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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

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As eleições no Sporting que decorreram no sábado dia 4 de Março, tiveram uma participação de mais de 18 mil sócios, batendo anteriores máximos.

Assistiram-se a longas filas em Alvalade que começaram antes da abertura das mesas de voto, mas com o processo a decorrer com muita eficiência e rapidez, apesar do número de votantes.

Estamos por isso de parabéns, os sócios e quem organizou a votação, pela forma como tudo decorreu. Também, ao que se sabe, não terão ocorrido incidentes de maior, o que se saúda e está à altura de um clube como o nosso.

Infelizmente, apesar de se ter anunciado que pelas 22 horas seria conhecido o vencedor, só cerca das 3 da manhã foi possível ter acesso aos resultados finais, ao que parece devido a problemas na contabilização dos votos por correspondência.

Os resultados traduziram uma vitória expressiva e inequívoca da lista B de Bruno de Carvalho, em todas as áreas a votação: Conselho Directivo, Conselho Fiscal e Disciplinar, Assembleia Geral e Conselho Leonino. Neste último, há a registar o bom resultado da lista C de Gonçalo Nascimento Rodrigues conseguindo cerca de 20% dos votos, ainda assim abaixo do que talvez merecesse.

Conseguindo cerca de 86% dos votos, Bruno de Carvalho, está pois de parabéns e com toda a legitimidade para iniciar novo mandato de 4 anos. É justo que se faça esta ressalva, que se lhe desejem as maiores felicidades neste mandato e que finalmente concretize os títulos que foram bastante escassos no anterior exercício, sobretudo nas principais modalidades. E acima de tudo, que torne o Sporting campeão em futebol. A base de partida já não é o sétimo lugar, já não se pode dizer que o clube tem atletas e treinadores contratados por outros e a pesar no orçamento e que nos limitam as opções (foi esta Direcção, quem fez todas as escolhas), a situação financeira é bastante melhor, tanto quanto nos tem sido dito e os adeptos e sócios apoiam como nunca a equipa, mostrando uma militância que ninguém pode colocar em causa e finalmente já não há desculpas também internas, agora que se tem tão grande base de apoio. Chegou a hora da verdade para este presidente e esta Direcção.

Esperemos que esteja ciente disso e que se corrija o que de mau foi feito nesta época, em termos de planeamento e formação da equipa e também que se acerte o discurso e a estratégia.

Que se comece a ter outro rendimento e aposta na Europa, onde estivemos muito mal nestes quatro anos, baixando claramente no ranking com consequências para o emparelhamento com os adversários e para as nossas hipóteses de sucesso e de obter assim receitas adicionais.

Por outro lado, que a aposta na Formação, que levou ao regresso antecipado de Geraldes, Palhinha e Podence, seja uma realidade para a próxima época e que este treinador nos surpreenda ao dar-lhes oportunidades.

Quanto a Pedro Madeira Rodrigues, os cerca de 9% obtidos são um resultado muito mau e pagou o preço de alguma impreparação, de ter apresentado uma proposta mal estruturada, de vários erros de discurso e de ter entrado na campanha que mais convinha ao actual presidente, discutindo-se muito pouco as propostas de cada um e deixando-se enredar numa troca de ataques pessoais e mesmo insultos. Acabou por ser mais um elemento mobilizador para aqueles que, não estando contentes com Bruno de Carvalho, achavam a eleição de PMR ainda mais negativa e que no final também contribuíram para a vitória e reeleição do actual presidente. No fundo, deixou que o colassem a um passado que deixou estigmas nos sportinguistas e até à estratégia dos rivais, apesar dos seus 35 anos de associado. Mérito da máquina de propaganda do actual presidente, que não deve ser menosprezada e cujos fantasmas gerados levou a que a votação em BdC fosse ainda mais reforçada.

Infelizmente, ao ser conhecida a sua vitória e os resultados, Bruno de Carvalho continuou amarrado ao discurso que sendo do agrado de alguns adeptos, tanto nos envergonha a muitos e declarou “bardamerda para quem não é do Sporting”.  Na realidade todos temos familiares, amigos e até atletas que representam o Sporting (veja-se o caso de Nélson Évora que ainda ontem conquistou um título europeu) que não são do nosso clube. Será que ficamos confortáveis com este tipo de declarações? Será que todos os outros clubes, além dos rivais e respectivos adeptos vão ficar satisfeitos com isto e não vai aumentar algum anti-sportinguismo que vai proliferando por aí e que em nada serve os nossos interesses?

Mas pronto, vamos todos acreditar que foi um excesso na hora da vitória e que vai mudar para melhor a Comunicação do clube, a começar pela sua, que vai saber encontrar aliados em vez de arranjar inimigos e que nos vai levar ao sucesso. São esses os desejos que professamos.

Uma palavra para alguns adeptos que festejaram não apenas a vitória de Bruno de Carvalho, o que é natural, mas que tentaram tirar desforço de quem ousou criticar algumas decisões da Direcção ao longo do tempo. Alguns até propõem, numa sanha inquisitorial, a expulsão das pessoas que ousam não estar de acordo com tudo o que tem sido feito pela Direcção. Quase que parece que acham que ganhámos um campeonato ou uma Champions. Na verdade, à falta de troféus para o museu, festeja-se este resultado à custa dos companheiros do clube que votaram em PMR ou em branco. Como se este troféu também fosse direitinho para o Museu. Não vai e como já dissemos em outro post há algumas semanas, LINK, a hora é sobretudo de trabalho, como ainda ontem pudemos assistir em Alvalade no jogo com o Guimarães (mas não vamos falar disso, pois está tudo bem e estas coisas levam tempo…). Esperemos que assim seja entendido por quem decide e que agora fica deste modo, não apenas com legitimidade mas também com responsabilidade reforçadas.

 

PS – não fizemos campanha neste blog por ninguém. Tentaram colar-nos à candidatura de PMR, porque é sempre mais fácil simplificar as coisas e diabolizar vozes incómodas, mas a verdade é que ao contrário de muitos, não o ridicularizamos, nem o atacamos por ter tido a coragem de se candidatar (coisa que outros não tiveram), mas também não deixamos de o criticar no que entendemos errado. Obviamente que fizemos o mesmo em relação a BdC, só que este tinha todo um mandato para analisar. Continuaremos a dar a nossa opinião, com a disponibilidade possível, pois nem somos pagos para andar no Facebook a comentar, insultar ou a vigiar o que os sócios e adeptos do Sporting dizem, nem somos desocupados, que apenas vão para os grupos do Sporting debitar alarvidades e provocações baratas. Se essa opinião desagradar, lamentamos mas também não é isso que nos vai demover de manifestar o que pensamos. Esperamos antes ter muito mais motivos para elogiar. Seria um óptimo sinal e como sportinguistas queremos é o sucesso do clube, que está acima de quem o dirige e representa. No passado, presente e futuro. Sporting sempre!

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Aproxima-se a data de 4/03, sábado, dia em que decorrerá em Alvalade, das 9 às 19 horas, a votação na qual será escolhido o presidente do Sporting, mas também da Assembleia Geral, do Conselho Fiscal e Disciplinar e do Conselho Leonino. Com a excepção deste último, em que se apresenta uma lista independente protagonizada por Gonçalo Nascimento Rodrigues, para os restantes órgãos sociais apenas concorrem pessoas das listas A e B, respectivamente de Pedro Madeira Rodrigues e de Bruno de Carvalho.
 
Neste momento, tudo indica que Bruno de Carvalho irá vencer as eleições. Ao invés do adversário, todas as gaffes, soundbytes, acusações e até insultos lhe são perdoadas e relevadas. Propostas que verdadeiramente trouxessem algo de novo, nomeadamente em relação à estrutura do futebol e de investimento nas modalidades (se é ou não para manter), por exemplo, nada de novo se viu. Mas muitos sócios aplaudem e parece que nem querem saber de nada, estando completamente anestesiados em relação às questões do clube, mas por outro lado virando ferozes talibãs sempre que alguém ousa criticar a actual Direcção.
 
Parece até que Bruno de Carvalho acha estas eleições uma enorme maçada, um mero formalismo e que nem precisa de se esforçar para apresentar propostas aos sócios. “Aqui estou, ou eu ou o caos, os outros são o Diabo, lampiões, etc”. Aliás, chega ao ponto de acusar o adversário de falta de ideias, embora não se sinta na obrigação de as apresentar. Acusa-o também de falta de nível e de educação. O mesmo presidente que durante o mandato, proferiu as declarações que se conhecem… Em relação à Comunicação, continua a achar que falar diariamente dos rivais, sem qualquer selectividade, é o caminho.
 
Do outro lado, Pedro Madeira Rodrigues, cometeu vários erros, apesar de se dever destacar a coragem de se apresentar numa eleição em que tem sido fustigado por imensos ataques, de se demitir do lugar que ocupava em termos profissionais, do esforço que fez em termos de contactos e diligências para corporizar uma alternativa com propostas. Pena que vários lapsos de discurso, lhe tenham retirado força e credibilidade. Fica a ideia que poderia ser melhor presidente que candidato. Quem ridiculariza a sua proposta de treinador – Juande Ramos – que apesar de poder ser sempre criticada, já orientou grandes clubes e conquistou troféus importantes bem como quem critica investidores árabes, são os mesmos que aplaudiam um candidato que apresentava Van Basten ou que referia ter fundos russos a apoiá-lo… é o que temos.  Agora surgem já adeptos a pedir a sua expulsão de sócio, só porque teve a coragem de corporizar uma alternativa ao actual presidente. Inacreditável!
 
No meio disto tudo, sobra assim a insanidade e alienação de muitos adeptos. Para esses, aparecesse quem aparecesse, diriam sempre o mesmo. Claro que para além dos adeptos fanatizados, existirá quem vota em Bruno de Carvalho por não gostar da alternativa, numa postura de que “fez muitos erros, mas o outro será pior”, quem simplesmente vote em branco ou nulo, por não se rever em nenhuma das candidaturas e querer assim mostrar um cartão amarelo à actual Direcção e ainda quem vote em Pedro Madeira Rodrigues por achar que lhe dá esperança de uma mudança de discurso e de estratégia. Ainda assim, estes últimos parecem ser uma clara minoria.
 
Registe-se ainda a quase total ausência de debates. Apenas se verificou um entre candidatos à presidencia, na Sporting TV, com o moderador a revelar clara parcialidade em favor do seu actual superior hierárquico. Uma lástima de facto. E no caso dos candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral, com Marta Soares a ter oportunidade de falar depois de Rui Morgado, rebatendo o que este dissera, sem contraditório...
 
Assim, para além da previsível vitória de Bruno de Carvalho, teremos ainda Jaime Marta Soares a poder ser eleito por arrastamento para a presidência da mesa da Assembleia Geral. Uma figura que não se tem mostrado à altura do cargo que desempenha, não o prestigiando e atropelando as regras de tratamento dos sócios, como ainda recentemente se viu com a rábula dos cadernos eleitorais. Votar na lista B para a mesa da Assembleia Geral significa dar mais uma vez uma oportunidade a um indivíduo que não dignifica o cargo nem o Sporting.
 
Quanto ao Conselho Leonino, órgão tantas vezes criticado pela sua inoperância, surge uma esperança com a candidatura da lista independente, de Gonçalo Nascimento Rodrigues, da lista C. Com um discurso bem estruturado, propostas reais e que parecem querer dar mais importância e voz aos sócios, apresentando mesmo a possibilidade de extinção do Conselho Leonino caso não se cumpra o programa, permite acalentar uma esperança de fazer chegar reais contributos à Direcção eleita. Restará saber se serão ou não acolhidos, pois a frase “o Sporting é nosso” cada vez parece mais uma quimera e um cliché usado com fins eleitoralistas, mas não para ser cumprido. De destacar que Jaime Marta Soares recebeu mal esta candidatura, de acordo com o que disse o próprio cabeça de lista…
 
E é assim que surgem estas eleições. Que se realizem e que o Sporting possa ficar mais forte num ano em que o futebol está a ter uma prestação muito decepcionante e vários adeptos dão mostra de níveis de insanidade e de falta de tolerância com os outros sportinguistas deveras preocupantes. Que regresse o bom senso e os títulos que nunca mais aparecem …uma certeza porém: no dia 5 de Março, seja qual for o resultado das eleições, o tempo não será de euforias, mas de trabalho e de preocupação pelo futuro do nosso querido clube.

 
VIVA O SPORTING!

 

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27
Fev17

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Publicámos ontem uma gravação áudio que surgiu na net, sobre uma conversa entre José Maria Ricciardi e Sikander Sattar (elemento preponderante da KMPG).

Sabemos que era uma decisão polémica, mas o facto de nos parecer autêntica e da gravidade dos elementos contidos neste diálogo, acabaram por nos levar a publicar a mesma. Não ignoramos que vivemos um momento eleitoral, que há muita intoxicação dos sportinguistas, com insultos, calúnias e factos deturpados, mas essa não é a nossa linha. Apenas nos preocupamos com o Sporting e com o seu presente e futuro.

Ao contrário de blogs como o Mister do Café, que antes de surgirem candidatos, prometia ir avaliar de forma objectiva as eventuais candidaturas, mas que na prática, desde que foram conhecidas as duas alternativas, apenas faz campanha por um candidato e diariamente procura denegrir o outro (lá terá as suas motivações, mas são cada vez mais evidentes), nós não fazemos campanha por ninguém. Não recebemos também qualquer compensação monetária pelo que escrevemos e produzimos, que pelo contrário nos consome tempo e esforço. Mas fazemo-lo com todo o gosto, porque queremos o melhor para o Sporting e apenas pretendemos contribuir para uma discussão saudável. Temos as nossas sensibilidades individuais, manifestamos um posicionamento muitas vezes crítico, mas esse relaciona-se com o momento do clube que não é bom e que infelizmente não se torna maravilhoso, só porque tivemos um fim de semana positivo em termos de resultados, facto que obviamente registamos com agrado.

Analisámos o programa da candidatura de Pedro Madeira Rodrigues, elogiámos e fizemos reparos onde entendemos e ainda faremos o mesmo em relação ao de Bruno de Carvalho.

Voltando à gravação áudio e considerando que a mesma, envolvendo duas pessoas com relevância no universo sportinguista, tem pertinência, achamos que seria mais fácil a sua avaliação através da transcrição, o que fazemos de seguida:

 

Ricciardi: “Temos sofrido muito com que se tem passado. Também temos a fama de que fomos nós que financiamos (?) o clube, o que é mentira… A única coisa que conseguimos foi arranjar dinheiro para que outros infelizmente fizessem uso dele da pior maneira possível, ou seja decisões que resultaram nesta situação do clube, e agora nós entendemos que, já há algum tempo para cá, a única maneira de salvar o Sporting é a SAD, (no fundo o coração do Sporting), consigamos uma situação em que a SAD,… a maioria da SAD, deixe de pertencer ao Sporting. Eu acho isto há muito tempo. Acho que a viabilidade futura dos clubes de futebol em Portugal passa por serem os investidores que têm a maioria de uma SAD e portanto podem fazer um trabalho de longo prazo, como o Sporting na nossa opinião. O Sporting não tem outra solução como trabalho de longo prazo, quer dizer, o Sporting não vai conseguir no curto prazo mudar uma situação em que está para ser a melhor equipa em Portugal – não há dinheiro – portanto acho que a única maneira de se conseguir fazer a SAD uma empresa rentável, não só obviamente, porque o maior objectivo é vitórias desportivas e ao mesmo tempo transformar-se numa entidade rentável, isso só se pode se a maioria do capital não pertencer ao Sporting. E os bancos acham isto. Nunca o fizeram, mas acham isto. Os bancos estão dispostos a meter dinheiro no Sporting se a gente arranjar alguém que tenha capacidade de investir, tínhamos falado antes em muito dinheiro, agora já conseguimos reduzir isto para um valor muito mais razoável, e que fica ele o principal accionista do Sporting, da SAD, obviamente que depois passará a ter uma palavra importante a dizer na escolha dos executivos, das pessoas que irão depois no dia-a-dia gerir o Sporting, obviamente em conjugação com aquele que será o presidente do Sporting.

Há muita gente que tem medo do Bruno de Carvalho… (nota: parece existir corte)…

 

Sikander Sattar: “Nós entretanto temos pensado bastante e discutimos se qualquer um dos dois actuais candidatos servem os interesses do Sporting a médio e longo prazo e sinceramente deixam muito a desejar em termos do seu perfil. Não estamos contra nenhuma das candidaturas e aliás este plano que eu vou apresentar é aplicável a qualquer uma das duas candidaturas que seja vencedora. Portanto não estamos aqui a apontar para um em detrimento do outro. Achamos que talvez seja mais fácil com um do que com o outro mas também não temos a certeza porque nenhuma das candidaturas é daquelas que nos dá uma confiança total e inequívoca. De qualquer das formas, como disse o José Maria e bem, o plano que vai ser também aprovado pelos bancos é para ser em conjunto com uma série de (…?) do projecto disponível para ser apresentado a qualquer um dos candidatos. Os bancos vão ter que aprovar isto, ainda não aprovaram e depois vai ser sujeito à discussão com o presidente que for eleito. Mas antes disso, como diz o José Maria e bem, temos de ter uma liderança que seja independente da irracionalidade dos adeptos – nós todos somos adeptos e obviamente eu não estou a criticar os adeptos por serem irracionais, pois eu posso ser irracional naquele momento. Só que na nossa vida, a paixão que nós temos pode-nos levar à irracionalidade daquele momento, mas por outro lado temos de ter a racionalidade de criar as condições para a sustentabilidade do Sporting para o futuro. E nessa medida, aquilo que os bancos, como nós os três temos alimentado e defendido bastante, é que é preciso criar as condições para que haja um investidor, que seja o parceiro dos bancos, também entendemos que não há em Portugal um investidor que possa pôr 50 milhões de euros, isso não existe, era pedir um sacrifício enormíssimo a um sportinguista, portanto o que nós entendemos é que os bancos deviam encontrar um parceiro que pudesse injectar o valor, mas que uma parte significativa do montante seria financiado/investido pelos próprios bancos. Quem mandaria na Sporting SAD seria o investidor em conjunto com 2 ou 3 administradores eleitos profissionais que nós teríamos de escolher para fazer parte da equipa, apoiados pelos bancos, em que as decisões, até uma assinatura de um cheque para o pagamento de uma coisa qualquer não podia ser feita pelo presidente do Sporting Clube de Portugal. Tinha de passar por 2 assinaturas das pessoas que fossem eleitas do lado dos investidores e da banca. Vamos ter de ir à Assembleia como é evidente, pedir a aprovação que a maioria seja cedida, o seu controlo seja retirado ao Sporting Clube de Portugal. Em termos de aumento de capital será à volta de 30 milhões de euros. Desse valor, aquilo que estávamos a propor é que 10 milhões fossem investidos pelo investidor e 20 milhões fossem financiados pelos bancos. Isto é, constituíamos uma holding, uma SGPS, em que o capital social seriam 30 milhões… desculpe não é o capital social… em que a SGPS faria um investimento na Sporting SAD de 30 milhões de euros, nos quais 10 milhões eram capitais próprios do investidor e o resto eram um financiamento da parte da banca à SGPS. Portanto, dos 50 milhões de investimento, aquilo que a banca está a pedir-nos era que nós tivéssemos um investidor que assuma 10 milhões de investimento e que não só assuma como seja o representante formal na Sporting SAD desse investimento, como seja o vice-presidente da Sporting SAD e que embora não tenha de passar todos os dias da sua vida…

 

(interrupção de Ricciardi: “e esse vice-presidente tinha de dar (conta…?) na mesma ao presidente do Sporting, mas não era ele que mandava, era mais um, uma representação, não é?…"

 

SS “ simbolismo mais do que o controlo. O controlo pertenceria ao investidor e aos bancos. Nós entendemos que neste momento é prioritário o controlo da Sporting SAD, muito mais que a presidência do Sporting, porque é a SAD que vai definir o futuro do Sporting. Agora tem de haver é uma gestão profissional, não podemos delegar o centro da decisão ao Bruno de Carvalho, obviamente que este plano só é viável com a existência de um investidor, com a parceria desse investidor com a banca e depois com a aprovação pela Assembleia Geral do Sporting e que os sócios estejam disponíveis para ceder a maioria do controlo da SAD." (corte?) 

 

Ricciardi: “Já se entrou numa fase em que a gente sabe perfeitamente que o Sporting não é salvável, a não ser com uma estabilidade que retire aos sócios a possibilidade de mandar o jogo abaixo. E os sócios não são mais que instrumentos nas mãos de certas figuras para terem protagonismo. Portanto eu acho que aquilo só é salvável com uma solução deste estilo em que a malta diz: vocês façam o que quiserem, aqui não mandam…"

 

SS – “é a única hipótese…”

 

Ricciardi – “a solução passa por eu sozinho, ou com outros investidores e mais os bancos, arranjar uma solução sustentável para o Sporting, não é até Junho… é até ao ano 2000 e não sei quantos. Para isso vamos ter de ficar com a maioria e vamos ter de nos entender contigo – o Sporting terá uma palavra a dizer em várias coisas, mas quem tem a decisão final é a maioria. Portanto deixa de haver aquela situação em que tu achas que se tem de comprar um jogador XPTO e que se a malta não estiver de acordo, não compra. E que se queres vender o Rui Patrício por 8 milhões de euros, se a malta não estiver de acordo não vendes. É claro que podes tentar estar de acordo e trabalhar em conjunto e em equipa, não é estar aqui para andar à batatada, agora quem manda somos nós."

SS: “as VMOCs ficam com os bancos.. ?" nota: difícil de entender na gravação).

Ricciardi: “E os bancos ficam accionistas da SAD… Isso até ainda é melhor. Os bancos como parceiros da sociedade. Os bancos estão apostados em viabilizar uma solução destas para que o Sporting sobreviva. Mas querem ter a certeza que não vão fazer outra vez o mesmo que é estar a meter dinheiro no Sporting para um tipo dizer que vai só gastar 25 milhões ou 30 milhões com a SAD, depois gasta 55 e tem um prejuízo monstro, só faz compras inconcebíveis, sobe ordenados de jogadores como é o caso do Adrien que é um tipo que não merece ganhar meio milhão de euros por ano e está a ganhar 2 milhões… portanto fazer com que desta vez isto não se passe outra vez. E como é que não se passa outra vez? Tendo um parceiro, que com ele tem a maioria da SAD. Portanto deixa de se governar isto para a populaça."

SS: “Portanto não tem autoridade para contratar jogadores…."

Ricciardi: “nem para contratar, nem para vender. Nunca mais a malta quer ouvir falar em eleições e em presidentes do Sporting. É que nunca mais!”

 

 

Esta conversa suscita algumas questões que deixamos à consideração dos sportinguistas:

1) Em que altura ocorreu? Terá sido em 2013 ou mais recentemente? Existem elementos dúbios quer para uma data quer para a outra. Ainda assim isso só será importante para perceber até que ponto envolve mais ou menos a Direcção actual, não na sua essência. Entretanto Ricciardi reconheceu a sua autenticidade e datou-a de 2013.
2) Continuarão Ricciardi e Sattar neste momento a pensar o mesmo que na altura desta conversa, ou seja que o Sporting só tem futuro se perder a maioria do capital da SAD? Foi lesto a reconhecer a autenticidade e a atacar a honorabilidade de PMR, mas seria importante que esclarecesse este ponto.

3) Atendendo a que estão na Comissão de Honra de Bruno de Carvalho e tendo em conta o que está contido neste diálogo, o que os fez aderir a esta candidatura e o que esperam do desenho accionista do clube em termos futuros? Faz-lhes confusão que a “populaça” continue a ser quem decide?
4) Quem é o terceiro elemento a que se alude na conversa?
5) Quem investiu 18 milhões na SAD recentemente e porque motivo não é referido o seu nome? É algum destes intervenientes, ou é o tal terceiro elemento?

 

Por último, apenas alguns apontamentos finais…

O presidente da KPMG Portugal e KPMG Angola, Sikander Sattar, chegou a ser ouvido LINK na comissão de inquérito parlamentar ao caso BES em Janeiro de 2015, designadamente as contas do BES Angola (BESA), cujo homem forte era Álvaro Sobrinho.

Por sua vez, Ricardo Salgado sugeriu  que a KPMG, presidida por Sikander Sattar, terá sido influenciada por Sobrinho LINK para fazer um relatório de controlo interno, relativo a 2012, a dar conta de que o BESA estava “de boa saúde”. “Não me passa pela cabeça que o Dr. Álvaro Sobrinho não tenha conseguido controlar isto. A coisa mais espantosa é que isto vem com data de 28 de junho de 2013. A KPMG esteve, no mínimo, distraída.”

Sattar… Ricciardi … Álvaro Sobrinho. Um triângulo muito nebuloso que importa clarificar e esclarecer. Em nome do Sporting!

 

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25
Fev17

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Depois do tempo entretanto decorrido na campanha às eleições no Sporting, depois do debate realizado no passado dia 23, continuam ainda algumas questões importantes por esclarecer. Poderia ter sido também esse o papel do moderador, aliás, deveria. Os sócios, que de certa forma também lhe pagam o vencimento, teriam agradecido imenso. Uma vez que tal não aconteceu, deixo aqui um conjunto de perguntas a ambos.

 

Pedro Madeira Rodrigues

 

1 – O que fará se Jorge Jesus não se demitir?

 

2 – Quem é o seu treinador?

 

3 – Caso a equipa B desça de escalão, mantém a intenção de aposta na mesma?

 

4 – O basquetebol é a única modalidade que equaciona recuperar?

 

5 – Qual a vantagem de recuperar já a posse da Academia?

 

6 – Qual o custo do Velómedro Joaquim Agostinho?

 

7 – Pensa apresentar candidato às próximas eleições da Liga? Já tem alguém em mente?

 

8 - Tenciona manter Luís Martins e em que funções - caso não seja na equipa B, quem escolherá para o lugar?

 

9 - Relativamente à política de empréstimos, tenciona fomentá-la e normalizar relações com clubes com quem esta Direcção se incompatibilizou?

 

Bruno Carvalho

 

1 – Quem é Costa Aguiar?

 

2 – Qual o orçamento actual do Departamento Legal, quanto era no início do mandato e qual foi a evolução ao longo do mesmo?

 

3 – Quais as responsabilidades directas de Virgílio e Manuel Fernandes?

 

4 – Quem são os investidores de 18M€ anunciados em Novembro de 2016?

 

5 – Porque vendeu Montero?

 

6 - Caso a equipa B desça de escalão, mantém a intenção de aposta na mesma?

 

7 – Porquê antecipar a renovação com a Macron?

 

8 – A quem pertence o passe do jogador Bruno Paulista e qual a relação com o Caála?

 

9 - Como vai resolver o problema dos VMOCs?

 

10 – Qual o papel da empresa Young Network no Sporting Clube de Portugal?

 

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24
Fev17

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Decorreu ontem o único debate entre candidatos à presidência do Sporting, entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues (PMR). Como tínhamos aqui referido antes do mesmo ter lugar, esperava-se que revestisse elevação e que contribuísse para o esclarecimento dos sócios sobre vários assuntos que os inquietam.

A primeira conclusão que se pode tirar depois de terminado é que se tratou de um debate pobre e que na maioria dos casos defraudou as expectativas.

Bruno de Carvalho iniciou as hostilidades visando os elementos da lista de Pedro Madeira Rodrigues, com ataques pessoais e tentando menorizar, entre outros, Mário Saldanha, Rogério de Brito, Rui Morgado, Vítor Ferreira e José Pedro Rodrigues. Interessante que alguns deles já antes tinham estado do seu lado na anterior eleição, mas agora importava era atacar ferozmente quem ousou assumir uma candidatura alternativa. Aproveitou para criticar Vítor Espadinha, candidato ao Conselho Leonino na lista de PMR, que embora tenha dirigido críticas a BdC bastante pertinentes num post do Facebook, perdeu completamente a razão ao usar do insulto fácil e repetido. Bruno de Carvalho, referiu estranhar que PMR não se tivesse publicamente demarcado destas declarações de Vítor Espadinha.

Na resposta, PMR declarou que não se revia nesses insultos e que não ia ao Facebook, aproveitando para lembrar que BdC (agora indignado com os tais insultos) era o mesmo que apelidava de “ratos, híbridos, lampiões e abutres” alguns sócios do Sporting, a quem inclusive colocou vários processos.

Depois desta fase inicial de troca de galhardetes, iniciada por Bruno de Carvalho, foi possível discutir alguns assuntos mais relevantes.

Em relação à estrutura do futebol, PMR destacou que vai apostar na Formação, fundamentando essa aposta nas contratações de Boloni e Delfim, bem como de Pina Cabral, para a sua estrutura, prometendo o anúncio do nome do treinador para depois do jogo do Estoril. Bruno de Carvalho, por sua vez, além de nada ter anunciado de novo nessa mesma estrutura, voltou a criticar as escolhas do adversário, chegando ao ponto de falar que Delfim estava agora na agricultura (Octávio mexeu-se, nesta altura, nervosamente na cadeira em que estava a assistir ao debate). Insinuou ainda que Pina Cabral teria querido ganhar dinheiro com transferências de jogadores. De referir que foi parte importante nos processos de Slimani, Montero e outros atletas...
Na resposta, PMR ressalvou o facto de, mesmo após JJ não ter conquistado o campeonato, a atual Direcção lhe ter aumentado o vencimento em 60%, ou seja passando de 5M/ano para 8M/ano. Além disso, comparou os elementos da sua equipa com André Geraldes, pessoa que tem como credencial, justificando a sua promoção a Director desportivo... o facto de ser muito amigo de BdC. Falou ainda da situação actual da equipa B, que parece condenada a desaparecer e dos incidentes deploráveis no balneário em Chaves que tiveram Bruno de Carvalho como protagonista. E relativamente a todos estes pontos... teve um silêncio ensurdecedor, como resposta do seu adversário.

O actual presidente do Sporting preferiu falar das transferências record de Slimani e João Mário, da obra realizada e dos melhoramentos efetuados nas infra-estruturas, no que talvez tenha constituído o seu melhor momento no debate. Via-se que levava o trabalho de casa bem feito da parte dos colaboradores. Falou ainda que o clube tem aumentado as receitas operacionais, mostrando um gráfico (fica sempre bem este tipo de imagem em televisão).
Aqui PMR terá estado mal ao não reconhecer que de facto se trataram de boas vendas e ao não documentar da mesma forma as ideias que tem para a Academia e a sua compra, bem como para a cobertura do fosso – onde foi mais uma vez alvo de tentativa de piada fácil de BdC – insistindo que o custo é bastante inferior ao que antes se supunha e comprometendo-se a avançar com a obra já neste Verão. Criticou ainda a saída de Montero, que só se podia compreender por dificuldades de tesouraria, nada tendo o clube ganhado com a vinda de Barcos. BdC falou da eficácia de Teo, esquecendo-se que quando Montero saiu, estava Teo nas praias da Colômbia e que não contou para o Sporting durante mais de dois meses.

Quanto aos investidores, PMR voltou a acentuar que não vão entrar na SAD (recorde-se que o blog Mr do Café, que tem feito uma campanha diária a denegrir a sua candidatura, tinha avançado com essa possibilidade), mas que irão ser parceiros na Academia e no naming.

Em relação a JJ, PMR referiu ter a certeza que consegue convencer o treinador do Sporting a abdicar da indemnização que teria direito por via do contrato inacreditável assinado com ele por parte desta Direcção. Não sabemos que meios de pressão terá para o fazer assim decidir, de qualquer forma registe-se que referiu que seria “limpinho”. Bruno de Carvalho, em relação ao futebol e mais uma vez, nada adiantou de novo, dando a entender que mantém o técnico, mas que ao mesmo tempo se vai apostar na Formação. Isto depois do que se passou nesta época e das afirmações de JJ sobre a Formação, facto que foi ressaltado por PMR...

No que concerne às assistências aos jogos e depois de ser acusado por BdC de abordar o assunto, PMR confirmou que se trata de mais uma prova da mentira em que se vive actualmente no clube. De facto é muito surpreendente que continuemos a bater recordes de assistências em relação à época passada com o pobre futebol a que vamos assistindo e com os objectivos da época comprometidos na totalidade. Além disso, basta olhar para as clareiras do Estádio em dia de jogo para se perceber que algo não bate certo...

Nas modalidades, PMR referiu que vai apostar no basquetebol, modalidade querida no clube e das mais populares, contando para isso com a parceria com o Boston Celtics e com a experiência de Mário Saldanha. Bruno de Carvalho preferiu destacar o número de modalidades. Ainda neste tópico, foi referido pelo presidente do Sporting que o clube está na luta em todas elas, depois de confrontado com o investimento brutal feito esta época e com alguns maus resultados que se vão verificando.

Nos escalões de formação e embora todos tenhamos a ideia que também este domínio não tem sido fértil em títulos neste mandato, BdC aproveitou para destacar o bom momento que actualmente se vive nos vários escalões. PMR ressalvou o afastamento do clube da Youth League.

Pelo meio, vários ataques pessoais de parte a parte (uma das partes mais baixas do debate). PMR atacou a faceta de BdC como gestor de empresas, em que as conduziu à falência e deu a entender que BdC ganha muito mais no Sporting do que ganhava antes, ao contrário dele. PMR falou da sua família, referindo que queria dar um bom exemplo aos filhos que estavam a ver o debate, enquanto BdC insinuou que este estava a atacar a sua (!). PMR negou, referindo que não queria saber para nada das questões familiares de BdC, apenas falava da própria. Insinuações sobre proximidade ao Benfica de PMR, que partiram de BdC, ao mesmo tempo que o recriminava por se dizer anti-benfiquista. Algo que ele não faria... isto dito pelo mesmo presidente que pediu para tirarem o vermelho da bandeira nacional. Enfim...

Ataques a Ricciardi por parte de PMR, dizendo que o primeiro é a pessoa que mais comissões recebeu do Sporting. Relativamente às comissões, BdC puxou novamente das cábulas para dizer que a MÉDIA de comissões do Sporting baixou muito com ele e é agora de 3,9%. Isto dos números é muito interessante, até porque se por exemplo num jogador se pagar 1% de 100 000 e no outro caso tivermos 10% de 8 milhões, a média dá 5,5%... Continuando com a análise das médias e depois de confrontado com o fracasso desportivo deste mandato, BdC referiu que subiu a média de conquistas de Taças... Aqui PMR atacou com a afirmação feita no início do mandato por BdC que a medida do seu sucesso era ser campeão nacional. Acrescentou mesmo que se fosse eleito e não fosse campeão ao fim de 4 anos, nem sequer se recandidataria.

Durante o debate, BdC não olhou quase nunca para a câmera, deu claros sinais de nervosismo e algum enfado, não anunciou praticamente nada de novo e apostou na ideia que merece um mandato e que dá isso como facto consumado. PMR, tentou expor algumas debilidades do adversário, deixou-o várias vezes sem resposta a questões que levantou, embora pudesse ter documentado melhor as suas propostas.

Como apontamento final, refira-se que o moderador não conseguiu manter a imparcialidade, dando razão a quem tinha criticado o debate neste moldes, sobretudo ao ser realizado na Sporting TV. Tolerou as interrupções de BdC e ele próprio interrompeu PMR e as questões incómodas ficaram reservadas para este candidato. Uma pena, ainda por cima porque a Sporting TV pertence ao clube e não ao presidente. Mas é complicado quando existem relações de hierarquia entre entrevistador e entrevistado...

Ainda existirão entrevistas individuais relativamente aos vários candidatos aos diversos órgãos do clube. No caso dos candidatos ao Conselho Directivo, teráo lugar no dia 27 de Fevereiro. Aguardemos que nessa altura e sem constantes perturbações, seja mais fácil a compreensão dos projectos e das ideias de cada um.

P.S. durante o debate, João Quadros efetuou comentários bastante grosseiros e insultuosos sobre PMR na rede social Twitter. Num deles referiu “eu emparedava o Madeira na parede do pavilhão, já que não pôs lá o nome”, isto depois de ter ofendido a mãe de PMR. Aguarda-se agora que BdC, que logo no início do debate atacou PMR por não se ter demarcado das afirmações de Vítor Espadinha, não perca a oportunidade de o fazer em relação a este seu apoiante, membro da sua Comissão de Honra...

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:22

23
Fev17

O Dia Do Debate

por Krassimir

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Hoje pelas 21 horas, terá lugar na Sporting TV, o único debate que irá ocorrer entre os dois candidatos à presidência do Sporting: o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que sempre deu a entender que se recandidataria e o único candidato alternativo que teve a coragem de avançar para a refrega eleitoral, Pedro Madeira Rodrigues. O debate será moderado por Rui Miguel Mendonça.

 

Em primeiro lugar, é pena que apenas tenha sido acordada a realização de um único debate. De facto, 60 a 80 minutos (tempo previsto para o mesmo) parece manifestamente pouco, para a quantidade de temas que interessava discutir, bem como para ouvir os candidatos explicar os seus programas.

 

Recorde-se que em Março de 2011 ocorreram 3 debates televisivos e em diferentes canais, entre os 6 candidatos de então e em Março de 2013, os então candidatos Bruno de Carvalho, José Couceiro e Carlos Severino, puderam travar dois debates, um na SIC Notícias e outro na RTP Informação, três dias depois.

 

Por outro lado, o facto de debate decorrer na Sporting TV, e sendo a mesma canal do clube, não deixa de colocar o entrevistador numa situação algo embaraçosa, pois se tiver por exemplo de interromper ou silenciar Bruno de Carvalho, estará a ter de condicionar o discurso do seu actual patrão. Resta-nos ter esperança que sendo Rui Miguel Mendonça um grande profissional e jornalista, possa estar imune a todos estes constrangimentos e consiga conduzir o programa de forma isenta, imparcial e preservando a igualdade de ambos os candidatos.

 

Quanto ao debate em si, esperamos que se evitem os ataques pessoais mútuos e que haja o mínimo de interrupções ou apartes, bem como insinuações venenosas. Os sportinguistas desejam que se aproveite o pouco tempo disponível para explicar o que se vai fazer e como tal vai ser realizado, sabendo-se que num caso, houve promessas cumpridas e outras por cumprir e no outro caso existem promessas que têm de ser fundamentadas. Os grandes assuntos como o controlo accionista da SAD e a necessidade de o clube manter o seu controlo, com ênfase especial nas VMOC, a questão Jorge Jesus, que parece cada vez mais fazer parte do problema e não da solução, a Formação e equipa B, a estrutura a construir no futebol para assegurar maior eficácia nas contratações e articulação com os escalões mais jovens, a renovação e melhoramento de infraestruturas, as modalidades e o projeto para as mesmas, a comunicação do clube e as relações com os outros clubes (indo para além dos rivais) e o relacionamento com os agentes desportivos, constituem apenas alguns dos temas a necessitarem de desenvolvimento. Estamos fartos de fundamentalismos, de discursos de “ou eu ou o caos”, de berraria na praça pública. Queremos projetos sólidos e discussão séria que nos permitam sonhar em recolocar o Sporting no caminho dos títulos, algo que neste mandato continuou a escassear.

 

Muitos já terão definido o seu sentido de voto – e não esquecer que há eleições para diferentes órgãos (Conselho Directivo, Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Disciplinar e Conselho Leonino), podendo o voto ser individualizado em cada situação, – outros ainda não. Haverá ainda aqueles que ainda poderão alterar a sua preferência. Independentemente de tudo isso, todos beneficiaremos dum debate honesto e em que se dê a primazia à discussão de ideias ou projectos para o clube.

 

Por isso, apenas fazemos o apelo que saibam ser dignos deste enorme clube, da sua história, grandeza e valores. Não se esqueçam que o Clube está sempre acima de quem o serve e que os sportinguistas são adeptos, na sua grande maioria, inteligentes, pensantes e não facilmente manobráveis.

 

Sporting sempre!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:23

21
Fev17

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Estamos a chegar ao final de uma campanha que é um autêntico case study. Nunca na vida do Sporting se debateu tão pouco o futuro e o presente do Clube e da SAD em detrimento da vida e da personalidade dos candidatos.



Esta forma de fazer campanha é sintomática do estilo aplicado nos últimos anos. Desde 2011 que o Sporting se começou a fraturar internamente. O Sporting é hoje um clube altamente dividido, sem poder e completamente à deriva e à mercê de investidores desconhecidos e dos devaneios de um Presidente que assumidamente dividiu para reinar e construir uma carreira e claro uma carteira.



Mas vamos navegar pelos três universos que vão a votos. Presidente e equipa, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Leonino. Se para a presidência a luta começa a ganhar contornos de ser mais disputada que há semanas passadas, as candidaturas para a Mesa e para o Conselho Leonino podem ser uma grande surpresa.



Marta Soares é para uma grande maioria um dos piores Presidentes de sempre, a par com Eduardo Barroso. Ambos bailarinos e bipolares, navegam mediante interesses próprios e até obscuros como foi explicado por Daniel Sampaio numa entrevista que deu há uns anos.



Marta Soares não sabe nem quer saber. Tem uma atitude que roça até o nível saloio e não compreende os estatutos, que curiosamente, é o presidente do órgão que os deveria obrigar a cumprir. O exemplo dos Cadernos Eleitorais é mais um triste episódio num Sporting cheio de dramas e de cenas muito tristes nos últimos anos.



Este é um órgão de grande importância. A candidatura de Rui Morgado pela Lista de Pedro Madeira apresenta-se como uma grande e óbvia alternativa à incapacidade e desnorte de Marta Soares. Aqui a mudança é quase obrigatória.



No Conselho Leonino temos três listas a votos. De enaltecer a Lista que somente vai a votos para este Órgão Consultivo. Sportinguistas anónimos, gente de estádios e pavilhões, gente educada e presente, gente que teve a coragem e acima de tudo, cumprem com o seu dever e obrigação de se fazerem ouvir e de se apresentarem como alternativa. Na minha opinião vão ter um bom resultado, e verdade seja dita merecem.



Por outro lado a Lista da candidatura de Bruno de Carvalho é um filme de terror. O regresso dos “cancros” ao Sporting. Cancros foi o termo utilizado pelo próprio presidente para denegrir Ricciardi e outros antigos dirigentes que agora se apresentam e andam aos abraços por Alvalade. O que hoje é verdade amanhã é mentira, e verdade seja dita, esta lista ao Conselho Leonino é para rir, pois esta gente não merece uma lágrima que seja.


E claro, olhemos para os dois candidatos, Pedro Madeira e Bruno de Carvalho, dois jovens, e o Sporting precisa desta juventude. Bruno de Carvalho teve quatro anos para se adaptar, para aprender, para se enquadrar com a responsabilidade que é ser Presidente de um Clube como o Sporting Clube de Portugal. Mas tarda em perceber e comportar-se como tal. O Clube está fraturado, os adeptos combatem entre si, há ameaças, há processos, há um tom baixo e sem perfil institucional. O Sporting é hoje um Clube gerido ao balcão da taverna, onde tudo se resolve com ataques ao rival Benfica, que para nossa tristeza, vai a caminho de quatro títulos em quatro anos de mandato de Bruno Carvalho. Nas modalidades e no futebol o terror é o mesmo. Muito dinheiro aplicado, e poucos ou nenhuns títulos. O Pavilhão tem mérito de Bruno, mas não podemos esquecer todo o trabalho feito pelas anteriores Direções no processo de resolução de terrenos e licenças com a autarquia. Sem estes processos nada aconteceria. Mas Bruno construiu, está quase pronto, e todos queremos que seja uma casa que muitas alegrias nos ofereça.

 

Pedro Madeira é o challenger destas eleições. Avançou sozinho num momento em que o Sporting estava ainda a lutar para vencer praticamente todas as competições. Sozinho foi conquistando apoios, garantindo votos, tem hoje uma Lista composta por antigos dissidentes de Bruno de Carvalho e de gente que muito deu ao Sporting e ao desporto nas ultimas décadas. Esta é uma Lista que deve ser bem avaliada e bem ponderada. Não é um capricho, é efetivamente um conjunto de Sócios muito válidos e preparados para alterar o rumo do Sporting nos próximos anos.



Pedro Madeira tem vindo a subir na sua confiança e notoriedade entre os Sócios. A poucas horas do Debate, se Pedro Madeira se conseguir afirmar definitivamente perante a plateia Leonina, tudo pode acontecer no dia 4 de Março. Pedro Madeira tem ainda trunfos na manga, como os investidores, sponsors, treinador e diretor desportivo. Ao que se vai ouvindo todos estes nomes serão fortes, e tudo será provado e comprovado de forma efetiva sem show mediático mas sim no sentido de começarem a trabalhar logo no dia 5.



O episódio do despedimento de Jorge Jesus foi mais um ato de coragem do candidato. E uma grande maioria tem esse desejo. E acredito que não será difícil chegar a esse acordo. Jorge Jesus está intimamente ligado a muito do que se passou nos últimos dois anos no departamento de futebol. Esteve nos negócios, nas compras, nas vendas, e isso pode ser o ponto de partida para colocar o lugar à disposição. Jorge Jesus pode ter muitos defeitos mas continuo a acreditar que e um Homem de caráter, do Sporting e que tem todas as qualidades para dar o salto para outro campeonato. Jorge Jesus sairá pelo seu próprio pé, pois perderá a confiança da direção e claro, perderá a confiança de quem realmente tem e deve ter o poder, os Sócios e Adeptos.


O Sporting está numa fase critica. Não é de agora. Mas vivemos atualmente de uma fraqueza enorme para os nossos rivais. Bruno de Carvalho dividiu o Clube, criou um conflito interno para governar. Se Pedro Madeira conseguir aproveitar esta fraqueza sairá vencedor das eleições. Bruno está desgastado, desacreditado, refém de um treinador autista que renega de forma perentória o nosso ADN de clube formador. E claro, o aumento brutal de emissão de VMOC´s, processo tão criticado por Dias Ferreira no passado e que agora evita tocar ou explicar aos Sócios e Adeptos o problema que temos entre mãos. O Clube e a SAD estão no limbo, continuam na mão da banca e de investidores. Os empresários de jogadores não nos consideram, a Federação de Futebol, a Liga de Clubes e a APAF não nos respeitam.



Um Clube orgulhosamente só só pode ter um destino. Ir definhando e desfalecendo sozinho, jogo após jogo, decisão após decisão até ao tombo final, que muito nos irá custar. Reerguer este Clube é uma missão de todos os associados e adeptos, que comece já no dia 4 com um voto de consciência. Basta! O Sporting não é isto.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:27

20
Fev17

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:28

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Finalizando a análise individual das propostas do candidato Pedro Madeira Rodrigues, analisa-se agora o tema Modalidades. Um tema caríssimo a todos os Sportinguistas devido ao carácter ecléctico que o Clube sempre teve em toda a sua História centenária.

 

1. Tornar o Professor Mário Moniz Pereira o sócio perpétuo número 2.

 

Uma proposta consensual sob duas perspectivas diferentes. Por um lado é uma mais que merecida homenagem ao Senhor Atletismo, recorrendo a uma forma já anteriormente utilizada com Francisco Stromp (nº 3). Por outro lado, não se trata propriamente de uma medida estratégica para o futuro das Modalidades, como tal deveria constar no programa mas na rúbrica Liderança e Valores.

 

2. Apostar na competitividade de todas as modalidades, como máximo rigor e equilíbrio orçamental e a aposta na formação como prioridade.

 

O equilíbrio entre competitividade e rigor orçamental é um desígnio não só das modalidades, não só do Sporting, nem sequer só do desporto em geral. É uma regra a observar em qualquer organização que esteja inserida em ambiente competitivo. Tal como muitas das propostas apresentadas pelo candidato, carece de muito maior detalhe. Aqui apenas temos um – a aposta na formação.

 

3. Fazer a planificação geral, calendarização compatibilizada e conjunta das modalidades.

 

Tal como no ponto anterior, não se trata tanto de uma proposta mas sim de uma “regra” obrigatória. Qualquer organização deve ter uma visão geral do seu “negócio” e planificá-lo de acordo com essa visão global buscando, sempre que possível, sinergias.

 

4. Estudar o regresso do basquetebol numa perspectiva sustentada, com o objectivo de competir no escalão mais elevado.

 

A sustentabilidade das modalidades deve ser sempre um princípio basilar. Sendo o basquetebol uma modalidade com bastante história no Sporting, faz sentido recuperá-la. Não obstante, há que afirmar desde o primeiro dia que não existe sucesso sem trabalho e que o sucesso poderá levar 2, 3…., os anos que forem necessários, a ser alcançado. O que não pode acontecer é o que assistimos esta época, em que se fez uma aposta enorme a nível de investimento com promessas de “sucesso fácil” para depois se encontrarem bodes expiatórios para serem demitidos…

 

5. Desenvolver o conceito de Escolas Academia Sporting nas modalidades.

 

Uma boa ideia na sua base, mas que carece de “prática com pinças”. Ou seja, o sucesso que verificamos no futebol está assente na imagem de qualidade que a formação do Sporting conquistou ao longo de várias décadas. Uma excessiva dispersão do conceito poderá ter o efeito contrário de prejudicar a imagem de qualidade que temos ao dia de hoje no futebol. Uma ideia que apenas se tornará uma boa medida se for focada em modalidades em que tenhamos já algum histórico a nível de formação, bem como se forem implementadas recorrendo a parcerias locais – como se vê no futebol.

 

6. Reforçar o projecto Olímpico do Sporting, com o objectivo de alargar o número de modalidades e atletas participantes nos próximos Jogos.

 

Bonito. Mas…? Como? A que custo? Que modalidades? Com que objectivo?

 

7. Desenvolver parcerias com Universidades de referência para reforçar o corpo de técnicos das modalidades.

 

Uma excelente ideia! Mas já foi concretizada. Saúda-se contudo a intenção de manter a aposta.

 

8. Garantir a interligação entre os horários dos jogos das várias modalidades para voltarmos a ter dias “à Sporting”.

 

Como tinha já referido ao desenvolver o tema Universo Desportivo, é uma proposta que não passa de uma boa intenção. Os clubes, hoje em dia, tem pouco a opinar nos horários que são fixados pelas respectivas Federações em associação com canais de TV que eventualmente detenham direitos de transmissão.

 

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Relativamente à área do Património, esta vertente é sempre muito valorizada pelos Sportinguistas que gostam de ver o seu clube dotado com boas infraestruturas e que optimizem o desempenho dos seus atletas.

Mas obviamente que é fundamental existir um equilíbrio entre o que se gostaria de ter e as possibilidades económicas do clube no momento, devendo-se levar em conta as relações custo/benefício e até eventuais novas receitas que possam ser geradas pelo aproveitamento do património. Para além disso, deve ter-se noção das prioridades, já que os recursos são escassos e têm de ser aplicados de forma criteriosa. Portanto tem de existir um verdadeiro plano global para o Património, dando prioridade às reais necessidades e deixando para mais tarde outras questões que embora sendo interessantes, não são fundamentais para reerguer o clube, pelo menos no imediato. Analisemos então as propostas desta lista para a área do Património.

 

1) Estudar a possibilidade de abrir um centro de estágio no Norte de Portugal, que seja utilizado pelas nossas equipas

A ideia em si é interessante e procurará contribuir para captar talentos do Norte de Portugal de forma mais eficaz, pois é sabido que uma das barreiras que se apresentam aos jovens desta zona do país que podem vir para o Sporting é o facto de terem de se afastar da família e dos amigos, quando vêm evoluir nas equipas dos nossos escalões de formação. Será no entanto dispendiosa para as possibilidades atuais do clube e desviará recursos importantes. Uma outra forma de o fazer gastando menos, seria desenvolver parcerias com clubes ou municípios que já tivessem grande parte das infra-estruturas passíveis de serem utilizadas para este efeito. Parece de facto uma ideia bem intencionada, mas ainda assim algo irrealista em termos de execução imediata.

Poderá ainda admitir-se que a proposta esteja associada à ideia de dotar o clube de uma base de operações para a estadia das equipas das várias modalidades, nos jogos que têm de disputar na zona Norte. Se tal fosse o caso, isto poderia permitir poupanças em estadias, evitando ainda que os atletas deixassem de estar sujeitos a almoços nos núcleos com os riscos de desconcentração e de eventuais desvios nutricionais, os quais podem ser sempre perniciosos para os atletas. Também neste caso podiam aproveitar-se infra-estruturas já existentes, assinando protocolos de cooperação, fazendo apenas as adaptações/construções que se revelassem essenciais.

 

2) Optimizar e remodelar as infra-estruturas da Academia de Alcochete, apetrechando-as com a tecnologia mais inovadora no apoio ao treino e com mais campos de futebol

As infra-estruturas de Alcochete começam a acusar o peso dos anos. Alguns equipamentos estão já algo degradados e a precisarem de manutenção e remodelação urgentes. Podem dar-se como exemplos as cantinas e o internato, que necessitam de intervenção. Quanto à tecnologia mais inovadora no apoio ao treino, sem dúvida que é interessante, mas terá de se averiguar a sua efectiva mais-valia em relação ao custo. A construção de mais campos de futebol embora possa ser necessária e útil, levanta algumas reticências em relação à sua possibilidade legal e administrativa.

Infelizmente para nós, o nosso rival dispõe já no Seixal de equipamentos e estruturas mais modernas e válidas e aqui trata-se de recuperar algum terreno perdido. De qualquer forma, tendo de optar entre a modernização imediata da Academia de Alcochete e a alocação de verbas para um centro de estágio no Norte de Portugal, parece óbvio que a primeira opção deve ser a escolhida, tratando-se mesmo de uma das prioridades em termos de património.

Para além disso foi anunciada a intenção de comprar já a totalidade da Academia, que neste momento se encontra hipotecada a uma instituição bancária, recorrendo para isso a investidores. Neste ponto, há aqui também algumas questões que surgem, nomeadamente se o Sporting deixa de dever à Banca e passa a dever a investidores, ou no caso de não lhes ficar em dívida, quais as contrapartidas envolvidas para esse investimento, sendo também pertinente perceber se seriam estes investidores, por exemplo, a financiar as melhorias propostas. Falta aqui detalhar e explicar melhor esta ideia, para que depois não seja mais um motivo de crítica e que possa ser compreendida pelos sócios. Com os elementos disponíveis, e embora possa ser emblemático recuperar património, não parece de facto uma questão prioritária.

 

3) Reconverter as infra-estruturas do Multidesportivo, criando condições para aumentar o nível de conforto dos praticantes e familiares

O Multidesportivo existente no Estádio necessita também de intervenção. Deve ser feita uma aposta na manutenção, renovação e reestruturação dos espaços, visando a sua optimização, de forma a disponibilizar os meios físicos e tecnológicos que sirvam da melhor forma as diferentes modalidades que ali evoluem e dos respectivos atletas.

Embora não seja fisicamente possível a ampliação das piscinas no Multidesportivo, este aspecto deveria também ser ponderado em termos futuros, embora fora do mesmo, atendendo à importância da Natação no clube e na sociedade em geral.

 

4) Realizar estudos de viabilidade para o encerramento do fosso do Estádio, de modo a permitir uma maior ligação entre adeptos e equipas

O encerramento do Fosso impõe-se como uma obra necessária não apenas por motivos estéticos e simbólicos, mas por uma questão de segurança. Não é descabido colocar a possibilidade de que possa voltar a acontecer um acidente com sócios e até atletas, podendo tal constituir uma tragédia lamentável. Já se fizeram vários estudos anteriores em que o custo de encerramento do fosso ultrapassaria os 10 Milhões de euros.

A verdade é que o custo total da obra, será condicionado pela ambição do projecto. Vamos privilegiar a questão da segurança e procurar arranjar uma solução que contemple apenas o encerramento do fosso, ou incluir outras intervenções, com a construção de mais filas de cadeiras? Se a opção for mais minimalista, o custo poderá andar pelos 2-3 Milhões de euros. Aliás, contrariamente ao que é dito por vários sócios, não será necessário rebaixar o relvado. O candidato declara que consegue fazê-lo por 1,5 Milhões, incluindo também a substituição das cadeiras, valor que nos parece subestimado em relação ao custo real. Será pois pertinente que explique e justifique de forma mais pormenorizada como chegou aos valores que apresenta. E se se construírem mais filas de cadeiras, convém que sejam acauteladas as condições de visibilidade para quem aí se vier a sentar. Ainda assim, reforça-se que sendo uma obra necessária e que terá de ser feita, não parece ser a primeira prioridade em termos de calendarização e alocação de verbas. Claro que faria muito mais sentido, se integrado num plano mais amplo e estruturado de requalificação e manutenção dos espaços interiores e exterior do estádio. Deve recordar-se que o estádio tem 13 anos e que durante esse período não sofreu nenhuma melhoria/intervenção a nível exterior, quer na edificação quer no espaço público de circulação, para além da pintura dos mastros de verde e que assiste à degradação dos espaços de apoio interiores, como é o caso das casas de banho e dos bares. Por último, tem de se salientar a ausência neste programa de ideias sobre um problema recorrente que é o da qualidade, consistência e durabilidade do relvado.

 

5) Construir o velódromo Joaquim Agostinho

O ciclismo é uma modalidade popular e com tradições no Sporting, que regressou recentemente ao clube, ainda que em moldes que por vezes mais nos fazem parecer um patrocinador do que propriamente o clube representado pelos atletas. Acredita-se que com PMR (e até por esta proposta), essa aposta seja para manter e até melhorar, relativamente aos moldes actuais.

Ainda assim, apresentada desta forma, esta ideia parece algo avulsa e descabida, necessitando ser enquadrada num plano de valorização e aposta no ciclismo, modalidade que nos pode dar visibilidade e contribuir para a expansão da marca Sporting. Além disso, o intuito principal de um velódromo é o ciclismo de velocidade, que até ao momento em Portugal não tem qualquer expressão. Mais uma vez, deverá ser melhor explicada esta ideia e os custos envolvidos. 

6) Substituir as cadeiras que se desviem do padrão cromático do clube

Esta proposta foi apresentada há poucos dias por PMR, em conjunto com a do encerramento do fosso. Tem sido aliás confrontado com os custos, explicando que não será para substituir todas as cadeiras (só as que se afastem das cores que representam o clube) e que consegue valores mais interessantes em termos de preço do que os que têm sido apresentados. Esta ideia só deverá ser implementada se os custos forem modestos, sendo menos prioritária que a do fosso, ou mesmo a da intervenção no interior e exterior do Estádio.

 

7) Construir o Clube Naval na zona ribeirinha de Lisboa

O Sporting é um clube ecléctico por excelência, incluindo várias modalidades que se praticam em meio aquático. Portanto pode ser também interessante que se pense em desenvolver as infra-estruturas nesta área. Ainda assim, os comentários que se teceram em relação ao velódromo no ponto 5) serão também extensivos a esta proposta. Ou seja, deve ser enquadrada num programa mais geral e detalhados os custos envolvidos. De realçar que a aposta em desportos náuticos faz todo o sentido, atendendo a que o nosso país constitui cada vez mais um ponto de referência no panorama mundial nesta área, ainda que a sua limitação a Lisboa, deixando de fora Cascais que está a apostar muito nesta vertente, associada aos constrangimentos da APL, possa representar algumas limitações. Acredita-se que várias destas medidas serão executadas algures no decorrer do mandato e apenas se tal for viável, mas isso tem de ser mais bem definido, para que os sportinguistas compreendam o âmbito destas ideias e a sua exequibilidade e calendarização.

 

8) Protocolar com a Câmara Municipal de Lisboa a criação de um complexo social junto ao Estádio que contemple uma residência para antigos atletas, uma residência universitária e uma creche

Esta é uma medida dependente da concordância de terceiros, ainda que possa ser viável. Não é de facto prioritária, mas poderá ser interessante pelo que poderia significar de regresso à área geográfica mãe de algum tipo de ligação e permanência. Convém definir quem irá usufruir da residência universitária e em que condições, bem como da creche, se se destinará apenas aos filhos dos atletas ou se também será extensiva às famílias dos sócios. Relativamente à residência para antigos atletas, pensamos que seria interessante, até como reconhecimento ao que eles fizeram pelo clube,

De qualquer forma são questões claramente não prioritárias e a carecer de enquadramento custo-benefício.

Para além destas ideias, era interessante existir um Centro de Treino vocacionado para o Atletismo, modalidade querida dos sportinguistas e na qual temos títulos olímpicos, mas que perdeu com a mudança para o novo Estádio e o desaparecimento da pista de tartan e que seria importante revitalizar. Tal propósito será alcançado, não apenas contratando atletas, mas criando condições para que jovens talentos surjam e evoluam no Atletismo, como fizemos no passado. De referir que Bruno de Carvalho fala na possibilidade de um Centro de Alto Rendimento para o atletismo, o que se saúda por vir ao encontro desta necessidade, embora ainda como medida a estudar. Esperemos que, seja qual for a lista vencedora, se trate de uma proposta para implementar no próximo mandato.

 

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:36



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