de Setúbal, mas que aparentemente por represália depois deste clube nos ter derrotado, entendemos cessar o referido empréstimo e reencaminhar os atletas para o Chaves. Como o Setúbal não esteve pelos ajustes e não consentiu, os dois jogadores tiveram de regressar ao Sporting. E agora vêem assim interrompida a sua evolução e correm até o risco de não poderem jogar, se o Vitória de Setúbal mantiver a sua inflexibilidade. A forma como tudo isto ocorreu é lamentável, reveladora de uma total falta de respeito pelos atletas, criando-se mais um conflito com um clube com quem tínhamos estabelecido anteriormente boas parcerias e sem pensar nas consequências.
Petrovic foi emprestado ao Rio Ave, Elias já tinha sido vendido ao Atletico Mineiro, Meli foi transferido para o Racing Avellaneda, interrompendo-se o empréstimo, à semelhança do que acontecera com Markovic, que teve como destino o Hull City. Só aqui estão 4 “reforços” de Verão que nada acrescentaram à equipa. Não se conseguiu colocar André, o tal jogador que Jorge Jesus considerava o novo Liedson, cuja saída do clube anterior tinha merecido uma festa dos respetivos adeptos e que nunca conseguiu convencer. Paulista, um dos jogadores cuja contratação foi das mais incompreensíveis e obscuras, envolvendo um clube angolano como intermediário, o Recreativo de Caala e que se tornou conhecido por ser um lesionado crónico, incluindo... "graves" problemas dentários e Castaignos, mais uma contratação falhada, também não conseguiram ser colocados.

Numa altura em que se acendeu uma ténue esperança com a derrota do Benfica em Setúbal, ficando o Sporting a 7 pontos da liderança e ainda na corrida pela participação na Champions, já depois de se ter vendido João Pereira, o Sporting voltou a não contratar laterais. Esta situação que já começa a ser caricata, só pode revelar que de facto o clube está em situação financeira debilitada, ao contrário do que se tenta vender aos sócios, pois de outra forma não se entende esta desistência de tentar ainda colocar a equipa a lutar pelo escasso objectivo a que se encontra reduzida. Aliás a vinda dos jogadores da formação, só pode ser entendida por não existir músculo financeiro e como manobra eleitoralista, para se dar a entender que se vai voltar a apostar nos nossos jovens valores, depois do despesismo inconsequente e gravoso do início da época.
Portanto, terminando mais esta janela de transferências, o sentimento dos sportinguistas só pode ser de profunda desilusão. Por se perceber que esta época tem todas as condições para continuar a correr mal e que a Direcção não apostou em inverter o rumo dos acontecimentos e em tentar devolver algum do orgulho ferido aos sportinguistas. Está à vista o resultado de uma época desastrosa, mal planeada e de se ter chegado ao último ano do mandato de Bruno de Carvalho sem uma estrutura à altura desse nome para o futebol.
O que todos nós valorizamos são as vitórias prometidas, mais que saber que Ricciardi, um elemento que tem sido denominador comum ao período croquetiano ou José Eduardo, pessoa sem qualquer credibilidade, fazem parte de qualquer Comissão de Honra de fachada.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:56


4 comentários

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De Anónimo a 01.02.2017 às 14:47

Esta janela de mercado foi a certidão de óbito perfeita da gestão desportiva 2016/17.
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De Krassimir a 02.02.2017 às 09:14

Há quem lhe chame "arrumar a casa". Engraçado é que não só não ficou arrumada (ainda há muita gente para despachar, além de não terem vindo jogadores para colmatar as lacunas) como não se destaca a desarrumação que se fez no início da época... e os responsáveis...
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De Anónimo a 01.02.2017 às 21:07

Excelente post.
Você disse praticamente tudo em relação ao tema.

O que me faz confusão é como é que este vigarista ao fim destes anos não foi já corrido e ainda se candidata.
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De Krassimir a 02.02.2017 às 09:16

E infelizmente tudo indica que continuará lá... até que muitos caiam da cama e acordem. Mas promete ser doloroso. Mais uma vez...

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