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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

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Acabou o campeonato e com ele o suplício de uma época desastrosa. Não apenas pelo terceiro lugar, por não se ter ganho (mais uma vez) qualquer troféu, mas porque fica a nítida sensação que se podia ter feito muito melhor. Desde logo, com o dinheiro usado nas contratações, que foi muito mal aplicado, tirando o caso de Dost. Com outro tipo de soluções, teria sido possível atacar muito melhor a época, não desgastando sempre os mesmos jogadores numa fase decisiva em que estávamos envolvidos em várias competições em simultâneo (Novembro-Dezembro) e poderíamos ter tido outros horizontes. Sobretudo com um Benfica abaixo do que fez na época passada e com um Porto claramente fraco e irregular.

Depois, fica a nítida sensação de que desde muito cedo o balneário ficou instável e com mau ambiente. Se foi devido ao: “a diferença está no treinador” que Jorge Jesus, em mais uma das suas tiradas egocêntricas e petulantes, produziu no rescaldo do jogo de Madrid, ou se depois da intervenção destemperada do presidente em Chaves, de forma audível para quem estava no exterior, em que descompôs e insultou os jogadores, não o sabemos. De qualquer forma, esses dois episódios constituíram apenas a face mais visível de erros que foram cometidos e que gradualmente conduziram a um divórcio dos jogadores com o treinador e com o presidente e que só não levaram a um rompimento do presidente com o treinador porque há pelo menos uma dúzia de milhões de euros de razões para que isso (ainda) não tenha acontecido. Provavelmente há muito mais que isto… por exemplo, sabemos que os campeões da Europa se mantiveram no clube na época anterior algo contrariados. Claro, que por princípio, defendo que os jogadores devem ficar no clube o tempo suficiente para que deles se possa extrair rendimento desportivo e saírem na altura certa, que corresponderá a uma grande oferta, não frustrando as suas expectativas que por muito que nos custe, são naturais. Mas para isso, têm de ser tratados de forma transparente e com rectidão, não lhes prometendo o que depois não se cumpre e não os humilhando. Ou seja, é preciso saber lidar com os recursos humanos e não os hostilizar ou desvalorizar. Mais uma vez, aqui há um longo caminho a percorrer.
 
Além de tudo o mais, ficou claro desde uma fase precoce na época, que seriam os jogadores, os bodes expiatórios de tudo o que corresse mal a partir dessa altura. Quer pelos sinais que foram sendo dados por alguns blogues que colocam acima de tudo a defesa da Direção, quer mesmo por intervenções públicas de pessoas que são próximas desta, como Pedro Baptista quando colocou em causa o profissionalismo de William, entre outros. Obviamente que seria completamente utópico pensar que tudo isto deixaria o plantel e a carreira da equipa fora de toda esta turbulência. Claro que esta culpabilização dos jogadores procurava preservar o treinador (porque era preciso pagar-lhe muito para sair) e a Direção (porque quer manter-se fora de contestação). Percebe-se ainda que o regresso antecipado de jovens valores emprestados em Janeiro, correspondeu mais a um sinal que a Direcção quis passar aos sócios do que genuína vontade do treinador em contar efectivamente com eles para o seu plano de jogo.
 
Ninguém gosta de viver num clima de passa-culpas, nem de quando não se assumem responsabilidades que são sempre colectivas. Ao contrário do que tentam fazer passar o presidente e o seu porta-voz Saraiva, a cultura de exigência que os adeptos devem ter não se resume a exigir rendimento dos atletas – o que obviamente teremos sempre de fazer. A cultura de exigência, prende-se com todos os elementos do clube que têm responsabilidades nos resultados. Quem contratou os jogadores e o treinador? Quem contratou os jogadores, que agora são tidos como únicos culpados? Quem gosta de assumir qualquer vitória como troféu, seja ela qual for e que foge nas derrotas?

Ninguém pode passar pelos pingos da chuva nesta hora, nem o treinador, nem muito menos o principal responsável pelo clube. A sua hora da verdade chegou, Bruno de Carvalho. Pode continuar agarrado aos 86% e achar que vão durar muito tempo, fazendo o que lhe apetece, alterando a agenda do clube devido à sua agenda pessoal, como acontece agora com a questão da Gala, ou dando mostras de romantismo pueril de adolescente na tribuna do Clube – não que eu seja especialmente puritano, mas porque sinceramente… não havia necessidade de mais uma vez baixar o nível de representação institucional do clube. Pode achar que pode atacar de forma gratuita os atletas das modalidades e os treinadores, (mais uma vez: quem os escolheu?) incluindo os poucos casos que têm dado títulos ao clube como no futsal, ou numa altura em que a equipa de andebol ainda tem possibilidade de ganhar 3 títulos: campeonato, Taça Challenge e Taça de Portugal. Pode entender que pode calar a voz da indignação dos adeptos, dos sócios e pelos vistos também das claques. Pode achar que está acima do clube, apostar na ignorância dos adeptos e abusar da sua boa-fé e pensar que o clube está aos seus pés. Pode pressupor que como estamos há 15 anos sem ganhar um campeonato, a nossa paciência é infindável. Mas depois não se queixe, nem diga que não foi avisado… e não se esqueça que quem sofre é o Sporting.
 
Ontem, tivemos mais um exemplo do que está a acontecer e de que o clube está a ferro e fogo, nesse barómetro que são as claques. Existiu a tarja dos 20 minutos em silêncio como protesto pelo rendimento da equipa (colocando mais uma vez o foco unicamente nos jogadores…). Mas também existiram tarjas a questionar as contratações - “reforços cirúrgicos?” e uma a referir: “só o Sporting é insubstituível”, esta última pelos vistos bastante incómoda para quem dirige o clube. Tivemos inclusive tarjas a atacar os jogadores, chegando ao ponto de visar individualmente Ruben Semedo e a desejar-lhe “bon voyage”. Independentemente do que ele possa ter feito, deveria ter existido algum bom senso em não desvalorizar desta forma um activo do clube, que agora fará toda a pressão para sair ou que, se ficar, o fará extremamente contrariado. Se a filosofia agora e na linha do discurso do bardamerda da noite da eleições, é renegar e expulsar do clube todos os atletas que não sejam adeptos do Sporting, talvez seja bom perceber que não é isso que conduz ao sucesso nem sequer a prática seguida pelos rivais. O que estará sempre em causa é o profissionalismo dos atletas. Já que BdC tanto gosta de se comparar com o Benfica, talvez seja altura de perceber que o segredo está em atrair talento para o clube, em lhes dar depois as condições necessárias (onde se inclui tranquilidade e competência) para que possam evoluir e potencializar as suas características. Isto é válido para jogadores, mas também para dirigentes, tendo o rival nos seus quadros pessoas que eram adeptas do Sporting e competentes como é o caso de Domingos Soares de Oliveira. Deixe de ser bacoco e de visões curtas, que quem perderá será sempre o clube. A cultura de ódio que se está a instalar na sociedade em relação ao Sporting e que extravasa já os adeptos dos principais rivais, deveria dar que pensar a qualquer pessoa sensata. Mas infelizmente não é esse o caso de quem actualmente ocupa o lugar de presidente da nossa instituição. Quem semeia ventos colhe tempestades… neste caso mais se poderá dizer que quem semeou tempestades poderá colher um furacão.
 
 
 
PS: em outro post irei abordar as perspectivas que se levantam para a nova época. Já agora, gostaria de reafirmar que nada me daria maior alegria a mim e aos meus companheiros deste blog, do que vir celebrar vitórias e sobretudo títulos do clube, por muito pouco que confie nesta Direcção para nos conduzir ao sucesso. O Sporting está sempre acima de tudo. Espero ainda poder vir a comemorar no andebol (excelente vitória na primeira mão da final da Taça Chalenge), no futsal e nos escalões jovens do futebol, num fim-de-semana que até nos correu de feição em termos de resultados. Endereço os meus sinceros parabéns às campeãs de futebol feminino e de rugby e aos nossos juvenis e iniciados que venceram os rivais no futebol.
 
Aos nossos leitores, dizer-lhes que são livres de discordar ou concordar do que aqui dizemos, mas nada nos desviará do caminho que escolhemos: defender genuinamente aquilo que no nosso entender, são os superiores interesses da instituição Sporting Clube de Portugal.
 
Sporting sempre!

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15
Mai17

O famoso romance queirosiano Os Maias (pessoalmente o de que mais gosto do tio Eça) possui uma das cenas mais inspiradas da literatura portuguesa: o jantar no Hotel Central, ao Cais do Sodré (que já nem existe). Antes da fabulosa cena apoteótica entre o titã realista João da Ega e o vate romântico Tomás de Alencar, os comensais discutem a saúde financeira do país. A dada altura:

“Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o País ia alegremente e lindamente para a bancarrota.

- Num galopezinho muito seguro e muito a direito – disse o Cohen, sorrindo.”

Peço, desde já, desculpa aos leitores mais impaciente por este intróito literário. Peço também desculpa pelo meu longo silêncio neste espaço. Senti apenas a inutilidade do meu esforço. Hoje, contudo, a ocasião é demasiado urgente para continuar calado.

Não, não pretendo dissertar acerca da (reconhecidamente débil) saúde financeira do Sporting. Não, não pretendo aprofundar a dor de que todos já padecemos. O conceito de bancarrota que serve de mote a este texto é de natureza moral. O Sporting foi ontem destituído de qualquer autoridade moral que ainda lhe restava. O Sporting consumou ontem a sua bancarrota moral.

Por 5 vezes o Sport Lisboa e Benfica foi impedido de chegar ao tetracampeonato. 2 delas pelo Futebol Clube do Porto. 3 delas pelo Sporting, a última das quais especialmente saborosa porquanto foi coroada por uma dobradinha no precioso ano de 1974 e com a marca até hoje inigualada de Hector Yazalde, cifrada nos 46 golos.

Durante 48 anos (1954-1998) tal marca foi pertença exclusiva do nosso querido Sporting Clube de Portugal. Sofremos a indignidade de ver o Futebol Clube do Porto a igualar-nos e, no ano seguinte, a transcender esse feito. Ontem, o nosso maior rival entrou, por mérito próprio, no mesmo clube de tetracampeões, garantindo, no mesmo jogo, o 3º lugar ao Sporting Clube de Portugal. Haverá maior humilhação que esta? Ganham-nos o campeonato, empurram-nos desdenhosamente para fora da luta e, como prémio de consolação, ainda nos dão o chocolate da pré-eliminatória da Champions.

Quanto a vós não sei, mas ontem foi o dia mais triste que já vivenciei como sportinguista. Mais que a final da Taça UEFA desgraçadamente perdida em nossa própria casa. Mais que Maio de 2013, há precisamente 4 anos, com a confirmação de um miserável 7º lugar. É que, em 2005, ainda se lutava. Em 2013 sabíamos que era uma questão de tempo até algo mudar.

Desta vez, é mais grave… Estamos pior do que nunca, mas não há mudança à vista… Serão os próximos 4 anos iguais aos que nos foram infligidos até agora? Continuará a desculpabilização?

É que, não sei se se aperceberam, mas o Benfica ganhou em toda a linha. E ganhou porque é melhor em toda a linha. Porque é demasiado poderoso para não ganhar. Pode não ter melhor treinador, mas tem melhores jogadores. Pode ter um ladrão condenado e alegado traficante como Presidente, mas tem Domingos Soares de Oliveira como administrador de topo da SAD. Pode ter Pedro Guerra como bandarilheiro encartilhado, mas tem Rui Costa como Director Desportivo. Pode ter a porta 18, mas faz negócios como ninguém em Portugal, ao nível do marketing. Pode estar refém de Jorge Mendes, mas ainda consegue jogadores do calibre de Jonas. Pode enfiar barretes como Renato Sanches, mas tem o Seixal que, neste momento, vence em toda a linha quaisquer infra-estruturas que tenhamos em Alcochete. Podem até nem ganhar em futsal, mas ganham em hóquei, em voleibol e, brevemente, serão mais competitivos que nós em andebol, outra modalidade histórica do Sporting onde a incompetência passa por “bloqueio mental”.

Eles desforraram-se deliciosamente de nós em cada canto. O Sporting não lhes pode apontar nada. O Sporting está a braços com uma bancarrota moral que não lhe permite arrecadar louros de nada. Bate recordes negativos uns atrás dos outros. No entanto, o mais grave mesmo é a falta de perspectiva de melhoria. O futuro é sombrio porque nada vai mudar. Os erros repetir-se-ão. A desresponsabilização continuará. O Sporting não tem tempo a perder e, no entanto, continuará a perdê-lo.

Talvez conviesse demonizar menos e trabalhar mais. Seguir o bom exemplo alheio. Começar por baixo. Construir pela base. Profissionalizar. Servir o Clube. Por ora, apenas miséria nos aguarda. Miséria alicerçada em passadismo. À semelhança de tudo neste Sporting, não basta afirmarmo-nos, temos de o demonstrar. Até lá, seremos sempre um clube de ocasião que, de quando em vez, faz uma gracinha.

Para quando, Sporting? Para quando competitividade a sério? Para quando cumprir-se o Clube?

Sporting Sempre

PS: Perdoem-me o texto desconexo. Brevemente lançarei um texto mais estruturado acerca dos vícios e problemas estruturais do Clube a que urge fazer face.

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07
Mai17

O guião de Jorge Jesus

por Krassimir

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62 anos depois o Belenenses voltou a vencer em Alvalade. Exatamente, nem nos mandatos de Godinho Lopes, Jorge Gonçalves e outros presidentes que tanto foram criticados e apelidados de incompetentes, isto aconteceu.
Foi preciso termos um treinador a ganhar 7M euros e o maior orçamento de sempre para o futebol para tal “façanha” ter lugar.

Num jogo que convidava a levar a família, no dia da Mãe, um Estádio quase cheio, com um Sol esplendoroso, que tinha tudo para ser uma festa, ainda com a hipótese remota de incomodarmos o Porto no segundo lugar, seria difícil imaginar cenário mais dantesco.
Houve ainda a particularidade adicional de vermos novamente um ex-treinador do Sporting (Domingos) a tirar pontos ao nosso clube, tal como acontecera com Abel e o Braga na primeira volta, num clube respeitável como é o Belenenses, mas que vinha de uma série de 7 (sete!) derrotas consecutivas. Pelo menos continuamos a levantar a moral de adversários em depressão profunda. Nisso, sempre nos distinguimos e mantemos a tradição de há muitos anos.

Percebe-se cada vez mais que JJ nunca aceitou os regressos de Gauld e Geraldes, tendo torcido o nariz a Palhinha e apenas Podence lá vai tendo algum espaço. Vieram porque o presidente achou que deviam vir, mas JJ jamais vai contar com eles. E o mesmo destino aguardará certamente Iuri na pré-época. Por outro lado, Gelson Dala, que tem assinado promissoras exibições na B também não merece qualquer oportunidade. JJ continua a fazer questão, jornada após jornada, não apenas de provar que ele é quem manda, mas que por ele vem mais um camião de flops caros, para daqui a uns meses vir dizer como agora, que são terceira ou quarta escolha e que são precisos outros. Enquanto isso os nossos jovens vão ficando um ano mais velhos, não têm oportunidades de demonstrar o seu valor e percebe-se que em nada ficam a dever às “estrelas” que vão vindo para o nosso clube.

Nem vou abordar muito o jogo porque não é o mais importante neste momento.
O que importa é perspectivar a nova época e o que podemos esperar com este treinador, porque esta está mais que definido o posicionamento na tabela – terceiro lugar.
E aqui começa o balanço sobre o deve-haver com Jorge Jesus.
Muito se tem falado de que valorizou João Mário e Slimani. Mesmo que isso seja verdade, tratavam-se sempre de excelentes jogadores que não valiam propriamente zero antes dele chegar. Slimani, já era um bom ponta-de-lança e João Mário um jogador em ascensão, que já era um titular na primeira equipa e que também teve depois a montra do Euro para se potenciar. Mas dando de barato que JJ os valorizou, vamos ver o que não se ganhou com Jorge Jesus.
Em primeiro lugar e logo na primeira época, não conseguiu apurar o Sporting para a fase de grupos da Champions. Mesmo com arbitragem tendenciosa, a verdade é que a equipa deixou bastante a desejar em períodos desses jogos com o CSKA de Moscovo. Portanto 12 milhões perdidos. Depois, não contabilizando o recorde de pontos - que não rendeu nem dinheiro nem troféu no Museu - foi possível com o segundo lugar apurar-nos para a Champions. Porém, na fase de grupos, conseguimos a "proeza" de ficar atrás do Legia em quarto lugar e não obtivemos assim mais receitas além das associadas à participação na fase de grupos e voltamos a baixar no ranking.
Por outro lado tivemos um investimento grande em jogadores, que incluiu Elias (2M), Petrovic (2M), André (3M), Alan Ruiz (8M), Castaignos (2,5M), Meli (1M) e Dost (10M). Destes jogadores, só o dinheiro gasto em Dost foi bem aplicado. O resto - quase 20 M, se contabilizarmos os empréstimos de Campbell e Markovic - representaram um investimento muito mau e em alguns tratando-se de jogadores que já vinham com histórico recente que não aconselhava a sua contratação.
Depois desta época quase concluída, e como já se viu, não vamos também ser apurados para Champions League directamente e se não sobrevivermos à pré-eliminatória, até porque o nosso ranking da UEFA baixou bastante nos últimos anos, lá perderemos mais 12M, no mínimo. Isto com um Porto e Benfica do mais pobre que se tem visto nas últimas épocas....
Para além disso, temos de adicionar os custos directos dos salários de JJ. Se na primeira época ganhou 5M de euros, nesta terá visto este contrato melhorado e subido o seu salário para 7M de euros, que se manterá nas próximas duas épocas, ou mesmo se sair será isso que lhe teremos de pagar se o quisermos mandar embora. Estamos a falar de um custo total astronómico de 26 M de euros para as 4 épocas só para o treinador. Aqui houve uma grande irresponsabilidade de quem entregou completamente o futebol do clube a este homem. Mas agora é hora de resolver o problema que foi criado.
E por último, se continuar a não valorizar os nossos jovens e a não apostar neles, teremos de somar também esse prejuízo, porque enquanto prefere Campbell, que vai sair daqui a semanas, Castaignos, que se espera que não continue, não tendo ainda marcado qualquer golo pelo Sporting (tal como Barcos na época passada) ou mesmo Bryan Ruiz, promovido a quase fetiche de JJ e que está uma sombra do jogador da época passada, não dá reais oportunidades aos nossos valores, não lhes permitindo assim adquirir rotinas, pelo que provavelmente só a sua saída ou o seu empréstimo parecem cenários prováveis sem a valorização que poderiam conhecer.

Por isso só posso dizer que estou farto de Jorge Jesus e que deixei de acreditar no sucesso com ele ao leme da equipa. Não quero mais ter de me envergonhar com conferencias de imprensa ou flash-interviews patéticas, em que nunca assume a responsabilidade pelas derrotas, arranjando sempre “bodes respiratórios” para ir na onda da linguagem que utiiliza. Em que acaba por falar dos seus deméritos como fez hoje ao dizer que teve de apostar em jogadores que são terceira ou quarta escolha, esquecendo que foi ele próprio quem os contratou. Preparando terreno para poder exigir mais uns quantos flops, sabe-se lá porquê. Gozando com os sportinguistas e não os respeitando como quando muitas vezes fala do clube e com um discurso que se adequa muito mais ao nosso rival da Segunda Circular do que ao Sporting Clube de Portugal.

E agora presidente Bruno de Carvalho? Espera para ver se o pessoal para a próxima época continua a embarcar na onda do “este ano é que é” e a encher o estádio, a renovar a compra de GB, ou a vibrar com o Pavilhão cuja inauguração vai sendo adiada e que tudo isso chega para a malta ir continuando iludida?
Está na hora de uma vez por todas se acabar com a demagogia barata e o populismo, com as desculpas (vai para o 5º ano de mandato) e queremos ver medidas e atitudes concretas para mudar esta vergonha. E não, os culpados não são apenas os jogadores. Chega!

 

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Ter um bom departamento de scouting ou de prospecção de jogadores parece cada vez mais fazer a diferença para o sucesso num clube de futebol.

Na verdade, o Sporting tem sido um exemplo de um grande clube formador, que consegue desenvolver jogadores de grande qualidade, embora nem sempre os consiga rentabilizar, mas que tem acertado muito pouco nas contratações que tem realizado.
Esta é uma realidade que não se pode circunscrever a esta Direcção, mas que tem sido uma regra do Sporting desde há muito tempo. Todos nos lembramos de Slimani e da sua espectacular valorização, tendo custado 300 mil euros e rendido 30 milhões de euros (valorizando-se cerca de 100 vezes), mas a verdade é que são muitos os casos de flops e de contratações que não resultaram, situação que já se vem verificando há muito tempo. Todos nos lembramos de Kmet, Carlos Miguel, Pongolle, Jeffren, Elias, Bojinov, Labyad, mas também, mais recentemente, de Slavchev, Rossel, André, Castaignos, Paulista, Petrovic, etc. Isto só para citar alguns exemplos.
Claro que nenhum clube acerta sempre e todos têm os seus falhanços. A verdade é que o Sporting, com os recursos limitados que tem, não se pode dar ao luxo de falhar mais que os rivais quando contrata jogadores, eliminando a vantagem que possui ao conseguir ter a qualidade na formação que tem revelado desde há muito. E não esquecer que muitas vezes não se trata apenas do valor do passe, mas dos ordenados que se têm de pagar, que entram também para os custos. Labyad é a esse respeito um exemplo bem elucidativo, embora existam muitos outros.
No caso de Slimani, até o contratámos em vez de Ghillas, pelo facto do Porto se ter intrometido e aí ficámos claramente a ganhar. Mas como disse atrás, esta foi a excepção que confirmou a regra apesar de algumas contratações até terem sido aceitáveis, como por exemplo Bruno César e Bryan Ruiz. Depois tivemos a de Bas Dost, que embora envolvendo um custo elevado – 10 milhões de euros - tinha uma margem de erro reduzida, por se tratar de um jogador já habituado à alta roda europeia, numa posição específica e em que é difícil encontrar jogadores válidos como é a de ponta-de-lança e já com 27 anos. Está a ser das poucas contratações desta época que está a resultar.
Mas como são decididas estas contratações? Quem referencia os atletas e quem é que em última análise decide dar indicação à Direcção para os contratar? E no final a Direcção acata estas indicações ou acaba também por tomar opções em relação às indicações técnicas?
Aqui entra o conceito de estrutura e de que forma o departamento de prospecção se insere na mesma. Porque é necessário saber como acontece o processo de decisão para se optar por um jogador em detrimento de outro, para que se possa avaliar com justiça o grau de responsabilidade das diferentes partes no processo global.
Convém por isso não ser demasiado simplista nesta análise. Não sabemos quais os atletas que foram sugeridos pelo scouting... apenas sabemos os que no final acabaram por ser contratados. Podem assim ter existido muitos atletas que foram sugeridos mas que não foram contratados, por opção do treinador ou da Direcção, porque eram demasiados caros para aquilo que se pretendia gastar ou porque o treinador não concordou com a proposta. Neste momento e conhecendo Jorge Jesus, até se diz que a grande maioria dos atletas que adquirimos foram da sua responsabilidade. E é importante saber se isto é verdade e como ocorreu para que não se volte a repetir outra época como a actual, com muito baixa percentagem de aproveitamento, apesar do investimento realizado.
E mesmo daquilo que conhecemos... a verdade é que estivemos interessados em Mitroglou, Danilo e Cervi. Jogadores que se os tivéssemos conseguido contratar para o Sporting talvez já mudassem um pouco a opinião que temos formada sobre a prospecção. Nestes casos, os rivais acabaram por fazer valer argumentos que se sobrepuseram aos nossos.
Por isso, adaptando o adágio popular, o “segredo e a rapidez são a alma do negocio”.
Vem tudo isto a propósito da notícia veiculada ontem pelo jornal O Jogo, de que o Sporting se prepara para fazer uma remodelação no scouting com a saída de José Laranjeira, ao serviço do clube desde Junho de 2014, proveniente então do Braga. Sabendo como as coisas têm corrido e numa avaliação imediatista, somos levados a concordar que é quase unânime que algo tem de mudar na prospecção.
Ainda assim, talvez seja interessante atentar numa entrevista concedida por Paulo Cardoso do scouting do Sporting em Janeiro de 2016 LINK. Quando questionado sobre qual a importância do scouting nos clubes, respondeu “Em primeiro lugar prefiro falar de Recrutamento de Jogadores e não de Scouting. Scouting é apenas uma parte do Processo de Recrutamento de Jogadores. Em relação à sua importância, na minha opinião é o primeiro factor de sucesso quer seja no Processo de Formação de Jogadores ou na construção de uma Equipa de Alto Rendimento. É a base sobre a qual se pode construir um qualquer projecto de futebol.” Este responsável destaca os casos de sucesso que constituíram Cristiano Ronaldo, Hugo Viana, Dier, Bruma, entre outros (ainda nos escalões de formação) mas surpreendentemente revela que o scouting do Sporting também deu indicação para a contatação de Di Maria, Ramirez e Gaitan, jogadores que ainda por cima foram reforçar um rival, o qual arrecadou com a venda dos passes dos mesmos dezenas de milhões de euros, além do rendimento desportivo que deles consegui extrair. Ou seja, neste caso não foi o nosso scouting que falhou mas a etapa final de contratação. Provavelmente porque ou não fomos suficientemente rápidos, ou porque não conseguimos igualar os valores que os rivais apresentaram. Ainda assim, depois acabámos muitas vezes por gastar o mesmo em outros jogadores que não se revelaram produtivos da mesma forma... como curiosidade, refira-se que foi Paulo Cardoso (ao serviço do clube desde 1995) quem foi responsável pela avaliação técnica de Cristiano Ronaldo para a entrada no clube, tendo também sido treinador do futuro melhor jogador do mundo e que criou com o atleta e família, uma relação muito próxima.
Refere ainda que os profissionais de Scouting e análise de desempenho portugueses criaram uma imagem muito positiva no mercado internacional, levando inclusive a que alguns fossem trabalhar para clubes estrangeiros.
Todos temos noção da existência de sites como o Transfermarkt que nos dão uma ideia da cotação dos jogadores e da sua evolução, dos clubes que representaram, entre outros dados. Claro que existe também o youtube, que permite ver imagens dos jogadores, ainda que nos dê muitas vezes uma imagem enviesada, selecionando apenas os melhores momentos do jogador em questão. Isto é de tal forma verdade, que se torna quase uma anedota dizer que o clube X escolhe jogadores pelo youtube como sinónimo de amadorismo e de falhanço na contratação.
Obviamente que um bom departamento de scouting tem de ir muito mais além do que isso. Tem hoje ao seu dispor ferramentas desenvolvidas para ajudar no processo como o Talent Spy. Na verdade, o Sporting já com esta Direcção e em Junho de 2014, assinou com a empresa portuguesa F3M um protocolo que permitiu ao clube usufruir deste programa informático pioneiro a nível mundial, que permite aos responsáveis do clube criar, armazenar e organizar a base de dados de jogadores observados, de uma forma mais modera e prática. Esta ferramenta é também utilizada pelo Benfica e por alguns clubes estrangeiros. Na altura foi até dito que esta decisão teria sido tomada sob influência de Marco Silva que já usava esta ferramenta no Estoril. Verdade ou não, o que é certo é que esta plataforma, desenvolvida por portugueses da Universidade do Minho, usa dados de 100 mil jogadores de 6000 equipas, ligados a 250 competições de 50 países diferentes. Em Portugal, apenas os 3 grandes e o Braga dispõem de equipas internas de “scouting” e com esta ferramenta os “scouts” conseguem saber bastante sobre um jogador (júnior ou sénior) a residir em qualquer ponto do planeta, incluindo perfil, historial clínico, situação contratual, performance, entre outros elementos. Pode-se por exemplo chegar aos eventos desportivos de bairros sociais ou descobrir os melhores “pés esquerdos” da equipa sub-16 da Argentina. E isto sem sair das instalações do clube...
Trata-se apenas de um exemplo de como a realidade do futebol e da prospecção está a evoluir a uma velocidade surpreendente.
Depois é também importante estabelecer uma importante rede de contactos, (networking) em outros países e que possam auxiliar o departamento de prospecção/scouting no seu trabalho. Os anteriormente designados de “olheiros”.
Além disso, temos sempre de ter presentes que um jogador que brilha num clube menor, pode não ter o rendimento desejado num clube com outras pretensões no mesmo campeonato ou até ter problemas de adaptação, motivados por se transferir para um país e cultura diferentes. A possibilidade de falhar existe e continuará a existir sempre. O que se pretende é diminuir o mais possível a possibilidade de erro, sobretudo quando se considera investir de forma mais significativa num jogador.
Portanto, quando consideramos um departamento de scouting e a sua mais-valia, esta deverá incluir sempre, num clube como o Sporting, desenvolver um trabalho integrado com a equipa técnica, responsáveis da formação e da equipa B, de forma a identificar as lacunas da equipa e as melhores alternativas para as colmatar. E depois actuar com celeridade e eficácia junto dos clubes que têm os jogadores pretendidos e aqui já entra a Direcção. Neste caso específico, ajuda também que existam boas relações com esses clubes e que não se tenham desenvolvido anticorpos que os levem a optar por negociar com um rival em vez de o fazerem com o Sporting.

Além disso, assume também importância fundamental a relação que o clube tenha com os empresários/agentes dos jogadores, podendo esta facilitar ou dificultar o negócio, conforme os casos. Muitas vezes são estes empresários quem pode sugerir a aquisição de determinados jogadores, capítulo em que mais uma vez o departamento de prospecção deve ter uma palavra a dizer. 
Por isso, mais que a substituição de pessoas, talvez seja bom que se simplifiquem e agilizem processos.
É isso que todos esperamos, para que de uma vez por todas o Sporting comece a contratar com critério e com um índice de aproveitamento aceitável. Mais que um desejo é uma necessidade imperiosa, se queremos ser campeões nacionais na próxima época...

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editado por Ivaylo às 11:44

14
Mar17

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Osvaldo Ardilles (1,69 m), Lionel Messi (1,68 m), Littbarski (1,68 m), Roberto Carlos (1,69 m), Zola (1,68m), Romário (1,67m) e ... Diego Maradona (1,65m).

O que têm em comum estes jogadores? Além de terem sido excelentes jogadores (dois deles ainda no activo), tinham todos eles menos de 1,70 m.
Normalmente a baixa estatura é entendida como um handicap para um jogador de futebol. Se estivermos a pensar em guarda-redes ou centrais e mesmo ponta-de-lança, embora neste último caso possam existir avançados letais sem presença física imponente (lembram-se de Liedson? – e ainda assim com 1,75m...), dificilmente imaginamos um jogador com grande eficácia nestas posições sem ter uma altura bem mais significativa.
Porém estes jogadores e o seu valor, provam que nem sempre é assim e que esta situação não deve ser encarada como uma fatalidade.
Neste momento, já os leitores perceberam onde quero chegar. Quem viu no sábado a exibição de mais um gigante, Podence, do alto do seu 1,65 m, não pode deixar de esboçar um sorriso de orelha a orelha de esperança que possa estar ali mais uma grande talento do futebol português e mais uma vez vindo da melhor escola de formação do País. Não a que é tão publicitada actualmente, embora claramente esteja a melhorar e localizada lá para os lados do Seixal, mas a de Alcochete, a do nosso Sporting. Claro que para chegar aos pés dos gigantes que mencionámos muito terá de evoluir e trabalhar, mas pelo menos estes exemplos representam a confirmação de que não será pela baixa estatura que Podence não poderá almejar mais altos voos.
Rapidez, técnica, posicionamento táctico, trabalho defensivo, assistências e passes bem medidos – que o diga Dost – tudo isso nos foi servido em Tondela, num repasto que já tardava em constar do menu frugal que temos tido esta época. Apesar de bem conseguida, não foi uma exibição de gala da equipa, mas constituiu uma portentosa apresentação de Daniel Podence.
Jogando pela primeira vez a titular da equipa principal, Podence soube aproveitar a oportunidade concedida para marcar a diferença e justificar mais oportunidades no futuro. Sim, porque a boa forma e o rendimento se atingem com os jogos, as rotinas com os colegas e o acumular de confiança.
Mas voltemos um pouco atrás para fazermos uma viagem pelo percurso deste pequeno grande jogador.
Daniel Podence, nasceu a 21 de Outubro de 1995 em Oeiras, dando início à sua carreira na época de 2002/2003, no Belenenses, onde permaneceria durante 3 temporadas até 2005, altura em que se transferiu para o Sporting Clube de Portugal. Nessa altura, foi também disputado pelo Benfica. Quando questionado sobre isto, Podence declara que foi a mesma coisa que “escolher entre carne ou peixe”. “Era miúdo e depois de ver tanto jogador do Sporting com qualidade… e verdade seja dita, os meus pais e os meus irmãos, como eu era muito novo, sempre me deram apoio para eu ir para o Sporting. Eu também simpatizava muito com o Sporting e isso foi meio caminho andado para lá."
Nas camadas jovens do Sporting, privou com vários jogadores, tais como Domingos Duarte, José Postiga, Mama Baldé e Rafael Barbosa. Foi campeão nacional de Junores B e de Juniores C. Posteriormente e já na equipa B, estaria com Illori e Dier, por exemplo. Na equipa B permaneceria 4 épocas, de 2012 a 2016, tendo ainda com Marco Silva conhecido a sua estreia pela equipa principal, onde alinhou num total de 6 jogos na época de 2014/2015. Depois de ter feito a pré-época de 2016/2017 com Jorge Jesus, acabou por ser emprestado ao Moreirense, juntamente com Francisco Geraldes de quem é grande amigo. Já neste clube viria a conquistar a Taça Liga na presente edição. Em Janeiro regressou ao Sporting tal como Geraldes. Ao contrário deste último que só agora teve os primeiros minutos, Podence tem tido mais oportunidades, ainda que só neste jogo tenha sido titular. A propósito deste regresso ao Sporting declararia: "Não posso encarar isto como uma coisa do outro mundo, é um patamar onde eu já queria estar há muito tempo. Tenho de olhar com naturalidade para tudo isto e mais virá com o tempo".
Este extremo esquerdo, que também pode jogar à direita e em apoio ao ponta-de-lança, tem na velocidade uma dos seus principais atributos, ele que se considera também critativo e explosivo, comparando-se a Gelson e Matheus. Não se tem distinguido propriamente pelos golos que marca, mas mais pelo que contribui para a manobra colectiva.

Ainda em relação ao jogo de Tondela, Podence publicou uma foto onde surge abraçado a Dost, quando festejaram o primeiro golo, nascido de um passe de Podence. Geraldes, seu companheiro de viagem, aproveitou para com bom humor lhe dizer: “Estás bem? Com essa altura deves ter vertigens!”, para logo depois acrescentar: “calma pessoal, a altura é inversamente proporcional ao seu talento”.
Para aqueles que lhe chamam o “Messi português” responde que Messi só há um e que prefere não se colar a rótulos, apenas deixar a sua marca, sendo ele próprio.
Depois desta auspiciosa estreia a titular, apenas se espera que Podence possa ter as oportunidades que outros têm tido, sobretudo quando são contratados em outros países e com custos de aquisição/empréstimo consideráveis. Tem a palavra Jorge Jesus...

 
 
 

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No sábado à noite, o Sporting jogava contra um adversário a quem não conseguiu vencer em Alvalade nas duas ocasiões em que o Tondela esteve na Primeira Liga e contra o qual, na única vez que tinha defrontado fora, apenas tinha ganho com grande dificuldade e por um golo.

Isto na sequência de mais um empate caseiro deprimente com o Guimarães, deixando a equipa definitivamente afastada da luta pelos dois primeiros lugares e tendo de se preocupar com o Braga, que está na quarta posição. Ainda assim, registe-se que esta última equipa tem somado maus resultados, não tendo colhido até agora benefícios da aposta em Jorge Simão.

Mas voltando ao jogo de Tondela, com a lesão de Adrien e o castigo de Alan Ruiz e Bruno César, teriam necessariamente de se registar novidades no onze titular. Tal como já tinha deixado antever na conferencia de imprensa antes do jogo, Jorge Jesus entregou a titularidade a Podence e Matheus, tendo colocado Bryan Ruiz a fazer de Adrien.

E a verdade é que a equipa rubricou uma boa prestação, tendo registado, sobretudo na segunda parte, alguns momentos de bom futebol.

Rui Patrício, embora com pouco trabalho, respondeu presente em 3 intervenções muito importantes, não tendo qualquer culpa no golo do Tondela. Schelotto, parece estar de volta ao registo das últimas jornadas da época passada... nunca vai ser um tecnicista, mas corre que se farta, cruza muitas vezes mal e lá vai compensado com o voluntarismo o que lhe falta em talento e acerto. Não deixa de mostrar à saciedade que é mesmo preciso ir ao mercado buscar outro defesa direito, pois neste momento nem sequer tem alternativa no plantel à altura. Do outro lado, Marvin, continua a registar as habituais limitações, e apesar de ter contribuído para o lance do primeiro golo, não esteve particularmente bem. Continuamos a ter um defesa esquerdo diferente em cada jogo – até já Esgaio fez a posição, além de Jefferson - e assim é complicado também. A ver se, de uma vez por todas, se vai ao mercado buscar um lateral esquerdo com qualidade e que tenha fiabilidade quer a defender, quer a atacar.

Relativamente aos centrais, Paulo Oliveira com a sua sobriedade e simplicidade de processos esteve melhor que Coates, que é quem disputa com Murillo o lance do golo do Tondela.

Já William esteve bem e pendular, regressando aos poucos ao nível que o projectou quer no Sporting, quer na selecção. Bryan Ruiz, que assumiu as funções de Adrien, não revelou a combatividade do seu colega lesionado a defender, embora tenha contribuído para as acções ofensivas. Gelson, que costuma ser o abono de família da equipa, esteve algo apagado e inconsequente.

Matheus começou menos bem, teve direito a um puxão de orelhas de Jorge Jesus e acabou por melhorar assinando uma boa segunda parte, fazendo a assistência para o segundo golo e estando no lance que viria a originar o penalty que dá o 4º golo.

E faltam os 2 grandes destaques individuais... Bas Dost, que assinou um poker, feito muito raro, tendo convertido dois penalties e falhado um outro. Mostrou o habitual instinto matador e revela-se a cada jornada um ídolo para os adeptos. Por último Podence que apesar da sua altura, aproveitou muito bem a titularidade, assinando excelentes jogadas e apontamentos. Não esteve sempre bem, mas fez uma grande exibição e agora vai ser uma dor de cabeça para Jorge Jesus, se o mantém a titular ou se a devolve a Alan Ruiz. Pela prestação de sábado, não restam grandes dúvidas de quem a merece... não está em causa que o argentino não seja um bom jogador, mas é óbvio que Podence empresta algo mais ao jogo em velocidade e em trabalho defensivo, por exemplo.

Entraram ainda Palhinha, aos 79 minutos, que não comprometeu e finalmente (!) Francisco Geraldes, ainda que apenas 5 minutos. Mesmo assim, ainda deu para sofrer um penalty que desta vez Bas Dost não converteria. O holandês já tinha “ameaçado” pela forma algo denunciada como marcara as outras grandes penalidades e desta vez não conseguiu mesmo marcar aquele que seria o seu 5º golo no jogo de Tondela. Jorge Jesus, tem de continuar a ensinar Dost a marcar penalties... mesmo assim nada disto belisca o grande jogo deste gigante. Tivessemos nós acertado nas outras aquisições e contratado laterais, se calhar a história na classificação seria agora diferente...

O Tondela ainda teve tempo para se empertigar na reação ao golo do Sporting, vindo a conseguir o empate e algumas oportunidades, mas globalmente acabou por se ter de render ao melhor futebol dos leões.

O árbitro, Bruno Paixão, um dos fenómenos mais incompreensíveis da arbitragem portuguesa, pois é talvez um dos recordistas de actuações polémicas, esteve surpreendentemente bem e ajuizou adequadamente os lances mais duvidosos.

Agora é continuar nesta toada, já no próximo jogo em casa com o Nacional. A ver se esta aposta nos mais jovens é para continuar, ou se voltam ao banco e à bancada. Não serão eles que nos resolverão todos os problemas nem podem ter essa responsabilidade, mas é uma evidência que fazem parte da solução e provavelmente pode estar neles a chave de uma próxima época que nada tenha a ver com esta. Não esquecer ainda Iuri Medeiros que ainda ontem brilhou contra o Marítimo, assumindo-se como o abono de família do Boavista. Depois é só complementar o talento destes jovens com 4 ou 5 contratações que verdadeiramente acrescentem qualidade ao plantel – as tais contratações “cirúrgicas” - e poderemos ter alguma esperança. Resta saber se a nossa estrutura conseguirá resistir a comprar muito, caro e mau (à excepção de Dost) tal como foi apanágio nesta época e do qual sofremos as consequências que se conhecem, não podendo aspirar a mais que o terceiro lugar e assistindo de longe à luta entre Benfica e Porto pelo título.

Vamos aguardar e esperar que as coisas corram pelo melhor. A forma como se terminar esta época, nomeadamente em relação às apostas de Jorge Jesus e as mexidas na estrutura que terão de acontecer, mas que ainda não se conhecem – para além da eventual promoção a Director Desportivo de André Geraldes, algo que só pode preocupar os sportinguistas que gostam de ver competência ao serviço do clube e não outros factores a imporem-se nas decisões - ditarão muito do que poderemos esperar da próxima época.

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Luís Martins, com 53 anos de idade, começou a jogar futebol no Sporting Clube de Portugal, nos escalões de escolas e infantis. Foi ainda praticante de Natação, Ginástica e Atletismo – vindo mais tarde a passar pelo Odivelas.

Já universitário, no curso de Educação Física, acaba por se dedicar ao Futsal, devido à difícil conciliação dos treinos com os estudos.
 
Voltou depois ao futebol, com passagens pelo Odivelas como treinador adjunto dos juvenis, Belenenses e Coruchense e novamente pelo Odivelas.
Mas é no seu clube de origem, o nosso Sporting, onde foi ao longo de quatro anos o treinador dos juvenis, tendo orientado Cristiano Ronaldo, que viria a atingir maior projecção. Viria a sagrar-se campeão nacional em 2003/2004 no escalão de juvenis e na temporada de 2004/2005 passou a adjunto de José Peseiro, no plantel sénior, época em que quase nos sagrámos campeões e em que chegamos à final da Taça UEFA. Com a ascensão de Paulo Bento a treinador da equipa principal, após a saída de Peseiro, Luís Martins fica com a tarefa de orientar os Juniores, acabando por conquistar o campeonato nacional de 2005/2006.
Em relação a Cristiano Ronaldo, viria a declarar em entrevista recente: “O Sporting teve a sorte de ter Cristiano Rolando, mas Cristiano Ronaldo também teve a sorte de estar numa altura, num espaço, numa instituição que desenvolveu um projecto inigualável na formação de jogadores”.
Em Dezembro de 2006 decidiu abandonar o Sporting, indo abraçar um projecto no futebol profissional ao serviço do Portimonense, que estava na 2ª Liga, tendo sido despedido no início da temporada de 2007/2008, depois de ter salvo a equipa da descida na época anterior.
Terá sido nessa altura que foi convidado por Luís Filipe Vieira para assumir o cargo de coordenador do sector de formação dos encarnados.
No entanto, viria a ingressar no Sporting Clube de Braga como coordenador de todo o futebol de formação.
Em Agosto de 2010 foi trabalhar para a Arábia Saudita por indicação de José Peseiro, assumindo as funlões de seleccionador dos sub-21. Em Março de 2012 sagrou-se campeão de sub-23 neste país ao serviço do Al-Ahli. Na hora da vitória, não esquece um agradecimento a Peseiro.
Na época de 2012/13 passou a trabalhar como adjunto de André Vilas Boas no Tottenham de Londres e depois no Zenit de San Peterburgo.
Em Julho de 2016 regressa ao Sporting para desempenhar as funções de Director Técnico da Academia de Alcochete e até ao momento parece já ter deixado a sua marca, com bons resultados das equipas mais jovens. Em Fevereiro de 2017 passou a acumular funções como treinador da equipa B, que está a lutar pela manutenção na Segunda Liga, após o despedimento de João de Deus, tendo já conseguido inverter o ciclo de maus resultados.
 
Luís Martins parece ser assim a pessoa com o perfil ideal para desenvolver um trabalho válido no futebol de formação do Sporting, não se limitando o seu potencial a essa vertente. No entanto, parece ser aquela em que mais tem potencial. Espera-se que regresse a essas funções após o final da temporada e que o trabalho de “salvamento” da equipa B seja levado a bom porto.
Sem dúvida uma boa decisão da Direcção do Sporting, a de ter voltado a recrutar um bom elemento que já tinha mostrados bons serviços no clube há cerca de dez anos.

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Ontem, em noite de reencontros de má memória – árbitro e adversário – inicia o Sporting o jogo com mais duas adaptações posicionais. Esgaio, que faz parte do plantel teoricamente como defesa direito, jogou na esquerda. Bruno César actuou na sua quinta posição esta época, fazendo o lugar de Adrien.

 

Mas, “voltando atrás”, na baliza Rui Patrício esteve bem e parece demonstrar que o momento de menor forma que teve no início de 2017 foi apenas isso, um momento. Não podia fazer mais no golo sofrido. Ainda na baliza, a inevitável questão: porquê convocar três GR para um jogo em casa e sem limitações físicas dos habituais convocados Patrício e Beto? Não teria sido a vaga melhor preenchida com um jogador de campo?

 

Na defesa, quarteto formado por Schelotto, Oliveira, Coates e Esgaio. Schelotto a ter um dos seus melhores jogos esta época, esteve em bom nível até perto do final da partida, quando levou um toque mais incisivo que o deixou ligeiramente limitado até ao apito final. Oliveira e Coates a terem um bom jogo e a revelarem um entrosamento crescente, assistimos a bastantes “dobras” mútuas. Na esquerda Esgaio. Eventualmente esta época seja a melhor opção, mas não será já tempo de Jesus se definir de uma vez por todas? Começo a imaginar um saco preto com quatro papelinhos com nomes (Marvin, Jefferson, Bruno César e Esgaio) e, imediatamente antes da divulgação da equipa titular, Jesus leva a mão ao saco e escolhe o defesa esquerdo para esse jogo… Como é possível criarem-se rotinas se continuar o “carrocel”? Pelo que Esgaio mostrou ontem, apesar de não ter velocidade para Hernâni e ter tido alguns dissabores nas suas costas, consegue mesmo assim defender melhor que a concorrência e é dele o centro que dá origem ao golo do Sporting, logo já justifica uma aposta com mais continuidade.

 

No meio campo, William a “6” e Bruno César a “8”. Qualquer um deles, individualmente, é uma boa opção para o lugar. No caso de William é mesmo o titular evidente. Mas, em simultâneo a actuarem no miolo fica o Sporting refém de algum défice de velocidade. E se pensarmos que à sua frente estava Alan Ruiz (“10”), que também não é um portento de velocidade, e à esquerda de Alan o outro Ruiz (Bryan a “11”), cuja velocidade não será de todo a sua melhor característica, ficamos com uma manobra ofensiva que apenas Gelson Martins (“7”) consegue acelerar. Pior, ficamos com uma manobra defensiva com nítida dificuldade de executar pressão alta. Ou se reequaciona quem deve substituir Adrien Silva e quem deve actuar na esquerda ou será este o “filme” para o próximo mês…

 

No ataque um excelente Bas Dost! Ontem a mostrar outros “pergaminhos” e a assistir de forma brilhante Alan Ruiz, naquele que foi dos seus poucos momentos no jogo, e a ter mais algumas intervenções nada egoístas ao longo do jogo. Demonstrou entrosamento, espirito de equipa, visão de jogo e boa execução técnica. Provavelmente o melhor jogador em campo na primeira parte.

 

Na segunda parte do jogo, Jesus terá considerado que a vantagem de apenas um golo era suficiente e “adormece” a equipa. Neste momento, infelizmente para nós só realizamos um jogo por semana, portanto é descabido falar de fadiga. Ou seja, se não é o cansaço o culpado do abrandamento, este tem de ser directamente imputado ao treinador. Se há questões de motivação é ao treinador que cabe estimulá-la e seleccionar os jogadores mais motivados. Se um ou outro jogador “tira o pé do pedal” sem que tenha sido o treinador a pedi-lo, é ao treinador que cabe retirá-lo de campo e colocar outro com mais “ganas”. É portanto legítimo inferir que foi Jesus que deu a instrução, até porque depois a acentua ao colocar um jogador no meio mais defensivo (Palhinha) do que o jogador que saiu e ao fazer entrar outros dois sem ritmo de jogo (Campbell e Castaignos).

 

Entretanto… não existem mais opções? Francisco Geraldes vê interrompida uma excelente época em Moreira de Cónegos para isto? Daniel Podence não teria sido uma melhor opção para dar velocidade ao jogo do que Campbell ou Castaignos? Apostar na Formação não pode ser só “palavras”… tem que ser “actos”. Palavras? Leva-as o vento…

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As eleições no Sporting que decorreram no sábado dia 4 de Março, tiveram uma participação de mais de 18 mil sócios, batendo anteriores máximos.

Assistiram-se a longas filas em Alvalade que começaram antes da abertura das mesas de voto, mas com o processo a decorrer com muita eficiência e rapidez, apesar do número de votantes.

Estamos por isso de parabéns, os sócios e quem organizou a votação, pela forma como tudo decorreu. Também, ao que se sabe, não terão ocorrido incidentes de maior, o que se saúda e está à altura de um clube como o nosso.

Infelizmente, apesar de se ter anunciado que pelas 22 horas seria conhecido o vencedor, só cerca das 3 da manhã foi possível ter acesso aos resultados finais, ao que parece devido a problemas na contabilização dos votos por correspondência.

Os resultados traduziram uma vitória expressiva e inequívoca da lista B de Bruno de Carvalho, em todas as áreas a votação: Conselho Directivo, Conselho Fiscal e Disciplinar, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Neste último, há a registar o bom resultado da lista C de Gonçalo Nascimento Rodrigues conseguindo cerca de 20% dos votos, ainda assim abaixo do que talvez merecesse.

Conseguindo cerca de 86% dos votos, Bruno de Carvalho, está pois de parabéns e com toda a legitimidade para iniciar novo mandato de 4 anos. É justo que se faça esta ressalva, que se lhe desejem as maiores felicidades neste mandato e que finalmente concretize os títulos que foram bastante escassos no anterior exercício, sobretudo nas principais modalidades. E acima de tudo, que torne o Sporting campeão em futebol. A base de partida já não é o sétimo lugar, já não se pode dizer que o clube tem atletas e treinadores contratados por outros e a pesar no orçamento e que nos limitam as opções (foi esta Direcção, quem fez todas as escolhas), a situação financeira é bastante melhor, tanto quanto nos tem sido dito e os adeptos e sócios apoiam como nunca a equipa, mostrando uma militância que ninguém pode colocar em causa e finalmente já não há desculpas também internas, agora que se tem tão grande base de apoio. Chegou a hora da verdade para este presidente e esta Direcção.

Esperemos que esteja ciente disso e que se corrija o que de mau foi feito nesta época, em termos de planeamento e formação da equipa e também que se acerte o discurso e a estratégia.

Que se comece a ter outro rendimento e aposta na Europa, onde estivemos muito mal nestes quatro anos, baixando claramente no ranking com consequências para o emparelhamento com os adversários e para as nossas hipóteses de sucesso e de obter assim receitas adicionais.

Por outro lado, que a aposta na Formação, que levou ao regresso antecipado de Geraldes, Palhinha e Podence, seja uma realidade para a próxima época e que este treinador nos surpreenda ao dar-lhes oportunidades.

Quanto a Pedro Madeira Rodrigues, os cerca de 9% obtidos são um resultado muito mau e pagou o preço de alguma impreparação, de ter apresentado uma proposta mal estruturada, de vários erros de discurso e de ter entrado na campanha que mais convinha ao actual presidente, discutindo-se muito pouco as propostas de cada um e deixando-se enredar numa troca de ataques pessoais e mesmo insultos. Acabou por ser mais um elemento mobilizador para aqueles que, não estando contentes com Bruno de Carvalho, achavam a eleição de PMR ainda mais negativa e que no final também contribuíram para a vitória e reeleição do actual presidente. No fundo, deixou que o colassem a um passado que deixou estigmas nos sportinguistas e até à estratégia dos rivais, apesar dos seus 35 anos de associado. Mérito da máquina de propaganda do actual presidente, que não deve ser menosprezada e cujos fantasmas gerados levou a que a votação em BdC fosse ainda mais reforçada.

Infelizmente, ao ser conhecida a sua vitória e os resultados, Bruno de Carvalho continuou amarrado ao discurso que sendo do agrado de alguns adeptos, tanto nos envergonha a muitos e declarou “bardamerda para quem não é do Sporting”.  Na realidade todos temos familiares, amigos e até atletas que representam o Sporting (veja-se o caso de Nélson Évora que ainda ontem conquistou um título europeu) que não são do nosso clube. Será que ficamos confortáveis com este tipo de declarações? Será que todos os outros clubes, além dos rivais e respectivos adeptos vão ficar satisfeitos com isto e não vai aumentar algum anti-sportinguismo que vai proliferando por aí e que em nada serve os nossos interesses?

Mas pronto, vamos todos acreditar que foi um excesso na hora da vitória e que vai mudar para melhor a Comunicação do clube, a começar pela sua, que vai saber encontrar aliados em vez de arranjar inimigos e que nos vai levar ao sucesso. São esses os desejos que professamos.

Uma palavra para alguns adeptos que festejaram não apenas a vitória de Bruno de Carvalho, o que é natural, mas que tentaram tirar desforço de quem ousou criticar algumas decisões da Direcção ao longo do tempo. Alguns até propõem, numa sanha inquisitorial, a expulsão das pessoas que ousam não estar de acordo com tudo o que tem sido feito pela Direcção. Quase que parece que acham que ganhámos um campeonato ou uma Champions. Na verdade, à falta de troféus para o museu, festeja-se este resultado à custa dos companheiros do clube que votaram em PMR ou em branco. Como se este troféu também fosse direitinho para o Museu. Não vai e como já dissemos em outro post há algumas semanas, LINK, a hora é sobretudo de trabalho, como ainda ontem pudemos assistir em Alvalade no jogo com o Guimarães (mas não vamos falar disso, pois está tudo bem e estas coisas levam tempo…). Esperemos que assim seja entendido por quem decide e que agora fica deste modo, não apenas com legitimidade mas também com responsabilidade reforçadas.

 

PS – não fizemos campanha neste blog por ninguém. Tentaram colar-nos à candidatura de PMR, porque é sempre mais fácil simplificar as coisas e diabolizar vozes incómodas, mas a verdade é que ao contrário de muitos, não o ridicularizamos, nem o atacamos por ter tido a coragem de se candidatar (coisa que outros não tiveram), mas também não deixamos de o criticar no que entendemos errado. Obviamente que fizemos o mesmo em relação a BdC, só que este tinha todo um mandato para analisar. Continuaremos a dar a nossa opinião, com a disponibilidade possível, pois nem somos pagos para andar no Facebook a comentar, insultar ou a vigiar o que os sócios e adeptos do Sporting dizem, nem somos desocupados, que apenas vão para os grupos do Sporting debitar alarvidades e provocações baratas. Se essa opinião desagradar, lamentamos mas também não é isso que nos vai demover de manifestar o que pensamos. Esperamos antes ter muito mais motivos para elogiar. Seria um óptimo sinal e como sportinguistas queremos é o sucesso do clube, que está acima de quem o dirige e representa. No passado, presente e futuro. Sporting sempre!

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02
Mar17

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A equipa B do Sporting Clube de Portugal, a par de outras, foi criada no final de 2011 e avançou para competição na época 2012/2013. Estávamos no mandato de Godinho Lopes. A matéria-prima de que foi dotada (Formação) permitiu que, não só “tenha andado” pelo topo da tabela da II Liga durante a maior parte da época, tenha ainda “salvo” a equipa principal de uma classificação ainda mais embaraçosa ao lhe fornecer jogadores no último terço do campeonato.

 

 Ao apresentar-se às eleições de 2013, Bruno Carvalho afirmava, e bem, que a equipa B era um projecto fundamental num clube formador como o Sporting Clube de Portugal. Para além do que se pode ler na imagem em cima, apresentava propostas no sentido de ter dois plantéis curtos que se complementariam. Ou seja, na equipa principal dois jogadores por posição e na equipa B idem. Ambas com a mesma táctica e as mesmas rotinas. Neste modelo teríamos uma equipa B 100% constituída por jogadores oriundos dos juniores, em que os “titulares teóricos” seriam sempre a terceira opção para cada posição do plantel principal. Por outro lado, jogadores que em algum momento tivessem défice de utilização na equipa principal, recuperando de uma lesão por exemplo, teriam a sua oportunidade de recuperar a melhor forma na equipa B. Uma ligação “umbilical” que certamente geraria sinergias importantes para o futebol do Sporting.

 

Tal como na dança a pares, quando existe a ligação “umbilical” é como se um só corpo se movesse na pista, mas quando assim não é o que se assiste é a pisadelas… Um plantel B com défice de gestão acaba por se tornar só mais um “peso”, com os custos inerentes a uma segunda estrutura, logística e equipa técnica.

 

Ao longo destes quatro anos de mandato, como em outras matérias, assistimos a uma prática distinta do anunciado. Aliás, basta consultar o site para se ficar com uma ideia da relevância atribuída…

 

Pela função que deveria ser o principal pilar de estabilidade – o treinador – passaram quatro nomes, Francisco Barão, Abel, João Deus e agora Luís Martins. De todos, o único que terá efectivamente CV em formação de jogadores é o último, que no entanto apenas assegura a função interinamente até final da corrente época. Interino é também uma expressão que define bem Francisco Barão, pois ocupou a função apenas em curtos períodos de transição. Não tendo a priori esse perfil académico, não obstante, Abel “deu boa conta do recado”. Por motivos que até hoje ninguém conseguiu compreender, o “prémio” por ter ficado a 3 pontos do primeiro lugar na época 2014/2015 foi o afastamento logo no arranque da época 2015/2016. Entra então em cena João Deus. Uma decisão incompreensível, pois tratava-se à data de um ex-preparador físico que, nos poucos clubes em que tinha sido treinador principal, nunca tinha obtido um rácio de vitórias superior a 50% e nunca tinha lançado um jovem. Protagoniza épocas absolutamente sofríveis e recebe o “tiro de misericórdia” em Fevereiro de 2017.

 

No que diz respeito aos jogadores, estranhamente a «ponte entre o futebol júnior e o futebol sénior» serviu, sem grande proveito para o Sporting, de “ponte entre a contratação mal planeada e a dispensa”. Para além dos jogadores provenientes das camadas jovens passaram pela equipa B vinte e seis jogadores contratados propositadamente para tal, dos quais dez a título de empréstimo, num custo global de 1M€. Para além dos “naturais” seniores de primeiro ano e dos “menos naturais” contratados em exclusivo para a equipa B, passaram ainda pela mesma os “contra-natura” jogadores contratados para a equipa principal mas cuja qualidade efectiva nem no banco desta lhe garantiam lugar. Um total de onze jogadores, dos quais três emprestados, que custaram ao Sporting próximo de 13M€.

 

Em resumo: trinta e sete jogadores que mais não fizeram do que onerar as contas do Sporting em 14M€ e dificultar a evolução/integração dos “naturais protagonistas” do conceito – jovens da Formação.

 

Consequência: neste momento a descida ao Campeonato de Portugal é um cenário muito mais provável do que a manutenção na II Liga. Jorge Jesus diz que irá salvar a equipa B com a cedência de alguns jogadores do plantel principal. A equipa B não precisa de ser salva, precisa de ser gerida!

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