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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

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Desde o desaire ocorrido no último jogo muito se tem falado e escrito sobre a relação actual de Bruno Carvalho e Jorge Jesus. Uma falsa questão, na minha opinião.

 

Antes de prosseguir deixo já claro que Jorge Jesus, do meu ponto de vista, não só nunca deveria ter sido treinador do Sporting Clube de Portugal como não tem, nem nunca teve, a qualidade exigível ao vencimento que aufere. Não quero com isto dizer que é um mau treinador, mas sim “estupidamente” bem pago.

 

Posto isto, «não adianta chorar sobre leite derramado». Jorge Jesus é treinador do Sporting e com contrato válido para mais do que a próxima época, um “pormenor” que parece ser esquecido por todas as pessoas que se têm pronunciado sobre o tema nos últimos dias. Existe uma relação de trabalho consubstanciada num contrato de trabalho a termo certo que – salvaguardadas as especificidades do mundo desportivo – é regido pela legislação laboral em vigor em Portugal. Se o Sporting quiser resolver o contrato tem de indemnizar o treinador no valor dos seus vencimentos até término do mesmo. Se o treinador quiser resolver o contrato, igual. Se ambos quiserem, por mútuo acordo, resolver o contrato terão de assinar isso mesmo – um acordo – onde poderão colocar cláusulas relacionadas com indemnização que substituirão as do contrato original. Apenas isto, como em qualquer relação de trabalho entre uma pessoa e uma organização.

 

Outro aspecto que, aparentemente, é ignorado por todos é que Jorge Jesus foi contratado para treinador da equipa de futebol. Como em qualquer contrato de trabalho, do mesmo deverão constar quais as responsabilidades, direitos e obrigações das duas partes. Sendo a função “treinador” e não “director” ou “presidente” (e muito menos “agente”…) não deverá estar estipulado no contrato que é ele que escolhe jogadores ou decide contratações, assim sendo não tem legitimidade para o exigir.

 

Nos dois parágrafos anteriores nunca utilizei o nome Bruno Carvalho. Por um motivo simples, Jorge Jesus tem contrato válido com o Sporting e não com o representante actual do Sporting. Não obstante, foi Bruno Carvalho quem o contratou com um vencimento absurdo para a realidade do futebol português, quem lhe renovou o contrato no final da época passada tornado o seu vencimento ainda mais absurdo, quem afirma e reafirma que é o seu treinador e o convidou para a sua “Comissão de Honra” no último acto eleitoral – tendo o mesmo aceite. Aliás, Jorge Jesus foi um elemento central nas eleições pois um dos candidatos “colou-se” inquestionavelmente à sua imagem e o outro afirmou categoricamente que o despediria, tendo sido apontada essa afirmação como o principal “tiro no pé” que lhe valeu um resultado pouco expressivo.

 

Finalizando, Jorge Jesus deve cumprir o contrato que assinou e cumprir as obrigações inerentes ao mesmo – treinar. Bruno Carvalho deve cumprir a função para a qual foi eleito – gerir – e nesse âmbito deveria garantir, não só que o treinador cumpre a função para a qual é principescamente pago, como a contratação de um director desportivo a sério que “desenhe” a estratégia de médio/longo prazo do futebol do Sporting dando ao treinador os melhores atletas de acordo com essa estratégia e com o orçamento.

 

Tal como no final da peça de Shakespeare, cuja imagem ilustra este texto, se um “morrer” o outro deve “morrer” também. Se Jesus sair, Bruno deve voltar a legitimar o seu mandato – demissão e eleições antecipadas.

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20
Abr17

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E eis que, “num abrir e fechar de olhos”, chegámos ao redondo número 100.

 

Antes de mais, gostaríamos de agradecer do fundo do nosso coração sportinguista a todos os leitores, todos! Aos que leram todos os 99 anteriores como aos que leram apenas 1, aos que concordam com o que lêem e aos que discordam. Não nos lançámos a este desafio para “palmadinhas nas costas” mas sim para incomodar e (tentar) fazer pensar. Para tudo o que é realmente importante na vida não existem soluções fáceis ou únicas, e, quando se trocam ideias todos saímos a ganhar.

 

Para assinalar um número “especial” impõe-se um tema especial. E, considerando o nome que escolhi para aqui assinar, é fácil perceber que o Iordanov é um “assunto” que me é mesmo muito caro!...

 

Porquê?

 

Há pessoas, atletas e não só, que ficam na História pelos números. Tomemos o exemplo Cristiano Ronaldo. Dentro de 200 anos que memória sua persistirá? Os campeonatos, as taças, as internacionalizações, os golos, as assistências, as Bolas de Ouro… Em resumo, a memória futura escreve-se com algarismos. Mas conseguirão os números contar a história do menino que deixou a família na Madeira e veio sozinho para Lisboa? Sente-se nos números o odor do suor que toda a sua carreira deixou nas camisolas de treino? Não.

 

Ivaylo Iordanov é mais um caso paradigmático da ditadura dos números. No Sporting Clube de Portugal venceu “apenas” 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça Cândido de Oliveira. Nunca foi quem teve mais assistências. Nunca foi o melhor marcador. Aliás, marcou sensivelmente os mesmos golos na sua carreira de Leão Rampante ao peito que o supramencionado Cristiano marca em “apenas” época e meia. Mas ainda hoje recordo com um sorriso escarno-condescendente o momento em que na final da Taça, frente ao Marítimo, pretendia assistir de cabeça Sá Pinto ao segundo poste e o cabeceamento saiu… para a baliza. Um dos 2 golos com que o Sporting resgatou o troféu, ambos marcados por ele. E eternamente recordarei, com sorriso comovido, o momento em que subiu à estátua do Marquês de Pombal para a ele confiar um cachecol do recém-Campeão. Ainda recentemente se mostrou disponível para repetir o gesto.

 

Nasceu a 22 de Abril de 1968 (sim, faz anos no sábado…). Chegou ao Sporting em 1991 pela mão de Sousa Cintra, era então treinador Marinho Peres, proveniente do Lokomotiv Gorna ao serviço do qual se tinha sagrado o melhor marcador na época anterior. Foi também 50 vezes internacional pela Bulgária, tendo sido um dos que ajudou ao honroso 4º lugar no Mundial de 1994.

 

No Sporting marcou 71 golos em 226 jogos oficiais. Ultrapassou a fasquia dos 10 golos em 3 épocas: logo na primeira, em 1994/95 e em 1998/99. Não se considere no entanto que fosse perdulário/ineficaz, pois é importante recordar que à data as equipas alinhavam normalmente com dupla atacante e, sendo Iordanov intrinsecamente um lutador, o habitual seria ele ganhar lances para outros converterem. Entre esses outros podemos mencionar Cadete, Juskowiak, Sá Pinto, Paulo Alves e Acosta. Dos que foram por si assinados, fica aqui uma pequena amostra:

 

 

Personifica na sua vida o ADN do Sporting: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Não por acaso foi um Grande Capitão, apenas o segundo de nacionalidade não portuguesa na História do Sporting. Algumas fotografias de ex-atletas do Clube, pelo que representam, deveriam ter lugar de destaque em Alcochete, sendo a sua uma das obrigatórias! Já venceu um cancro. Já recuperou de um gravíssimo acidente de viação. Luta desde 1997 contra a esclerose múltipla, sendo que após a mesma lhe ter sido diagnosticada teve como segunda reacção dizer ao médico que o ajudasse a ir ao Mundial de 1998 e a ser campeão pelo Sporting. Foi ao Mundial. Como se viu atrás, a época 1998/99 foi uma em que apontou mais golos. E, finalmente, na época seguinte concretizou o sonho!

 

Retirou-se como jogador em 2000/01. Chegou a integrar a estrutura de futebol do Sporting como treinador-adjunto da equipa B. Disse recentemente que, se um dia “o telefone voltar a tocar”, volta sem pensar duas vezes. Lamentavelmente apenas teve o seu jogo de homenagem em 2010, por questões absurdas que nem vale a pena referir. Os símbolos serão sempre mais importantes do que meia dúzia de patacos…

 

Já este ano, um jornalista brasileiro, que já o tinha entrevistado 18 anos antes, deslocou-se a Sofia para fazer um follow up da entrevista original. Levava-lhe, para além de perguntas, mensagens de apoio de ex-colegas brasileiros com quem tinha jogado no Sporting.

 

Ainda esta semana, na excelente rúbrica #Sporting160, foi entrevistado e deixo aqui através da Bancada de Leão o programa completo e as suas notas.

 

São estes Homens que nos devem servir de exemplo, no desporto e na vida! São estes Heróis que merecem, sempre, ser recordados. Não pelos números… Pelo “suor”!

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21
Fev17

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Estamos a chegar ao final de uma campanha que é um autêntico case study. Nunca na vida do Sporting se debateu tão pouco o futuro e o presente do Clube e da SAD em detrimento da vida e da personalidade dos candidatos.



Esta forma de fazer campanha é sintomática do estilo aplicado nos últimos anos. Desde 2011 que o Sporting se começou a fraturar internamente. O Sporting é hoje um clube altamente dividido, sem poder e completamente à deriva e à mercê de investidores desconhecidos e dos devaneios de um Presidente que assumidamente dividiu para reinar e construir uma carreira e claro uma carteira.



Mas vamos navegar pelos três universos que vão a votos. Presidente e equipa, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Leonino. Se para a presidência a luta começa a ganhar contornos de ser mais disputada que há semanas passadas, as candidaturas para a Mesa e para o Conselho Leonino podem ser uma grande surpresa.



Marta Soares é para uma grande maioria um dos piores Presidentes de sempre, a par com Eduardo Barroso. Ambos bailarinos e bipolares, navegam mediante interesses próprios e até obscuros como foi explicado por Daniel Sampaio numa entrevista que deu há uns anos.



Marta Soares não sabe nem quer saber. Tem uma atitude que roça até o nível saloio e não compreende os estatutos, que curiosamente, é o presidente do órgão que os deveria obrigar a cumprir. O exemplo dos Cadernos Eleitorais é mais um triste episódio num Sporting cheio de dramas e de cenas muito tristes nos últimos anos.



Este é um órgão de grande importância. A candidatura de Rui Morgado pela Lista de Pedro Madeira apresenta-se como uma grande e óbvia alternativa à incapacidade e desnorte de Marta Soares. Aqui a mudança é quase obrigatória.



No Conselho Leonino temos três listas a votos. De enaltecer a Lista que somente vai a votos para este Órgão Consultivo. Sportinguistas anónimos, gente de estádios e pavilhões, gente educada e presente, gente que teve a coragem e acima de tudo, cumprem com o seu dever e obrigação de se fazerem ouvir e de se apresentarem como alternativa. Na minha opinião vão ter um bom resultado, e verdade seja dita merecem.



Por outro lado a Lista da candidatura de Bruno de Carvalho é um filme de terror. O regresso dos “cancros” ao Sporting. Cancros foi o termo utilizado pelo próprio presidente para denegrir Ricciardi e outros antigos dirigentes que agora se apresentam e andam aos abraços por Alvalade. O que hoje é verdade amanhã é mentira, e verdade seja dita, esta lista ao Conselho Leonino é para rir, pois esta gente não merece uma lágrima que seja.


E claro, olhemos para os dois candidatos, Pedro Madeira e Bruno de Carvalho, dois jovens, e o Sporting precisa desta juventude. Bruno de Carvalho teve quatro anos para se adaptar, para aprender, para se enquadrar com a responsabilidade que é ser Presidente de um Clube como o Sporting Clube de Portugal. Mas tarda em perceber e comportar-se como tal. O Clube está fraturado, os adeptos combatem entre si, há ameaças, há processos, há um tom baixo e sem perfil institucional. O Sporting é hoje um Clube gerido ao balcão da taverna, onde tudo se resolve com ataques ao rival Benfica, que para nossa tristeza, vai a caminho de quatro títulos em quatro anos de mandato de Bruno Carvalho. Nas modalidades e no futebol o terror é o mesmo. Muito dinheiro aplicado, e poucos ou nenhuns títulos. O Pavilhão tem mérito de Bruno, mas não podemos esquecer todo o trabalho feito pelas anteriores Direções no processo de resolução de terrenos e licenças com a autarquia. Sem estes processos nada aconteceria. Mas Bruno construiu, está quase pronto, e todos queremos que seja uma casa que muitas alegrias nos ofereça.

 

Pedro Madeira é o challenger destas eleições. Avançou sozinho num momento em que o Sporting estava ainda a lutar para vencer praticamente todas as competições. Sozinho foi conquistando apoios, garantindo votos, tem hoje uma Lista composta por antigos dissidentes de Bruno de Carvalho e de gente que muito deu ao Sporting e ao desporto nas ultimas décadas. Esta é uma Lista que deve ser bem avaliada e bem ponderada. Não é um capricho, é efetivamente um conjunto de Sócios muito válidos e preparados para alterar o rumo do Sporting nos próximos anos.



Pedro Madeira tem vindo a subir na sua confiança e notoriedade entre os Sócios. A poucas horas do Debate, se Pedro Madeira se conseguir afirmar definitivamente perante a plateia Leonina, tudo pode acontecer no dia 4 de Março. Pedro Madeira tem ainda trunfos na manga, como os investidores, sponsors, treinador e diretor desportivo. Ao que se vai ouvindo todos estes nomes serão fortes, e tudo será provado e comprovado de forma efetiva sem show mediático mas sim no sentido de começarem a trabalhar logo no dia 5.



O episódio do despedimento de Jorge Jesus foi mais um ato de coragem do candidato. E uma grande maioria tem esse desejo. E acredito que não será difícil chegar a esse acordo. Jorge Jesus está intimamente ligado a muito do que se passou nos últimos dois anos no departamento de futebol. Esteve nos negócios, nas compras, nas vendas, e isso pode ser o ponto de partida para colocar o lugar à disposição. Jorge Jesus pode ter muitos defeitos mas continuo a acreditar que e um Homem de caráter, do Sporting e que tem todas as qualidades para dar o salto para outro campeonato. Jorge Jesus sairá pelo seu próprio pé, pois perderá a confiança da direção e claro, perderá a confiança de quem realmente tem e deve ter o poder, os Sócios e Adeptos.


O Sporting está numa fase critica. Não é de agora. Mas vivemos atualmente de uma fraqueza enorme para os nossos rivais. Bruno de Carvalho dividiu o Clube, criou um conflito interno para governar. Se Pedro Madeira conseguir aproveitar esta fraqueza sairá vencedor das eleições. Bruno está desgastado, desacreditado, refém de um treinador autista que renega de forma perentória o nosso ADN de clube formador. E claro, o aumento brutal de emissão de VMOC´s, processo tão criticado por Dias Ferreira no passado e que agora evita tocar ou explicar aos Sócios e Adeptos o problema que temos entre mãos. O Clube e a SAD estão no limbo, continuam na mão da banca e de investidores. Os empresários de jogadores não nos consideram, a Federação de Futebol, a Liga de Clubes e a APAF não nos respeitam.



Um Clube orgulhosamente só só pode ter um destino. Ir definhando e desfalecendo sozinho, jogo após jogo, decisão após decisão até ao tombo final, que muito nos irá custar. Reerguer este Clube é uma missão de todos os associados e adeptos, que comece já no dia 4 com um voto de consciência. Basta! O Sporting não é isto.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:27

20
Fev17

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A Comunicação de um clube assume importância relevante, não apenas na forma como se projecta a sua imagem em relação aos diferentes agentes desportivos, mas também em relação aos próprios adeptos do clube.

 

Cada vez mais, a forma como um clube se posiciona, a mensagem que emite, a forma como o faz, os momentos escolhidos e os assuntos que opta para abordar são decisivos. E falar demais e de forma errática, sem estratégia ou sem revelar inteligência, acaba por ser mais prejudicial do que benéfico aos interesses do clube. É que se a palavra é de prata, o silêncio é muitas vezes de ouro.

 

Em primeiro lugar, a Comunicação deve dar informações úteis aos associados, enaltecer os feitos e conquistas do Clube e só depois dar resposta, mas de forma selectiva e inteligente, a ataques, venham eles de clubes rivais ou de outros agentes.

 

Além disso, é errado pensar-se que a Comunicação se resume a uns posts no Facebook ou a uns comunicados. Há todo um trabalho (muitas vezes não visível, mas essencial) que deve ser realizado, no relacionamento com os media e que permite a um clube defender os seus interesses. Não se pode andar a dizer cobras e lagartos de um Record por exemplo e no dia seguinte conceder-lhe uma entrevista exclusiva ou dar-se-lhe uma “caixa”. Este tipo de coisas acaba por criar confusão e perplexidade nos adeptos.

 

Os media têm sido muitas vezes desfavoráveis ao Sporting. Interessa reflectir sobre as razões desta postura. Claro que podemos dizer que o Benfica tem uma máquina muito mais oleada, que há jornais como A Bola que fazem títulos constantes sobre esse clube, a tentar valorizar os seus jogadores e a tentar defender ao máximo os seus interesses, etc, etc. Tudo isto é verdade. Mas não deixa de ser também válido que a Comunicação do Sporting tem sido, em todo este mandato, um constante metralhar de tiros nos pés.

 

Não é coincidência o Sporting já contar com 4 Directores de Comunicação… tal como também não é um acaso, a Comunicação ser apontada pela grande maioria do universo leonino como um exemplo de algo que em vez de ajudar o clube nos seus objectivos, apenas contribui para nos prejudicar e muitas vezes envergonhar.

 

Vejamos a cronologia dos factos ao longo deste mandato… em primeiro lugar a Comunicação fica entregue a José Quintela e Bruno Roseiro. Tendo sido entendido que era necessário dotar este departamento de mais combatividade, know-how e eficácia, decide-se em 17/02/2015, contratar João Morgado Fernandes que tinha colaborado com José Sócrates, apesar de ter no seu histórico uma frase a gozar com o Sporting (“Sportem” como ele chamou ao clube nessa altura). Na mesma altura e hierarquicamente acima dele, entra para o clube Luís Bernardo da WL Partners, também benfiquista assumido, mas com competência e profissionalismo reconhecidos na área. Apenas 3 meses depois, entra novo director de Comunicação no clube, mais concretamente Mário Carneiro, que se mantém no clube até ser substituído por Nuno Saraiva (este sportinguista) a 3/05/2016, que é o actual Director de Comunicação, também por indicação de Luís Bernardo, que entretanto deixa o clube e passa a ser Director de Comunicação do … Benfica. Durante este período do consulado de Mário Carneiro, Bruno de Carvalho é responsável por dezenas de posts no Facebook, por vezes mais que um por dia, na sua maioria a falar do rival da Segunda Circular ou de pessoas afectas a esse clube. Aliás torna-se evidente o cansaço causado nos sportinguistas por este tipo de mensagem, que acaba por ser desvalorizada mesmo quando tem pertinência, pelo histórico e pela falta de sensatez na forma como é produzida, desgaste esse que afecta o próprio presidente do clube, muitas vezes a dar troco a comentadores e paineleiros do clube rival. Por esse motivo, muitos sportinguistas viram com alguma curiosidade a entrada do novo Director de Comunicação.

 

Pois, passados nove meses desde que tomou posse, podemos dizer que Nuno Saraiva representa uma tremenda frustração. Mais de metade dos seus posts são para falar do Benfica, das suas finanças, do que dizem os seus comentadores e paineleiros, de jogadores, etc, etc.

 

Neste fim de semana, e quando o tema mais marcante era a escandalosa arbitragem de Luís Ferreira no Dragão, com um penalty inventado e uma expulsão ridícula, tudo erros em favor do Porto, no jogo com o Tondela, Nuno Saraiva fez ontem mais um post, não a falar deste assunto, mas de … Rui Vitória. Obviamente que não está em causa que é preciso uma tremenda cara de pau, como revelou o treinador do Benfica – o tal que nunca fala de árbitros – ao vir dizer que “não brinquem comigo” a propósito da arbitragem do jogo do Porto. Tem de facto uma grande moral para o fazer… mas a Comunicação do Sporting escolher apenas a reacção de Rui Vitória e esquecer a arbitragem escandalosa do jogo do Dragão é mais um exemplo da tremenda obsessão que os responsáveis do clube têm pelo Benfica.

 

Mas será que a culpa é apenas de Nuno Saraiva? Antes o fosse, embora não esteja obviamente inocente. A verdade porém é que antes de Nuno Saraiva a mensagem era exactamente a mesma, só que o emissor era o próprio presidente do clube. Portanto, o problema não se resume substituindo o “boneco” de ocasião (neste caso Nuno Saraiva). É o ventríloquo que tem de deixar de ter esta obsessão e ser muito mais selectivo e eficaz na mensagem que veicula ou pede para que seja emitida. De outra forma, apenas contribui para a ridicularização do nosso Clube e para que ninguém nos leve a sério quando queremos ser contundentes ou atingir um alvo específico. Um verdadeiro case-study de incompetência e de falta de eficácia…

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07
Fev17

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Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, o Sporting vai para quase quinze anos sem vencer um campeonato, com poucos títulos internos nestes anos passados, com eternos problemas internos de liderança, com problemas financeiros, com erros graves de gestão, com tantas asneiras que se abriu a possibilidade a um ilustre desconhecido tomar o poder.

Bruno de Carvalho está no seu quarto ano de mandato. E tudo continua na mesma, ou numa visão financeira, pior. Estamos mais dependentes de terceiros, temos menos percentagem da nossa SAD, o nosso passivo aumenta a olhos vistos, o investimento é cada vez maior e o retorno, seja ele em vendas seja em títulos é praticamente nulo.

Ora, não é necessário tirar um curso de gestão ou um MBA para entender que de onde se tira e não se coloca, algum dia irá faltar, e não existirá onde ir buscar para tapar o buraco.

Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, a menos de um mês das eleições no Sporting, dois candidatos pouco esclarecem e nada apresentam de soluções.

Não há uma única proposta de rutura. E no caso da Candidatura de Bruno de Carvalho, é ainda mais assustador assistir ao regresso de figuras do passado recente tão violentamente criticados pelo atual Presidente. Eram “estes” o “cancro” do Sporting. Pois bem, como é hábito, as metástases espalham-se e dificilmente conseguem ser eliminadas. E neste caso até se abraçam com a “cura”, apesar de o problema continuar bem visível e a alastrar abruptamente por todo o universo Sporting.

Ora avaliando o estado do Clube, olhando para os péssimos resultados desportivos, para os miseráveis resultados financeiros, para o estado da nossa Formação, para o tom e a forma como Bruno de Carvalho lidera, a questão que se coloca é: Porque desistiu Mário Patrício? Porque não avançou já Benedito? Ganhariam estas eleições, e não sou eu que o digo, é a bancada leonina que não quer Bruno de Carvalho.

Quando olhamos para a Comissão de Honra de Bruno de Carvalho, e conhecendo nós os apoiantes dos Candidatos a Candidatos que nunca o foram e desistiram, começo a ter a certeza que há uma estratégia na sombra, ou melhor, e ao estilo Hollywood, uma golpada.

Ora vejamos, Ricciardi está sempre com quem está no poder. Hoje gosta do Bruno, amanhã tratará de o dizimar. Isso é uma certeza como a fome. Pedro Baltazar quer o poder, Froes quer o poder, Mário Patrício quer o poder, Godinho quer a sua “vendetta”, entre tantos outros ilustres, onde se poderá encontrar Alvaro Sobrinho e Mosquito, grandes “amigos” dos cofres verdes e brancos.

Bruno de Carvalho está a ser dizimado por dentro. A esta equipa apresentada falta somente Carlos Barbosa e Nobre Guedes para se afirmar o passado recente que Bruno prometeu “limpar”. Pois bem, que maior afirmação de fracasso que se ver obrigado a “readmitir” toda esta gente? E que maior afirmação de liderança marioneta que tudo isto?

Bruno não será vencido na urna, cairá sozinho, em desgraça, acabando com um falso mito. E merece cair assim. Um vendedor de banha da cobra que engana, processa, insulta os Sócios que lhe pagam o ordenado e lhe permitem viajar e passear em família e com namoradas por este mundo fora.

Bruno auto-injetou-se com o vírus. A cura não existe. Querem destruí-lo. Mas quem deixou a ferida exposta foi o próprio Bruno. E não se preocupou nunca em cura-la, mas sim em alastrar o fosso e a promover uma divisão e uma guerrilha que nunca poderia ganhar.

Bruno é um pobre diabo. Sem credibilidade perante a banca, sem credibilidade perante as empresas, sem voz nem poder em lado algum. E na sua ignorância e redução à realidade, não é de espantar preferir o banco à bancada presidencial. Pois no banco junto ao relvado está ao seu nível, na cadeira dos negócios é um pobre rapaz, sem propósitos e sem capacidade de envolvimento e visão.

Bruno acabou. Tem os dias contados. E uma vez mais, quem pagará tudo isto é o Sporting.

Mantenham-se atentos, pois o golpe está em marcha, e a perda da SAD é cada vez mais uma realidade.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:51

26
Jan17

Os Miseráveis

por Krpan

O Sporting de Bruno Carvalho foi uma lufada de ar fresco para muitos. Prometeu o que não podia e o que nunca poderia vir a colocar em prática.

O esfomeado, o fanático, acredita em tudo e tudo faz por um prato de sopa. E nada mais do que sopa foi oferecido a um conjunto de Sócios e Adeptos, que felizmente, nos últimos tempos têm vindo a acordar para a realidade.

 

Desde 2011 e com mais incidência no primeiro ano de mandato em 2013, que o Sporting na sua comunicação tomou um caminho cego e pleno de fantasia.

 

Abdicou completamente de cumprir com os seus valores e colocou a dignidade no fundo das suas prioridades

Processos a Sócios;
Expressões feitas em publico pelo Presidente Bruno de Carvalho como: Ratos, Híbridos, Miseráveis, Croquetes, Lambuças, Lampiões, e claro, as famosas afirmações como “Há que os expurgar” ou “gente dessa não faz falta ao Sporting”.

Sabemos todos que a democracia tem os seus defeitos, mas todos sabemos que para muitos é o melhor que há. Mas sobre isso não nos vamos debruçar, até porque o que está aqui em causa é avaliar o método e a estratégia da comunicação do Sporting nos últimos anos.

Vários foram os diretores de comunicação, João Morgado Fernandes, Mario Carneiro, Luis Bernardo e agora Nuno Saraiva, como é lógico, a culpa foi de todos os que passaram e nunca dos que sempre estiveram e ainda continuam.

 

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Esteve também numa fase Bruno Roseiro, foi o obreiro da obra “Presidente sem medo”, ainda antes de travar qualquer batalha de Leão ao Peito. Bruno Roseiro foi corrido, chutado nas guerras internas, bem como toda uma equipa de miúdos que com ele estava, onde se inclui Diogo Bernardo, o gestor tão adorado das nossas redes sociais.

 

 

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Os tempos foram de guerra interna, como agora, Diogo Bernardo saiu, escreveu então à data o seguinte: "Orgulhoso do que fiz. Aliviado por não fazer parte do que não queria fazer". Chegou depois em jeito de arraial um portento da Malásia e um sem abrigo do Brasil, estilos de populismo raso. Roseiro pensava que teria uma “saída dourada”, está encostado a um inexistente e pouco elogioso serviço de assessoria.


Mas quem é que sempre esteve em cena? Quem nunca saiu do poleiro? Quem já tem empresas e outros negócios graças ao Sporting? Pois é, um conjunto de miúdos que hoje já querem fazer a obra do Mural dos Sócios no nosso Pavilhão ou que se julgam os novos Jorge Mendes lá do prédio, negociando grandes atletas, como se diz à boca cheia o Spalvis ou outros flopes que por aí andam a deambular, que poderão encontrar nas obras de acabamento do pavilhão o seu futuro.

Estes miúdos têm todo o direito de defender o seu dono. Foi ele que lhes abriu a porta. Foi ele que das suas empresas e fundações lhes abriu a porta a um futuro melhor. De Ferrões a Batistas, tudo vive à conta do Sporting. Uns na gestão do Estádio, outros com espaço mediático no Canal do Clube e na Gestão da Academia. Outros há que não passam de papagaios que se vendem por um bilhete e vendem a sua dignidade por um petisco.

Os que apresentamos aqui são somente alguns, o topo da pirâmide da família de jovens que andam a difamar, devassar, acusar, ameaçar, irmãos de sangue verde e branco, só e somente só porque têm uma opinião contrária e diferente.


Tudo com a conivência de uma Direção e claro de um João Duarte que tudo faz para que a sua empresa continue de pedra e cal a controlar o Jornal Sporting, o Canal Sporting (há que pagar ordenados), e a criatividade e gestão de redes sociais. João Duarte ou é muito inocente ou é o principal culpado. Rapaz que está a fazer a campanha para a candidatura de Bruno Carvalho e que escreve no Jornal do Clube. Vale tudo!!!

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O tempo de os apresentar é este. Há muito que são conhecidos por quem navega e perde algum tempo nas redes sociais. O mais grave é que se desdobram em perfis falsos, evangelizam, mentem, e acima de tudo, deturpam os valores do Clube e seguem uma agenda miserável e podre, com o consentimento do Presidente e dos principais decisores das estratégias de comunicação.

O Cigano de Alvalade, o Sporting Fans, o Rugir 1906, o Blog Mister do Café, são alguns dos exemplos dos espaços que os avençados construíram e dominam a seu belo prazer para acusar.

De antigos dirigentes, a sócios, a membros de claque e agora mais recentemente a antigos atletas, capitães e campeões com o nosso manto vestido durante toda uma carreira.

 

O que fizeram recentemente a Beto, grande Capitão do nosso Sporting é sintomático que não há limites para esta gente. O que fizeram a Socios, Membros de Claque, Funcionários, com muitos anos de bancada e de Sporting como "Truk", "Agostinho", "Juvenal", "Alexandre", "Catarina", "Xana Antunes", "Família Frazão", "Pedro Rosado", "Bernardo Sousa", "Rico Winchester", "Cláudio Lourinho", "João Zagalo", "Nuno Manaia", "Kiosk", "Ricardo Morais", "João Tobias", "César Oliveira", "Miguel Graciano", "Paulo Alvalade", os membros do Camarote Leonino, Dia do Clube, Norte de Alvalade, mais recentemente Severino e o único candidato Pedro Madeira, entre tantos mas tantos outros, é miserável e angustiante. Este é o tom do Sporting de agora, em reuniões, no nosso Canal de Televisão, no relvado, nos pavilhões.

 


Não peço muito, somente que todos compreendam o que se faz e porque se faz. E que parem de uma vez por todas de acusar e mentir sobre Sócios, Dirigentes e Atletas. Afinal, São estes e sempre serão estes o Sporting.

Pois vocês vão passar e nunca mais vão voltar!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:01

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Fazendo uma “viagem” retrospectiva, confrontamo-nos necessariamente com uma mudança de paradigma naquele que é, simultaneamente, o melhor e pior modelo de organização civilizacional – a Democracia.

 

Em tempos idos, e ainda que a Democracia dispense o culto pessoal, podíamos “olhar para cima” com genuína admiração.

 

Nuns casos para os (futuros) Líderes que se bateram, por vezes com enorme sacrifício pessoal, para que as pessoas tivessem a possibilidade de escolher aqueles mais aptos e com maiores competências para “navegar o barco” – primus inter pares. São disso exemplos internos Mário Soares e Álvaro Cunhal. Gostando mais ou menos de cada um deles (não é essa a questão), mas, unanimemente, todos lhes agradecem o facto de hoje poderem até, eventualmente, falar mal deles.

 

Noutros casos para os que já ascenderam a lugares de liderança com regimes democráticos implantados, mas que mesmo assim acalentaram o sonho de os tornar cada vez melhores, mais justos, tendo como meta o eterno desenvolvimento global. Podemos recordar Kurt Waldheim que foi secretário-geral da ONU na década de 70 do século XX, período em que a organização pugnava efectivamente pelo sonho de paz mundial. Podemos recordar Jacques Delors, presidente da Comissão Europeia à data da adesão de Portugal, que verdadeiramente acreditava num projecto europeu inclusivo e de desenvolvimento social e económico para todos. Na realidade política, podemos recordar mais recentemente Barack Obama. Na realidade desportiva, podemos (e devemos!) recordar João Rocha.

 

O que mudou? Porque mudou?

 

Hoje… Hoje é com imensa dificuldade que “olhamos para cima”. Pior!, hoje é com alguma dificuldade que “olhamos” sequer “para o lado”. A mudança de paradigma, numa frase, é esta: passámos de poder eleger os melhores para nos resignarmos aos menos maus.

 

Vejam-se as recentes eleições nos Estados Unidos da América, país que para além do referido Obama já teve também Lincoln e Kennedy. Estas eleições claramente não foram a escolha do melhor, muito por culpa de esse melhor nem estar no boletim de voto. Os norte-americanos viram-se confrontados, não com a escolha do primus inter pares, mas com a exclusão de partes. Ou seja, voto em A porque odeio B, e vice-versa – a escolha do menos mau.

 

Vejam-se agora as actuais eleições do Sporting Clube de Portugal. Assistimos, com grande consternação, à ausência dos melhores na corrida eleitoral. Até à data, com as candidaturas em cima da mesa, temos tal como os norte-americanos a escolha entre o mau e o medíocre. De um lado o líder actual, do outro o aspirante.

 

De um lado a “pseudo-réplica” de Pinto da Costa e Vieira, mas que tarda em perceber que os métodos e estratégias utilizadas pelos presidentes rivais nos seus inícios dos respectivos mandatos poderão (claro!) estar ultrapassadas em 2017… Mais que não seja, porque um começou na década de 70 e o outro na de 90, e o Mundo mudou um bocado desde então. O Mundo sim, o Sporting não.

 

Do outro, alguém que está prestes a ter de utilizar muletas para se deslocar, tal a quantidade de tiros no pé que já deu. Entre os tiros, os tropeções e os tiros nos cotos (tiro em dedo previamente atingido), aquele que era visto com alguma esperança pelos que não se resignam ao descrito no parágrafo anterior esfuma-se no pó da desilusão e em breve no pó do esquecimento.

 

Queremos mais! Queremos melhor!! Merecemos melhor!!!

 

Merecemos…?

 

Será que os norte-americanos merecem melhor que Trump? Com a total ausência de debate de propostas na campanha, por detrimento de ataques pessoais, muito consequência do facto de as pessoas genuinamente não as quererem ouvir, com uma taxa de abstenção na casa dos 50% com especial predominância entre as mulheres (que o mesmo desrespeitou imensamente) é justo dizer que “se deitaram na cama que fizeram”.

 

Será que os portugueses merecem melhor? Com as sucessivas abstenções que se vão verificando nas sucessivas eleições, os mencionados Soares, Cunhal e Salgueiro Maia devem dar voltas e voltas nos seus repousos eternos.

 

Será que os sportinguistas merecem melhor? Aqueles que estão prontos a idolatrar alguém que se limita a imitar aqueles que antes criticávamos e que “no Sporting nunca!”.

 

Fazem falta Líderes, mas essencialmente fazem falta pessoas inteligentes que analisem, façam questões e sejam exigentes. Se as massas são compostas de “menos maus”, como podemos aspirar a que delas emerjam Líderes…?

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“Um cheque e uma vassoura”.
“Ou Eu ou o caos”.
“Não fosse eu e já não havia Sporting”
“Sou o único capaz de salvar o Sporting”

 

Tantos têm sido os chavões utilizados nos últimos anos para alimentar a esperança e para que certas personagens assumam a imagem de salvador, o mito do sebastianismo para devolver o Sporting aos merecidos e urgentes títulos e sucessos europeus, não só no futebol mas em todas as suas modalidades. E na realidade, nunca o conseguiram, mentiram, não cumpriram, e estamos hoje como sempre temos estado, a lutar por um lugar que garanta entrada direta para a Champions, a ver os rivais vencer nas modalidades e a desprezar de forma contínua a formação.


Estes últimos dias foram intensos para muitos Sócios. A campanha de Pedro Madeira Rodrigues continua a viver num silêncio ensurdecedor, sem dinâmica, sem caras que defendam e apoiem o candidato. Tudo vai acontecendo dentro uma normalidade que é pouco eficaz. E se é pouco eficaz, o retorno não será simpático.

Sobre Bruno de Carvalho, a sua campanha é um copy paste do habitual, vazio total de ideias inovadoras e fraturantes, um conjunto de lugares comuns e de populismo assumido de caça ao voto aos mais afastados e distraídos com o real estado do Sporting.


Mário Patrício construiu nos últimos dias uma bagagem de esperança. O seu nome gerou enormes expetativas. A esperança na união entre este candidato e Pedro Madeira Rodrigues era imperativo para não continuar a adiar o Sporting. Com a sua desistência, perderam as duas candidaturas, corre-se o risco de adiar o Clube mais anos e acima de tudo, deu-se um passo em frente no que poderá ser uma infeliz certeza, que será perder a maioria da SAD. Na falta de soluções, de união, de equipas, o “ou Eu ou o caos” será utilizado novamente e muito em breve, e no contexto de entregar o Sporting a um dono, que como todos sabemos está na Comissão de Honra do atual Presidente, de seu nome José Maria Ricciardi. Essa é a sua missão, essa é a sua vontade, e muito tem feito Bruno de Carvalho para este triste cenário se torne realidade a muito curto prazo.


Ontem e hoje foram dias duros para o Sporting. O constatar que o futuro poderá não acontecer e ficar no mesmo marasmo despesista e sem critério dos últimos anos.


É importante para Pedro Madeira Rodrigues, e acima de tudo para o Sporting, que surja uma nova candidatura. A saída de Rogério Alves do programa Dia Seguinte na SIC imediatamente levantou o boato de uma possível candidatura. Na minha opinião tenho sérias dúvidas desta possibilidade. Mas avaliando e ouvindo muitos Sócios, seria uma candidatura ainda mais consensual que Mário Patrício ou Pedro Madeira. Rogério Alves teria de facto todas as hipóteses de vencer já no próximo dia 4. Sem muito trabalho, sem muito foguetório ou promessas vazias, ao exemplo de Marcelo presidente da República, Rogério Alves tem toda uma imagem cuidada, defendida, reconhecida e amplamente venerada por uma larga margem de Sócios e Adeptos. Acima de tudo, é um Homem educado, que sabe e conhece o Sporting, que com Madeira Rodrigues, que partilha das mesmas virtudes, poderiam acabar de vez com o mito Bruno de Carvalho, um homem que promete o branco, apresenta o vermelho, e defende que foi o branco que sempre apresentou com o vermelho na mão para gáudio de uma plateia de invisuais seguidores.

O tempo passa, o Sporting perde. É preciso um sinal de esperança, os Sócios não querem este rumo para o Clube. O Sporting está de rastos, não quer nem precisa de um salvador, necessita ser debatido e defendido com a grandeza de um Clube centenário e não por gente que “invade” estúdios de televisão via telefone ou em comunicados horrendos e sem nível nas redes sociais.

Estes próximos dias serão importantes para definir a opção de voto. Pedro Madeira tem que ganhar mais espaço mediático. Tem que se rodear de apoios fortes, de vozes que o sustentem e que compreendam o seu programa. Que o defendam. Pedro Madeira tem sido muito corajoso. Sozinho tem dado a cara e o corpo ao manifesto. Sem “paineleiros” plantados nos programas de televisão ou jornalistas alinhados na imprensa, vai trilhando o seu caminho e ganhando votos.

Bruno não tem novidade nem sabe mais. É isto! Pouco mais há a dizer sobre um arruaceiro ou uma criatura mal educada. As palavras valem o que valem, e neste caso valem muito, infelizmente.

Se outro nome surgir na corrida, que surja fundamentado e forte, que não seja mais um infeliz episódio de angariação de mediatismo individual e de promoção de amigos e negócios. O Sporting não merece este triste drama.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:02

23
Jan17

Da Reactividade Necessária

por Pastelão Tecnicista

Como acontece em qualquer momento eleitoral, muitas propostas concorrentes surgem em antítese à praxis em vigor e reflectem uma reacção ao establishment, a despeito da inegável originalidade propositiva que com a reacção deve coabitar. É essa, de resto, a própria essência de qualquer processo democrático, a convivência (salutar) de diversas sensibilidades para com uma instituição que, no caso vertente, se deseja desportivamente vencedora, financeiramente pujante e axiologicamente comprometida com os seus desígnios fundacionais. Relembro o mote de José de Alvalade e os 10 Mandamentos do Sportinguista, de Salazar Carreira que, desde sempre, serviram de mote à conduta desportiva e institucional do Clube e que sempre nos distinguiram como adeptos e sócios diferentes.

 

Serve este excurso como intróito à dissecação do ponto “Liderança e Valores” do programa de candidatura de Pedro Madeira Rodrigues (PMR), área na qual se reafirma a vontade de estar “Sempre na Frente”, como aliás no Futebol de Formação (depauperado e traído na sua essência formativa nos últimos 4 anos), nas Modalidades (onde o imediatismo eleitoralista camufla uma factura que se avizinha financeira e desportivamente penosa, com a excepção honrosa do futsal), no futebol (onde, e para grande pena minha, fã confesso de Jorge Jesus, os resultados da presente temporada se equiparam apenas parcialmente aos anos de Paulo Bento, treinador que nunca apreciei), bem como noutros campos que por agora não explorarei.

 

Parte da reactividade com que iniciei o texto reflecte-se, desde logo, no facto de PMR ter colocado em destacado primeiro lugar o vector de que nos ocupamos aqui, na ordenação da lista do seu programa que, diga-se de passagem, se espera ser aprofundado por documentação adicional e pelos próprios esclarecimentos públicos do candidato. Todos os 8 pontos constante da rubrica “Liderança e Valores” são uma reacção a uma miríade de aspectos que motivaram algumas das críticas mais incisivas à Direcção de Bruno de Carvalho (BdC), uma amálgama de resposta a práticas lesivas da imagem institucional do Sporting, como o sejam i) a hostilização dos sócios contrários à actual Direcção, ii) a comunicação institucional, o sicofantismo (em detrimento da meritocracia constantes do anterior e do actual programas de BdC), a conduta institucional tout court e, claro, a honorabilidade do Presidente, aspecto central na alienação progressiva dos Sportinguistas em relação a esta Direcção (posto que não em relação ao Clube).

 

De outro modo não se explica a proposta de trazer para o clube “sportinguistas com provas dadas”, por oposição aos que hoje parecem controlar o Clube, como se de um feudo pessoal se tratasse (algo que BdC prometeu erradicar, mas continuou a perpetuar), insultando os “não-alinhados” e demonstrando, consecutivamente, um enorme amadorismo na condução de matérias vitais à expansão da Marca e ao prestígio do Clube. Relembro, na esteira de um texto de Drake, no polémico Camarote Leonino, da presença de Vitorino Bastos e Vítor Damas na estrutura de futebol do Sporting, em 2000, aquando do nosso penúltimo campeonato; duas figuras tutelares do Sportinguismo que os jogadores respeitavam: que tem, portanto, André Geraldes a ensinar-nos neste aspecto se se confirmar a sua elevação a Director Desportivo sob Bruno de Carvalho?

 

De outro modo não se explica o “respeito pelos compromissos assumidos”. O caso Doyen, recordam-se? Aquele que parece que nos irá custar uma penhora imobiliária vergonhosa, uma vez que aparentemente não pagamos voluntariamente o que fomos condenados a pagar? Não que não tivesse pessoalmente simpatizado com a iluminação institucional de entidades tão opacas como os fundos; mas creio não ser necessária a presença de um político sagaz para ter antecipado o desfecho deste caso.

 

De outro modo não se explica “a colocação do Sporting no centro da agenda comunicacional”. O inenarravelmente inútil Nuno Saraiva, recordam-se? As suas “bicadas” anedóticas ao nosso rival Benfica? O facto de ser um factótum de BdC com o suposto objectivo de não sobrecarregar a imagem já de si descredibilizada de um Presidente que, a dada altura do seu mandato, achou por bem apelidar os nossos rivais de “nádegas” … O Director de Comunicação que diz assim, para o Presidente dizer assado nas entrevistas prestimosamente concedidas ao Grupo Cofina, ex-encarnação do Diabo na Terra? Como é que se pode incluir seriamente num programa o cliché estafado da “Comunicação a uma só voz”?

 

De outro modo não se explica o “respeito pela pluralidade de sensibilidades” dos associados por oposição aos processos a sócios com vários anos de militância que discordavam (como é seu direito inalienável e constitucionalmente consagrado) da estratégia de um brunismo messiânico que se insinuou no Clube (voltarei a este aspecto mais tarde).

 

De outro modo não se explica a apresentação de um organograma funcional, aspecto importante na clarificação das atribuições profissionais de cada funcionário do Sporting, fundamental numa época onde se permitiu ao treinador da equipa principal de futebol ser simultaneamente manager e scouter.

 

Finalmente, de outro modo não se explica a apresentação da declaração de rendimentos do Presidente no início e no fim dos mandatos. Parece-me uma clara reacção ao inacreditável pagamento de retroactivos ao actual Presidente após a aprovação de duplicação do seu vencimento, adequadamente aprovado em AG pelos sócios… Em teoria, parece-me uma medida que permitirá destrinçar quem serviu o Sporting e quem se serviu do Sporting.

 

Dito isto, por defeito profissional, não embarco no discurso de que os portugueses, sendo miserabilistas, são mais susceptíveis a derivas utópicas, soteriológicas e sebastiânicas, pessoalizadas na figura nietzscheana de um Übermensch. A história do século passado e a conjuntura política mundial actual (trumpismo, lepenismo, orbanismo, etc) desautorizam-me esta leitura. Agrada-me sinceramente que no meu Querido Clube as eleições não sejam meros plebiscitos, como sucede nos rivais. Entristece-me que a inutilização do espírito crítico patente numa larga franja de consócios os impeça de votar em consciência, impedindo-os de perceber a transitoriedade dos mandatados e a eternidade da Instituição.

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SPORTING SEMPRE

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:06

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Ontem Pedro Madeira apresentou os traços gerais do seu programa e equipa, e no mesmo dia, Bruno de Carvalho lançou 111 medidas para mais quatro anos.

Das 111 medidas, podemos começar por aferir as dezenas que já faziam parte dos últimos dois processos eleitorais e que nunca foram postas em prática, agora novamente repetidas e outras tantas que são de uma componente hilariante e completamente desajustada da dimensão e contexto do domínio desportivo ou do âmbito de atuação do Clube ou da SAD. Mas de Bruno  Carvalho não há surpresas, mais do mesmo, e o mesmo é zero!

Têm saído também ecos de vários jogadores dispensados, na sua maioria contratações feitas esta época, e claro, a perda de poderes de Jorge Jesus, ficando Bruno de Carvalho com mais intervenção na área do futebol. Ou seja, a culpa, uma vez mais não foi do Presidente, e terá assim toda a legitimidade de entrar em balneários e voltar a trazer a sua família e amigos para os treinos e para as deslocações da equipa fora de Lisboa. Agora na Madeira a comitiva leonina tem quase cinquenta (50) quartos alugados numa unidade hoteleira, coisa pouca!!

 

Sobre Pedro Madeira Rodrigues, uma lufada de ar fresco, e uma mostra de vitalidade leonina ontem no Auditório Artur Agostinho em Alvalade.

Muita gente, gente de todas as idades, e gente que partilha uma vontade louca de mudança.

Pedro Madeira apresentou sumidamente algumas linhas programáticas, que carecem de explicação e de maior aprofundamento nos próximos dias. A sua mensagem deve e tem obrigatoriamente que ser mais e melhor trabalhada.

Durante o dia foi também mencionada a hipótese Mario Patrício, que Futre tratou de queimar nas suas intervenções, dando a entender que teria o apoio de Jorge Mendes e da Doyen.

Nem Futre ficou bem na fotografia, nem Mario Patrício precisava desta ajuda.

Sobre Mário Patrício, se a candidatura se efetivar, ganha o Sporting.

São necessários mais candidatos com o objetivo comum de mudança, que tenham uma equipa capaz, gente nova, conhecedora e que altere de vez o paradigma instalado no Sporting.

A Mário Patrício e Pedro Madeira Rodrigues, deixo somente um apelo. Que coloquem os interesses do Sporting em primeiro lugar. Uma só candidatura deverá avançar para acabar com o pesadelo Carvalhista.

Que surjam candidatos, que surjam ideias, que se preparem muitos e bons debates. O Sporting precisa ser discutido, pensado e repensado, necessita de uma nova estratégia e de gente com outra capacidade e perfil institucional.

Os próximos dias serão pródigos em novidades, e a oposição tem tido a sorte de ter tempo para preparar as suas estratégias. Os maus resultados e o clima miserável que se vive em Alvalade têm proporcionado que de todos os domínios, da economia, da política, do desporto, das artes e de tantas outras disciplinas, toda uma plateia de gente capaz e sabedora tem atacado e bem o presente e o Presidente Bruno  de Carvalho.

 

A evidência está à vista. Bruno está esgotado. Sem discurso, sem estratégia, só sabe atuar de uma forma e essa forma que foi uma bandeira de esperança é hoje um trapo que envergonha a nação verde e branca.


PS: Que esta deslocação à Madeira seja um momento de alteração de resultados. Que os jogadores coloquem os Adeptos e o Clube em primeiro lugar e que esqueçam as traições do Presidente a eles mesmos. Que vençam por nós. Nós acreditamos em vocês. E que depois da vitória tudo volte à normalidade e que se encha a Discoteca Vespas numa festa verde e branca como na época passada. São selfies senhores, são selfies!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:09



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