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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


01
Mar17

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Em 2013 Bruno Carvalho afirmava no seu programa eleitoral, e bem, que se deve preservar a estabilidade da equipa de futebol. É uma necessidade não só do futebol ou do Sporting, mas de qualquer organização.

 

Uma excelente intenção que, lamentavelmente, se ficou por aí.

 

Nas quatro épocas em que Bruno Carvalho foi o timoneiro principal, o futebol do Sporting Clube de Portugal teve três treinadores na equipa principal, quatro treinadores na equipa B e setenta e três jogadores contratados para ambas as equipas.

 

Teve, de facto, um início auspicioso. Na primeira época, cujo planeamento foi infelizmente facilitado pela ausência do Sporting das provas europeias, foram contratados dezoito jogadores (Jefferson, Cissé, Slimani, Victor Silva, Hugo Sousa, Maurício, Seejou King, Gerson Magrão, Montero, Ivan Piris, Welder, Heldon, Shikabala, Matiaz Perez, Dramé, Everton Tiziu, Sambinha e Enoh). Embora em número elevado, aqui sim reconhece-se um «fim de ciclo» que “obriga” a uma revisão mais vasta. No entanto, nestes dezoito jogadores verificou-se um valor médio por transferência de apenas 311m€, justificado pela opção de recorrer em metade das contratações a jogadores “custo zero” e também, claro, pela opção por jogadores “baratos” (sensivelmente 5M€ gastos no total). Poderia a média ter sido ainda mais baixa se em Janeiro não se tivesse dado um primeiro sinal de inversão de estratégia com o 1M€ gasto em Heldon, mas mesmo assim um saldo positivo.

 

Na segunda época, após a saída de Leonardo Jardim, saída essa que não implicava um «fim de ciclo» pois apenas saiu do plantel um jogador titular, foram contratados treze jogadores (Paulo Oliveira, Slavchev, Tanaka, Rosell, Hadi Sacko, Gauld, Naby Sarr, Jonathan Silva, André Geraldes, Gazela, Rabia, Nani e Ewerton). Logo à partida um número estranhamente alto, pois apesar do retorno do Sporting às competições europeias, não deveria ser necessário dotar o plantel de tantas “soluções” adicionais. Mas o realmente grave foi nessa época se ter passado para um valor médio por transferência de 1,2M€! Ou seja, 16M€ gastos no total. Se pensarmos que o jogador de maior qualidade (Nani) até foi a “custo zero”, torna a ineficácia ainda mais evidente. Se recordarmos que o treinador Marco Silva teve pouco ou nenhum “voto na matéria”, restam então dois nomes para assumir a responsabilidade do desacerto.

 

Na terceira época dá-se o assumir em definitivo da inversão de estratégia, com o consequente “rasgar” em definitivo da promessa eleitoral. Entra Jorge Jesus, afirma que antes dele o Sporting não existia e, para dar “corpo” às afirmações, pede a contratação de catorze novos corpos (Azbe Jug, Teo Gutierrez, Aquilani, Bruno Paulista, Bryan Ruiz, Naldo, João Pereira, Marvin Zeegelaar, Bruno César, Schelotto, Coates, Barcos, Thomas Rukas e Amâncio “Neymar” Canhembe). O investimento total em contratações foi na ordem dos 18M€, tendo sido o valor médio de 1,3M€.

 

Na quarta época, ainda a decorrer, dá-se o descalabro total e absoluto! Uma equipa que quase vence o campeonato na época anterior e que mantém o treinador Jorge Jesus, bem como João Deus na B, contrata vinte e oito jogadores (Spalvis, Alan Ruiz, Federico Ruiz, Petrovic, David Sualehe, Edu Pinheiro, Diogo Nunes, Bas Dost, Elias, Castaignos, Douglas, André, Meli, Beto, Campbell, Markovic, Boubakar Kouyate, Pedro Delgado, Guima, Fidel Escobar, Leonardo Ruiz, Liam Jordan, Bilel, Ricardo Almeida, Nasyrov, Gelson Dala, Ary Papel e Merih Demiral). Foram gastos 28M€. O valor médio por contratação, apesar do valor recorde, baixa para 991m€ devido ao facto de dez serem jogadores emprestados. Entretanto quatro abandonam o plantel ainda em Janeiro, demonstrando mais uma vez o desnorte.

 

Em quatro épocas, quatro «fins de ciclo». Um dos quais com manutenção de treinador.

 

Em quatro épocas quase 68M€ investidos, sem contar com todos os fees de empréstimo e sem contar com comissões. Dos jogadores contratados pela actual Direcção, os que entretanto foram vendidos renderam 51M€, é um facto. Mas é notória a preponderância que Slimani tem nos dois totais – custou 300m€ e foi vendido por 30M€ - e é importante recordar que foi uma segunda opção face ao “roubo” de Ghilas por parte do porto, mas mesmo assim é o maior mérito de Bruno Carvalho. Sem ele, os totais teriam sido (provavelmente) 70M€ em compras e 20M€ em vendas.

 

Em quatro épocas… setenta e três contratações «cirúrgicas»…

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2 comentários

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De Verde Protector a 01.03.2017 às 16:05

Por isso é que o BdC diz no seu "programa" não é para ser levado a sério. Falava em plantel de 20 jogadores em 2011 e também 2013, salvo erro, por exemplo, nunca o foi. Plantéis sempre maiores.
Hoje em dia, só se discute mesmo a estrutura para o futebol de Madeira Rodrigues, porque a de BdC não existe. Ninguém dos apoiantes de Bruno se preocupa em saber se André Geraldes vai ser director desportivo, por exemplo. A questão relevante: é com Jesus que vamos ser campeões? Parece que não, o declínio é evidente. Porquê votar no Bruno então?
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De Ivaylo a 01.03.2017 às 17:07

Caro Verde Protector,

Colocando a questão de outra forma, porquê votar no Bruno sem avaliar exaustivamente o seu mandato?

Exaustivamente, sem "chavões", sem "semi-informação", sem informação "enviesada". Ela está disponível nos R&C, nos Comunicados à CMVM, etc.

De um lado - A - assiste-se ao esmiuçar de cada linha, palavra, virgula. Do outro - B - confia-se no Bruno, tem-se fé no Bruno. Como se a fé fosse chamada para o que quer que fosse sem ser a religião...

Mais uma vez, obrigado pelo seu comentário!

SL

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