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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

15
Mai17

O famoso romance queirosiano Os Maias (pessoalmente o de que mais gosto do tio Eça) possui uma das cenas mais inspiradas da literatura portuguesa: o jantar no Hotel Central, ao Cais do Sodré (que já nem existe). Antes da fabulosa cena apoteótica entre o titã realista João da Ega e o vate romântico Tomás de Alencar, os comensais discutem a saúde financeira do país. A dada altura:

“Carlos não entendia de finanças: mas parecia-lhe que, desse modo, o País ia alegremente e lindamente para a bancarrota.

- Num galopezinho muito seguro e muito a direito – disse o Cohen, sorrindo.”

Peço, desde já, desculpa aos leitores mais impaciente por este intróito literário. Peço também desculpa pelo meu longo silêncio neste espaço. Senti apenas a inutilidade do meu esforço. Hoje, contudo, a ocasião é demasiado urgente para continuar calado.

Não, não pretendo dissertar acerca da (reconhecidamente débil) saúde financeira do Sporting. Não, não pretendo aprofundar a dor de que todos já padecemos. O conceito de bancarrota que serve de mote a este texto é de natureza moral. O Sporting foi ontem destituído de qualquer autoridade moral que ainda lhe restava. O Sporting consumou ontem a sua bancarrota moral.

Por 5 vezes o Sport Lisboa e Benfica foi impedido de chegar ao tetracampeonato. 2 delas pelo Futebol Clube do Porto. 3 delas pelo Sporting, a última das quais especialmente saborosa porquanto foi coroada por uma dobradinha no precioso ano de 1974 e com a marca até hoje inigualada de Hector Yazalde, cifrada nos 46 golos.

Durante 48 anos (1954-1998) tal marca foi pertença exclusiva do nosso querido Sporting Clube de Portugal. Sofremos a indignidade de ver o Futebol Clube do Porto a igualar-nos e, no ano seguinte, a transcender esse feito. Ontem, o nosso maior rival entrou, por mérito próprio, no mesmo clube de tetracampeões, garantindo, no mesmo jogo, o 3º lugar ao Sporting Clube de Portugal. Haverá maior humilhação que esta? Ganham-nos o campeonato, empurram-nos desdenhosamente para fora da luta e, como prémio de consolação, ainda nos dão o chocolate da pré-eliminatória da Champions.

Quanto a vós não sei, mas ontem foi o dia mais triste que já vivenciei como sportinguista. Mais que a final da Taça UEFA desgraçadamente perdida em nossa própria casa. Mais que Maio de 2013, há precisamente 4 anos, com a confirmação de um miserável 7º lugar. É que, em 2005, ainda se lutava. Em 2013 sabíamos que era uma questão de tempo até algo mudar.

Desta vez, é mais grave… Estamos pior do que nunca, mas não há mudança à vista… Serão os próximos 4 anos iguais aos que nos foram infligidos até agora? Continuará a desculpabilização?

É que, não sei se se aperceberam, mas o Benfica ganhou em toda a linha. E ganhou porque é melhor em toda a linha. Porque é demasiado poderoso para não ganhar. Pode não ter melhor treinador, mas tem melhores jogadores. Pode ter um ladrão condenado e alegado traficante como Presidente, mas tem Domingos Soares de Oliveira como administrador de topo da SAD. Pode ter Pedro Guerra como bandarilheiro encartilhado, mas tem Rui Costa como Director Desportivo. Pode ter a porta 18, mas faz negócios como ninguém em Portugal, ao nível do marketing. Pode estar refém de Jorge Mendes, mas ainda consegue jogadores do calibre de Jonas. Pode enfiar barretes como Renato Sanches, mas tem o Seixal que, neste momento, vence em toda a linha quaisquer infra-estruturas que tenhamos em Alcochete. Podem até nem ganhar em futsal, mas ganham em hóquei, em voleibol e, brevemente, serão mais competitivos que nós em andebol, outra modalidade histórica do Sporting onde a incompetência passa por “bloqueio mental”.

Eles desforraram-se deliciosamente de nós em cada canto. O Sporting não lhes pode apontar nada. O Sporting está a braços com uma bancarrota moral que não lhe permite arrecadar louros de nada. Bate recordes negativos uns atrás dos outros. No entanto, o mais grave mesmo é a falta de perspectiva de melhoria. O futuro é sombrio porque nada vai mudar. Os erros repetir-se-ão. A desresponsabilização continuará. O Sporting não tem tempo a perder e, no entanto, continuará a perdê-lo.

Talvez conviesse demonizar menos e trabalhar mais. Seguir o bom exemplo alheio. Começar por baixo. Construir pela base. Profissionalizar. Servir o Clube. Por ora, apenas miséria nos aguarda. Miséria alicerçada em passadismo. À semelhança de tudo neste Sporting, não basta afirmarmo-nos, temos de o demonstrar. Até lá, seremos sempre um clube de ocasião que, de quando em vez, faz uma gracinha.

Para quando, Sporting? Para quando competitividade a sério? Para quando cumprir-se o Clube?

Sporting Sempre

PS: Perdoem-me o texto desconexo. Brevemente lançarei um texto mais estruturado acerca dos vícios e problemas estruturais do Clube a que urge fazer face.

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23
Fev17

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Desde que me lembro que sou do Sporting. Nunca passei por nenhum período de indecisão. Não me lembro de nenhuma indefinição angustiante. Não me recordo tão-pouco de nenhuma tentativa de qualquer familiar meu em me converter ao rival Benfica, e não são poucos os meus que apoiam essa instituição (apesar da preferência pelo Sporting, apesar de tudo, prevalecer no total). Simplesmente, aceitei o meu sportinguismo como um factor inato, intrínseco ao meu ser. A naturalização deste sentimento é de tal ordem que, ainda hoje em dia, só consigo abanar a cabeça de espanto quando ouço professar amor igual por outros clubes. Parte de mim reconhece a aleatoriedade da preferência clubística. Outra parte não consegue perceber como se pode ser de outro clube que não o Sporting. Havendo Sporting, como tributar apoio e dedicação a outros emblemas? O Sporting é o Sporting, o resto é paisagem. Poderão ter mais títulos que o Sporting; poderão ser financeiramente mais pujantes que o Sporting; poderão até ser mais prestigiados que o Sporting. No entanto, o Sporting somente se vive… ou não, como reza a derradeira parte da epígrafe deste blog.

 

Em 2000 e em 2002, recordo-me bem da apoteose em que vivemos com aqueles dois campeonatos, o primeiro inesperado, o segundo mais expectável, mas não menos espectacular. O Sporting demonstraria, uma vez mais, a sua inequívoca dimensão nacional e internacional. Recordo-me de o meu avô e a minha mãe me dizerem, comovidos, em 2000, que tínhamos quebrado um jejum de 18 anos. 18 anos são quase 2 décadas. Não dariam então a impressão de eternidade que hoje teríamos de um período temporal semelhante, aceleradíssimos e crivados de informações como estamos. Ainda assim, era demasiado tempo sem vencer o título máximo de futebol em Portugal. Ao contrário do que se poderia supor, nunca me incomodei com tal. Para mim, era uma naturalidade absoluta. Que se lixassem os 18 anos: eu era campeão aqui e agora! Mais tarde, apercebi-me de que não era por não ter passado integralmente por esses 18 anos que me tinha feito então pensar assim. Tinha sido o amor genético ao Clube que, recém-robustecido com um longamente aguardado título, só poderia frutificar e instalar-se-me irremediavelmente cá dentro. Isso não significa que não queira sempre ganhar. Claro que quero! Como amante de desporto, reconheço a inevitabilidade do empate e da derrota, mas só me dou por satisfeito quando ganho ou, alternativamente, quando tudo faço para ganhar.

 

Dito isto, o Sporting é demasiado grande. O Sporting tem uma massa adepta fidelíssima, dedicadíssima e vastíssima. O Sporting é uma das grandes instituições portuguesas. Um dos maiores Clubes europeus. O Sporting é eterno. Poucas coisas mexem tanto comigo como o Sporting.

 

Como posso ficar senão desalentado quando para ele olho e constato que, não só não ganha, como continua a insistir em não apostar nos meios que conduzem à vitória?

 

Como posso ficar senão desapontado quando para ele olho e constato que os erros e as fracturas de antigamente se reproduzem quase por geração espontânea?

 

Como posso ficar senão desiludido quando para ele olho e constato que continuamos iludidos pela feira de vaidades que marca o dia-a-dia do Clube?

 

Como posso ficar senão desalentado quando para ele olho e constato que assistimos ao reescrever da história recente, onde a antiga encarnação do Diabo em figura de gente se angelicou repentinamente?

 

Como posso ficar senão desapontado quando para ele olho e constato que se desperdiçaram 4 anos, intervalo temporal dotado de condições únicas para recatapultar o Sporting para uma posição de destaque do futebol português?

 

Estamos mais competitivos? Estamos. Ganhamos mais? Não. Temos mais influência nas instâncias decisórias do futebol em Portugal? Não. Somos mais respeitados no geral? Não. Financeiramente estamos mais coesos? A despeito da narrativa soteriológica, não.

 

O que mudou, então? A resposta é nada. O Sporting perdeu a hegemonia do futebol em Portugal em 1958, com o primeiro título ganho no velhinho Alvalade, o 8º em 12 anos, coincidentemente o ano em que os violinos sobreviventes, Vasques e Travassos, penduraram as botas, encerrando um capítulo de ouro na nossa centenária história e marcando indelevelmente uma era do futebol português. O Sporting deixou de ser a sombra persistente do rival Benfica nos anos 80, com a ascensão incomensurável do Porto. Adquiriu o estatuto de 3º Grande. Os seus méritos no futebol começaram a desviar-se para os sucessos no futebol de formação e no contínuo (posto que substancialmente reduzido a partir de 1995) amealhar de títulos nas modalidades. À semelhança de muitos outros projectos, o Sporting vive sempre na ânsia de restaurar uma glória antiga, um velho brilho que nos apaixona e nos mantém presos.

 

O maior problema do Sporting parece-me ser esse. Para além da crença num Redentor de pés de barro, a voracidade pela recuperação de um passado irremediavelmente passado. Enquanto nos contentarmos com as mesmas caras, as mesmas tricas, as mesmas intrigas, as mesmas políticas, as mesmas pessoas, as mesmas tretas do costume (perdoem-me o vernáculo), viveremos de um passado inatingível. Enquanto não entrarmos de vez no século XXI, não deixaremos de ganhar apenas circunstancialmente. Enquanto não transfigurarmos o Sporting de instituição passadista e acomodada (o actual Presidente, tendo dado um abanão, conseguiu acarneirar a maioria, num processo muito análogo ao que sucedia num passado não tão antigo assim…) em instituição moderna e pujante, continuaremos a ser o 3º Grande. Em suma, enquanto não encararmos o passado como tribuna de respeito e admiração, mas não como paradigma para o Clube, continuaremos a adiar-nos. Faltará cumprir-se o Sporting!

 

SPORTING SEMPRE

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:24

21
Fev17

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Estamos a chegar ao final de uma campanha que é um autêntico case study. Nunca na vida do Sporting se debateu tão pouco o futuro e o presente do Clube e da SAD em detrimento da vida e da personalidade dos candidatos.



Esta forma de fazer campanha é sintomática do estilo aplicado nos últimos anos. Desde 2011 que o Sporting se começou a fraturar internamente. O Sporting é hoje um clube altamente dividido, sem poder e completamente à deriva e à mercê de investidores desconhecidos e dos devaneios de um Presidente que assumidamente dividiu para reinar e construir uma carreira e claro uma carteira.



Mas vamos navegar pelos três universos que vão a votos. Presidente e equipa, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Leonino. Se para a presidência a luta começa a ganhar contornos de ser mais disputada que há semanas passadas, as candidaturas para a Mesa e para o Conselho Leonino podem ser uma grande surpresa.



Marta Soares é para uma grande maioria um dos piores Presidentes de sempre, a par com Eduardo Barroso. Ambos bailarinos e bipolares, navegam mediante interesses próprios e até obscuros como foi explicado por Daniel Sampaio numa entrevista que deu há uns anos.



Marta Soares não sabe nem quer saber. Tem uma atitude que roça até o nível saloio e não compreende os estatutos, que curiosamente, é o presidente do órgão que os deveria obrigar a cumprir. O exemplo dos Cadernos Eleitorais é mais um triste episódio num Sporting cheio de dramas e de cenas muito tristes nos últimos anos.



Este é um órgão de grande importância. A candidatura de Rui Morgado pela Lista de Pedro Madeira apresenta-se como uma grande e óbvia alternativa à incapacidade e desnorte de Marta Soares. Aqui a mudança é quase obrigatória.



No Conselho Leonino temos três listas a votos. De enaltecer a Lista que somente vai a votos para este Órgão Consultivo. Sportinguistas anónimos, gente de estádios e pavilhões, gente educada e presente, gente que teve a coragem e acima de tudo, cumprem com o seu dever e obrigação de se fazerem ouvir e de se apresentarem como alternativa. Na minha opinião vão ter um bom resultado, e verdade seja dita merecem.



Por outro lado a Lista da candidatura de Bruno de Carvalho é um filme de terror. O regresso dos “cancros” ao Sporting. Cancros foi o termo utilizado pelo próprio presidente para denegrir Ricciardi e outros antigos dirigentes que agora se apresentam e andam aos abraços por Alvalade. O que hoje é verdade amanhã é mentira, e verdade seja dita, esta lista ao Conselho Leonino é para rir, pois esta gente não merece uma lágrima que seja.


E claro, olhemos para os dois candidatos, Pedro Madeira e Bruno de Carvalho, dois jovens, e o Sporting precisa desta juventude. Bruno de Carvalho teve quatro anos para se adaptar, para aprender, para se enquadrar com a responsabilidade que é ser Presidente de um Clube como o Sporting Clube de Portugal. Mas tarda em perceber e comportar-se como tal. O Clube está fraturado, os adeptos combatem entre si, há ameaças, há processos, há um tom baixo e sem perfil institucional. O Sporting é hoje um Clube gerido ao balcão da taverna, onde tudo se resolve com ataques ao rival Benfica, que para nossa tristeza, vai a caminho de quatro títulos em quatro anos de mandato de Bruno Carvalho. Nas modalidades e no futebol o terror é o mesmo. Muito dinheiro aplicado, e poucos ou nenhuns títulos. O Pavilhão tem mérito de Bruno, mas não podemos esquecer todo o trabalho feito pelas anteriores Direções no processo de resolução de terrenos e licenças com a autarquia. Sem estes processos nada aconteceria. Mas Bruno construiu, está quase pronto, e todos queremos que seja uma casa que muitas alegrias nos ofereça.

 

Pedro Madeira é o challenger destas eleições. Avançou sozinho num momento em que o Sporting estava ainda a lutar para vencer praticamente todas as competições. Sozinho foi conquistando apoios, garantindo votos, tem hoje uma Lista composta por antigos dissidentes de Bruno de Carvalho e de gente que muito deu ao Sporting e ao desporto nas ultimas décadas. Esta é uma Lista que deve ser bem avaliada e bem ponderada. Não é um capricho, é efetivamente um conjunto de Sócios muito válidos e preparados para alterar o rumo do Sporting nos próximos anos.



Pedro Madeira tem vindo a subir na sua confiança e notoriedade entre os Sócios. A poucas horas do Debate, se Pedro Madeira se conseguir afirmar definitivamente perante a plateia Leonina, tudo pode acontecer no dia 4 de Março. Pedro Madeira tem ainda trunfos na manga, como os investidores, sponsors, treinador e diretor desportivo. Ao que se vai ouvindo todos estes nomes serão fortes, e tudo será provado e comprovado de forma efetiva sem show mediático mas sim no sentido de começarem a trabalhar logo no dia 5.



O episódio do despedimento de Jorge Jesus foi mais um ato de coragem do candidato. E uma grande maioria tem esse desejo. E acredito que não será difícil chegar a esse acordo. Jorge Jesus está intimamente ligado a muito do que se passou nos últimos dois anos no departamento de futebol. Esteve nos negócios, nas compras, nas vendas, e isso pode ser o ponto de partida para colocar o lugar à disposição. Jorge Jesus pode ter muitos defeitos mas continuo a acreditar que e um Homem de caráter, do Sporting e que tem todas as qualidades para dar o salto para outro campeonato. Jorge Jesus sairá pelo seu próprio pé, pois perderá a confiança da direção e claro, perderá a confiança de quem realmente tem e deve ter o poder, os Sócios e Adeptos.


O Sporting está numa fase critica. Não é de agora. Mas vivemos atualmente de uma fraqueza enorme para os nossos rivais. Bruno de Carvalho dividiu o Clube, criou um conflito interno para governar. Se Pedro Madeira conseguir aproveitar esta fraqueza sairá vencedor das eleições. Bruno está desgastado, desacreditado, refém de um treinador autista que renega de forma perentória o nosso ADN de clube formador. E claro, o aumento brutal de emissão de VMOC´s, processo tão criticado por Dias Ferreira no passado e que agora evita tocar ou explicar aos Sócios e Adeptos o problema que temos entre mãos. O Clube e a SAD estão no limbo, continuam na mão da banca e de investidores. Os empresários de jogadores não nos consideram, a Federação de Futebol, a Liga de Clubes e a APAF não nos respeitam.



Um Clube orgulhosamente só só pode ter um destino. Ir definhando e desfalecendo sozinho, jogo após jogo, decisão após decisão até ao tombo final, que muito nos irá custar. Reerguer este Clube é uma missão de todos os associados e adeptos, que comece já no dia 4 com um voto de consciência. Basta! O Sporting não é isto.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:27

14
Fev17

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Depois de um primeiro contributo de um leitor, ficamos muito honrados e agradecidos com nova participação do Rui. Mais uma vez, pela pertinência e qualidade da mensagem achamos que merece ser lida por todos.

 

«Mas o Sporting somos nós!


Isto não é ser líder. Isto não é querer servir o clube. Isto é estar dependente do SCP. Um líder coloca-se à disposição dos seus. Assume erros. Assume derrotas. Assume insucessos. Permite vozes discordantes. Permite críticas. Costumo dizer que devemos ser brutalmente críticos uns com os outros. Devemos ser honestos. Só assim podemos aprender com as críticas e opiniões de outros. Não gosto de "Yes Men". Gosto de boas discussões. Muitas vezes acesas. Da discussão nascem novas ideias, novos caminhos, novos rumos. Não o rumo que não é certo. Deixemo-nos de hipocrisias.


Isto é tudo o que não deve ser um presidente de uma instituição como o SCP. Este deve ser desprendido de cargos. Deve orgulhar-se de servir não pelo vencimento. O que não significa que não tenha. Claro que tem de ter. Claro que deve ser adequado às funções que exerce que são de grande responsabilidade. Claro que tem de ser alto. Já não digo tão alto como um funcionário. Mas quem manda no clube? Um seu funcionário?


Não pelo estatuto, não pelo lugar, não pela honra, não por sentimentos egoístas mas por sentimento de altruísmo pelo clube. Colocar o clube acima dos seus próprios interesses. Por muito alto e confortável que seja o vencimento. Por muito bom, cómodo, mediático, popular e gratificante que seja este lugar. Por muito satisfatório que seja o emprego. Por muitas dificuldades que tenha em encontrar outro.


O presidente do SCP coloca-se como imprescindível ao clube. O clube seria muito pequeno se dependesse apenas de uma pessoa. Tamanha falácia a de salvador do clube. Um clube como o Sporting não depende de ninguém, nunca dependeu só de um, depende de todos, de todos os sócios e adeptos, de crianças, adultos e idosos, de mulheres, de jovens, de betinhos ou menos, de fanáticos ou menos, de facciosos ou menos facciosos, de populares ou menos, de elitistas ou menos, de croquetes, roquetes ou de Zés dos Tachos. Mas dos que forem bons, competentes. Dos que servirem o clube. Não dos que se sirvam deste.


«Dão cabo de mim?» Quem? Todos queremos o bem do SCP. Ninguém lhe quer mal.
O SCP não depende do seu presidente, Sr. Presidente. Depende de uma equipa. Depende de todos. Nós todos. Queremos o seu bem quando o bem for o nosso Sporting. E se não estiver bem não significa que lhe queiramos mal. Não é vítima. É um de nós. Também sofremos, também temos família, também temos filhos, também queremos vencer. Também gostávamos de ter bons empregos com o seu vencimento. Também hipotecamos todas as possibilidades de ter empregos melhores em discussões parvas e irracionais em blogues estúpidos. Todos. Não mais uns do que outros. Pelo nosso Sporting e sem vencimento discutimos e damos o corpo às balas contra pessoas sem rosto. Porque não dar o rosto? Porque se escondem?


Também o presidente pode ser emocional sim. Não irracional. Pode cometer erros. Mas não tantos. Como este. Porque também tem um vencimento, porque tem essa responsabilidade. Não todos os outros como nós. Pode simplesmente servir, tentar unir o que está partido há muito, tentar galvanizar, tentar inspirar, tentar ser exemplo. Onde está o exemplo?
Um líder não se assume como tal. Um líder só o é se os seus seguidores o disserem que é. Se for reconhecido por estes como tal. Pode ser presidente sim. Pode ser a figura máxima do clube sim. Não o seu líder.


O Sporting somos nós. Não é só o seu presidente. Não será outro presidente. Qualquer que seja. Muito bom ou excelente. O Sporting somos todos juntos. O Sporting é eterno. O Sporting está primeiro do que eles.


O Sporting somos todos nós.


E o Sporting não vai cair.


Quem for que caia.
»

 

Rui Franco

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Seguindo o que os meus colegas escribas já fizeram para outras áreas do programa, segue uma análise de cada ponto do programa de Pedro Madeira Rodrigues relativo aos sócios. Para evitar redundâncias (num ponto onde estas abundam), devo começar por ressalvar que quase todas as medidas propostas pecam por ser excessivamente esquemáticas e carecem (desesperadamente) de um maior aprofundamento. Não se entende como tal ainda não foi feito. Só que isto seriam conversas para outras núpcias… Por outro lado, fruto desta falta de informação, por ora não vejo que mais vantagens me traria a associação ao Clube (descontos, promoções, facilidades, etc).

 

Cumpre também dizer que, não obstante as discrepâncias entre o número actual de sócios de que se ufana a Direcção de Bruno de Carvalho e os efectivamente pagantes, se trabalhou bastante bem neste aspecto ao longo deste mandato, com iniciativas como o Sócio num Minuto ou o Regresso num Minuto.

 

  1. “Reintroduzir o provedor do sócio, em paralelo com o OLA, com funções definidas de ponte entre o sócio e os serviços, obedecendo a livro de regras e de respostas” – Parece-me uma medida interessante; faz jus à ideia de que os sócios são o maior património do Clube, merecendo um tratamento diferenciado que a actual linha de informação não consegue providenciar em tempo útil. No entanto, a figura do provedor do sócio deveria ser integrada num organograma funcional mais vasto e com funções mais claramente definidas. Se o OLA é o responsável pela articulação com os núcleos e, no tempo de João Rocha, na composição dos inesquecíveis comboios verdes, que fará o provedor do sócio? Tratará individualmente dos problemas de cada associado?! Terá uma equipa ao seu dispor para dar vazão à comunicação clube-associado? Far-se-á ouvir através de que canais? Estará em permanência na Loja Verde? Inaugurar-se-á um gabinete presencial de apoio ao sócio? Exigem-se mais esclarecimentos neste ponto. Só dúvidas me assistem aqui…
  2. “Propor a criação da figura do sócio-filho. Um agregado familiar com pelo menos dois sócios efectivos de escalão A poderá ver os seus descendentes directos isentos de quota até aos 14 anos” – É uma medida que atrairá, em teoria, mais associados, estimulando a omnipresença do Sporting no quotidiano das crianças desde tenra idade, indispensável à difusão do sportinguismo e seus valores e à renovação geracional prioritária num clube centenário. No entanto, do ponto de vista das receitas, isentar os “sócios-filho” de quotas até aos 14 anos privaria o Clube de bastantes anos de quotizações. Parece-me que o sistema da Direcção actual, com as categorias “Infantil” (0-11 anos inclusive, com quotas mensais na ordem dos 3 euros), a “Juvenil” (12-17 anos inclusive, com quotas mensais na ordem dos 4 euros) e a “B” (com quotas de 6 euros mensais) parecem relativamente comportáveis para um agregado familiar de classe média, não defraudando o Clube do valor das quotizações… Parece-me uma medida desnecessária.
  3. “Propor a criação da figura do sócio-núcleo, partilhando o valor da quotização com estes e tornando-os uma verdadeira delegação do clube numa óptica de descentralização com maior capacidade funcional, nomeadamente ao nível da bilhética” – Já simpatizo mais com esta medida. Creio que apenas o Solar do Norte tem capacidade de vender bilhetes fora de Lisboa. Um pioneiro desta vertente descentralizadora que, à semelhança da criação da Academia no norte do país, me parece ser uma das marcas desta candidatura. Ainda assim, seria talvez mais eficaz dotar os núcleos de maior autonomia funcional e não tanto a figura do próprio associado… Qualquer membro de um determinado núcleo teria, por inerência, os benefícios que essa maior autonomia conferiria… Institucionalizar tal sob um “sócio-núcleo” é, de novo, uma redundância.
  4. “Propor a criação da figura do sócio-claque, permitindo aos membros das claques um desconto na quotização até aos 21 anos” – Que desconto? Em que consistiria este desconto? Devo relembrar que a Direcção de Bruno de Carvalho instituiu (e muito bem) a obrigatoriedade de se ser sócio do Clube e da claque para se poderem usufruir das regalias inerentes aos grupos organizados (e legalizados) de adeptos. Mais uma medida redundante…
  5. “Propor a criação da figura do sócio-internacional, permitindo uma maior ligação ao clube do número cada vez mais elevado de sportinguistas que vivem fora de Portugal” – Óptima intenção. Mas peca por confusa. Sócios-internacionais serão sócios portugueses emigrados no estrangeiro? Ou sócios estrangeiros? E que tal uma política de expansão internacional da Marca Sporting que cativasse a simpatia de cidadãos estrangeiros? E que tal a já referida dotação de autonomia aos grupos de apoio ao Sporting no estrangeiro, estimulando maior interacção social com a realidade do país em causa? Não se percebe a medida…
  6. “Explorar a possibilidade de introdução do voto electrónico nos núcleos, salvaguardando a total fiabilidade dos sistemas” – Aqui sim! Uma medida de autonomização das funções aos núcleos. Escapa ao paradigma de confusão e redundância que caracterizam este ponto em larga escala…
  7. “Realizar com maior regularidade treinos abertos aos sócios da equipa principal de futebol em Alvalade” – Redundante! Durante este (e outros) mandatos fizeram-se vários treinos abertos, sempre muito participados, onde o sportinguismo e o entusiasmo prevaleceram. Destaco sobretudo os treinos solidários de Natal, onde fiz sempre questão de ir com muito gosto.
  8. “Fundir a Fundação Sporting e a Leões de Portugal – Associação de Solidariedade Sportinguista para ganhar massa crítica e aumentar eficácia.” – Seria uma medida concentracionária e optimizadora, de facto: agregaria sinergias de duas instituições especializadas, desde há muitos anos, em iniciativas de carácter solidário. Resta saber qual seria o desenho institucional final e como se procederiam às negociações na prática concreta.

O problema central que identifico neste ponto, para lá da redundância e da falta de informação, é a confusão tremenda que existe entre a política de núcleos, a relação com os associados e a expansão da Marca. Tem de se fazer uma separação clara. Tem de se saber que profissionais de prestígio assumiriam a condução destas pastas, tão vitais à manutenção do Clube. Em suma, informação precisa-se!

PS: Existindo um Núcleo de Sportinguistas da Califórnia (foto infra), de que se está à espera para trabalhar seriamente esta vertente?

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:46

09
Fev17

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Tivémos ontem, através do Facebook, uma participação de um leitor que merece ser partilhada aqui. Obrigado caro Rui! A participação é um factor muito importante em Democracia.

 

«Confesso que não conheço na totalidade a história do nosso grande clube.

Uma história com 110 anos é uma grande história. São muitas as pessoas e os factos que fizeram deste nosso clube o que é hoje (o que foi?).

Há muito que não vivia um período como este. Um período de revolta, de ódio, também de culpa, de responsabilidade. Também de esperança. Muita esperança.

Sentimento de culpa por não ter acompanhado com maior proximidade ao longo dos anos a vida do clube que tive a honra e orgulho de representar, ainda adolescente, em 2 dos anos mais felizes da minha vida. Mas não sou mais do que outros adeptos ou sócios. Sou um deles.

Adepto fervoroso e entusiasta sempre (ou quase sempre). Também crítico. Nunca afastado.

"Quase sempre entusiasta". A excepção: o período "pós" Marco Silva.

Desde que fomos receber a equipa após a vitória no Amor não mais voltei a Alvalade com os meus filhos. Culpa, remorsos por não lhes proporcionar momentos de convívio em família juntos dos nossos. De um dos nossos grandes amores.

Mas não consigo separar as águas. Sou humano. Estou ferido. Não sou perfeito. Não posso com aquelas figuras. Desculpem. Não tenho memória curta do que fizeram e disseram ambos no passado. Nunca me identifiquei com Jorge Jesus e Bruno de Carvalho perdeu toda consideração e beneficio de duvida quando tomou uma decisão que, tal como José Manuel Delgado escreveu, terá sido das mais "lamentáveis, indignas, ingratas e injustas que tenho memória no mundo do futebol".

Mas não foi só Marco Silva. Quem nos dera que tivesse sido só. Tanta coisa. Tanta merda, desculpem. Tantos disparates.

A falácia. Não falem de bancarrota ou de falência. Do Salvador do clube. A maior falácia que ouço e que precisa de ser rapidamente desmistificada. Não conheço, na história do futebol mundial, um clube que, com mais de 100 anos, tenha deixado de existir. Posso estar errado. Mas digam-me um. Apenas um. Que tenha fechado portas.

O SCP é demasiado grande para deixar de existir. Estava em graves dificuldades financeiras? Sim. Estava. Muitos erros de direcções anteriores. Sim bastantes. Mérito do actual presidente nesse período? Sim. Muito. É reconhecido. Até pela oposição.

Neste momento invade-me uma esperança que me incentiva a conhecer melhor a história do nosso clube.

O Sporting não pode ser só isto. Godinho Lopes cometeu erros graves. Sim. Mas julgar todo um passado pelo que fez a anterior direcção é ignorar a contribuição de pessoas menos ou mais ilustres que contribuíram ao longo de mais de 110 anos para que o Sporting chegasse ao patamar que chegou.

Ao pegar nessa história, tão rica em factos, deparo-me com um Carneiro. O Sporting foi fundado sem nome. Alberto Lamarrão e Carlos Carneiro sugeriram a palavra Sporting a José Alvalade que a aceitou.

Confesso que desconheço o porquê do impropério Carneiro. Ingenuidade minha? Mas identifico-me com ele. Por esta história.

Quero mais do Sporting. O Sporting não pode ser só isto. O Sporting não pode ser apenas os os discursos e retórica dos Dolbeth e Pinas. Não estes os exemplos e modelos de pessoas que quero para os meus filhos.

Quero gente séria. Quero gente com garra, com princípios, com dignidade para representar um clube como o SCP, quero gente que contribua positivamente para o desporto e o futebol sem o desprestigiar o que não significa que não defenda o clube com intransigência. O que também pode ser feito com elevação ou com murros na mesa sem ser corriqueiro e brejeiro.

A vida, o Desporto, o Futebol não são guerras.

Por fim quero vitórias. Não as morais. Não aquelas que são derrotas por árbitros, culpa de rivais ou pelo desgraçado do Palhinha.

Vitórias sem dignidade? Prefiro perder. Por muitos. Prefiro ser pobre. Prefiro ser humilde.

Prefiro ser digno do nome que o Carneiro sugeriu e do qual me orgulhei sempre. Não agora.

Quero mais.

Mais do que isto»

 

Rui Franco

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07
Fev17

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Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, o Sporting vai para quase quinze anos sem vencer um campeonato, com poucos títulos internos nestes anos passados, com eternos problemas internos de liderança, com problemas financeiros, com erros graves de gestão, com tantas asneiras que se abriu a possibilidade a um ilustre desconhecido tomar o poder.

Bruno de Carvalho está no seu quarto ano de mandato. E tudo continua na mesma, ou numa visão financeira, pior. Estamos mais dependentes de terceiros, temos menos percentagem da nossa SAD, o nosso passivo aumenta a olhos vistos, o investimento é cada vez maior e o retorno, seja ele em vendas seja em títulos é praticamente nulo.

Ora, não é necessário tirar um curso de gestão ou um MBA para entender que de onde se tira e não se coloca, algum dia irá faltar, e não existirá onde ir buscar para tapar o buraco.

Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, a menos de um mês das eleições no Sporting, dois candidatos pouco esclarecem e nada apresentam de soluções.

Não há uma única proposta de rutura. E no caso da Candidatura de Bruno de Carvalho, é ainda mais assustador assistir ao regresso de figuras do passado recente tão violentamente criticados pelo atual Presidente. Eram “estes” o “cancro” do Sporting. Pois bem, como é hábito, as metástases espalham-se e dificilmente conseguem ser eliminadas. E neste caso até se abraçam com a “cura”, apesar de o problema continuar bem visível e a alastrar abruptamente por todo o universo Sporting.

Ora avaliando o estado do Clube, olhando para os péssimos resultados desportivos, para os miseráveis resultados financeiros, para o estado da nossa Formação, para o tom e a forma como Bruno de Carvalho lidera, a questão que se coloca é: Porque desistiu Mário Patrício? Porque não avançou já Benedito? Ganhariam estas eleições, e não sou eu que o digo, é a bancada leonina que não quer Bruno de Carvalho.

Quando olhamos para a Comissão de Honra de Bruno de Carvalho, e conhecendo nós os apoiantes dos Candidatos a Candidatos que nunca o foram e desistiram, começo a ter a certeza que há uma estratégia na sombra, ou melhor, e ao estilo Hollywood, uma golpada.

Ora vejamos, Ricciardi está sempre com quem está no poder. Hoje gosta do Bruno, amanhã tratará de o dizimar. Isso é uma certeza como a fome. Pedro Baltazar quer o poder, Froes quer o poder, Mário Patrício quer o poder, Godinho quer a sua “vendetta”, entre tantos outros ilustres, onde se poderá encontrar Alvaro Sobrinho e Mosquito, grandes “amigos” dos cofres verdes e brancos.

Bruno de Carvalho está a ser dizimado por dentro. A esta equipa apresentada falta somente Carlos Barbosa e Nobre Guedes para se afirmar o passado recente que Bruno prometeu “limpar”. Pois bem, que maior afirmação de fracasso que se ver obrigado a “readmitir” toda esta gente? E que maior afirmação de liderança marioneta que tudo isto?

Bruno não será vencido na urna, cairá sozinho, em desgraça, acabando com um falso mito. E merece cair assim. Um vendedor de banha da cobra que engana, processa, insulta os Sócios que lhe pagam o ordenado e lhe permitem viajar e passear em família e com namoradas por este mundo fora.

Bruno auto-injetou-se com o vírus. A cura não existe. Querem destruí-lo. Mas quem deixou a ferida exposta foi o próprio Bruno. E não se preocupou nunca em cura-la, mas sim em alastrar o fosso e a promover uma divisão e uma guerrilha que nunca poderia ganhar.

Bruno é um pobre diabo. Sem credibilidade perante a banca, sem credibilidade perante as empresas, sem voz nem poder em lado algum. E na sua ignorância e redução à realidade, não é de espantar preferir o banco à bancada presidencial. Pois no banco junto ao relvado está ao seu nível, na cadeira dos negócios é um pobre rapaz, sem propósitos e sem capacidade de envolvimento e visão.

Bruno acabou. Tem os dias contados. E uma vez mais, quem pagará tudo isto é o Sporting.

Mantenham-se atentos, pois o golpe está em marcha, e a perda da SAD é cada vez mais uma realidade.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:51

27
Jan17

Mea Culpa

por Ivaylo

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No passado dia 12 de Janeiro publicámos o que, pensámos nós à data, ser a opinião de Gonçalo Uva o jogador de rugby. Cometemos nesse acto três erros, todos com a mesma causa.

 

Em primeiro lugar, não solicitámos autorização de reprodução da opinião ao titular da mesma. Penitenciamo-nos por tal. Não é coerente criticar a Comunicação Social que temos, por esses mesmos motivos, e cometer depois o mesmo erro. Apesar de não sermos jornalistas e não estarmos ao abrigo de nenhum código deontológico, no entanto pretendemos sempre pautar-nos pela partilha e análise de factos.

 

Não tendo cometido o primeiro, certamente não teríamos cometido os outros dois.

 

Ao solicitar autorização ao jogador de rugby, certamente constataríamos que era adepto de outro clube. No mesmo momento, teríamos certamente obtido a resposta «Mas qual publicação de Facebook?!», e aí perceberíamos que estávamos “a bater à porta errada”.

 

Pelo facto apresentamos as nossas sinceras desculpas! Pelos nossos erros. Não pelo conteúdo do texto de Gonçalo Uva (o “original”), pois esse merece de facto alguma atenção e reflexão. Salientar que o “original” não só já foi atleta do Sporting, como descreve no seu texto, como o seu pai é actualmente treinador de atletismo no Sporting Clube de Portugal. Como Sportinguista que inquestionavelmente é a sua opinião, como a de todos os Sportinguistas, é importante.

 

Um agradecimento ao blog Mister do Café! Pelo reparo e pela publicidade. Só é pena que se tenham gasto tantas linhas de texto (e print screens…) a esmiuçar um erro de troca de identidade, mas nenhuma sobre o seu conteúdo…

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26
Jan17

Os Miseráveis

por Krpan

O Sporting de Bruno Carvalho foi uma lufada de ar fresco para muitos. Prometeu o que não podia e o que nunca poderia vir a colocar em prática.

O esfomeado, o fanático, acredita em tudo e tudo faz por um prato de sopa. E nada mais do que sopa foi oferecido a um conjunto de Sócios e Adeptos, que felizmente, nos últimos tempos têm vindo a acordar para a realidade.

 

Desde 2011 e com mais incidência no primeiro ano de mandato em 2013, que o Sporting na sua comunicação tomou um caminho cego e pleno de fantasia.

 

Abdicou completamente de cumprir com os seus valores e colocou a dignidade no fundo das suas prioridades

Processos a Sócios;
Expressões feitas em publico pelo Presidente Bruno de Carvalho como: Ratos, Híbridos, Miseráveis, Croquetes, Lambuças, Lampiões, e claro, as famosas afirmações como “Há que os expurgar” ou “gente dessa não faz falta ao Sporting”.

Sabemos todos que a democracia tem os seus defeitos, mas todos sabemos que para muitos é o melhor que há. Mas sobre isso não nos vamos debruçar, até porque o que está aqui em causa é avaliar o método e a estratégia da comunicação do Sporting nos últimos anos.

Vários foram os diretores de comunicação, João Morgado Fernandes, Mario Carneiro, Luis Bernardo e agora Nuno Saraiva, como é lógico, a culpa foi de todos os que passaram e nunca dos que sempre estiveram e ainda continuam.

 

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Esteve também numa fase Bruno Roseiro, foi o obreiro da obra “Presidente sem medo”, ainda antes de travar qualquer batalha de Leão ao Peito. Bruno Roseiro foi corrido, chutado nas guerras internas, bem como toda uma equipa de miúdos que com ele estava, onde se inclui Diogo Bernardo, o gestor tão adorado das nossas redes sociais.

 

 

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Os tempos foram de guerra interna, como agora, Diogo Bernardo saiu, escreveu então à data o seguinte: "Orgulhoso do que fiz. Aliviado por não fazer parte do que não queria fazer". Chegou depois em jeito de arraial um portento da Malásia e um sem abrigo do Brasil, estilos de populismo raso. Roseiro pensava que teria uma “saída dourada”, está encostado a um inexistente e pouco elogioso serviço de assessoria.


Mas quem é que sempre esteve em cena? Quem nunca saiu do poleiro? Quem já tem empresas e outros negócios graças ao Sporting? Pois é, um conjunto de miúdos que hoje já querem fazer a obra do Mural dos Sócios no nosso Pavilhão ou que se julgam os novos Jorge Mendes lá do prédio, negociando grandes atletas, como se diz à boca cheia o Spalvis ou outros flopes que por aí andam a deambular, que poderão encontrar nas obras de acabamento do pavilhão o seu futuro.

Estes miúdos têm todo o direito de defender o seu dono. Foi ele que lhes abriu a porta. Foi ele que das suas empresas e fundações lhes abriu a porta a um futuro melhor. De Ferrões a Batistas, tudo vive à conta do Sporting. Uns na gestão do Estádio, outros com espaço mediático no Canal do Clube e na Gestão da Academia. Outros há que não passam de papagaios que se vendem por um bilhete e vendem a sua dignidade por um petisco.

Os que apresentamos aqui são somente alguns, o topo da pirâmide da família de jovens que andam a difamar, devassar, acusar, ameaçar, irmãos de sangue verde e branco, só e somente só porque têm uma opinião contrária e diferente.


Tudo com a conivência de uma Direção e claro de um João Duarte que tudo faz para que a sua empresa continue de pedra e cal a controlar o Jornal Sporting, o Canal Sporting (há que pagar ordenados), e a criatividade e gestão de redes sociais. João Duarte ou é muito inocente ou é o principal culpado. Rapaz que está a fazer a campanha para a candidatura de Bruno Carvalho e que escreve no Jornal do Clube. Vale tudo!!!

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O tempo de os apresentar é este. Há muito que são conhecidos por quem navega e perde algum tempo nas redes sociais. O mais grave é que se desdobram em perfis falsos, evangelizam, mentem, e acima de tudo, deturpam os valores do Clube e seguem uma agenda miserável e podre, com o consentimento do Presidente e dos principais decisores das estratégias de comunicação.

O Cigano de Alvalade, o Sporting Fans, o Rugir 1906, o Blog Mister do Café, são alguns dos exemplos dos espaços que os avençados construíram e dominam a seu belo prazer para acusar.

De antigos dirigentes, a sócios, a membros de claque e agora mais recentemente a antigos atletas, capitães e campeões com o nosso manto vestido durante toda uma carreira.

 

O que fizeram recentemente a Beto, grande Capitão do nosso Sporting é sintomático que não há limites para esta gente. O que fizeram a Socios, Membros de Claque, Funcionários, com muitos anos de bancada e de Sporting como "Truk", "Agostinho", "Juvenal", "Alexandre", "Catarina", "Xana Antunes", "Família Frazão", "Pedro Rosado", "Bernardo Sousa", "Rico Winchester", "Cláudio Lourinho", "João Zagalo", "Nuno Manaia", "Kiosk", "Ricardo Morais", "João Tobias", "César Oliveira", "Miguel Graciano", "Paulo Alvalade", os membros do Camarote Leonino, Dia do Clube, Norte de Alvalade, mais recentemente Severino e o único candidato Pedro Madeira, entre tantos mas tantos outros, é miserável e angustiante. Este é o tom do Sporting de agora, em reuniões, no nosso Canal de Televisão, no relvado, nos pavilhões.

 


Não peço muito, somente que todos compreendam o que se faz e porque se faz. E que parem de uma vez por todas de acusar e mentir sobre Sócios, Dirigentes e Atletas. Afinal, São estes e sempre serão estes o Sporting.

Pois vocês vão passar e nunca mais vão voltar!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:01

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Ontem Pedro Madeira apresentou os traços gerais do seu programa e equipa, e no mesmo dia, Bruno de Carvalho lançou 111 medidas para mais quatro anos.

Das 111 medidas, podemos começar por aferir as dezenas que já faziam parte dos últimos dois processos eleitorais e que nunca foram postas em prática, agora novamente repetidas e outras tantas que são de uma componente hilariante e completamente desajustada da dimensão e contexto do domínio desportivo ou do âmbito de atuação do Clube ou da SAD. Mas de Bruno  Carvalho não há surpresas, mais do mesmo, e o mesmo é zero!

Têm saído também ecos de vários jogadores dispensados, na sua maioria contratações feitas esta época, e claro, a perda de poderes de Jorge Jesus, ficando Bruno de Carvalho com mais intervenção na área do futebol. Ou seja, a culpa, uma vez mais não foi do Presidente, e terá assim toda a legitimidade de entrar em balneários e voltar a trazer a sua família e amigos para os treinos e para as deslocações da equipa fora de Lisboa. Agora na Madeira a comitiva leonina tem quase cinquenta (50) quartos alugados numa unidade hoteleira, coisa pouca!!

 

Sobre Pedro Madeira Rodrigues, uma lufada de ar fresco, e uma mostra de vitalidade leonina ontem no Auditório Artur Agostinho em Alvalade.

Muita gente, gente de todas as idades, e gente que partilha uma vontade louca de mudança.

Pedro Madeira apresentou sumidamente algumas linhas programáticas, que carecem de explicação e de maior aprofundamento nos próximos dias. A sua mensagem deve e tem obrigatoriamente que ser mais e melhor trabalhada.

Durante o dia foi também mencionada a hipótese Mario Patrício, que Futre tratou de queimar nas suas intervenções, dando a entender que teria o apoio de Jorge Mendes e da Doyen.

Nem Futre ficou bem na fotografia, nem Mario Patrício precisava desta ajuda.

Sobre Mário Patrício, se a candidatura se efetivar, ganha o Sporting.

São necessários mais candidatos com o objetivo comum de mudança, que tenham uma equipa capaz, gente nova, conhecedora e que altere de vez o paradigma instalado no Sporting.

A Mário Patrício e Pedro Madeira Rodrigues, deixo somente um apelo. Que coloquem os interesses do Sporting em primeiro lugar. Uma só candidatura deverá avançar para acabar com o pesadelo Carvalhista.

Que surjam candidatos, que surjam ideias, que se preparem muitos e bons debates. O Sporting precisa ser discutido, pensado e repensado, necessita de uma nova estratégia e de gente com outra capacidade e perfil institucional.

Os próximos dias serão pródigos em novidades, e a oposição tem tido a sorte de ter tempo para preparar as suas estratégias. Os maus resultados e o clima miserável que se vive em Alvalade têm proporcionado que de todos os domínios, da economia, da política, do desporto, das artes e de tantas outras disciplinas, toda uma plateia de gente capaz e sabedora tem atacado e bem o presente e o Presidente Bruno  de Carvalho.

 

A evidência está à vista. Bruno está esgotado. Sem discurso, sem estratégia, só sabe atuar de uma forma e essa forma que foi uma bandeira de esperança é hoje um trapo que envergonha a nação verde e branca.


PS: Que esta deslocação à Madeira seja um momento de alteração de resultados. Que os jogadores coloquem os Adeptos e o Clube em primeiro lugar e que esqueçam as traições do Presidente a eles mesmos. Que vençam por nós. Nós acreditamos em vocês. E que depois da vitória tudo volte à normalidade e que se encha a Discoteca Vespas numa festa verde e branca como na época passada. São selfies senhores, são selfies!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:09



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