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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

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Acabou o campeonato e com ele o suplício de uma época desastrosa. Não apenas pelo terceiro lugar, por não se ter ganho (mais uma vez) qualquer troféu, mas porque fica a nítida sensação que se podia ter feito muito melhor. Desde logo, com o dinheiro usado nas contratações, que foi muito mal aplicado, tirando o caso de Dost. Com outro tipo de soluções, teria sido possível atacar muito melhor a época, não desgastando sempre os mesmos jogadores numa fase decisiva em que estávamos envolvidos em várias competições em simultâneo (Novembro-Dezembro) e poderíamos ter tido outros horizontes. Sobretudo com um Benfica abaixo do que fez na época passada e com um Porto claramente fraco e irregular.

Depois, fica a nítida sensação de que desde muito cedo o balneário ficou instável e com mau ambiente. Se foi devido ao: “a diferença está no treinador” que Jorge Jesus, em mais uma das suas tiradas egocêntricas e petulantes, produziu no rescaldo do jogo de Madrid, ou se depois da intervenção destemperada do presidente em Chaves, de forma audível para quem estava no exterior, em que descompôs e insultou os jogadores, não o sabemos. De qualquer forma, esses dois episódios constituíram apenas a face mais visível de erros que foram cometidos e que gradualmente conduziram a um divórcio dos jogadores com o treinador e com o presidente e que só não levaram a um rompimento do presidente com o treinador porque há pelo menos uma dúzia de milhões de euros de razões para que isso (ainda) não tenha acontecido. Provavelmente há muito mais que isto… por exemplo, sabemos que os campeões da Europa se mantiveram no clube na época anterior algo contrariados. Claro, que por princípio, defendo que os jogadores devem ficar no clube o tempo suficiente para que deles se possa extrair rendimento desportivo e saírem na altura certa, que corresponderá a uma grande oferta, não frustrando as suas expectativas que por muito que nos custe, são naturais. Mas para isso, têm de ser tratados de forma transparente e com rectidão, não lhes prometendo o que depois não se cumpre e não os humilhando. Ou seja, é preciso saber lidar com os recursos humanos e não os hostilizar ou desvalorizar. Mais uma vez, aqui há um longo caminho a percorrer.
 
Além de tudo o mais, ficou claro desde uma fase precoce na época, que seriam os jogadores, os bodes expiatórios de tudo o que corresse mal a partir dessa altura. Quer pelos sinais que foram sendo dados por alguns blogues que colocam acima de tudo a defesa da Direção, quer mesmo por intervenções públicas de pessoas que são próximas desta, como Pedro Baptista quando colocou em causa o profissionalismo de William, entre outros. Obviamente que seria completamente utópico pensar que tudo isto deixaria o plantel e a carreira da equipa fora de toda esta turbulência. Claro que esta culpabilização dos jogadores procurava preservar o treinador (porque era preciso pagar-lhe muito para sair) e a Direção (porque quer manter-se fora de contestação). Percebe-se ainda que o regresso antecipado de jovens valores emprestados em Janeiro, correspondeu mais a um sinal que a Direcção quis passar aos sócios do que genuína vontade do treinador em contar efectivamente com eles para o seu plano de jogo.
 
Ninguém gosta de viver num clima de passa-culpas, nem de quando não se assumem responsabilidades que são sempre colectivas. Ao contrário do que tentam fazer passar o presidente e o seu porta-voz Saraiva, a cultura de exigência que os adeptos devem ter não se resume a exigir rendimento dos atletas – o que obviamente teremos sempre de fazer. A cultura de exigência, prende-se com todos os elementos do clube que têm responsabilidades nos resultados. Quem contratou os jogadores e o treinador? Quem contratou os jogadores, que agora são tidos como únicos culpados? Quem gosta de assumir qualquer vitória como troféu, seja ela qual for e que foge nas derrotas?

Ninguém pode passar pelos pingos da chuva nesta hora, nem o treinador, nem muito menos o principal responsável pelo clube. A sua hora da verdade chegou, Bruno de Carvalho. Pode continuar agarrado aos 86% e achar que vão durar muito tempo, fazendo o que lhe apetece, alterando a agenda do clube devido à sua agenda pessoal, como acontece agora com a questão da Gala, ou dando mostras de romantismo pueril de adolescente na tribuna do Clube – não que eu seja especialmente puritano, mas porque sinceramente… não havia necessidade de mais uma vez baixar o nível de representação institucional do clube. Pode achar que pode atacar de forma gratuita os atletas das modalidades e os treinadores, (mais uma vez: quem os escolheu?) incluindo os poucos casos que têm dado títulos ao clube como no futsal, ou numa altura em que a equipa de andebol ainda tem possibilidade de ganhar 3 títulos: campeonato, Taça Challenge e Taça de Portugal. Pode entender que pode calar a voz da indignação dos adeptos, dos sócios e pelos vistos também das claques. Pode achar que está acima do clube, apostar na ignorância dos adeptos e abusar da sua boa-fé e pensar que o clube está aos seus pés. Pode pressupor que como estamos há 15 anos sem ganhar um campeonato, a nossa paciência é infindável. Mas depois não se queixe, nem diga que não foi avisado… e não se esqueça que quem sofre é o Sporting.
 
Ontem, tivemos mais um exemplo do que está a acontecer e de que o clube está a ferro e fogo, nesse barómetro que são as claques. Existiu a tarja dos 20 minutos em silêncio como protesto pelo rendimento da equipa (colocando mais uma vez o foco unicamente nos jogadores…). Mas também existiram tarjas a questionar as contratações - “reforços cirúrgicos?” e uma a referir: “só o Sporting é insubstituível”, esta última pelos vistos bastante incómoda para quem dirige o clube. Tivemos inclusive tarjas a atacar os jogadores, chegando ao ponto de visar individualmente Ruben Semedo e a desejar-lhe “bon voyage”. Independentemente do que ele possa ter feito, deveria ter existido algum bom senso em não desvalorizar desta forma um activo do clube, que agora fará toda a pressão para sair ou que, se ficar, o fará extremamente contrariado. Se a filosofia agora e na linha do discurso do bardamerda da noite da eleições, é renegar e expulsar do clube todos os atletas que não sejam adeptos do Sporting, talvez seja bom perceber que não é isso que conduz ao sucesso nem sequer a prática seguida pelos rivais. O que estará sempre em causa é o profissionalismo dos atletas. Já que BdC tanto gosta de se comparar com o Benfica, talvez seja altura de perceber que o segredo está em atrair talento para o clube, em lhes dar depois as condições necessárias (onde se inclui tranquilidade e competência) para que possam evoluir e potencializar as suas características. Isto é válido para jogadores, mas também para dirigentes, tendo o rival nos seus quadros pessoas que eram adeptas do Sporting e competentes como é o caso de Domingos Soares de Oliveira. Deixe de ser bacoco e de visões curtas, que quem perderá será sempre o clube. A cultura de ódio que se está a instalar na sociedade em relação ao Sporting e que extravasa já os adeptos dos principais rivais, deveria dar que pensar a qualquer pessoa sensata. Mas infelizmente não é esse o caso de quem actualmente ocupa o lugar de presidente da nossa instituição. Quem semeia ventos colhe tempestades… neste caso mais se poderá dizer que quem semeou tempestades poderá colher um furacão.
 
 
 
PS: em outro post irei abordar as perspectivas que se levantam para a nova época. Já agora, gostaria de reafirmar que nada me daria maior alegria a mim e aos meus companheiros deste blog, do que vir celebrar vitórias e sobretudo títulos do clube, por muito pouco que confie nesta Direcção para nos conduzir ao sucesso. O Sporting está sempre acima de tudo. Espero ainda poder vir a comemorar no andebol (excelente vitória na primeira mão da final da Taça Chalenge), no futsal e nos escalões jovens do futebol, num fim-de-semana que até nos correu de feição em termos de resultados. Endereço os meus sinceros parabéns às campeãs de futebol feminino e de rugby e aos nossos juvenis e iniciados que venceram os rivais no futebol.
 
Aos nossos leitores, dizer-lhes que são livres de discordar ou concordar do que aqui dizemos, mas nada nos desviará do caminho que escolhemos: defender genuinamente aquilo que no nosso entender, são os superiores interesses da instituição Sporting Clube de Portugal.
 
Sporting sempre!

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12
Mai17

Comunicados e alianças

por Krassimir

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Os últimos dias foram férteis em notícias e acontecimentos relacionados com o Sporting e infelizmente e para não variar, por razões nada favoráveis. Vamos por partes:

 

1) Post de Bruno de Carvalho no Facebook:

As declarações de Bruno de Carvalho, abordando a final da UEFA futsal Cup, que foram bastante críticas para a equipa de futsal, derrotada por 7-0 perante o Inter Movistar  e também a derrota em casa por 1-3 com o Belenenses da equipa de futebol de onze masculino, interrompendo um jejum de 62 anos, nas quais colocou ambas as situações no mesmo saco, levantaram bastante polemica no universo sportinguista. Nesta sequência o presidente do Sporting entendeu efectuar nova publicação, em que aborda ainda outros aspectos da nossa actualidade.
Na publicação é dito “O facto de ter a honra e o privilégio de servir o Clube que amo não significa que as pessoas se arroguem no direito de acharem que se podem meter na minha vida pessoal, opinando sobre o que eu devia ou não fazer.” Sem dúvida que ninguém tem nada de se imiscuir na vida pessoal de BdC ou de qualquer outro cidadão. O problema é que o próprio é quem estimula esta situação, colocando posts sobre a sua mãe no Dia da Mãe, falando várias vezes da sua família, cedendo entrevistas ao Correio da Manhã – jornal ou TV (o tal jornal que tanto nos ataca) e que se calhar terá também a primazia na cobertura do seu casamento. Portanto, quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.
Em relação à Gala, existem já indicadores bastante sólidos de que a mesma irá ser antecipada para dia 30 de Junho, por força do casamento de Bruno de Carvalho que escolheu a data da fundação do clube – 1 de Julho – para celebrar a cerimónia. Então não é ele que refere que não se devem meter na sua vida pessoal? Nesse caso porque mete a sua vida pessoal no clube? Pessoalmente não me interessa quando casa, com quem vai casar, ou as vezes que o fez ou fará. Mas condicionar a vida do clube por via desse facto é que sinceramente já não me parece minimamente compreensível. E no futuro como vai ser? O Sporting passa a comemorar no dia 1 de Julho o aniversário de casamento de BdC em vez da data de fundação? O clube é muito mais do que os seus presidentes, que o devem sobretudo servir e é para isso que são eleitos. Não é um palco para projecção de vaidades e não deve servir de argumento para publicações cor-de-rosa. Se esta alteração de data se confirmar, isto é simplesmente inconcebível.

Depois acrescenta: “No dia em que for ligar a cartas abertas de adeptos, bloguers, opinadores e afins sobre o facto de estar desagradado com ter perdido uma final com uma goleada é o dia em que perdi a noção da grandeza do Clube onde estou e tenho de me ir embora”.
Bruno de Carvalho que na noite das eleições disse “bardamerda para quem não é do Sporting”, parece estar agora a dizer “bardamerda para os blogs, adeptos e opinadores do Sporting”, no fundo bardamerda para todos os sportinguistas que ousam exprimir alguma crítica em relação a decisões desta Direcção ou a declarações do presidente. Neste momento já não são apenas os blogs do Eixo do mal, ou hipotéticos (rima com patéticos…) governos-sombra. São muitos sportinguistas que votaram em BdC e que ele acha que pode desprezar ou amesquinhar. Continua embriagado pelos 86%, esquecendo que nesses votantes, existe de tudo, desde indefectíveis que votariam nele nem que mudasse o nome do clube e dos equipamentos, até sócios que reconhecem algum mérito ao trabalho desenvolvido sobretudo no princípio do mandato anterior, a outros que entre PMR e a sua pessoa, acharam que BdC era, ainda assim, mais confiável. Nos últimos tempos, mais que qualquer opositor, é Bdc quem tudo tem feito para minar a sua base de apoio. E se diz exigir títulos, talvez fosse bom que percebesse que não se pode colocar de fora como simples adepto e dizer verdades lapalissianas de que os “sportinguistas querem títulos, não querem desculpas”. É preciso não esquecer que além de adepto, é ele como presidente o principal responsável para criar condições que permitam DAR títulos aos sportinguistas e pelos resultados do clube, que têm sido a miséria que todos temos podido constatar, infelizmente. E a “herança” de Godinho e dos “croquetes” começa a estar demasiado longe para servir de desculpa.
Sobre Jorge Jesus declara “Em primeiro lugar não sabia que tinha de vir a público esclarecer que o treinador tem mais 2 anos de contrato e que por isso existe um vínculo profissional em vigor”. Sem dúvida que Jorge Jesus tem mais 2 anos de contrato, tal como Marco Silva tinha mais 3 anos de contrato, mas tal não impediu a sua saída. Obviamente que no caso de Jesus por via do contrato pornográfico que BdC entendeu que podia assinar com ele, as coisas são mais complicadas, porque o Sporting ou o treinador (conforme o que rompesse o acordo) teriam de indemnizar a outra parte no montante do total de ordenados das próximas duas épocas (12 a 16 millhões de euros!), a não ser que existisse comum acordo. E não se pode esquecer que as suas declarações no final do jogo com o Belenenses foram um recado claramente também dirigido a JJ, dado em termos públicos. Portanto não é apenas especulação, ele próprio mostrou que há um divórcio ou braço de ferro evidente entre ambos. Acho que JJ podia continuar, mas para tal terá que assumir que esta época que está a terminar foi um enorme fracasso, do qual ele também foi responsável, quer nas contratações, quer nas decisões que foi tomando ao longo da época, quer no discurso desastroso que foi produzindo, começando após o jogo em Madrid, com o célebre “a diferença está no treinador”. Mas o problema é que do lado do Sporting também não tem existido a capacidade de mostrar uma estrutura profissional e eficiente que possa garantir igualmente escolhas acertadas nas contratações. Encontrar o ponto de equilíbrio será a chave, mas infelizmente não será fácil e preparamo-nos para iniciar a nova pré-época com as coisas bastante indefinidas e envolvidos em águas revoltas.

 

2) Reatar de relações institucionais com o Porto:
O Sporting está de relações cortadas com o Porto desde o início do anterior mandato de BdC. Na altura o motivo principal terá sido a falta de respeito manifestada por Adelino Caldeira, ao recusar cumprimentar e ao insultar BdC. Depois disso, e só para recordar episódios mais recentes, convém recordar, que se registaram: desvios de Danilo, Marega, Sá e Suk, que já estavam em conversações bem adiantadas com o Sporting; processo da equipa de ciclismo W52, levando a que esta rompesse um compromisso já apalavrado com o Sporting; o atraso na Taça da Liga, que levou a que o Sporting na temporada seguinte jogasse com a equipa B nesta competição, sob protesto. Além de terem sido testemunhas no caso Doyen, contra o Sporting. Isto só para referir alguns exemplos…
Portanto, foi com bastante surpresa que assistimos a um comunicado conjunto a declarar o reatar de relações institucionais e a anunciar vários pontos de convergência entre os 2 clubes. Não há dúvida que se tudo continuar como está, nos arriscamos a ver o Benfica a festejar não apenas o tetra, mas o penta, hexa, etc. Dominam todas as esferas de influência do futebol nacional: arbitragem, Liga, Federação, relações com outros clubes, comunicação social. Estão embalados, confiantes e têm também bons jogadores. Portanto, é importante repor algum equilíbrio, sobretudo assegurando regras mais justas, transparentes e que minimizem a possibilidade de adulterar as coisas de forma ilícita. Mas isso faz-se estabelecendo parcerias com os outros clubes, lutando também para que possam crescer e não os hostilizando, um pouco ao contrário do que tem acontecido. Assumir uma aliança ou convergência com o Porto numa fase destas (embora precipitado pela notícia da reunião entre ambos que vazou para a Comunicação Social e foi logo aproveitada pelo Benfica e seus apaniguados) em que o Benfica se apresta para amanhã conquistar o tetra, é só dar-lhes munições. Precisamos de trabalho, de eficácia para que finalmente surjam os resultados que tanto têm sido prometidos, mas que nunca mais aparecem.
E por fim, dizer que “é muito mais o que nos une do que o que nos separa” é passar uma esponja enorme sobre 40 anos em que o Porto dominou o futebol através da corrupção de árbitros, da compra de influência nas instâncias do poder desportivo em Portugal e da utilização de claques para coacção. É também esquecer que foi o clube que nesse período mais nos prejudicou, conquistando campeonatos que deviam ter sido nossos, roubando e desviando jogadores e treinadores do Sporting, proferindo afirmações de desrespeito para com o nosso clube que parece que desejavam extinguir. Por último é desrespeitar a luta de tantos sportinguistas contra o famigerado Sistema. Não, o que nos separa é e devia continuar a ser um abismo, nos métodos empregues e nos valores e princípios que historicamente norteiam a actuação de ambos os clubes, desde que Pinto da Costa é presidente da agremiação nortenha.
Que passem rápido estas últimas semanas e que apareça uma luz ao fundo do túnel e não uma penumbra ainda maior.
Sporting sempre!

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Desde o desaire ocorrido no último jogo muito se tem falado e escrito sobre a relação actual de Bruno Carvalho e Jorge Jesus. Uma falsa questão, na minha opinião.

 

Antes de prosseguir deixo já claro que Jorge Jesus, do meu ponto de vista, não só nunca deveria ter sido treinador do Sporting Clube de Portugal como não tem, nem nunca teve, a qualidade exigível ao vencimento que aufere. Não quero com isto dizer que é um mau treinador, mas sim “estupidamente” bem pago.

 

Posto isto, «não adianta chorar sobre leite derramado». Jorge Jesus é treinador do Sporting e com contrato válido para mais do que a próxima época, um “pormenor” que parece ser esquecido por todas as pessoas que se têm pronunciado sobre o tema nos últimos dias. Existe uma relação de trabalho consubstanciada num contrato de trabalho a termo certo que – salvaguardadas as especificidades do mundo desportivo – é regido pela legislação laboral em vigor em Portugal. Se o Sporting quiser resolver o contrato tem de indemnizar o treinador no valor dos seus vencimentos até término do mesmo. Se o treinador quiser resolver o contrato, igual. Se ambos quiserem, por mútuo acordo, resolver o contrato terão de assinar isso mesmo – um acordo – onde poderão colocar cláusulas relacionadas com indemnização que substituirão as do contrato original. Apenas isto, como em qualquer relação de trabalho entre uma pessoa e uma organização.

 

Outro aspecto que, aparentemente, é ignorado por todos é que Jorge Jesus foi contratado para treinador da equipa de futebol. Como em qualquer contrato de trabalho, do mesmo deverão constar quais as responsabilidades, direitos e obrigações das duas partes. Sendo a função “treinador” e não “director” ou “presidente” (e muito menos “agente”…) não deverá estar estipulado no contrato que é ele que escolhe jogadores ou decide contratações, assim sendo não tem legitimidade para o exigir.

 

Nos dois parágrafos anteriores nunca utilizei o nome Bruno Carvalho. Por um motivo simples, Jorge Jesus tem contrato válido com o Sporting e não com o representante actual do Sporting. Não obstante, foi Bruno Carvalho quem o contratou com um vencimento absurdo para a realidade do futebol português, quem lhe renovou o contrato no final da época passada tornado o seu vencimento ainda mais absurdo, quem afirma e reafirma que é o seu treinador e o convidou para a sua “Comissão de Honra” no último acto eleitoral – tendo o mesmo aceite. Aliás, Jorge Jesus foi um elemento central nas eleições pois um dos candidatos “colou-se” inquestionavelmente à sua imagem e o outro afirmou categoricamente que o despediria, tendo sido apontada essa afirmação como o principal “tiro no pé” que lhe valeu um resultado pouco expressivo.

 

Finalizando, Jorge Jesus deve cumprir o contrato que assinou e cumprir as obrigações inerentes ao mesmo – treinar. Bruno Carvalho deve cumprir a função para a qual foi eleito – gerir – e nesse âmbito deveria garantir, não só que o treinador cumpre a função para a qual é principescamente pago, como a contratação de um director desportivo a sério que “desenhe” a estratégia de médio/longo prazo do futebol do Sporting dando ao treinador os melhores atletas de acordo com essa estratégia e com o orçamento.

 

Tal como no final da peça de Shakespeare, cuja imagem ilustra este texto, se um “morrer” o outro deve “morrer” também. Se Jesus sair, Bruno deve voltar a legitimar o seu mandato – demissão e eleições antecipadas.

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03
Mai17

A Liga dos pirómanos

por Krassimir

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A poucas jornadas de o Benfica celebrar  – ao que tudo indica – um inédito tetra vão-se multiplicando os sinais de completo desnorte, despudor e falta de bom senso que os dirigentes dos principais clubes vão fazendo questão de demonstrar ad nauseam.
Dentro de campo, o nível de futebol praticado tem sido na maioria dos jogos bastante pobre. O líder do campeonato, lá vai conseguindo ganhar jogando de forma medíocre, sem chama, mas no final os 3 pontos é que interessam, como se viu no último jogo com o Estoril.
O Sporting ganhou em Braga, merecidamente, mas ainda assim com sobressaltos, que só a eficácia de Dost e a irreverência de Podence conseguiram ultrapassar.
O Porto consegue manter a ilusão mais algum tempo, derrotando um adversário (Chaves) que já lhe causou amargos de boca nesta época, mas está muito longe de convencer.
Mas é fora do campo que o “espectáculo”, representado por um outro campeonato de baixaria e de guerra aberta, continua a todos os títulos deprimente.
LFV, com a pose e o cinismo habituais, descarta responsabilidades e decide avançar com propostas, em que se destaca a penalização com a retirada de pontos aos responsáveis de clubes que ousem criticar a arbitragem. Claro, que quem tem uma rede bem montada de comentadores e paineleiros não precisa de falar mal da arbitragem na primeira pessoa, como já fez várias vezes no passado. Aliás, quem neste momento sente que não tem propriamente a hostilidade dos homens do apito – apenas para usar um eufemismo - conviverá bem com este tipo de regras. Mas não me parece que isto tenha pernas para andar. Em primeiro lugar, porque qualquer profissional está sujeito a críticas, seja na política, no desporto ou em qualquer ramo de actividade. Era o que mais faltava que não se pudesse criticar o trabalho de um árbitro ou de qualquer outro profissional... A lei do silêncio, ou censura nunca será resposta, o que não invalida que algo tenha de se fazer para pôr cobro a este deplorável estado de coisas. Além disso, os clubes que têm milhões de adeptos não devem ser penalizados pelo destempero verbal dos seus dirigentes. E por último não me parece provável que esta proposta colha o apoio dos clubes em geral, para além da boa receptividade que pelos vistos a directora-executiva da Liga, Sonia Carneiro, lhe atribuiu.
O Sporting avança com o pedido de penalização aos comentadores televisivos pelas suas declarações. Aqui será complicado porque também estamos no domínio da livre expressão individual, sendo muitas vezes difícil demonstrar a responsabilidade dos clubes no discurso destes personagens, embora ela seja infelizmente uma realidade. Ao mesmo tempo pede uma cimeira, com vários agentes, desde presidentes de clubes, a dirigentes federativos, passando por governantes e diretores de canais de TV.
E isto tudo ainda antes de terminar a época... dando um tal espectáculo, que até o El Pais LINK, através de um artigo do seu correspondente em Lisboa, já publicou uma notícia a denunciar os presidentes do Sporting e do Benfica, como incendiários.
Então o que fazer? Tal como dois meninos mal-comportados, ou estes dois senhores e respetivos acólitos, tomam juízo, ou alguém tem de os colocar de castigo... Está na hora dos governantes começarem a endurecer a legislação, a pressionar a Federação e a Liga para tomarem medidas. Tem de se acabar com o clima belicista, de autêntico far-west que impera no futebol português.
Os canais de TV e os directores de jornais, sobretudo os desportivos, mas também outros, têm de ser chamados à responsabilidade, quando em vez de contribuírem para serenar os ânimos, são também grandes culpados por esta completa vergonha.
Mas não podem ser os réus de toda esta situação a arvorarem-se o direito e a legitimidade de assumirem a bandeira do pacifismo e da regeneração do futebol. Não podem ser os mesmos a atirarem pedras, esconderem a mão e depois pedirem penas para quem agride. Isto não faz sentido nenhum... 
O tempo e a capital de credibilidade dos (destes) dirigentes desportivos para apagar o incêndio que eles próprios atearam e estimularam está a acabar. Neste momento, é complicadíssimo que sejam levados a sério, mesmo que apresentem propostas positivas. 
Que outros se cheguem à frente e coloquem termo a isto. Para bem da sanidade de quem quer continuar a fazer do futebol português uma festa e um espectáculo em que vale a pena investir tempo e dinheiro.

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Na madrugada de sábado morreu um adepto junto ao Estádio da Luz. Num mundo em que as tragédias, as barbaridades e os actos cruéis ou sanguinários se tornaram banais e recorrentes, o risco é que mais uma vez encolhamos os ombros, assobiemos para o lado e que esperemos tranquilamente pela próxima manifestação de selvajaria e de barbárie. Provavelmente nem teremos de esperar muito e isso não deixa de ser inquietante.

Foi assassinado um adepto que nem era português e que estava em Portugal, acompanhado de mais três adeptos da "equipa viola", para assinalar a geminação entre a "Juventude Leonina" e a claque "Viola Club 7 Bello 1965". Mas isso para o caso é o menos importante. Um homem com nome e cara, Marco Ficini, de 41 anos, que tem agora uma família para o chorar e que representa uma tragédia a mais neste mundo louco. Ainda há poucos dias assistimos a um adepto a ser lançado mortalmente de uma bancada na Argentina por alegadamente pertencer a outro clube (o que pelos vistos até seria falso, mas que nunca serviria de justificação). Estamos decididamente num caminho perigoso, em que o extremismo e o fanatismo ganham terreno a cada dia que passa. E isso é transversal a vários sectores da sociedade.

Nem sequer interessa muito destacar os pormenores selváticos que rodearam a morte deste adepto italiano e que ainda não se conhecem na sua totalidade, e que vão para além de intencionalidade clara de matar numa agressão cobarde usando um veículo, tendo como pano de fundo o futebol. Morreu um homem assassinado, numa morte não só evitável como condenável. Só isso devia ser suficiente para sobressaltar as nossas consciências, para nos fazer pensar e reflectir.

Podemos sempre dizer e bem que não devia estar naquele local àquela hora, tal como adeptos do Benfica ou de outros clubes já estiveram junto a estádios de rivais em outras ocasiões. É um facto. De qualquer forma estamos ainda num país livre e não num campo de guerra e nada dá o direito a alguém de matar seja quem for. Isto não pode ser desculpado, justificado, ou muito menos compreendido.

Na reacção a isto tivemos os dirigentes dos dois clubes – Sporting e Benfica – num espectáculo mais uma vez deplorável. Um (BdC), aproveitando o facto para lançar um convite a LFV para estar consigo na tribuna de honra, carregado de indirectas ao presidente rival e à sua ligação às respetivas claques, mostrando que mais que uma tentativa séria de pacificação no futebol português, pretendia aproveitar-se da situação e rebaixar o seu homólogo benfiquista. O outro recusou aproveitando esse facto e mais tarde, numa manifestação de cinismo e hipocrisia, apesar de dizer lamentar o sucedido com o adepto italiano, quase justificou o sucedido com a presença dele no local errado na hora errada, tendo comparado o presidente do Sporting a Vale e Azevedo, chamando-lhe demagogo, populista e mentiroso. Na resposta seguinte, BdC apelidou-o de cobarde, ironizou com a porta 18 e o pó branco e disse que LFV, logo que saísse da presidência do Benfica, seria vizinho de Vale e Azevedo. Mais tarde o inefável Saraiva, que parece querer manter o emprego a todo o custo, carregou novamente sobre Vieira… e isto promete não ter fim, hoje provavelmente com os paineleiros a continuarem a degladiar-se nos programas televisivos de “comentário desportivo” e que só servem para incendiar ainda os ânimos e desviar as atenções daquilo que o desporto tem de mais belo e que devia ser o seu foco. Um lixo que só existe porque os adeptos dão audiência a estes verdadeiros atentados ao bom senso e à inteligência alheia. E nem com a divulgação de “cartilhas” deixam de assistir a este verdadeiro estrume televisivo que só serve para adubar a violência no desporto.

Ah… e pelo meio parece que até houve um Sporting-Benfica, que representou um péssimo espectáculo, em que o Benfica deu mais um passo rumo a um tetra inédito no seu historial, ainda para mais ajudado com novo deslize do Porto no domingo em casa, ante o Feirense. Mas isso pelos vistos é apenas um facto de menor importância. O espectáculo principal já não é o futebol, isso passou apenas a ser algo colateral. O que interessa é espezinhar o rival, seja para desviar atenções de fracassos sucessivos que vão ocorrendo desportivamente, quer para continuar uma hegemonia em que muitos dos métodos usados são questionáveis. Os adeptos são instrumentalizados e deixam-se arrastar nesta querela insana, aplaudindo estes episódios rasteiros dos seus dirigentes enquanto aguardam pelo próximo round e trocando insultos e ameaças nas redes sociais e em qualquer local em que tal se propicie. Parece que o simples facto de alguém ser de um clube rival dá direito a que seja demonizado ou achincalhado… não temos todos nós amigos e familiares que são de outro clube? E então? Desejamos-lhe algum mal? E porque raio havemos de querer mal a quem não conhecemos, que tem filhos, irmãos ou família que o estimam e querem e onde estarão incluídos também adeptos de vários clubes certamente? Ou estamos apenas à espera de um pretexto e de uma vítima inocente para descarregarmos todas estas emoções negativas e as frustrações pessoais?

Não era tempo de isto acabar? Querem que continuem a ocorrer mais mortes como a deste adepto e a do very-light em 1996? Ou está tudo bem desde que seja do "inimigo"?

Façamos todos uma reflexão e um apelo aos políticos, juízes, treinadores, dirigentes, adeptos.

Aos políticos… deixem de usar apenas o futebol e o desporto para aproveitamento dos sucessos desportivos das selecções. Não se limitem a comparecer nos estádios junto de dirigentes de clubes… Intervenham junto deles e façam-lhes ver que isto não pode continuar. Criem legislação e façam-na cumprir sobre violência verbal e não-verbal no desporto. Repudiem publicamente estes comportamentos. Dêem instruções às polícias para investigarem seriamente as claques e os métodos que utilizam, sejam elas legalizadas ou não. Há lá gente boa, mas também energúmenos e criminosos e estes não têm lugar no futebol.

Aos juízes pede-se que punam severamente os culpados, não apenas de assassinatos, mas de agressões cobardes a coberto de pretextos de “apoio” aos clubes.

Quanto aos treinadores, falem sobre o jogo, tácticas, objectivos, etc. Assumam os vossos fracassos e erros. Não andem, veladamente ou de forma declarada, a acicatar ainda mais os ânimos.

Em relação aos adeptos (todos nós)….Acabem-se com as tarjas a exaltar a violência ou a gozar com a morte de outros. Acabem com assobios a imitar very-lights. Acabem com agressões gratuitas nos estádios e à volta deles. Respeitem a morte, porque vai calhar a todos e de preferência que seja natural e ao fim de uma longa vida. As claques que se humanizem, façam cânticos a puxar pelo seu clube e pela positiva, parando com provocações ou comportamentos criminosos onde existirem, com ameaças mútuas ou desafios para duelos seja onde for. Comentem menos nas redes sociais, se não o conseguem fazer sem entrar num registo de insulto ou ameaça ao primeiro pretexto e não vejam apenas as culpas alheias. Não assistam a programas de paineleiros irresponsáveis. Desfrutem dos bons valores e dos verdadeiros prazeres da vida. Dêem um passeio, umas futeboladas com os amigos, independentemente do clube a que pertençam, ou façam-no com os filhos. Não contribuam mais ainda para tornar o mundo e o do desporto em particular, um local irrespirável e em que pessoas de bom senso e moderação, não possam ter lugar.

Por último, para os dirigentes, que têm responsabilidades acrescidas, não façam declarações irresponsáveis. Não usem os adeptos dos respectivos clubes como escudos humanos ou baixas colaterais, para poderem desviar as atenções ou para se manterem agarrados ao lugar. Não distribuam cartilhas a parasitas do futebol a quem ninguém devia dar audiência ou atenção. Sensibilizem os vossos departamentos/agências de comunicação para darem mais atenção à divulgação das notícias sobre o próprio clube e o mínimo de intervenções sobre os rivais.

Não transformem tudo isto num campo de batalha que torne impossível ou imprudente levar crianças a estádios ou ir acompanhado com amigos ou namorados/as de clubes rivais, sem que se corram riscos sérios de agressões, nem que seja de pessoas do próprio clube. Mais que isso… não desmotivem de vez as pessoas de irem assistir a espectáculos desportivos, porque isso levará ao definhamento dos clubes. Defendam os emblemas que representam, mas não os envergonhem. Tenham carácter e não subestimem o alcance a gravidade do que dizem/mandam dizer e as consequências dos actos que praticam. Se no final não o conseguirem… podem sempre retirar-se e deixar o desporto e o futebol para quem o preza e sabe respeitar.

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06
Abr17

O vício das queixinhas

por Krassimir

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Após a saída de Jorge Jesus do Benfica e a sua confirmação como treinador do Sporting, o Benfica interpôs um processo a Jorge Jesus, reclamando uma indemnização de 14 milhões de euros, a qual representaria um euro por cada benfiquista (contabilidade em que devem entrar os nascidos, já falecidos e os que ainda estão por nascer…).

Todos nos recordamos de na época passada o Sporting ter vivido uma parte significativa dos jogos sob o espectro do castigo a Slimani, depois deste ter dado uma cotovelada a Samaris, numa partida com o Benfica, falta que não foi sancionada durante o jogo por Jorge Sousa. Muito se discutiu, primeiro se existia moldura para castigo ou sumaríssimo e depois qual seria o castigo a aplicar, após o Benfica ter feito queixa do Sporting.

Além disso, o clube rival fez também queixa de Bruno de Carvalho, por afirmações suas sobre Vítor Pereira em que dava a entender que este não era imparcial na sua actuação como presidente da APAF, facto que viria a resultar no castigo recente aplicado ao presidente do Sporting de 113 dias de suspensão.

Houve ainda uma outra queixa contra o Sporting, sobre Gauld e Geraldes e a sua saída do Vitória de Setúbal nesta época, num processo nada dignificante para o nosso clube e ainda hoje por explicar, denunciando a quebra de regulamento por parte do emblema de Alvalade, com base no ponto 5, do artigo 78.º, que no fundo impediria o termo do contrato de cedência.

Como se compreende, nos dois últimos casos, o Benfica nem sequer era parte directamente envolvida e mesmo assim decidiu fazer queixas do Sporting. Sem dúvida que isto coloca em causa a tese que é advogada pelos comentadores e paineleiros benfiquistas de que não se preocupam com o Sporting e que o Benfica tem uma postura pacificadora e que não provoca ninguém.

E perante isto o que fez o Sporting?

Além de dedicar grande parte da sua Comunicação e intervenções do seu presidente a falar do Benfica, respondeu à queixa contra Slimani, identificando cinco agressões dos jogadores encarnados sobre os seus jogadores e invocando ainda um empurrão de Jardel a Raul José.

Foram também elaboradas queixas sobre o caso dos vouchers que chegaram inclusive à UEFA.

Em Dezembro de 2015 fez queixa na Liga contra Rui Gomes da Silva, na altura elemento da direção do Benfica, Rui Costa, administrador da Benfica SAD, João Gabriel, então director de comunicação do Benfica e Benfica SAD, e Pedro Guerra pelas declarações que foram fazendo.

Mais recentemente, em fevereiro de 2017, foi feita queixa contra Rui Vitória devido à sua presença na flash interview da RTP, após a derrota com o Moreirense na final da Taça da Liga, depois de ter sido expulso já após o apito final.

E por fim, surgem agora sete queixas contra o rival, já depois da suspensão de BdC, no que parece ser uma resposta a esse castigo, envolvendo: 1) Agressão de Jonas a Nuno Espirito Santo, 2) Processo contra Samaris por agressão a Alex Telles, 3) Queixa contra Rui Vitória por palavras na Conferência de Imprensa, 4) Queixa contra Domingos Almeida Lima (nº2 do Benfica) por declarações no dia 23 Março em Abrantes, 5- Contra Luis Bernardo (director de comunicação) por causa do comunicado da gala das quinas de ouro, 6) Contra o Benfica por declarações antes dos jogos, 7) Queixa no IPDJ por causa do apoio do Benfica às claques não oficiais.

Não pretendendo que esta lista seja exaustiva, pois ainda existiram mais queixas, dá bem para entender ao estado de insensatez a que se chegou e talvez se comece a perceber a crispação que se vive actualmente no desporto em Portugal e em particular no futebol, que se calhar só irá parar ou atenuar-se quando ocorrer alguma tragédia. Só que normalmente nestes casos são os adeptos que sofrem a irresponsabilidade dos dirigentes, que acabam por assobiar para o ar enquanto vão imitando o imperador Nero, vendo Roma a arder, depois de a terem incendiado.

É tempo de dizer basta! Não vamos a lado nenhum desta forma. Obviamente que não há inocentes, mas começa a ser gritante a loucura de todos.

E naquilo que mais nos preocupa e nos envolve directamente, há uma grande falta de coerência. Como podemos ter um presidente que acusa o rival de querer ganhar o campeonato das queixinhas e depois produz sete queixas contra o Benfica ou elementos ligados a esse clube, ainda por cima envolvendo casos que ocorrem num jogo com o Porto, que não nos diz respeito e cobrindo situações que este clube nem sequer entendeu usar da mesma forma? O Porto, que é um clube grande, poderoso e com recursos, precisa que o Sporting seja seu advogado de defesa? Claro, que o que se pretende é atingir o Benfica, mas vale tudo para isso, incluindo a perda da nossa identidade e colarem-nos ao Porto e aos seus interesses?

E que vamos ganhar com isto? Esperamos que Jonas e Samaris sejam castigados e não joguem contra nós? A sério? Mas alguma vez a decisão seria dessa forma ou mesmo com a rapidez necessária para que isso acontecesse?

Claro que há adeptos que exultam com isto e vêm com a máxima de “olho por olho, dente por dente”. Pois, se calhar o resultado disto é ficarmos todos cegos e desdentados… e o pobre futebol português lá vai cada vez mais perdendo competitividade e prestígio.

Queremos ser diferentes e contribuir para a elevação ou achamos que temos de jogar ainda mais baixo do que o rival? Queremos ser selectivos, atacar de forma inteligente e vibrando golpes certeiros, salvaguardando os nossos valores e a nossa diferença ou o que interessa é disparar para todos os lados, desvalorizando o peso da nossa palavra e das nossas acções? Queremos ser os espalha-brasas do futebol nacional, ou pretendemos dar um bofetada de luva branca nos rivais deixando-os sozinhos na lama e atacando-os de uma forma bem mais eficaz?

E por fim… onde nos tem levado esta guerra feita de forma cega e sem estratégia de fundo, sem que se arranjem aliados que nos possam suportar e sem consolidar o clube e a sua voz no desporto? Será este o caminho? Ou pretende-se apenas desviar as atenções daquilo que verdadeiramente interessa, que é a competitividade da nossa equipa, a constituição do plantel e a forma como se vai preparar a próxima época, enquanto continuamos alegremente a coleccionar derrotas dentro e fora do terreno de jogo?

 

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22
Mar17

Sujar as mãos

por Krassimir

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O Sporting tem sido desde há muito um clube adiado em que os títulos são uma permanente miragem, que tem servido como cobaia de experimentalismos e sede de quimeras.

 

Foi esta ausência de títulos e o jejum de campeonatos que explicam o aparecimento de sebastianismos como o que é representado por Bruno de Carvalho, a sua aceitação pelos sócios e o estado em que nos encontramos actualmente.

 

Para inverter este ciclo, os profetas deste novo Evangelho, pregado pelo pastor Bruno de Carvalho e que são representados pelos comentadeiros e blogueiros do “regime”, defendem que os sportinguistas são os principais culpados desta situação e que é necessário “sujar as mãos”.

 

Ou seja:

  • Se os outros roubam e são corruptos, nós temos de o ser também e talvez mais;
  • Se os outros são fanáticos e dão mostras de uma insensatez doentia, nós também temos de o ser;
  • Se os outros têm um Director de Comunicação patético e que mais serve como troll que outra coisa, nós tivemos de arranjar um que igualmente o seja e de uma forma hiperbólica;
  • Se os outros têm arruaceiros, bem como malta que agride e ameaça, nós também temos de o fazer, nem que seja contra os próprios consócios do clube;
  • Se os outros aldrabam assistências e números de sócios, nós também precisamos de ir pelo mesmo caminho;
  • Se os outros têm presidentes há mais de uma década ou de três décadas, nós também temos de ter um assim, ainda que, ao contrário dos rivais, não tenha ganho nada de relevante;
  • Se os outros mentem por sistema, nós só temos de imitar;
  • Se os outros gastam o que não têm e não devem, nós só precisamos de gastar ainda mais;
  • Se os outros têm comentadores televisivos grotescos e ridículos como Pedro Guerra, nós precisamos de outros semelhantes;
  • Se os outros não sabem perder, nós fazemos o mesmo;
  • Se os outros fazem uma triste figura e não dignificam o desporto, o Sporting deve estar ao mesmo nível.

 

Pois, lamento desiludir quem pensa assim, mas isto não nos vai levar a lugar nenhum. Ou antes, vai fazer com que o clube perca a sua identidade, a sua matriz única e que tanto seduziu adeptos de vários lugares do país e do mundo e cuja devoção ao clube tem sobrevivido a este deserto de vitórias. O presidente disse recentemente que em 110 anos de história nunca tivemos um presidente que se preocupasse com a identidade do clube, infelizmente o que parece é que nunca tivemos ninguém que tão facilmente estivesse disposto a abdicar dessa identidade e que faz do “ser do Sporting” algo único e inigualável. A identidade do clube está mais que estabelecida, é riquíssima a nível da postura no desporto, no eclectismo, na dignificação dos valores da competição e na capacidade de dar talentos ao desporto português, no futebol, no olimpismo e nas modalidades. É isto que nos pedem agora para abandonar, “sujando as mãos”, como se fosse esta aposta na brejeirice e na ausência de escrúpulos e princípios que nos conduzisse às vitórias. Há até quem defenda uma refundação do clube… para esses só um conselho: sigam o vosso caminho, fundem outro clube e deixem o Sporting para os sportinguistas que sentem o clube, que o respeitam e que se orgulham da sua História e dos seus valores.


Sporting sempre!

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07
Mar17

Bruno-de-Carvalho-festejou-golo-de-Montero-de-form

 

Ainda no rescaldo da estrondosa vitória de Bruno de Carvalho nas eleições do Sporting, em que obteve cerca de 86% dos votos, enquanto o seu adversário Pedro Madeira Rodrigues se limitava a uns modestos 9% e os brancos se contabilizavam em 5%, gostaria de tecer algumas considerações e reflexões adicionais.

Em primeiro lugar, a dimensão da vitória é uma oportunidade perdida de fazer com que BdC corrija vários erros que tem vindo a cometer na presidência do Sporting e que também têm contribuído para o insucesso desportivo que se vem registando. Na verdade, o agora reeleito presidente do Sporting pensará que tem toda a legitimidade para continuar a gerir o clube exactamente da mesma forma como o tem feito até aqui, podendo inclusive acentuar alguns traços autoritários e egocêntricos, bem como decisões arbitrárias. E na verdade tem essa legitimidade e quem lha conferiu foram os sócios.

Encontram-se assim avalizadas a estratégia de Comunicação e discurso completamente sem filtro (como se viu no dia das eleições), a continuação das publicações de Nuno Saraiva no Facebook, na maioria das vezes a zurzir nos rivais de Lisboa e nos seus comentadores e até a promoção de amigos do presidente para cargos para os quais não revelam a menor qualificação ou competência, como é o caso de André Geraldes para Director Desportivo.

Tudo isto será um erro, com consequências nefastas para o Sporting e mesmo a médio prazo para BdC, mas não é provável que algo se venha a alterar nestes domínios.

Claro que se BdC tivesse ganho com uma menor percentagem e os votos brancos fossem mais expressivos, a margem de manobra seria menor e talvez fosse obrigado a revelar algum bom senso, reflectindo sobre as decisões e estratégias erradas que têm vindo ultimamente a ser seguidas. Não foi isso porém que aconteceu, como sabemos e podemos assim esperar mais e pior do mesmo.

Considerando agora o outro lado da questão, o resultado das eleições constitui uma excelente oportunidade para que, quem se quer constituir como oposição construtiva e assumir uma eventual alternativa a este rumo, possa reflectir qual a melhor estratégia e porque falhou tão rotundamente a proposta e candidatura de PMR.

Em primeiro lugar, nestes 86% cabem muitos votos. Temos gente que votaria BdC mesmo que este decidisse mudar os equipamentos e o nome do clube, pessoas que estão reconhecidas pelo que de bom se fez no mandato – reestruturação, Pavilhão e aumento da competitividade desportiva, mesmo partindo dum ponto muito mau como foi o sétimo lugar e não se tendo conquistado qualquer campeonato – que no fundo acreditam ainda neste presidente e acham que merece um segundo mandato e por fim pessoas que não se reviram minimamente em PMR e preferiram BdC. Estes últimos, se tivesse surgido uma candidatura mais credível e sustentada, provavelmente até poderiam ter-lhe atribuído os seus votos.

Depois, houve uma inteligente colagem do candidato derrotado aos rivais e ao passado recente negativo e doloroso do Sporting, por parte dos apoiantes de BdC e essa estratégia já tinha sido desenhada mesmo antes de se saber quem era. Portanto, muitas pessoas também foram votar porque recearam que o clube voltasse ao rendimento desportivo da era Bettencourt e Godinho Lopes, sobretudo em relação ao futebol. Para este objectivo foi montada uma campanha pela máquina de propaganda de BdC (sendo o Mister do Café um dos seus principais pontas-de-lança), primeiro fazendo a identificação de PMR com um blog crítico de BdC, depois com a estratégia e críticas do rival e finalmente com o tal passado. O candidato, pese embora toda a sua boa-vontade e voluntarismo, facilitou a tarefa, ao apresentar propostas que não estavam bem sustentadas e hierarquizadas e entrando no tal discurso belicoso em que BdC tão confortável se sente. O resto… já sabemos.

Bruno de Carvalho é um presidente que se alimenta de conflitos e das emoções que aí se geram. Claro que sem emoção e paixão não se vive o desporto. Mas estas devem ser canalizadas para o apoio incondicional ao clube e não para qualquer culto de messianismo. Mas é isto que se tem passado. Quanto mais conflitos lhe criarem ou ele próprio gerar, mais forte ele fica junto da massa associativa. Nessa altura o que se torna mais forte junto dos sportinguistas é o impulso da defesa da figura mais representativa do clube. E isso foi muito bem usado nestas eleições.

A própria Comunicação Social, que lhe é hostil, embora ele muito vá fazendo por isso, tarda em perceber esta realidade. Na verdade artigos que o ridicularizam ou sondagens tão ridículas como a publicada pelo Correio da Manhã ou em canais de TV, falando em disputa taco-a-taco entre as duas candidaturas, desconsiderações e ataques pessoais que são feitos a BdC e até insultos, só unem mais os sportinguistas em torno do presidente e facilitam a estratégia de vitimização que ele tanto aprecia e utiliza.

Mas isto também é válido para quem internamente (leia-se sportinguistas) não se revê na sua actuação. Percebe-se que BdC gera ódios ou paixões e que é difícil o meio-termo. Porém misturar críticas válidas e pertinentes sobre a sua estratégia com insultos e ataques pessoais, mesmo que estas possam ter impacto, só afastam quem é moderado e quer apenas o bem do Sporting, do conteúdo válido que possam conter. Mesmo que tenham impacto e visibilidade, só reforçam a popularidade deste presidente. Portanto, é importante centrarmo-nos na razão e deixar a emoção e os ódios para Bruno de Carvalho. Neste momento, ou ele muda a sua actuação e consegue entrar no caminho do sucesso (pessoalmente não acredito, mas ficaria muito feliz se tal acontecesse e não me custaria nada reconhecê-lo) ou apenas sairá do lugar que ocupa, quando ficar evidente à maioria dos sócios que não serve para nos conduzir ao sucesso que todos desejamos. Para já tem um trunfo importante, ninguém gosta de reconhecer que se enganou ou de se desiludir.

Veremos numa primeira fase, como descalça a bota Jorge Jesus e a sua renitência em apostar na Formação, quem vai sair do plantel e qual a receita gerada, como vai ser a qualidade e o número de contratações a serem feitas e como se inicia a próxima época de futebol, sendo que o terceiro lugar nesta época é provável mas ainda não está assegurado. Por outro lado, será também importante verificar qual o desempenho das modalidades principais do clube até ao final da época. Esta será claramente a hora da verdade para esta Direcção e para este presidente. E sobretudo, os títulos têm de deixar de ser prometidos e passar a ser conquistados.

Por isso, cá estaremos para o elogiar se o justificar, mas também para o criticar se persistir em tratar os sportinguistas como autómatos e escravos dos seus impulsos e excessos, sempre orientados pelo que achamos melhor para o Sporting. Sem lugar para a emoção ou questões pessoais, mas sempre tentando argumentar e usar a razão.

Sporting sempre!

 

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As eleições no Sporting que decorreram no sábado dia 4 de Março, tiveram uma participação de mais de 18 mil sócios, batendo anteriores máximos.

Assistiram-se a longas filas em Alvalade que começaram antes da abertura das mesas de voto, mas com o processo a decorrer com muita eficiência e rapidez, apesar do número de votantes.

Estamos por isso de parabéns, os sócios e quem organizou a votação, pela forma como tudo decorreu. Também, ao que se sabe, não terão ocorrido incidentes de maior, o que se saúda e está à altura de um clube como o nosso.

Infelizmente, apesar de se ter anunciado que pelas 22 horas seria conhecido o vencedor, só cerca das 3 da manhã foi possível ter acesso aos resultados finais, ao que parece devido a problemas na contabilização dos votos por correspondência.

Os resultados traduziram uma vitória expressiva e inequívoca da lista B de Bruno de Carvalho, em todas as áreas a votação: Conselho Directivo, Conselho Fiscal e Disciplinar, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Neste último, há a registar o bom resultado da lista C de Gonçalo Nascimento Rodrigues conseguindo cerca de 20% dos votos, ainda assim abaixo do que talvez merecesse.

Conseguindo cerca de 86% dos votos, Bruno de Carvalho, está pois de parabéns e com toda a legitimidade para iniciar novo mandato de 4 anos. É justo que se faça esta ressalva, que se lhe desejem as maiores felicidades neste mandato e que finalmente concretize os títulos que foram bastante escassos no anterior exercício, sobretudo nas principais modalidades. E acima de tudo, que torne o Sporting campeão em futebol. A base de partida já não é o sétimo lugar, já não se pode dizer que o clube tem atletas e treinadores contratados por outros e a pesar no orçamento e que nos limitam as opções (foi esta Direcção, quem fez todas as escolhas), a situação financeira é bastante melhor, tanto quanto nos tem sido dito e os adeptos e sócios apoiam como nunca a equipa, mostrando uma militância que ninguém pode colocar em causa e finalmente já não há desculpas também internas, agora que se tem tão grande base de apoio. Chegou a hora da verdade para este presidente e esta Direcção.

Esperemos que esteja ciente disso e que se corrija o que de mau foi feito nesta época, em termos de planeamento e formação da equipa e também que se acerte o discurso e a estratégia.

Que se comece a ter outro rendimento e aposta na Europa, onde estivemos muito mal nestes quatro anos, baixando claramente no ranking com consequências para o emparelhamento com os adversários e para as nossas hipóteses de sucesso e de obter assim receitas adicionais.

Por outro lado, que a aposta na Formação, que levou ao regresso antecipado de Geraldes, Palhinha e Podence, seja uma realidade para a próxima época e que este treinador nos surpreenda ao dar-lhes oportunidades.

Quanto a Pedro Madeira Rodrigues, os cerca de 9% obtidos são um resultado muito mau e pagou o preço de alguma impreparação, de ter apresentado uma proposta mal estruturada, de vários erros de discurso e de ter entrado na campanha que mais convinha ao actual presidente, discutindo-se muito pouco as propostas de cada um e deixando-se enredar numa troca de ataques pessoais e mesmo insultos. Acabou por ser mais um elemento mobilizador para aqueles que, não estando contentes com Bruno de Carvalho, achavam a eleição de PMR ainda mais negativa e que no final também contribuíram para a vitória e reeleição do actual presidente. No fundo, deixou que o colassem a um passado que deixou estigmas nos sportinguistas e até à estratégia dos rivais, apesar dos seus 35 anos de associado. Mérito da máquina de propaganda do actual presidente, que não deve ser menosprezada e cujos fantasmas gerados levou a que a votação em BdC fosse ainda mais reforçada.

Infelizmente, ao ser conhecida a sua vitória e os resultados, Bruno de Carvalho continuou amarrado ao discurso que sendo do agrado de alguns adeptos, tanto nos envergonha a muitos e declarou “bardamerda para quem não é do Sporting”.  Na realidade todos temos familiares, amigos e até atletas que representam o Sporting (veja-se o caso de Nélson Évora que ainda ontem conquistou um título europeu) que não são do nosso clube. Será que ficamos confortáveis com este tipo de declarações? Será que todos os outros clubes, além dos rivais e respectivos adeptos vão ficar satisfeitos com isto e não vai aumentar algum anti-sportinguismo que vai proliferando por aí e que em nada serve os nossos interesses?

Mas pronto, vamos todos acreditar que foi um excesso na hora da vitória e que vai mudar para melhor a Comunicação do clube, a começar pela sua, que vai saber encontrar aliados em vez de arranjar inimigos e que nos vai levar ao sucesso. São esses os desejos que professamos.

Uma palavra para alguns adeptos que festejaram não apenas a vitória de Bruno de Carvalho, o que é natural, mas que tentaram tirar desforço de quem ousou criticar algumas decisões da Direcção ao longo do tempo. Alguns até propõem, numa sanha inquisitorial, a expulsão das pessoas que ousam não estar de acordo com tudo o que tem sido feito pela Direcção. Quase que parece que acham que ganhámos um campeonato ou uma Champions. Na verdade, à falta de troféus para o museu, festeja-se este resultado à custa dos companheiros do clube que votaram em PMR ou em branco. Como se este troféu também fosse direitinho para o Museu. Não vai e como já dissemos em outro post há algumas semanas, LINK, a hora é sobretudo de trabalho, como ainda ontem pudemos assistir em Alvalade no jogo com o Guimarães (mas não vamos falar disso, pois está tudo bem e estas coisas levam tempo…). Esperemos que assim seja entendido por quem decide e que agora fica deste modo, não apenas com legitimidade mas também com responsabilidade reforçadas.

 

PS – não fizemos campanha neste blog por ninguém. Tentaram colar-nos à candidatura de PMR, porque é sempre mais fácil simplificar as coisas e diabolizar vozes incómodas, mas a verdade é que ao contrário de muitos, não o ridicularizamos, nem o atacamos por ter tido a coragem de se candidatar (coisa que outros não tiveram), mas também não deixamos de o criticar no que entendemos errado. Obviamente que fizemos o mesmo em relação a BdC, só que este tinha todo um mandato para analisar. Continuaremos a dar a nossa opinião, com a disponibilidade possível, pois nem somos pagos para andar no Facebook a comentar, insultar ou a vigiar o que os sócios e adeptos do Sporting dizem, nem somos desocupados, que apenas vão para os grupos do Sporting debitar alarvidades e provocações baratas. Se essa opinião desagradar, lamentamos mas também não é isso que nos vai demover de manifestar o que pensamos. Esperamos antes ter muito mais motivos para elogiar. Seria um óptimo sinal e como sportinguistas queremos é o sucesso do clube, que está acima de quem o dirige e representa. No passado, presente e futuro. Sporting sempre!

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03
Mar17

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Durante o mandato que se está a concluir, Bruno de Carvalho, teve méritos inegáveis. A maioria deles durante o seu início, sendo com ele que se realizou a reestruturação com os bancos (que seria inevitável, mas ainda assim foi ele quem a negociou), que se voltou a recuperar a equipa de futebol e a apostar na formação e que se construiu o Pavilhão que apesar de algum atraso, está quase a ser inaugurado, apesar deste caminho no futebol se ter invertido nesta época, com várias contratações desastrosas e aparente inversão do caminho de aposta na formação, sob influência do treinador.

Porém não se conquistaram os títulos que foram prometidos e não fomos campeões de futebol. Estivemos perto na época passada, mas a verdade é que não o conseguimos. Sabemos que estas coisas nem sempre dependem da vontade e do empenho de quem dirige o clube, mas constituem sem dúvida um barómetro de avaliação.

Já quanto ao discurso que se vai proferindo, ao que se vai anunciando e prometendo, ao estilo e linguagem que é utilizada, estes dependem claramente de quem os produz. E acima de tudo, tem-se verificado que, ao contrário do que alguns indefectíveis do actual presidente proclamam, muitas frases ditas por Bruno de Carvalho não se revelam eficazes e só o têm desgastado e diminuído o valor da sua palavra. A seguir apresenta-se uma lista de factos e frases que ocorreram e que teria sido preferível não terem acontecido. Que sirva de reflexão para que não se repitam no futuro, seja qual for o presidente da nossa Instituição.

 

25/09/2013 "A medida do meu sucesso? Ser campeão pelo Sporting..."

Após seis meses de mandato, Bruno de Carvalho traça aquele que iria ser o critério aferidor do seu sucesso: ser campeão pelo Sporting. A verdade é que não o veio a conseguir e assim, pelas suas próprias palavras, o seu mandato constituíu um insucesso desportivo.

 

18/10/2013 “Vamos estar na luta pelo Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga...”

Leonardo Jardim, treinador da equipa, manifestou surpresa com estas declarações de Bruno de Carvalho produzidas numa visita à África do Sul, que alteravam os objectivos inicialmente traçados. “Fico surpreendido pelo presidente ter dito isso, porque ele a mim não disse nada...”

 

26/11/2013 “Quando quiserem começar a resolver os problemas de Portugal, é fácil: tiramos o vermelho da bandeira e é tudo nosso”

Bruno de Carvalho avançou com esta “ideia” durante um almoço com adeptos em Braga, antes de um jogo com a equipa bracarense.

 

6/12/2013 “ É importante que os adversários dêem mais luta”

O Sporting comandava o campeonato nacional de futebol e BdC saiu-se com esta tirada. Infelizmente, no caso do Benfica, não apenas deram luta como viriam a ser campeões nacionais, iniciando um tri que agora se pode tornar tetra, no final de 2016/17.

 

9/04/2014 “Plantel terá uma melhoria cirúrgica”

Com a equipa já afastada do título, cumprindo ainda assim uma excelente época, atendendo ao investimento e expectativas, BdC promete poucas contratações e certeiras (as tais “contratações cirúrgicas” que referira no programa), tal como analisado aqui LINK. A verdade é que contratou 13 jogadores (Paulo Oliveira, Slavchev, Tanaka, Rosell, Hadi Sacko, Gauld, Naby Sarr, Jonathan Silva, André Geraldes, Gazela, Rabia, Nani e Ewerton), com escasso aproveitamento da maioria.

 

27/05/2014 “Fartei-me de rir com Vieira...”

Depois do presidente do Benfica, ter negado que tivesse dito a BdC num telefonema que o melhor reforço tinham sido as nomeações dos árbitros, tal como tinha sido afirmado por BdC, este veio dizer que afinal tudo não passara de uma ironia e de uma brincadeira...

 

4/06/2014 “O futebol português é como as nádegas”

Durante uma escala em Ponta Delgada, numa viagem até Boston, BdC, comparou Benfica e Porto às nádegas do futebol português por onde apenas saía trampa. “entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento mal cheiroso ou trampa. E é disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa.”

 

19/09/2014 “Como se fosse o pior funcionário da história do clube”

Depois de Manuel Fernandes num programa televisivo ter criticado a prestação da equipa do Sporting contra o Maribor, considerando esta a pior equipa da Champions, BdC respondeu “Mas o que ele diz tem tanta validade como eu dizer que é o pior comentador televisivo e que foi dos piores funcionários do Sporting”. Mesmo que não tenha dito ipsis verbis que era o pior funcionário, a verdade é que a comparação ficou e foi considerada ofensiva pelo próprio que alguns dias mais tarde diria que aquelas afirmações não eram próprias de um presidente. Manuel Fernandes é actualmente funcionário do clube…

 

9/10/2014 “Embirra com bolas microfone encarnadas”

Regressado de Londres e ao ser entrevistado no aeroporto, BdC fala das bolas de microfone encarnadas dos jornalistas (tentando fazer humor com o facto). 

 

20/10/2014 “Vem aí um novo ciclo do futebol português”

Depois de uma brilhante exibição do Sporting no Dragão que nos deu a vitória por 3-1 sobre o rival na eliminatória da Taça de Portugal, BdC anuncia um novo ciclo. Poucos dias depois o Sporting viria a registar uma pesada derrota em Guimarães, com comunicado do presidente no FB.

 

2/11/2014 “Não demonstraram garra nem vontade de vencer e isso é lamentável, só nos restando pedir desculpa por não termos sido dignos do clube que representamos”

No rescaldo de uma pesada derrota da equipa principal por 3-0 em Guimarães e de uma derrota da equipa B por 5-0 frente ao Atlético, Bruno de Carvalho emite um comunicado no Facebook em que ataca o comportamento da equipa e refere que o fim-de-semana em causa jamais poderia ser esquecido. Este episódio constituiria um dos mais polémicos e criticados do mandato, com críticas públicas aos jogadores e equipa técnica. Nani, Patrício e Jefferson viriam a criticar estas declarações.

 

19/12/2014 “Os reforços estão na equipa B”

Apesar da má carreira da equipa de futebol no campeonato e das carências que vai revelando, BdC num recado interno claro à equipa técnica de Marco Silva, que já não tivera qualquer papel na escolha dos jogadores do plantel, viria a referir que os reforços de inverno seriam: Podence, Gelson, Francisco Geraldes, Wallyson, Slavchev, Ryan Gauld, Rabia, Sacko, André Geraldes...

 

26/12/2014 “Marco Silva tem uma agenda própria, tem interesses próprios que não são os do Sporting” (José Eduardo)

Na sequência do mal-estar instalado na equipa, de que o comunicado do FB após o jogo de Guimarães tinha constituído o episódio mais visível, José Eduardo, em concertação com a Direcção que aparentemente se aprestava para despedir Marco Silva, faz declarações duríssimas sobre este, acrescentando mesmo “Chegámos ao fim da linha, não há condição nenhuma para continuar. Não tem a equipa com ele. Essa é uma falácia, a equipa está dividida, há problemas muito graves. O projeto da academia nunca foi agarrado pelo treinador”. Nessa altura, pelos vistos, era criticável não se aproveitarem de imediato todos os jogadores que vinham da Academia. Outros tempos… o episódio seria muito mal recebido pelos sócios e o treinador acabou por ficar, mas a relação entre presidente e técnico nunca mais viria a ser a mesma.

 

25/01/2015 Bruno de Carvalho apresentou queixa, por difamação, contra 31 adeptos e associados do Sporting, que utilizaram as redes sociais e blogues

Depois de críticas que considerou insultuosas, de sócios e adeptos nas redes sociais, BdC instaurou processos aos mesmos. Curiosamente não viria a ganhar nenhum e continuamos sem saber quem pagou as custas judiciais destes processos. Este episódio revelou também uma outra faceta da vida do Sporting: a existência de “bufos”, alguns mesmo profissionais, nas redes sociais. A Associação de adeptos sportinguistas pediu explicações no dia seguinte.

 

12/03/2015  “Não vou usar mais as redes sociais para falar da equipa”

Numa reunião promovida com jornalistas, BdC anuncia a sua decisão de não utilizar mais a sua página do Facebook para falar da equipa, uma decisão que tem por base a grande número de críticas que os seus comentários gerara e o facto dos mesmos terem afetado a sua esposa e a sua filha.

 

27/03/2015 “Os nossos rivais tremem todos os dias”

Além desta frase, em que refere o pavor que o Sporting está a causar aos rivais, teve ainda outras outra frase “Em termos de gestão o Sporting, em dois anos, conquistou a Liga dos Campeões e foi campeão nacional."

 

4/06/2015 Sporting rescinde com Marco Silva invocando justa causa

Na sequência de rumores já há muito existentes, o Sporting rescinde contrato com Marco Silva. Entre os vários motivos referidos, inclui-se um que daria bastante celeuma: o facto de Marco Silva não ter usado o fato oficial numa eliminatória da Taça de Portugal. Este facto ainda recentemente foi objeto de humor em Inglaterra, quando Marco Silva assinou pelo Hull City. Posteriormente, Marco Silva e Sporting chegariam a acordo.

 

7/06/2015 “Para fazerem mal ao Sporting, primeiro vão ter de me matar”

Mais uma declaração pungente de dramatismo e teatralidade, que claramente visou cair no agrado das massas. Começa a cultivar-se cada vez mais o culto da personalidade, que actualmente atinge níveis absurdos e irracionais entre alguns adeptos.

 

9/08/2015 “É isso que me sabe bem, falar pouco e ser campeão”

Após a conquista da Supertaça (único troféu conquistado até à data por JJ) sobre o Benfica, Bruno de Carvalho dedicou o triunfo aos adeptos, dizendo esta frase que infelizmente a prática desmentiu largamente em ambas as vertentes... falou muito e não foi campeão.

 

19/08/2015 “Mr Burns, se quer guerra vai tê-la!”

Após alguns ataques a JJ por parte do Benfica e do seu Director de Comunicação, João Gabriel, Bruno de Carvalho respondeu, chamando a este dirigente o nome de uma personagem dos Simpson. Em resposta, João Gabriel diria “um cretino é só isso... um cretino”. A seguir nova investida de BdC no facebook...

 

28/09/2015 “Esperam a cada deslize para como ratos atrás de teclados, cartazes, tarjas ou entrevistas atacarem o clube ou os seus profissionais."

Durante uma Assembleia Geral, BdC falava assim dos críticos, referindo-se a um hipotético governo-sombra de seis pessoas. Logo a seguir, Record publica os seis nomes, entre os quais se contava Paulo Pereira Cristõvão, que em resposta fez questão de dizer que não acreditava que BdC fosse tão cobarde que acusasse pessoas e nem dissesse o seu nome...

 

5/10/2015 “O Benfica oferece almoços a árbitros” 

BdC foi ao Prolongamento, programa da TVI com Pedro Guerra,, dando protagonismo ao comentador do Benfica, anunciando que o Benfica oferecia vouchers aos árbitros, denúncia importante, mas que poderia ter ocorrido em outro local e de outra forma. Num espectáculo deprimente, viria a ser acusado pelo comentador do Benfica de constituir “um caso de psiquiatria”. Ness programa, BdC declararia que o Benfica só ia ser campeão da voleibol. Infelizmente foi-o em várias modalidades... 

 

13/11/2015 "Aos nossos rivais... Costumo falar neles, sim. Já me disseram que não o devo fazer mas é um costume meu. Estamos em 1.º e quero desejar-lhes boa sorte e que vão olhando bem para nós porque não vamos sair do 1.º lugar"

Durante a gala “Rugidos do Leão” na Batalha e quando a equipa liderava o campeonato, BdC volta a fazer uma previsão de que o Sporting não sairia do primeiro lugar. Infelizmente mais uma vez enganou-se. Apesar do record de pontos (86), o Sporting viria a ficar em segundo lugar e a ser apeado do primeiro lugar pelo Benfica.

 

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6/12/2015 “Depois do 'Bailando' no Continente, fomos dar 'Bailinho' à Madeira”

No rescaldo da vitória do Sporting sobre o Marítimo na Madeira, BdC que estava envolvido numa troca de mimos com Carlos Pereira, presidente do Marítimo, faz estas declarações para picar o seu homólogo madeirense, que retorquiria que BdC era uma lagartixa que não chega a jacaré. Infelizmente pouco tempo depois o Sporting volta à Madeira, para jogar com o União e viria a registar a primeira derrota no campeonato.

 

12/12/2015 “Decisões há muitas, seu palerma!”

Bruno de Carvalho recorreu novamente às redes sociais para criticar a Comissão de Instrução e Inquéritos (CII) da Liga de Clubes, que decidiu arquivar a queixa feita pelo Sporting contra o Benfica, usando a expressão referida. O Sporting queixava-se de algumas agressões de jogadores das águias a jogadores leoninos no dérbi da Luz, no jogo que aconteceu na oitava jornada do campeonato português. 

 

21/12/2015 Bruno de Carvalho envolvido em confusão na noite da Madeira

O Sporting foi jogar novamente à Madeira, desta feita com o União, jogo que viria a perder por 1-0. Na madrugada de sábado para domingo, BdC esteve envolvido em altercação com outras pessoas na discoteca Vespas. Viria a justificar-se (... no facebook) dizendo que se tratou apenas de uma troca de “bocas” com adeptos de outros clubes.

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30/12/2015 “Aconselho Camilo Lourenço a fazer o prato “galinha à maricas” para iniciar o treino para a noite de fim de ano”

Camilo Lourenço criticara o negocio da NOS. Bruno de Carvalho ataca o jornalista referindo que este já fora o “pombo correio” que dissera que o seu projecto financeiro iria falhar. Não estando em causa sequer o que disse o jornalista, o que se destaca é mais uma vez o tom rasteiro da resposta, que não é digna de um presidente de uma instituição como o Sporting Clube de Portugal.

 

16/01/2016 “Só não lhe dei um pontapé no rabo, porque tive receio que gostasse”

Depois de uma arbitragem infeliz de Luís Ferreira no Sporting-Tondela, com expulsões de Rui Patrício e de Bruno de Carvalho após este ter dirigido palavras ao árbitro, no decurso da Assembleia Geral, BdC virai a sair-se com esta tirada em relação ao referido árbitro. Alguns dias depois a OpusGay viria a acusar BdC de homofobia encapotada e grosseira. 

 

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20/01/2016 “O Sporting era um clube que internacionalmente não contava para nada”

Um clube centenário com várias conquistas memoráveis. Com medalhados olímipicos, sendo o primeiro clube português a ser convidado a disputar a Taça dos Campeões de futebol... campeão europeu de Hóquei em Patins, vencedor da Taça Challenge, Taça das Taças em futebol... não contava para nada, segundo Bruno de Carvalho... no futebol e durante o seu mandato, o Sporting viria, isso sim, a cair cerca de 30 lugares no ranking da UEFA, tornando a vida ao clube cada vez mais complicada nos sorteios. 

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3/02/2016 “O presidente do sindicato dos jogadores do Peru está eufórico com a ida de Carrillo para o Benfica. Compreende-se, finalmente o peru pode ir às galinhas..."

Frase proferida no FB a propósito da posição tomada pelo sindicato dos jogadores do Peru, perante a possibilidade cada vez mais provável (e que viria a confirmar-se) da saída de Carrilo para o Benfica. 

 

4/02/2016  "Foi-me dito que os jornalistas do JN Luís Mota e Nuno Maia foram apanhados a fazer necessidades líquidas atrás de uma coluna enquanto fotografavam uma carrinha do Presidente do Sporting CP”

Após ter sido dada a notícia de que BdC tinha um carro bloqueado em Alvalade, por falta de pagamento, BdC responde no FB aos jornalistas com várias alusões brejeiras, falando “de sacudir as gotas do instrumento”, “gotículas nos acessórios interiores”, etc.

 

7/03/2016 “Eu, Jesus e a carneirada ainda vamos ser muito felizes” 

Quando faltavam 9 jornadas para o fim do campeonato, BdC usou esta expressão no FB para manifestar confiança na vitória no campeonato, apelidando os seus seguidores de “carneirada”. Além disto, não deixou de lançar farpas internas referindo não esquecer também os "sportinguistas hipócritas e falsos moralistas", considerando que lhes "restará nessas alturas dar pulinhos fingidos e escrever: eu sempre disse que íamos ganhar".

 

31/03/2016 Bruno de Carvalho proibiu a cor vermelha no clube

Bruno de Carvalho, proibiu contratualmente os atletas do clube de utilizar o vermelho enquanto forem funcionários do emblemas leonino, incluindo calçado e acessórios.

 

22/04/2016 “O Sporting tem uma dupla almofada para suportar indemnização à Doyen”

No decurso do processo com a Doyen, BdC manifesta-se confiante na vitória do clube e mesmo que essa não acontecesse, diz-se confortável por já ter aprovisionado uma dupla almofada para fazer face aos custos. 

 

15/05/2016 Página de FB do presidente do Sporting fica offline

Após a vitória do Benfica no campeonato, a página do FB do presidente do Sporting fica offline, deixando de poder ser usada. No entanto, continuaria activa a página pessoal de Bruno de Carvalho e os posts no FB seguiram dentro de momentos e três dias depois declara que por ele o campeonato começava de imediato.

 

15/06/2016 “Recusámos 80 milhões por um jogador”

Após o negócio da venda de Renato Sanches ao Bayern de Munique, que poderia atingir 80 milhões por objectivos (embora irrealistas), Bruno de Carvalho sempre procurando medir forças com o rival, diz que também tinha tido uma proposta de 80 milhões por um jogador e que a recusara. Mais tarde veio a saber-se que o jogador em causa era Slimani, mas que os 80 milhões eram de ... yuans.

 

19/06/2016 “Na próxima época queremos vencer em tudo”

Mais uma vez a confiança não falta ao presidente do Sporting. Mesmo tendo falhado por várias vezes previsões anteriores de conquistas e de vitórias, continua a manifestar uma fé inabalável que o Sporting iria triunfar e vencer em tudo na época que se avizinhava. Ainda não foi desta que viria a acertar... 

 

14/11/2016 Os incidentes com o presidente do Arouca

Terminara o jogo com o Arouca e o Sporting ganhara de forma convincente por 3-0. Nos túneis de Alvalade terão ocorrido incidentes. Depois de serem divulgadas as imagens, percebe-se a provocação do presidente do Arouca a Bruno de Carvalho (apesar da ausência de som impedir a avaliação do diálogo), mas fica a dúvida se BdC terá lançado o fumo do cigarro electrónico ou mesmo cuspido no seu homólogo. Apesar de parecer ter existido aproveitamento de Carlos Pinho, fica registado mais um episódio lamentável a envolver o presidente do Sporting.

 

5/12/2016 “Queremos ir à final da Liga Europa”

Apesar de ter assinado boas exibições contra equipa difíceis, como o Real Madrid e o Borússia Dortmund, o Sporting estava limitado a lutar pela ida à Liga Europa com o Legia. Antes do jogo na Polónia, BdC refere querer ir à final da Liga Europa. Afinal, nem sequer viríamos a ser apurados para a referida competição após derrota com o Legia, com uma má exibição.

 

19/12/2016 “Quero ser campeão em todas as modalidades e nada me fará alterar isso”

Seis meses volvidos sobre idêntica afirmação, Bruno de Carvalho volta a repetir a mesma frase. Alguns dias depois declara mesmo “vamos ser campeões!” e em entrevista ao Record diria que no futebol “continuava a exigir os 3 títulos”. Não acertou, pelos vistos vai ter de alterar isso e não vai mesmo ser campeão. No caso do futebol nem segundo classificado será e não conquistaremos qualquer troféu.

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5/01/2017 Sporting tira Geraldes e Gauld de Setúbal

Após eliminação pelo Setúbal da Taça da Liga, o Sporting decide terminar o empréstimo dos jogadores Gauld e Geraldes ao Setúbal. Neste caso, ao contrário dos jogadores vindos do Moreirense, não vieram para poder evoluir ou jogar mas por aparente vingança contra o Setúbal. Entretando encontram-se sem jogar, existindo dificuldades colocadas pelo Vitória Setúbal, que não aceitou a decisão. Os reais motivos nunca foram esclarecidos pela Direcção.

 

15/01/2017 Tensão no balneário em Chaves entre presidente e jogadores

Após a eliminação pelo Chaves para a Taça de Portugal, BdC terá ido ao balneário confrontar os jogadores. Terá gritado com eles e inclusive chamando-os de chulos. Terá tido resposta de alguns deles, que não gostaram. Os capitães vieram posteriormente à Sporting TV dizer que as coisas não tinham atingido essas proporções, com semblante claramente contrariado e não escondendo algum mal-estar.

  

 

A lista apresentada não é exaustiva e existiram muitos outros episódios lamentáveis. Basta referir, que desde que Nuno Saraiva é Director de Comunicação do Sporting, os seus posts com dedicatória quase diária ao rival, são, na maioria das vezes, mais um motivo de embaraço para o Sporting... para não falar nas inúmeras intervenções infelizes de Jorge Jesus.

Que exista a humildade de reconhecer que esta postura, este caminho e este discurso não enobrecem nem dignificam Bruno de Carvalho e muito menos o clube e que não resultam em nada de bom para os nossos objectivos. Que de uma vez por todas haja um comportamento da nossa Direcção e do presidente em que nos possamos rever. Não é preciso ser brejeiro e mesmo ordinário para ser acutilante e incisivo. Será que consegue compreender isto ou vai continuar a insistir na mesma postura caso seja reeleito?

 

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