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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

07
Mar17

Bruno-de-Carvalho-festejou-golo-de-Montero-de-form

 

Ainda no rescaldo da estrondosa vitória de Bruno de Carvalho nas eleições do Sporting, em que obteve cerca de 86% dos votos, enquanto o seu adversário Pedro Madeira Rodrigues se limitava a uns modestos 9% e os brancos se contabilizavam em 5%, gostaria de tecer algumas considerações e reflexões adicionais.

Em primeiro lugar, a dimensão da vitória é uma oportunidade perdida de fazer com que BdC corrija vários erros que tem vindo a cometer na presidência do Sporting e que também têm contribuído para o insucesso desportivo que se vem registando. Na verdade, o agora reeleito presidente do Sporting pensará que tem toda a legitimidade para continuar a gerir o clube exactamente da mesma forma como o tem feito até aqui, podendo inclusive acentuar alguns traços autoritários e egocêntricos, bem como decisões arbitrárias. E na verdade tem essa legitimidade e quem lha conferiu foram os sócios.

Encontram-se assim avalizadas a estratégia de Comunicação e discurso completamente sem filtro (como se viu no dia das eleições), a continuação das publicações de Nuno Saraiva no Facebook, na maioria das vezes a zurzir nos rivais de Lisboa e nos seus comentadores e até a promoção de amigos do presidente para cargos para os quais não revelam a menor qualificação ou competência, como é o caso de André Geraldes para Director Desportivo.

Tudo isto será um erro, com consequências nefastas para o Sporting e mesmo a médio prazo para BdC, mas não é provável que algo se venha a alterar nestes domínios.

Claro que se BdC tivesse ganho com uma menor percentagem e os votos brancos fossem mais expressivos, a margem de manobra seria menor e talvez fosse obrigado a revelar algum bom senso, reflectindo sobre as decisões e estratégias erradas que têm vindo ultimamente a ser seguidas. Não foi isso porém que aconteceu, como sabemos e podemos assim esperar mais e pior do mesmo.

Considerando agora o outro lado da questão, o resultado das eleições constitui uma excelente oportunidade para que, quem se quer constituir como oposição construtiva e assumir uma eventual alternativa a este rumo, possa reflectir qual a melhor estratégia e porque falhou tão rotundamente a proposta e candidatura de PMR.

Em primeiro lugar, nestes 86% cabem muitos votos. Temos gente que votaria BdC mesmo que este decidisse mudar os equipamentos e o nome do clube, pessoas que estão reconhecidas pelo que de bom se fez no mandato – reestruturação, Pavilhão e aumento da competitividade desportiva, mesmo partindo dum ponto muito mau como foi o sétimo lugar e não se tendo conquistado qualquer campeonato – que no fundo acreditam ainda neste presidente e acham que merece um segundo mandato e por fim pessoas que não se reviram minimamente em PMR e preferiram BdC. Estes últimos, se tivesse surgido uma candidatura mais credível e sustentada, provavelmente até poderiam ter-lhe atribuído os seus votos.

Depois, houve uma inteligente colagem do candidato derrotado aos rivais e ao passado recente negativo e doloroso do Sporting, por parte dos apoiantes de BdC e essa estratégia já tinha sido desenhada mesmo antes de se saber quem era. Portanto, muitas pessoas também foram votar porque recearam que o clube voltasse ao rendimento desportivo da era Bettencourt e Godinho Lopes, sobretudo em relação ao futebol. Para este objectivo foi montada uma campanha pela máquina de propaganda de BdC (sendo o Mister do Café um dos seus principais pontas-de-lança), primeiro fazendo a identificação de PMR com um blog crítico de BdC, depois com a estratégia e críticas do rival e finalmente com o tal passado. O candidato, pese embora toda a sua boa-vontade e voluntarismo, facilitou a tarefa, ao apresentar propostas que não estavam bem sustentadas e hierarquizadas e entrando no tal discurso belicoso em que BdC tão confortável se sente. O resto… já sabemos.

Bruno de Carvalho é um presidente que se alimenta de conflitos e das emoções que aí se geram. Claro que sem emoção e paixão não se vive o desporto. Mas estas devem ser canalizadas para o apoio incondicional ao clube e não para qualquer culto de messianismo. Mas é isto que se tem passado. Quanto mais conflitos lhe criarem ou ele próprio gerar, mais forte ele fica junto da massa associativa. Nessa altura o que se torna mais forte junto dos sportinguistas é o impulso da defesa da figura mais representativa do clube. E isso foi muito bem usado nestas eleições.

A própria Comunicação Social, que lhe é hostil, embora ele muito vá fazendo por isso, tarda em perceber esta realidade. Na verdade artigos que o ridicularizam ou sondagens tão ridículas como a publicada pelo Correio da Manhã ou em canais de TV, falando em disputa taco-a-taco entre as duas candidaturas, desconsiderações e ataques pessoais que são feitos a BdC e até insultos, só unem mais os sportinguistas em torno do presidente e facilitam a estratégia de vitimização que ele tanto aprecia e utiliza.

Mas isto também é válido para quem internamente (leia-se sportinguistas) não se revê na sua actuação. Percebe-se que BdC gera ódios ou paixões e que é difícil o meio-termo. Porém misturar críticas válidas e pertinentes sobre a sua estratégia com insultos e ataques pessoais, mesmo que estas possam ter impacto, só afastam quem é moderado e quer apenas o bem do Sporting, do conteúdo válido que possam conter. Mesmo que tenham impacto e visibilidade, só reforçam a popularidade deste presidente. Portanto, é importante centrarmo-nos na razão e deixar a emoção e os ódios para Bruno de Carvalho. Neste momento, ou ele muda a sua actuação e consegue entrar no caminho do sucesso (pessoalmente não acredito, mas ficaria muito feliz se tal acontecesse e não me custaria nada reconhecê-lo) ou apenas sairá do lugar que ocupa, quando ficar evidente à maioria dos sócios que não serve para nos conduzir ao sucesso que todos desejamos. Para já tem um trunfo importante, ninguém gosta de reconhecer que se enganou ou de se desiludir.

Veremos numa primeira fase, como descalça a bota Jorge Jesus e a sua renitência em apostar na Formação, quem vai sair do plantel e qual a receita gerada, como vai ser a qualidade e o número de contratações a serem feitas e como se inicia a próxima época de futebol, sendo que o terceiro lugar nesta época é provável mas ainda não está assegurado. Por outro lado, será também importante verificar qual o desempenho das modalidades principais do clube até ao final da época. Esta será claramente a hora da verdade para esta Direcção e para este presidente. E sobretudo, os títulos têm de deixar de ser prometidos e passar a ser conquistados.

Por isso, cá estaremos para o elogiar se o justificar, mas também para o criticar se persistir em tratar os sportinguistas como autómatos e escravos dos seus impulsos e excessos, sempre orientados pelo que achamos melhor para o Sporting. Sem lugar para a emoção ou questões pessoais, mas sempre tentando argumentar e usar a razão.

Sporting sempre!

 

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As eleições no Sporting que decorreram no sábado dia 4 de Março, tiveram uma participação de mais de 18 mil sócios, batendo anteriores máximos.

Assistiram-se a longas filas em Alvalade que começaram antes da abertura das mesas de voto, mas com o processo a decorrer com muita eficiência e rapidez, apesar do número de votantes.

Estamos por isso de parabéns, os sócios e quem organizou a votação, pela forma como tudo decorreu. Também, ao que se sabe, não terão ocorrido incidentes de maior, o que se saúda e está à altura de um clube como o nosso.

Infelizmente, apesar de se ter anunciado que pelas 22 horas seria conhecido o vencedor, só cerca das 3 da manhã foi possível ter acesso aos resultados finais, ao que parece devido a problemas na contabilização dos votos por correspondência.

Os resultados traduziram uma vitória expressiva e inequívoca da lista B de Bruno de Carvalho, em todas as áreas a votação: Conselho Directivo, Conselho Fiscal e Disciplinar, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Neste último, há a registar o bom resultado da lista C de Gonçalo Nascimento Rodrigues conseguindo cerca de 20% dos votos, ainda assim abaixo do que talvez merecesse.

Conseguindo cerca de 86% dos votos, Bruno de Carvalho, está pois de parabéns e com toda a legitimidade para iniciar novo mandato de 4 anos. É justo que se faça esta ressalva, que se lhe desejem as maiores felicidades neste mandato e que finalmente concretize os títulos que foram bastante escassos no anterior exercício, sobretudo nas principais modalidades. E acima de tudo, que torne o Sporting campeão em futebol. A base de partida já não é o sétimo lugar, já não se pode dizer que o clube tem atletas e treinadores contratados por outros e a pesar no orçamento e que nos limitam as opções (foi esta Direcção, quem fez todas as escolhas), a situação financeira é bastante melhor, tanto quanto nos tem sido dito e os adeptos e sócios apoiam como nunca a equipa, mostrando uma militância que ninguém pode colocar em causa e finalmente já não há desculpas também internas, agora que se tem tão grande base de apoio. Chegou a hora da verdade para este presidente e esta Direcção.

Esperemos que esteja ciente disso e que se corrija o que de mau foi feito nesta época, em termos de planeamento e formação da equipa e também que se acerte o discurso e a estratégia.

Que se comece a ter outro rendimento e aposta na Europa, onde estivemos muito mal nestes quatro anos, baixando claramente no ranking com consequências para o emparelhamento com os adversários e para as nossas hipóteses de sucesso e de obter assim receitas adicionais.

Por outro lado, que a aposta na Formação, que levou ao regresso antecipado de Geraldes, Palhinha e Podence, seja uma realidade para a próxima época e que este treinador nos surpreenda ao dar-lhes oportunidades.

Quanto a Pedro Madeira Rodrigues, os cerca de 9% obtidos são um resultado muito mau e pagou o preço de alguma impreparação, de ter apresentado uma proposta mal estruturada, de vários erros de discurso e de ter entrado na campanha que mais convinha ao actual presidente, discutindo-se muito pouco as propostas de cada um e deixando-se enredar numa troca de ataques pessoais e mesmo insultos. Acabou por ser mais um elemento mobilizador para aqueles que, não estando contentes com Bruno de Carvalho, achavam a eleição de PMR ainda mais negativa e que no final também contribuíram para a vitória e reeleição do actual presidente. No fundo, deixou que o colassem a um passado que deixou estigmas nos sportinguistas e até à estratégia dos rivais, apesar dos seus 35 anos de associado. Mérito da máquina de propaganda do actual presidente, que não deve ser menosprezada e cujos fantasmas gerados levou a que a votação em BdC fosse ainda mais reforçada.

Infelizmente, ao ser conhecida a sua vitória e os resultados, Bruno de Carvalho continuou amarrado ao discurso que sendo do agrado de alguns adeptos, tanto nos envergonha a muitos e declarou “bardamerda para quem não é do Sporting”.  Na realidade todos temos familiares, amigos e até atletas que representam o Sporting (veja-se o caso de Nélson Évora que ainda ontem conquistou um título europeu) que não são do nosso clube. Será que ficamos confortáveis com este tipo de declarações? Será que todos os outros clubes, além dos rivais e respectivos adeptos vão ficar satisfeitos com isto e não vai aumentar algum anti-sportinguismo que vai proliferando por aí e que em nada serve os nossos interesses?

Mas pronto, vamos todos acreditar que foi um excesso na hora da vitória e que vai mudar para melhor a Comunicação do clube, a começar pela sua, que vai saber encontrar aliados em vez de arranjar inimigos e que nos vai levar ao sucesso. São esses os desejos que professamos.

Uma palavra para alguns adeptos que festejaram não apenas a vitória de Bruno de Carvalho, o que é natural, mas que tentaram tirar desforço de quem ousou criticar algumas decisões da Direcção ao longo do tempo. Alguns até propõem, numa sanha inquisitorial, a expulsão das pessoas que ousam não estar de acordo com tudo o que tem sido feito pela Direcção. Quase que parece que acham que ganhámos um campeonato ou uma Champions. Na verdade, à falta de troféus para o museu, festeja-se este resultado à custa dos companheiros do clube que votaram em PMR ou em branco. Como se este troféu também fosse direitinho para o Museu. Não vai e como já dissemos em outro post há algumas semanas, LINK, a hora é sobretudo de trabalho, como ainda ontem pudemos assistir em Alvalade no jogo com o Guimarães (mas não vamos falar disso, pois está tudo bem e estas coisas levam tempo…). Esperemos que assim seja entendido por quem decide e que agora fica deste modo, não apenas com legitimidade mas também com responsabilidade reforçadas.

 

PS – não fizemos campanha neste blog por ninguém. Tentaram colar-nos à candidatura de PMR, porque é sempre mais fácil simplificar as coisas e diabolizar vozes incómodas, mas a verdade é que ao contrário de muitos, não o ridicularizamos, nem o atacamos por ter tido a coragem de se candidatar (coisa que outros não tiveram), mas também não deixamos de o criticar no que entendemos errado. Obviamente que fizemos o mesmo em relação a BdC, só que este tinha todo um mandato para analisar. Continuaremos a dar a nossa opinião, com a disponibilidade possível, pois nem somos pagos para andar no Facebook a comentar, insultar ou a vigiar o que os sócios e adeptos do Sporting dizem, nem somos desocupados, que apenas vão para os grupos do Sporting debitar alarvidades e provocações baratas. Se essa opinião desagradar, lamentamos mas também não é isso que nos vai demover de manifestar o que pensamos. Esperamos antes ter muito mais motivos para elogiar. Seria um óptimo sinal e como sportinguistas queremos é o sucesso do clube, que está acima de quem o dirige e representa. No passado, presente e futuro. Sporting sempre!

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02
Mar17

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A equipa B do Sporting Clube de Portugal, a par de outras, foi criada no final de 2011 e avançou para competição na época 2012/2013. Estávamos no mandato de Godinho Lopes. A matéria-prima de que foi dotada (Formação) permitiu que, não só “tenha andado” pelo topo da tabela da II Liga durante a maior parte da época, tenha ainda “salvo” a equipa principal de uma classificação ainda mais embaraçosa ao lhe fornecer jogadores no último terço do campeonato.

 

 Ao apresentar-se às eleições de 2013, Bruno Carvalho afirmava, e bem, que a equipa B era um projecto fundamental num clube formador como o Sporting Clube de Portugal. Para além do que se pode ler na imagem em cima, apresentava propostas no sentido de ter dois plantéis curtos que se complementariam. Ou seja, na equipa principal dois jogadores por posição e na equipa B idem. Ambas com a mesma táctica e as mesmas rotinas. Neste modelo teríamos uma equipa B 100% constituída por jogadores oriundos dos juniores, em que os “titulares teóricos” seriam sempre a terceira opção para cada posição do plantel principal. Por outro lado, jogadores que em algum momento tivessem défice de utilização na equipa principal, recuperando de uma lesão por exemplo, teriam a sua oportunidade de recuperar a melhor forma na equipa B. Uma ligação “umbilical” que certamente geraria sinergias importantes para o futebol do Sporting.

 

Tal como na dança a pares, quando existe a ligação “umbilical” é como se um só corpo se movesse na pista, mas quando assim não é o que se assiste é a pisadelas… Um plantel B com défice de gestão acaba por se tornar só mais um “peso”, com os custos inerentes a uma segunda estrutura, logística e equipa técnica.

 

Ao longo destes quatro anos de mandato, como em outras matérias, assistimos a uma prática distinta do anunciado. Aliás, basta consultar o site para se ficar com uma ideia da relevância atribuída…

 

Pela função que deveria ser o principal pilar de estabilidade – o treinador – passaram quatro nomes, Francisco Barão, Abel, João Deus e agora Luís Martins. De todos, o único que terá efectivamente CV em formação de jogadores é o último, que no entanto apenas assegura a função interinamente até final da corrente época. Interino é também uma expressão que define bem Francisco Barão, pois ocupou a função apenas em curtos períodos de transição. Não tendo a priori esse perfil académico, não obstante, Abel “deu boa conta do recado”. Por motivos que até hoje ninguém conseguiu compreender, o “prémio” por ter ficado a 3 pontos do primeiro lugar na época 2014/2015 foi o afastamento logo no arranque da época 2015/2016. Entra então em cena João Deus. Uma decisão incompreensível, pois tratava-se à data de um ex-preparador físico que, nos poucos clubes em que tinha sido treinador principal, nunca tinha obtido um rácio de vitórias superior a 50% e nunca tinha lançado um jovem. Protagoniza épocas absolutamente sofríveis e recebe o “tiro de misericórdia” em Fevereiro de 2017.

 

No que diz respeito aos jogadores, estranhamente a «ponte entre o futebol júnior e o futebol sénior» serviu, sem grande proveito para o Sporting, de “ponte entre a contratação mal planeada e a dispensa”. Para além dos jogadores provenientes das camadas jovens passaram pela equipa B vinte e seis jogadores contratados propositadamente para tal, dos quais dez a título de empréstimo, num custo global de 1M€. Para além dos “naturais” seniores de primeiro ano e dos “menos naturais” contratados em exclusivo para a equipa B, passaram ainda pela mesma os “contra-natura” jogadores contratados para a equipa principal mas cuja qualidade efectiva nem no banco desta lhe garantiam lugar. Um total de onze jogadores, dos quais três emprestados, que custaram ao Sporting próximo de 13M€.

 

Em resumo: trinta e sete jogadores que mais não fizeram do que onerar as contas do Sporting em 14M€ e dificultar a evolução/integração dos “naturais protagonistas” do conceito – jovens da Formação.

 

Consequência: neste momento a descida ao Campeonato de Portugal é um cenário muito mais provável do que a manutenção na II Liga. Jorge Jesus diz que irá salvar a equipa B com a cedência de alguns jogadores do plantel principal. A equipa B não precisa de ser salva, precisa de ser gerida!

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Aproxima-se a data de 4/03, sábado, dia em que decorrerá em Alvalade, das 9 às 19 horas, a votação na qual será escolhido o presidente do Sporting, mas também da Assembleia Geral, do Conselho Fiscal e Disciplinar e do Conselho Leonino. Com a excepção deste último, em que se apresenta uma lista independente protagonizada por Gonçalo Nascimento Rodrigues, para os restantes órgãos sociais apenas concorrem pessoas das listas A e B, respectivamente de Pedro Madeira Rodrigues e de Bruno de Carvalho.
 
Neste momento, tudo indica que Bruno de Carvalho irá vencer as eleições. Ao invés do adversário, todas as gaffes, soundbytes, acusações e até insultos lhe são perdoadas e relevadas. Propostas que verdadeiramente trouxessem algo de novo, nomeadamente em relação à estrutura do futebol e de investimento nas modalidades (se é ou não para manter), por exemplo, nada de novo se viu. Mas muitos sócios aplaudem e parece que nem querem saber de nada, estando completamente anestesiados em relação às questões do clube, mas por outro lado virando ferozes talibãs sempre que alguém ousa criticar a actual Direcção.
 
Parece até que Bruno de Carvalho acha estas eleições uma enorme maçada, um mero formalismo e que nem precisa de se esforçar para apresentar propostas aos sócios. “Aqui estou, ou eu ou o caos, os outros são o Diabo, lampiões, etc”. Aliás, chega ao ponto de acusar o adversário de falta de ideias, embora não se sinta na obrigação de as apresentar. Acusa-o também de falta de nível e de educação. O mesmo presidente que durante o mandato, proferiu as declarações que se conhecem… Em relação à Comunicação, continua a achar que falar diariamente dos rivais, sem qualquer selectividade, é o caminho.
 
Do outro lado, Pedro Madeira Rodrigues, cometeu vários erros, apesar de se dever destacar a coragem de se apresentar numa eleição em que tem sido fustigado por imensos ataques, de se demitir do lugar que ocupava em termos profissionais, do esforço que fez em termos de contactos e diligências para corporizar uma alternativa com propostas. Pena que vários lapsos de discurso, lhe tenham retirado força e credibilidade. Fica a ideia que poderia ser melhor presidente que candidato. Quem ridiculariza a sua proposta de treinador – Juande Ramos – que apesar de poder ser sempre criticada, já orientou grandes clubes e conquistou troféus importantes bem como quem critica investidores árabes, são os mesmos que aplaudiam um candidato que apresentava Van Basten ou que referia ter fundos russos a apoiá-lo… é o que temos.  Agora surgem já adeptos a pedir a sua expulsão de sócio, só porque teve a coragem de corporizar uma alternativa ao actual presidente. Inacreditável!
 
No meio disto tudo, sobra assim a insanidade e alienação de muitos adeptos. Para esses, aparecesse quem aparecesse, diriam sempre o mesmo. Claro que para além dos adeptos fanatizados, existirá quem vota em Bruno de Carvalho por não gostar da alternativa, numa postura de que “fez muitos erros, mas o outro será pior”, quem simplesmente vote em branco ou nulo, por não se rever em nenhuma das candidaturas e querer assim mostrar um cartão amarelo à actual Direcção e ainda quem vote em Pedro Madeira Rodrigues por achar que lhe dá esperança de uma mudança de discurso e de estratégia. Ainda assim, estes últimos parecem ser uma clara minoria.
 
Registe-se ainda a quase total ausência de debates. Apenas se verificou um entre candidatos à presidencia, na Sporting TV, com o moderador a revelar clara parcialidade em favor do seu actual superior hierárquico. Uma lástima de facto. E no caso dos candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral, com Marta Soares a ter oportunidade de falar depois de Rui Morgado, rebatendo o que este dissera, sem contraditório...
 
Assim, para além da previsível vitória de Bruno de Carvalho, teremos ainda Jaime Marta Soares a poder ser eleito por arrastamento para a presidência da mesa da Assembleia Geral. Uma figura que não se tem mostrado à altura do cargo que desempenha, não o prestigiando e atropelando as regras de tratamento dos sócios, como ainda recentemente se viu com a rábula dos cadernos eleitorais. Votar na lista B para a mesa da Assembleia Geral significa dar mais uma vez uma oportunidade a um indivíduo que não dignifica o cargo nem o Sporting.
 
Quanto ao Conselho Leonino, órgão tantas vezes criticado pela sua inoperância, surge uma esperança com a candidatura da lista independente, de Gonçalo Nascimento Rodrigues, da lista C. Com um discurso bem estruturado, propostas reais e que parecem querer dar mais importância e voz aos sócios, apresentando mesmo a possibilidade de extinção do Conselho Leonino caso não se cumpra o programa, permite acalentar uma esperança de fazer chegar reais contributos à Direcção eleita. Restará saber se serão ou não acolhidos, pois a frase “o Sporting é nosso” cada vez parece mais uma quimera e um cliché usado com fins eleitoralistas, mas não para ser cumprido. De destacar que Jaime Marta Soares recebeu mal esta candidatura, de acordo com o que disse o próprio cabeça de lista…
 
E é assim que surgem estas eleições. Que se realizem e que o Sporting possa ficar mais forte num ano em que o futebol está a ter uma prestação muito decepcionante e vários adeptos dão mostra de níveis de insanidade e de falta de tolerância com os outros sportinguistas deveras preocupantes. Que regresse o bom senso e os títulos que nunca mais aparecem …uma certeza porém: no dia 5 de Março, seja qual for o resultado das eleições, o tempo não será de euforias, mas de trabalho e de preocupação pelo futuro do nosso querido clube.

 
VIVA O SPORTING!

 

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25
Fev17

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Depois do tempo entretanto decorrido na campanha às eleições no Sporting, depois do debate realizado no passado dia 23, continuam ainda algumas questões importantes por esclarecer. Poderia ter sido também esse o papel do moderador, aliás, deveria. Os sócios, que de certa forma também lhe pagam o vencimento, teriam agradecido imenso. Uma vez que tal não aconteceu, deixo aqui um conjunto de perguntas a ambos.

 

Pedro Madeira Rodrigues

 

1 – O que fará se Jorge Jesus não se demitir?

 

2 – Quem é o seu treinador?

 

3 – Caso a equipa B desça de escalão, mantém a intenção de aposta na mesma?

 

4 – O basquetebol é a única modalidade que equaciona recuperar?

 

5 – Qual a vantagem de recuperar já a posse da Academia?

 

6 – Qual o custo do Velómedro Joaquim Agostinho?

 

7 – Pensa apresentar candidato às próximas eleições da Liga? Já tem alguém em mente?

 

8 - Tenciona manter Luís Martins e em que funções - caso não seja na equipa B, quem escolherá para o lugar?

 

9 - Relativamente à política de empréstimos, tenciona fomentá-la e normalizar relações com clubes com quem esta Direcção se incompatibilizou?

 

Bruno Carvalho

 

1 – Quem é Costa Aguiar?

 

2 – Qual o orçamento actual do Departamento Legal, quanto era no início do mandato e qual foi a evolução ao longo do mesmo?

 

3 – Quais as responsabilidades directas de Virgílio e Manuel Fernandes?

 

4 – Quem são os investidores de 18M€ anunciados em Novembro de 2016?

 

5 – Porque vendeu Montero?

 

6 - Caso a equipa B desça de escalão, mantém a intenção de aposta na mesma?

 

7 – Porquê antecipar a renovação com a Macron?

 

8 – A quem pertence o passe do jogador Bruno Paulista e qual a relação com o Caála?

 

9 - Como vai resolver o problema dos VMOCs?

 

10 – Qual o papel da empresa Young Network no Sporting Clube de Portugal?

 

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24
Fev17

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Decorreu ontem o único debate entre candidatos à presidência do Sporting, entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues (PMR). Como tínhamos aqui referido antes do mesmo ter lugar, esperava-se que revestisse elevação e que contribuísse para o esclarecimento dos sócios sobre vários assuntos que os inquietam.

A primeira conclusão que se pode tirar depois de terminado é que se tratou de um debate pobre e que na maioria dos casos defraudou as expectativas.

Bruno de Carvalho iniciou as hostilidades visando os elementos da lista de Pedro Madeira Rodrigues, com ataques pessoais e tentando menorizar, entre outros, Mário Saldanha, Rogério de Brito, Rui Morgado, Vítor Ferreira e José Pedro Rodrigues. Interessante que alguns deles já antes tinham estado do seu lado na anterior eleição, mas agora importava era atacar ferozmente quem ousou assumir uma candidatura alternativa. Aproveitou para criticar Vítor Espadinha, candidato ao Conselho Leonino na lista de PMR, que embora tenha dirigido críticas a BdC bastante pertinentes num post do Facebook, perdeu completamente a razão ao usar do insulto fácil e repetido. Bruno de Carvalho, referiu estranhar que PMR não se tivesse publicamente demarcado destas declarações de Vítor Espadinha.

Na resposta, PMR declarou que não se revia nesses insultos e que não ia ao Facebook, aproveitando para lembrar que BdC (agora indignado com os tais insultos) era o mesmo que apelidava de “ratos, híbridos, lampiões e abutres” alguns sócios do Sporting, a quem inclusive colocou vários processos.

Depois desta fase inicial de troca de galhardetes, iniciada por Bruno de Carvalho, foi possível discutir alguns assuntos mais relevantes.

Em relação à estrutura do futebol, PMR destacou que vai apostar na Formação, fundamentando essa aposta nas contratações de Boloni e Delfim, bem como de Pina Cabral, para a sua estrutura, prometendo o anúncio do nome do treinador para depois do jogo do Estoril. Bruno de Carvalho, por sua vez, além de nada ter anunciado de novo nessa mesma estrutura, voltou a criticar as escolhas do adversário, chegando ao ponto de falar que Delfim estava agora na agricultura (Octávio mexeu-se, nesta altura, nervosamente na cadeira em que estava a assistir ao debate). Insinuou ainda que Pina Cabral teria querido ganhar dinheiro com transferências de jogadores. De referir que foi parte importante nos processos de Slimani, Montero e outros atletas...
Na resposta, PMR ressalvou o facto de, mesmo após JJ não ter conquistado o campeonato, a atual Direcção lhe ter aumentado o vencimento em 60%, ou seja passando de 5M/ano para 8M/ano. Além disso, comparou os elementos da sua equipa com André Geraldes, pessoa que tem como credencial, justificando a sua promoção a Director desportivo... o facto de ser muito amigo de BdC. Falou ainda da situação actual da equipa B, que parece condenada a desaparecer e dos incidentes deploráveis no balneário em Chaves que tiveram Bruno de Carvalho como protagonista. E relativamente a todos estes pontos... teve um silêncio ensurdecedor, como resposta do seu adversário.

O actual presidente do Sporting preferiu falar das transferências record de Slimani e João Mário, da obra realizada e dos melhoramentos efetuados nas infra-estruturas, no que talvez tenha constituído o seu melhor momento no debate. Via-se que levava o trabalho de casa bem feito da parte dos colaboradores. Falou ainda que o clube tem aumentado as receitas operacionais, mostrando um gráfico (fica sempre bem este tipo de imagem em televisão).
Aqui PMR terá estado mal ao não reconhecer que de facto se trataram de boas vendas e ao não documentar da mesma forma as ideias que tem para a Academia e a sua compra, bem como para a cobertura do fosso – onde foi mais uma vez alvo de tentativa de piada fácil de BdC – insistindo que o custo é bastante inferior ao que antes se supunha e comprometendo-se a avançar com a obra já neste Verão. Criticou ainda a saída de Montero, que só se podia compreender por dificuldades de tesouraria, nada tendo o clube ganhado com a vinda de Barcos. BdC falou da eficácia de Teo, esquecendo-se que quando Montero saiu, estava Teo nas praias da Colômbia e que não contou para o Sporting durante mais de dois meses.

Quanto aos investidores, PMR voltou a acentuar que não vão entrar na SAD (recorde-se que o blog Mr do Café, que tem feito uma campanha diária a denegrir a sua candidatura, tinha avançado com essa possibilidade), mas que irão ser parceiros na Academia e no naming.

Em relação a JJ, PMR referiu ter a certeza que consegue convencer o treinador do Sporting a abdicar da indemnização que teria direito por via do contrato inacreditável assinado com ele por parte desta Direcção. Não sabemos que meios de pressão terá para o fazer assim decidir, de qualquer forma registe-se que referiu que seria “limpinho”. Bruno de Carvalho, em relação ao futebol e mais uma vez, nada adiantou de novo, dando a entender que mantém o técnico, mas que ao mesmo tempo se vai apostar na Formação. Isto depois do que se passou nesta época e das afirmações de JJ sobre a Formação, facto que foi ressaltado por PMR...

No que concerne às assistências aos jogos e depois de ser acusado por BdC de abordar o assunto, PMR confirmou que se trata de mais uma prova da mentira em que se vive actualmente no clube. De facto é muito surpreendente que continuemos a bater recordes de assistências em relação à época passada com o pobre futebol a que vamos assistindo e com os objectivos da época comprometidos na totalidade. Além disso, basta olhar para as clareiras do Estádio em dia de jogo para se perceber que algo não bate certo...

Nas modalidades, PMR referiu que vai apostar no basquetebol, modalidade querida no clube e das mais populares, contando para isso com a parceria com o Boston Celtics e com a experiência de Mário Saldanha. Bruno de Carvalho preferiu destacar o número de modalidades. Ainda neste tópico, foi referido pelo presidente do Sporting que o clube está na luta em todas elas, depois de confrontado com o investimento brutal feito esta época e com alguns maus resultados que se vão verificando.

Nos escalões de formação e embora todos tenhamos a ideia que também este domínio não tem sido fértil em títulos neste mandato, BdC aproveitou para destacar o bom momento que actualmente se vive nos vários escalões. PMR ressalvou o afastamento do clube da Youth League.

Pelo meio, vários ataques pessoais de parte a parte (uma das partes mais baixas do debate). PMR atacou a faceta de BdC como gestor de empresas, em que as conduziu à falência e deu a entender que BdC ganha muito mais no Sporting do que ganhava antes, ao contrário dele. PMR falou da sua família, referindo que queria dar um bom exemplo aos filhos que estavam a ver o debate, enquanto BdC insinuou que este estava a atacar a sua (!). PMR negou, referindo que não queria saber para nada das questões familiares de BdC, apenas falava da própria. Insinuações sobre proximidade ao Benfica de PMR, que partiram de BdC, ao mesmo tempo que o recriminava por se dizer anti-benfiquista. Algo que ele não faria... isto dito pelo mesmo presidente que pediu para tirarem o vermelho da bandeira nacional. Enfim...

Ataques a Ricciardi por parte de PMR, dizendo que o primeiro é a pessoa que mais comissões recebeu do Sporting. Relativamente às comissões, BdC puxou novamente das cábulas para dizer que a MÉDIA de comissões do Sporting baixou muito com ele e é agora de 3,9%. Isto dos números é muito interessante, até porque se por exemplo num jogador se pagar 1% de 100 000 e no outro caso tivermos 10% de 8 milhões, a média dá 5,5%... Continuando com a análise das médias e depois de confrontado com o fracasso desportivo deste mandato, BdC referiu que subiu a média de conquistas de Taças... Aqui PMR atacou com a afirmação feita no início do mandato por BdC que a medida do seu sucesso era ser campeão nacional. Acrescentou mesmo que se fosse eleito e não fosse campeão ao fim de 4 anos, nem sequer se recandidataria.

Durante o debate, BdC não olhou quase nunca para a câmera, deu claros sinais de nervosismo e algum enfado, não anunciou praticamente nada de novo e apostou na ideia que merece um mandato e que dá isso como facto consumado. PMR, tentou expor algumas debilidades do adversário, deixou-o várias vezes sem resposta a questões que levantou, embora pudesse ter documentado melhor as suas propostas.

Como apontamento final, refira-se que o moderador não conseguiu manter a imparcialidade, dando razão a quem tinha criticado o debate neste moldes, sobretudo ao ser realizado na Sporting TV. Tolerou as interrupções de BdC e ele próprio interrompeu PMR e as questões incómodas ficaram reservadas para este candidato. Uma pena, ainda por cima porque a Sporting TV pertence ao clube e não ao presidente. Mas é complicado quando existem relações de hierarquia entre entrevistador e entrevistado...

Ainda existirão entrevistas individuais relativamente aos vários candidatos aos diversos órgãos do clube. No caso dos candidatos ao Conselho Directivo, teráo lugar no dia 27 de Fevereiro. Aguardemos que nessa altura e sem constantes perturbações, seja mais fácil a compreensão dos projectos e das ideias de cada um.

P.S. durante o debate, João Quadros efetuou comentários bastante grosseiros e insultuosos sobre PMR na rede social Twitter. Num deles referiu “eu emparedava o Madeira na parede do pavilhão, já que não pôs lá o nome”, isto depois de ter ofendido a mãe de PMR. Aguarda-se agora que BdC, que logo no início do debate atacou PMR por não se ter demarcado das afirmações de Vítor Espadinha, não perca a oportunidade de o fazer em relação a este seu apoiante, membro da sua Comissão de Honra...

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:22

23
Fev17

Diz-me com quem andas...

por Juskowiak

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Após o anuncio de Boloni e Delfim por parte da lista de PMR, uma rápida ronda pelo fenómeno social e leonino que é o facebook indica o que tem sido a formatação imposta de alguns dos seus associados e sócios... o escárnio e mal dizer baseado não em argumentos válidos, mas sim em ódios de estimação.

 

Laszlo Boloni, até então recordado com saudade pelo ultimo campeonato obtido pelo Sporting, e pela excelente equipa de que dispúnhamos na época, é agora relegado a um papel de "acabado" para o futebol e um mero "caça votos". Calculo que se esteja melhor com André Geraldes no futuro (como propõe a Lista B), anterior Oficial de Ligação aos Adeptos e sem background de futebol/formação, tal como se esteja melhor com Costa Aguiar no presente ou como se esteve melhor com Augusto Inácio no passado.

 

Curioso este fenómeno, em que alguém com passado e credenciais no futebol de formação como Boloni é denegrido, e alguém com zero credenciais que não sejam como OLA, e nesta vertente até tem tido algumas queixas, é visto como merecedor de uma chance.

 

O Sporting Clube de Portugal é demasiado grande para haver cultos de personalidade!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:23

23
Fev17

O Dia Do Debate

por Krassimir

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Hoje pelas 21 horas, terá lugar na Sporting TV, o único debate que irá ocorrer entre os dois candidatos à presidência do Sporting: o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que sempre deu a entender que se recandidataria e o único candidato alternativo que teve a coragem de avançar para a refrega eleitoral, Pedro Madeira Rodrigues. O debate será moderado por Rui Miguel Mendonça.

 

Em primeiro lugar, é pena que apenas tenha sido acordada a realização de um único debate. De facto, 60 a 80 minutos (tempo previsto para o mesmo) parece manifestamente pouco, para a quantidade de temas que interessava discutir, bem como para ouvir os candidatos explicar os seus programas.

 

Recorde-se que em Março de 2011 ocorreram 3 debates televisivos e em diferentes canais, entre os 6 candidatos de então e em Março de 2013, os então candidatos Bruno de Carvalho, José Couceiro e Carlos Severino, puderam travar dois debates, um na SIC Notícias e outro na RTP Informação, três dias depois.

 

Por outro lado, o facto de debate decorrer na Sporting TV, e sendo a mesma canal do clube, não deixa de colocar o entrevistador numa situação algo embaraçosa, pois se tiver por exemplo de interromper ou silenciar Bruno de Carvalho, estará a ter de condicionar o discurso do seu actual patrão. Resta-nos ter esperança que sendo Rui Miguel Mendonça um grande profissional e jornalista, possa estar imune a todos estes constrangimentos e consiga conduzir o programa de forma isenta, imparcial e preservando a igualdade de ambos os candidatos.

 

Quanto ao debate em si, esperamos que se evitem os ataques pessoais mútuos e que haja o mínimo de interrupções ou apartes, bem como insinuações venenosas. Os sportinguistas desejam que se aproveite o pouco tempo disponível para explicar o que se vai fazer e como tal vai ser realizado, sabendo-se que num caso, houve promessas cumpridas e outras por cumprir e no outro caso existem promessas que têm de ser fundamentadas. Os grandes assuntos como o controlo accionista da SAD e a necessidade de o clube manter o seu controlo, com ênfase especial nas VMOC, a questão Jorge Jesus, que parece cada vez mais fazer parte do problema e não da solução, a Formação e equipa B, a estrutura a construir no futebol para assegurar maior eficácia nas contratações e articulação com os escalões mais jovens, a renovação e melhoramento de infraestruturas, as modalidades e o projeto para as mesmas, a comunicação do clube e as relações com os outros clubes (indo para além dos rivais) e o relacionamento com os agentes desportivos, constituem apenas alguns dos temas a necessitarem de desenvolvimento. Estamos fartos de fundamentalismos, de discursos de “ou eu ou o caos”, de berraria na praça pública. Queremos projetos sólidos e discussão séria que nos permitam sonhar em recolocar o Sporting no caminho dos títulos, algo que neste mandato continuou a escassear.

 

Muitos já terão definido o seu sentido de voto – e não esquecer que há eleições para diferentes órgãos (Conselho Directivo, Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Disciplinar e Conselho Leonino), podendo o voto ser individualizado em cada situação, – outros ainda não. Haverá ainda aqueles que ainda poderão alterar a sua preferência. Independentemente de tudo isso, todos beneficiaremos dum debate honesto e em que se dê a primazia à discussão de ideias ou projectos para o clube.

 

Por isso, apenas fazemos o apelo que saibam ser dignos deste enorme clube, da sua história, grandeza e valores. Não se esqueçam que o Clube está sempre acima de quem o serve e que os sportinguistas são adeptos, na sua grande maioria, inteligentes, pensantes e não facilmente manobráveis.

 

Sporting sempre!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:23

22
Fev17

Investimento

por Ivaylo

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Quando se fala de investimento, podemos considerar a visão económica – mais clássica e restritiva – que o apresenta como a aplicação de capital em meios de produção para aumento de capacidade produtiva, ou podemos considerar também uma visão mais genérica que o apresenta como qualquer aplicação de capital que vise a obtenção de rendimentos futuros. Nesta segunda, mais genérica, incluem-se financiamento (em que o investidor obtém juros como ganho) e patrocínio (ou outras formas de publicidade em que o investidor obtém “imagem” como ganho).

 

Da mesma forma, o termo investidor poderá ser visto de forma mais ampla. Alguém interessado em entrar no capital social de uma empresa é um investidor, alguém interessado em emprestar dinheiro a uma empresa é um investidor e alguém interessado em patrocinar uma empresa – com o objectivo de “alavancar” a sua imagem com a notoriedade da empresa – é um investidor.

 

Recentemente foi notícia que o candidato à presidência do Sporting, Pedro Madeira Rodrigues, fez uma viagem ao Médio Oriente com o objectivo de encontrar investidores. Desde logo uma ideia inteligente e avisada, pois não só é consensual que em Portugal não existe actualmente capacidade de investimento como são também sobejamente conhecidos os excedentes de liquidez que proliferam naquela região do globo. Como, infelizmente, já vem sendo hábito por parte dos peões habituais tenta-se minimizar o potencial do acto. Habitualmente por o acto não ter sido praticado por Bruno Carvalho, como se o valor de qualquer acto viesse de quem o pratica e não do seu conteúdo.

 

Em primeiro lugar, não manifestando de todo o que deve ser a elevação de um Sportinguista, a linguagem utilizada é tudo menos imparcial, objectiva e “profissional”. Começa por se acusar um candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal de ser xenófobo, uma infâmia que deveria cobrir de vergonha qualquer Sportinguista digno. Usam uma expressão utilizada por Madeira Rodrigues sobre os “supostos” investidores russos que Bruno Carvalho tinha prometido, que recordemos eram pessoas cujas actividades e ligações não eram as mais transparentes. Tal como as contrapartidas negociadas, bem vistas as coisas, não os distinguiam muito de outros Fundos de Investimento que foram mais tarde condenados pelo próprio Bruno Carvalho.

 

Em segundo lugar, critica-se a busca por investidores além-fronteiras. Como dito em cima, é um óbvio imperativo pois dentro de Portugal nem para uma Instituição Financeira como o Novo Banco ou o Banco Comercial Português se consegue constituir capital luso, quanto mais para investir num clube desportivo… Revelando a costumeira parcialidade critica-se, quando Bruno Carvalho encontra parceiros (alegadamente) na Guiné Equatorial elogia-se…

 

Em terceiro lugar, tenta lançar-se o medo com declarações enviesadas sobre a possibilidade de perca da maioria da SAD com acusações ignóbeis de que o candidato «anda a vender o clube». Salientar à partida que nas declarações de Pedro Madeira Rodrigues sobre o périplo no Médio Oriente foi sempre mencionado o objectivo de naming para a Academia de Alcochete. Mais uma vez, BC promete é bom, PMR tenta concretizar é mau. Ou seja, não foi referida por ele qualquer intenção de que esse investimento fosse canalizado para o capital social da SAD. Para além disto, recordar quem de facto «anda a vender o clube», pois em Novembro de 2016 é divulgada a entrada de “novos investidores” num aumento de capital de 18M€ que deixa o Sporting no limiar da maioria da SAD. Será intelectualmente honesto considerar que um copo transborda pela totalidade de líquido no seu interior, não apenas pela última gota. Ao dia de hoje continua a não ser público quem são os “novos investidores”. Em Novembro é também esclarecido que a Holdimo de Álvaro Sobrinho detém 29,85% da SAD Leonina.

 

Fica a questão para Bruno Carvalho: estes 18M€ não vão também «parar à Banca»?

 

Em quarto lugar é apresentada uma imagem da “futura” estrutura accionista num cenário de não recompra dos VMOCs. Tenta-se preparar a opinião pública verde e branca para esse cenário? Esse cenário simplesmente nunca se poderá tornar realidade! Com a actual Direcção, que até ao momento apenas “amealhou” 3M€ para fazer face a essa necessidade futura, talvez, pois como já tinha dito antes o “amealhanço anual” deveria ser na ordem dos 10M€. É por aqui que se poderá «vender o clube» e não em fazer o que um gestor competente deve – procurar alternativas de financiamento da operação.

 

Terminar comentando apenas que estou curioso em ver como se referirá o peão habitual à proposta de Bruno Carvalho sobre o naming do Estádio. Para já afirmam que a sugestão de Pedro Madeira Rodrigues é demagógica, por ele afirmar (obviamente) que terá de levar a proposta a Assembleia Geral.

 

P.S.: o outrora “anti-Cristo” – José Maria Ricciardi – agora desfaz-se em elogios…

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21
Fev17

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Estamos a chegar ao final de uma campanha que é um autêntico case study. Nunca na vida do Sporting se debateu tão pouco o futuro e o presente do Clube e da SAD em detrimento da vida e da personalidade dos candidatos.



Esta forma de fazer campanha é sintomática do estilo aplicado nos últimos anos. Desde 2011 que o Sporting se começou a fraturar internamente. O Sporting é hoje um clube altamente dividido, sem poder e completamente à deriva e à mercê de investidores desconhecidos e dos devaneios de um Presidente que assumidamente dividiu para reinar e construir uma carreira e claro uma carteira.



Mas vamos navegar pelos três universos que vão a votos. Presidente e equipa, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Leonino. Se para a presidência a luta começa a ganhar contornos de ser mais disputada que há semanas passadas, as candidaturas para a Mesa e para o Conselho Leonino podem ser uma grande surpresa.



Marta Soares é para uma grande maioria um dos piores Presidentes de sempre, a par com Eduardo Barroso. Ambos bailarinos e bipolares, navegam mediante interesses próprios e até obscuros como foi explicado por Daniel Sampaio numa entrevista que deu há uns anos.



Marta Soares não sabe nem quer saber. Tem uma atitude que roça até o nível saloio e não compreende os estatutos, que curiosamente, é o presidente do órgão que os deveria obrigar a cumprir. O exemplo dos Cadernos Eleitorais é mais um triste episódio num Sporting cheio de dramas e de cenas muito tristes nos últimos anos.



Este é um órgão de grande importância. A candidatura de Rui Morgado pela Lista de Pedro Madeira apresenta-se como uma grande e óbvia alternativa à incapacidade e desnorte de Marta Soares. Aqui a mudança é quase obrigatória.



No Conselho Leonino temos três listas a votos. De enaltecer a Lista que somente vai a votos para este Órgão Consultivo. Sportinguistas anónimos, gente de estádios e pavilhões, gente educada e presente, gente que teve a coragem e acima de tudo, cumprem com o seu dever e obrigação de se fazerem ouvir e de se apresentarem como alternativa. Na minha opinião vão ter um bom resultado, e verdade seja dita merecem.



Por outro lado a Lista da candidatura de Bruno de Carvalho é um filme de terror. O regresso dos “cancros” ao Sporting. Cancros foi o termo utilizado pelo próprio presidente para denegrir Ricciardi e outros antigos dirigentes que agora se apresentam e andam aos abraços por Alvalade. O que hoje é verdade amanhã é mentira, e verdade seja dita, esta lista ao Conselho Leonino é para rir, pois esta gente não merece uma lágrima que seja.


E claro, olhemos para os dois candidatos, Pedro Madeira e Bruno de Carvalho, dois jovens, e o Sporting precisa desta juventude. Bruno de Carvalho teve quatro anos para se adaptar, para aprender, para se enquadrar com a responsabilidade que é ser Presidente de um Clube como o Sporting Clube de Portugal. Mas tarda em perceber e comportar-se como tal. O Clube está fraturado, os adeptos combatem entre si, há ameaças, há processos, há um tom baixo e sem perfil institucional. O Sporting é hoje um Clube gerido ao balcão da taverna, onde tudo se resolve com ataques ao rival Benfica, que para nossa tristeza, vai a caminho de quatro títulos em quatro anos de mandato de Bruno Carvalho. Nas modalidades e no futebol o terror é o mesmo. Muito dinheiro aplicado, e poucos ou nenhuns títulos. O Pavilhão tem mérito de Bruno, mas não podemos esquecer todo o trabalho feito pelas anteriores Direções no processo de resolução de terrenos e licenças com a autarquia. Sem estes processos nada aconteceria. Mas Bruno construiu, está quase pronto, e todos queremos que seja uma casa que muitas alegrias nos ofereça.

 

Pedro Madeira é o challenger destas eleições. Avançou sozinho num momento em que o Sporting estava ainda a lutar para vencer praticamente todas as competições. Sozinho foi conquistando apoios, garantindo votos, tem hoje uma Lista composta por antigos dissidentes de Bruno de Carvalho e de gente que muito deu ao Sporting e ao desporto nas ultimas décadas. Esta é uma Lista que deve ser bem avaliada e bem ponderada. Não é um capricho, é efetivamente um conjunto de Sócios muito válidos e preparados para alterar o rumo do Sporting nos próximos anos.



Pedro Madeira tem vindo a subir na sua confiança e notoriedade entre os Sócios. A poucas horas do Debate, se Pedro Madeira se conseguir afirmar definitivamente perante a plateia Leonina, tudo pode acontecer no dia 4 de Março. Pedro Madeira tem ainda trunfos na manga, como os investidores, sponsors, treinador e diretor desportivo. Ao que se vai ouvindo todos estes nomes serão fortes, e tudo será provado e comprovado de forma efetiva sem show mediático mas sim no sentido de começarem a trabalhar logo no dia 5.



O episódio do despedimento de Jorge Jesus foi mais um ato de coragem do candidato. E uma grande maioria tem esse desejo. E acredito que não será difícil chegar a esse acordo. Jorge Jesus está intimamente ligado a muito do que se passou nos últimos dois anos no departamento de futebol. Esteve nos negócios, nas compras, nas vendas, e isso pode ser o ponto de partida para colocar o lugar à disposição. Jorge Jesus pode ter muitos defeitos mas continuo a acreditar que e um Homem de caráter, do Sporting e que tem todas as qualidades para dar o salto para outro campeonato. Jorge Jesus sairá pelo seu próprio pé, pois perderá a confiança da direção e claro, perderá a confiança de quem realmente tem e deve ter o poder, os Sócios e Adeptos.


O Sporting está numa fase critica. Não é de agora. Mas vivemos atualmente de uma fraqueza enorme para os nossos rivais. Bruno de Carvalho dividiu o Clube, criou um conflito interno para governar. Se Pedro Madeira conseguir aproveitar esta fraqueza sairá vencedor das eleições. Bruno está desgastado, desacreditado, refém de um treinador autista que renega de forma perentória o nosso ADN de clube formador. E claro, o aumento brutal de emissão de VMOC´s, processo tão criticado por Dias Ferreira no passado e que agora evita tocar ou explicar aos Sócios e Adeptos o problema que temos entre mãos. O Clube e a SAD estão no limbo, continuam na mão da banca e de investidores. Os empresários de jogadores não nos consideram, a Federação de Futebol, a Liga de Clubes e a APAF não nos respeitam.



Um Clube orgulhosamente só só pode ter um destino. Ir definhando e desfalecendo sozinho, jogo após jogo, decisão após decisão até ao tombo final, que muito nos irá custar. Reerguer este Clube é uma missão de todos os associados e adeptos, que comece já no dia 4 com um voto de consciência. Basta! O Sporting não é isto.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:27



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