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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


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Ontem, em noite de reencontros de má memória – árbitro e adversário – inicia o Sporting o jogo com mais duas adaptações posicionais. Esgaio, que faz parte do plantel teoricamente como defesa direito, jogou na esquerda. Bruno César actuou na sua quinta posição esta época, fazendo o lugar de Adrien.

 

Mas, “voltando atrás”, na baliza Rui Patrício esteve bem e parece demonstrar que o momento de menor forma que teve no início de 2017 foi apenas isso, um momento. Não podia fazer mais no golo sofrido. Ainda na baliza, a inevitável questão: porquê convocar três GR para um jogo em casa e sem limitações físicas dos habituais convocados Patrício e Beto? Não teria sido a vaga melhor preenchida com um jogador de campo?

 

Na defesa, quarteto formado por Schelotto, Oliveira, Coates e Esgaio. Schelotto a ter um dos seus melhores jogos esta época, esteve em bom nível até perto do final da partida, quando levou um toque mais incisivo que o deixou ligeiramente limitado até ao apito final. Oliveira e Coates a terem um bom jogo e a revelarem um entrosamento crescente, assistimos a bastantes “dobras” mútuas. Na esquerda Esgaio. Eventualmente esta época seja a melhor opção, mas não será já tempo de Jesus se definir de uma vez por todas? Começo a imaginar um saco preto com quatro papelinhos com nomes (Marvin, Jefferson, Bruno César e Esgaio) e, imediatamente antes da divulgação da equipa titular, Jesus leva a mão ao saco e escolhe o defesa esquerdo para esse jogo… Como é possível criarem-se rotinas se continuar o “carrocel”? Pelo que Esgaio mostrou ontem, apesar de não ter velocidade para Hernâni e ter tido alguns dissabores nas suas costas, consegue mesmo assim defender melhor que a concorrência e é dele o centro que dá origem ao golo do Sporting, logo já justifica uma aposta com mais continuidade.

 

No meio campo, William a “6” e Bruno César a “8”. Qualquer um deles, individualmente, é uma boa opção para o lugar. No caso de William é mesmo o titular evidente. Mas, em simultâneo a actuarem no miolo fica o Sporting refém de algum défice de velocidade. E se pensarmos que à sua frente estava Alan Ruiz (“10”), que também não é um portento de velocidade, e à esquerda de Alan o outro Ruiz (Bryan a “11”), cuja velocidade não será de todo a sua melhor característica, ficamos com uma manobra ofensiva que apenas Gelson Martins (“7”) consegue acelerar. Pior, ficamos com uma manobra defensiva com nítida dificuldade de executar pressão alta. Ou se reequaciona quem deve substituir Adrien Silva e quem deve actuar na esquerda ou será este o “filme” para o próximo mês…

 

No ataque um excelente Bas Dost! Ontem a mostrar outros “pergaminhos” e a assistir de forma brilhante Alan Ruiz, naquele que foi dos seus poucos momentos no jogo, e a ter mais algumas intervenções nada egoístas ao longo do jogo. Demonstrou entrosamento, espirito de equipa, visão de jogo e boa execução técnica. Provavelmente o melhor jogador em campo na primeira parte.

 

Na segunda parte do jogo, Jesus terá considerado que a vantagem de apenas um golo era suficiente e “adormece” a equipa. Neste momento, infelizmente para nós só realizamos um jogo por semana, portanto é descabido falar de fadiga. Ou seja, se não é o cansaço o culpado do abrandamento, este tem de ser directamente imputado ao treinador. Se há questões de motivação é ao treinador que cabe estimulá-la e seleccionar os jogadores mais motivados. Se um ou outro jogador “tira o pé do pedal” sem que tenha sido o treinador a pedi-lo, é ao treinador que cabe retirá-lo de campo e colocar outro com mais “ganas”. É portanto legítimo inferir que foi Jesus que deu a instrução, até porque depois a acentua ao colocar um jogador no meio mais defensivo (Palhinha) do que o jogador que saiu e ao fazer entrar outros dois sem ritmo de jogo (Campbell e Castaignos).

 

Entretanto… não existem mais opções? Francisco Geraldes vê interrompida uma excelente época em Moreira de Cónegos para isto? Daniel Podence não teria sido uma melhor opção para dar velocidade ao jogo do que Campbell ou Castaignos? Apostar na Formação não pode ser só “palavras”… tem que ser “actos”. Palavras? Leva-as o vento…

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