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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

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Na passada sexta-feira, dia de “jackpot acumulado” em Portugal por ser feriado e recheado de sol, jogou-se ao final da tarde uma partida bem disputada entre os “verde e branco de Setúbal” e os “verde e branco de Portugal”.

 

Passados já três dias do jogo não me irei alongar muito no comentário de futebol propriamente dito.

 

Mais um bom ensaio para o derby, aproveitando Jorge Jesus para o derradeiro teste à condição física de Adrien Silva. Se nesse aspecto, aparentemente, está tudo bem, tendo até o capitão alinhado os 90 minutos, já na qualidade do futebol praticado nota-se estar ainda um bocadinho “perro”. Nada que a motivação de disputar um jogo contra o principal rival não resolva. É o que esperamos todos.

 

No resto dos jogadores elencados pelo treinador, registaram-se as saídas de Bryan Ruiz (para a já referida entrada de Adrien) e Podence (a ceder o lugar ao “dono” Gelson Martins). De resto mais nenhuma alteração. Há que elogiar esta continuidade neste momento da época, embora em uma ou outra posição se possa discutir a opção escolhida para essa continuidade.

 

Nota positiva para Bruno César, a mostrar mais uma vez que mais do que um jogo na mesma posição não pode fazer mal… E se a posição for a mais adequada às características do jogador… O mais provável é fazer bem.

 

Das opções desapareceu Francisco Geraldes. Deve ter sido castigo, e merecido! Afinal, quem o mandou jogar bem a semana passada frente ao Boavista?! O desplante do miúdo… Com toda a justiça alinhou pela Equipa B, estranhamente na posição que Jorge Jesus afirma que ele não tem características para actuar… Deve ter feito parte do castigo.

 

Na marcha do jogo esteve o Sporting a maior parte do tempo no comando das operações, nunca a comandar absolutamente mas sem grandes sobressaltos. Regista-se alguma sorte no primeiro golo marcado, pelo lance em si, e também no segundo golo pelo momento em que ocorreu. Nenhuma destas felicidades belisca a justiça da vitória Leonina.

 

Saindo finalmente do relvado, concentro-me agora no ambiente. Só tenho uma palavra: bravo!

 

Poderia pensar-se que o episódio ocorrido na Taça poderia prejudicar o ambiente deste jogo. Felizmente essa “suspeição” não passou disso mesmo. Assim deveria ser sempre o futebol.

 

Viajei para Setúbal com amigos, onde nos encontrámos com outros amigos que tinham aproveitado o dia de sol para um primeiro pisar dos grãos de areia nas magníficas praias da Arrábida. Para ponto de encontro da peregrinação, que teria obrigatoriamente de passar por uma esplanada, imperiais e choco frito, escolhemos local com o nome mais apropriado possível – o Leo do Choco Frito. Tudo bom: atendimento, qualidade, convívio entre amigos, entre adeptos de mesmo clube e entre adeptos de clube diferente.

 

No caminho até ao Estádio do Bonfim, no acesso ao interior do mesmo e já lá dentro a continuar o ambiente saudável de quem está ali para viver o futebol e apoiar o seu clube. De registar uma assistência bastante assinalável com todas as bancadas bem compostas, as duas centrais com mais adeptos do Vitória, a bancada sul completamente lotada com adeptos do Sporting e com uma diagonal preenchida de adeptos de ambos os clubes em saudável rivalidade.

 

Isto é o futebol! Ou pelo menos assim deveria ser sempre.

 

O futebol não é claques. O futebol não é cânticos insultuosos. O futebol não é comentadores e dirigentes. O futebol são as pessoas, as famílias, a divertirem-se e conviverem. O futebol é o apoio à nossa equipa, desejando e gritando a plenos pulmões que ela ganhe sempre! Mas com legitimidade e respeito por todos.

 

Estou a pedir muito?

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Aos 21 anos de idade, Francisco Geraldes é mais um jogador da melhor formação de Portugal e uma das melhores do Mundo, a despontar e que se encontra na antecâmara da equipa principal do Sporting.
Está no clube desde os 7 anos de idade, sendo sportinguista assumido e daqueles que sente claramente a camisola.

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Médio versátil, criativo, Francisco Geraldes destaca-se pela sua qualidade técnica, criatividade e inteligência que dá ao jogo.
Numa entrevista que concedeu em Dezembro de 2015 a Maria Gomes de Andrade, confessou que gosta de ouvir música clássica e ler livros autobiográficos ou policiais. Aliás, a leitura é uma das suas formas favoritas de ocupar os tempos livres, lendo inclusive no balneário. Não assume que isto o torne superior aos demais companheiros, antes reconhece a diferença que isso lhe confere, confessando também gostar de estar actualizado sobre as notícias de economia ou política e de ir ao cinema, exposições ou concertos, em detrimento dos videojogos.
Oriundo do bairro de Alvalade e tendo frequentado o Colégio Sagrado Coração de Maria, tentou conciliar sempre o futebol com os estudos de acordo com a educação que lhe foi dada pelos pais. Acabou por ingressar no curso de Gestão da Universidade Lusófona, embora os estudos tenham agora ficado em suspenso, devido às incompatibilidades a que a prática de futebol profissional obriga. 
 
O dia-a-dia de Geraldes, ainda enquanto estava na equipa B do Sporting, era rigoroso e metódico: «Treino, almoço e depois faço uma pequena sesta para repor energia. A seguir faço pilates ou trabalho complementar de ginásio”.
Provavelmente por influência dos pais, gosta de ouvir Led Zeppelin, Queen ou Ludovic Einaudi, que não fazem parte dos gostos mais habituais dos colegas da sua idade. Amigo e colega durante vários anos de jogadores como Gelson Martins, Mica Pinto e Podence, tem como referências Sá Pinto, pela garra que evidenciava e João Mário, que entretanto se transferiu para o Inter de Milão.

 

O seu sonho, que está prestes a ser cumprido, era jogar na equipa principal do Sporting, declarando então: « O meu maior sonho - e só de imaginar me arrepio - é jogar no Sporting e em Alvalade. Cresci a ir ao estádio e a ver o Sporting jogar, a ver o André Cruz a marcar livres diretos ou o Paíto a dar uma ‘cueca’ ao Luisão no Estádio da Luz (risos). Cresci e fiz-me ainda mais sportinguista com alguns desses momentos.” 

Injustamente preterido na convocatória para o Mundial sub-20 do verão de 2015, não desmoralizou e continuou a lutar para se impor ao mais alto nível

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Aos 18 anos, Geraldes que foi capitão nos escalões de formação do Sporting, ganhou o prémio Stromp Academia 2013, troféu entregue aos jovens jogadores exemplares.
 
No início da época 2016/2017 foi emprestado ao Moreirense, juntamente com Podence. Ganhando crescente protagonismo, foi um dos grandes responsáveis pelo brilharete da equipa de Moreira de Cónegos que chegou surpreendentemente à final da Taça da Liga, depois de eliminar o Porto e o Benfica e que acaba de a vencer, derrotando na final o Braga, com um golo de penalty a castigar falta sobre... Francisco Geraldes.

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Ainda há poucas semanas, quando colocado perante a possibilidade de voltar ao Sporting e poder alinhar na equipa principal do clube, declarava “Sei que sinto o clube da forma que só a formação consegue sentir e que é difícil de explicar. Ninguém sua a camisola como quem a veste desde sempre. Muitas vezes os jogos ganham-se pelo que sentimos pelo clube e pela vontade de vencer por ele. Eu sinto o Sporting.”

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Jogador ambidextro, embora dê preferência ao pé direito, relativamente ao seu posicionamento em campo, refere que tanto pode alinhar a “8” como a “10”, mas também pode ser solução descaído sobre as alas, podendo pois também assegurar o papel que foi atribuído a João Mário na época passada.
Privilegia a inteligência no jogo que define como o pensar mais `frente, a noção dos espaços, das posições da equipa e dos adversários. Rapidez de decisão é para Geraldes algo fundamental e para isso é necessário saber onde está cada um dos outros elementos do jogo e para onde será melhor endossar a bola.  Destaca o papel pedagógico de João Mário, que enquanto ex-companheiro na equipa B o ajudou sobre esses dois importantes vectores: controlo de bola e decisão.
As suas características e a possibilidade de poder jogar a 8 fazem com que seja encarado como o substituto natural de Adrien no meio-campo do Sporting. Apesar de reconhecer o valor inquestionável do campeão europeu, que reconhece como um dos melhores box-to-box do mundo, faz questão de sublinhar as diferenças entre ambos, não deixando de ser ambicioso e de dizer que poderá substituir o capitão do Sporting, que será melhor que ele em alguns aspetos, mas não em outros.
Depois de ter conquistado um triunfo histórico por uma equipa de verde e branco, que conquiste agora muitos outros pela equipa de verde e branco pela qual o seu coração torce e vibra desde sempre... e que finalmente tenha a oportunidade que Petrovic, Elias e outros já tiveram antes dele, sem acrescentar nada de relevante à equipa.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:58



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