Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

1a (1).jpg

 

Depois de ter considerado o aumento do número de associados como um dos méritos do actual mandato, fico agora um pouco surpreendido com duas notícias que têm sido bastante comentadas nos últimos dias.

 

O número de sócios com direito de voto no dia 4 de Março ronda os 45 mil. Sendo consensual que o número de sócios pagantes na generalidade das organizações oscile pelos 50%, seria legítimo ter uma expectativa de pelo menos 70 mil sócios a poder votar nestas eleições. Estamos, portanto, perante metade do que seria expectável depois do anúncio, associado a Eric Cantona, que já ultrapassámos os 150 mil sócios.

 

Estarão também noutra dimensão, como os assistentes aos jogos em Alvalade que ocupam cadeiras aparentemente vazias? Estariam a bordo do voo da Malasya Airlines? Só serão observáveis utilizando equipamentos de VR? Um pokémon pode ser sócio de um clube? Considerando a actual tendência de Hollywood para o remake de clássicos, poderia ser um argumento a explorar por Mulder e Scully…

 

Para lançar ainda mais “transparência” no assunto, eis que a MAG opta por não divulgar os cadernos eleitorais. Baseia essa opção na Lei de Protecção de Dados Pessoais. Estranho que quando um sócio de seu nome Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, na sequência de suspeições levantadas pelo então candidato presidencial Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, apresentou uma proposta de alteração ao Regulamento Eleitoral que visava precisamente estabelecer a obrigatoriedade de divulgação dos cadernos aí não se recordaram da LPDP. Estranho também que, tendo entretanto constatado que o Regulamento alegadamente violava a LPDP, não tenham entretanto apresentado proposta rectificativa do mesmo. Terá a proposta levado mais de 4 anos a ser ultimada…? Estranho igualmente que a LPDP não tenha sido sempre a “resposta oficial” à questão…

 

Para esclarecer estas questões, aparentemente simples, bastaria dar resposta ao exemplo que aqui apresentamos, enviado por um leitor:

 

«Caros Presidentes do SCP e MAG. Neste momento são muitos os adeptos e sócios que se questionam sobre 3 assuntos que terão rápida e simples resposta por parte de V. Exas.:

 

  1. Qual o n.º total de sócios do Sporting Clube de Portugal?

 

  1. Qual o n.º total de sócios com capacidade de voto?

 

Continuamos a aguardar os cadernos eleitorais. Estamos certos de que sabem o que são e que têm conhecimento dos estatutos do clube e MAG. Já ultrapassou o prazo para a publicação obrigatória dos mesmos como também saberão.

Notem que o Sporting Clube de Portugal não é nenhuma Associação de Bombeiros (com todo o respeito por estas).

 

  1. Onde param os outros 100.000 para perfazer os propalados 150.000?

 

Admitindo que se trata de 45.000 sócios com capacidade de voto (resposta à questão 2), serão 100.000 menores de idade como os meus 2 filhos (também sócios)?

Serão todos sócios com menos de 12 meses de filiação?

Ou 100.000 deixaram de pagar quotas a tempo de serem elegíveis a exercer o seu direito de voto?

 

Só isto. 3 respostas simples. 2 números e 1 pequena resposta.

Consultem por favor o vosso Excel.

Nós saberemos calcular uma taxa de crescimento.

Bem como, na falta de resposta, saberemos encontrá-los. Ou deduzir de onde vieram.»

 

Obrigado mais uma vez caro Rui!

 

Agradeço também, antecipadamente, ao CD e MAG que certamente tudo farão para que as eleições decorram com a máxima transparência possível. É o que se exige aos representantes de uma Instituição Centenária que sempre se pautou, não pelos valores mínimos legalmente exigíveis, mas pela Verdade!

Autoria e outros dados (tags, etc)

20170218.jpg

 

 

Finalizando a análise individual das propostas do candidato Pedro Madeira Rodrigues, analisa-se agora o tema Modalidades. Um tema caríssimo a todos os Sportinguistas devido ao carácter ecléctico que o Clube sempre teve em toda a sua História centenária.

 

1. Tornar o Professor Mário Moniz Pereira o sócio perpétuo número 2.

 

Uma proposta consensual sob duas perspectivas diferentes. Por um lado é uma mais que merecida homenagem ao Senhor Atletismo, recorrendo a uma forma já anteriormente utilizada com Francisco Stromp (nº 3). Por outro lado, não se trata propriamente de uma medida estratégica para o futuro das Modalidades, como tal deveria constar no programa mas na rúbrica Liderança e Valores.

 

2. Apostar na competitividade de todas as modalidades, como máximo rigor e equilíbrio orçamental e a aposta na formação como prioridade.

 

O equilíbrio entre competitividade e rigor orçamental é um desígnio não só das modalidades, não só do Sporting, nem sequer só do desporto em geral. É uma regra a observar em qualquer organização que esteja inserida em ambiente competitivo. Tal como muitas das propostas apresentadas pelo candidato, carece de muito maior detalhe. Aqui apenas temos um – a aposta na formação.

 

3. Fazer a planificação geral, calendarização compatibilizada e conjunta das modalidades.

 

Tal como no ponto anterior, não se trata tanto de uma proposta mas sim de uma “regra” obrigatória. Qualquer organização deve ter uma visão geral do seu “negócio” e planificá-lo de acordo com essa visão global buscando, sempre que possível, sinergias.

 

4. Estudar o regresso do basquetebol numa perspectiva sustentada, com o objectivo de competir no escalão mais elevado.

 

A sustentabilidade das modalidades deve ser sempre um princípio basilar. Sendo o basquetebol uma modalidade com bastante história no Sporting, faz sentido recuperá-la. Não obstante, há que afirmar desde o primeiro dia que não existe sucesso sem trabalho e que o sucesso poderá levar 2, 3…., os anos que forem necessários, a ser alcançado. O que não pode acontecer é o que assistimos esta época, em que se fez uma aposta enorme a nível de investimento com promessas de “sucesso fácil” para depois se encontrarem bodes expiatórios para serem demitidos…

 

5. Desenvolver o conceito de Escolas Academia Sporting nas modalidades.

 

Uma boa ideia na sua base, mas que carece de “prática com pinças”. Ou seja, o sucesso que verificamos no futebol está assente na imagem de qualidade que a formação do Sporting conquistou ao longo de várias décadas. Uma excessiva dispersão do conceito poderá ter o efeito contrário de prejudicar a imagem de qualidade que temos ao dia de hoje no futebol. Uma ideia que apenas se tornará uma boa medida se for focada em modalidades em que tenhamos já algum histórico a nível de formação, bem como se forem implementadas recorrendo a parcerias locais – como se vê no futebol.

 

6. Reforçar o projecto Olímpico do Sporting, com o objectivo de alargar o número de modalidades e atletas participantes nos próximos Jogos.

 

Bonito. Mas…? Como? A que custo? Que modalidades? Com que objectivo?

 

7. Desenvolver parcerias com Universidades de referência para reforçar o corpo de técnicos das modalidades.

 

Uma excelente ideia! Mas já foi concretizada. Saúda-se contudo a intenção de manter a aposta.

 

8. Garantir a interligação entre os horários dos jogos das várias modalidades para voltarmos a ter dias “à Sporting”.

 

Como tinha já referido ao desenvolver o tema Universo Desportivo, é uma proposta que não passa de uma boa intenção. Os clubes, hoje em dia, tem pouco a opinar nos horários que são fixados pelas respectivas Federações em associação com canais de TV que eventualmente detenham direitos de transmissão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

16
Fev17

O dia 5 de Março

por Krassimir

Day After.jpg

No próximo dia 5 de Março será conhecido o nome do próximo presidente do Sporting Clube de Portugal, após o acto eleitoral realizado na véspera.

Há duas possibilidades, o actual presidente Bruno de Carvalho (BdC) que tenta a reeleição e um candidato que protagoniza uma lista alternativa, Pedro Madeira Rodrigues (PMR). No caso da eleição para o Conselho Leonino, vai ainda a votos uma outra candidatura independente.

Neste momento existirão várias dúvidas… em primeiro lugar e como é óbvio, quem vence (embora o favoritismo recaia em Bruno de Carvalho) e depois qual a amplitude da vitória – ganhar 60/40% não quererá dizer o mesmo que 90/10%, por exemplo.

Há contudo uma outra “lista” a sufrágio no dia 4 de Março… será o número de votos em branco. Neste grupo estarão incluídos aqueles que estão desiludidos com BdC ou então que nunca o apoiaram, mas também aqueles que não foram seduzidos pelas propostas do único candidato que, mesmo assim, teve coragem para avançar, Pedro Madeira Rodrigues.

É por isso fundamental que o maior número de pessoas vá votar, seja qual for a sua opção, mesmo que pense votar em branco. É importante que isto aconteça, pois o que ocorre mais frequentemente, quando não se acredita em nenhum dos candidatos, é ficar em casa. Esta opção, ao contrário das restantes, não será contabilizada. Em boa verdade, é mesmo lícito dizer-se que não conta para nada, não manifestando repúdio nem aprovação, apenas alheamento. Só se o maior número possível de sócios for votar, o universo sportinguista estará devidamente representado na eleição.

E também é bom que se interiorize que os votos em branco se podem rapidamente vir a integrar num outro candidato que possa surgir no futuro. Serão de qualquer forma uma advertência ruidosa à actual Direcção, mesmo que seja reeleita ou então, no caso de PMR ser eleito, a necessidade de ser mais específico e consequente no seu mandato do que o tem sido na forma como anuncia as suas propostas. Um estímulo, se tiverem bom senso e humildade para o perceber, para que se corrijam muitos dos erros cometidos nesta trajectória de 4 anos e que se agravaram bastante na parte final deste mandato.

Voltando ao dia 5 de Março, o que é expectável, mas não de todo desejável, será o foguetório dos apoiantes do candidato vencedor (se for o actual presidente existe já um triste histórico nesse sentido, de sócios que insultam e desafiam outros, mesmo depois de vitórias contra equipas como o Moreirense) como se tivessem sido campeões nacionais, ao mesmo tempo que provocam os outros sportinguistas que não se revêem nessa candidatura.

Pois nesse dia 5 de Março e convém não o esquecer, estaremos a pouco mais de dois meses do final de uma época frustrante. Uma época em que, apesar do maior investimento de sempre em jogadores (contabilizando também os salários), com um treinador que recebe várias vezes mais do que o anteriormente mais bem pago, não seremos campeões nacionais, não conseguiremos quase de certeza o apuramento directo para a Campions League, não venceremos nem a Taça de Portugal nem a Taça da Liga, em que temos a equipa B a lutar para não descer de divisão e eventualmente se extinguir e em que, nas principais modalidades colectivas, teremos muitas dificuldades em ser campeões, com a excepção provável do futsal. E estaremos na antecâmara de uma próxima época difícil, com poucos recursos disponíveis para o reforço da equipa de futebol (facto que se agravará se não formos à Champions), com a necessidade de apostar na Formação, tendo um treinador que prefere ir buscar carradas de estrangeiros que depois se revelam flops e sem a possibilidade de mudar de treinador por decisão da Direcção (apenas por iniciativa do próprio, dificultada pelo contrato principesco de que desfruta).

Será pois um dia de reflexão e de trabalho mais do que de triunfalismos. Um dia de pensar em trabalhar melhor e de parar com a conversa oca. A verdade é que cada um reagirá como entender. Isso faz parte da democracia e é natural. Ainda assim, seria desejável que cada vez mais parassem os fanatismos, insultos e perseguições. Quanto à união entre os sportinguistas, essa chegará certamente quando finalmente as vitórias se tornarem uma realidade objectiva e concretizada e não apenas propagandeada e inconsequente como infelizmente tem sucedido há vários anos e que em que este mandato não constituiu excepção.

Autoria e outros dados (tags, etc)


editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:39

10
Fev17

1a.JPG

 

 

No seu programa eleitoral, Pedro Madeira Rodrigues estabeleceu alguns objectivos para o futebol e formação, que iremos discutir em seguida.

 

1) Nova estrutura para o futebol, “aproveitando as melhores práticas mundiais”.


A estrutura do futebol no Sporting é algo que claramente não foi devidamente construído neste mandato que agora está a terminar. Uma estrutura implica em primeiro lugar pessoas competentes e a quem são atribuídas tarefas específicas, boa comunicação e interligação entre as funções realizadas, uma cadeia de comando e responsabilidades devidamente estabelecidas. E obviamente que não é preciso reinventar a roda. O que aconteceu no Sporting neste mandato, foi um primeiro ano equilibrado, com contratações acessíveis e ainda assim com aproveitamento, também potenciadas por um treinador que claramente gosta de trabalhar com jovens e de os fazer evoluir – Leonardo Jardim. Depois passou-se para um formato com Marco Silva, em que este não era responsável em nenhum grau pelas contratações e que tinha de fazer render a equipa com o que Inácio e Bruno de Carvalho tinham escolhido. E finalmente, temos o treinador-estrutura (Jorge Jesus), que decide tudo, não apenas os jogadores a contratar, mas até os elementos da estrutura a escolher (!) como foi o caso de Octávio Machado. Ora este modelo nunca poderá resultar (como dolorosamente estamos a ver) e claramente nunca sobreviveria à saída do treinador. Portanto, tem de se apostar num scouting competente, orientado para posições mal servidas ou para dar alternativas ao plantel, incluindo o mercado nacional e internacional, um treinador que aposte nos jovens, primordial num clube formador por excelência como o nosso, num bom diretor desportivo que saiba fazer a articulação entre a Direcção e o treinador e tenha experiência no meio (a hipótese André Geraldes, elemento próximo do presidente, que foi sugerida para o lugar é simplesmente ridícula) e finalmente uma Comunicação eficiente que proteja os jogadores e o treinador dos ataques ou desestabilizações que possam ocorrer. Portanto há muito para fazer e aqui PMR terá necessariamente de ser mais específico no que entende fazer, porque se a intenção de aproveitar as melhores práticas mundiais é boa, acaba por ser vaga se não se especificarem outros detalhes.

 

2) Rigor nas contratações, “com base num departamento de prospecção que inclui metodologias que acrescentem maior certeza nas avaliações, ao mesmo tempo que prevê a normalização “da relação com os agentes desportivos”.

Tal como referido no ponto anterior, o maior rigor e eficácia das contratações é essencial. Não de pode entrar na loucura de contratar mais de 120 jogadores e depois aproveitar menos de 10%. Mesmo que depois sejam vendidos por valor semelhante ao da aquisição, acaba por se ter prejuízo quer nos ordenados que se têm de pagar, quer no atraso no desenvolvimento de jovens que já existam no plantel. As contratações deste mandato foram na grande maioria, desastrosas. Aqui apenas se continuou o que já é habitual no Sporting, que é o de contratarmos pior que os rivais. É uma das razões do nosso insucesso. Portanto tem de se melhorar o scouting, incluindo no mercado nacional e internacional
e depois articulá-lo com o treinador, em função das carências identificadas para a equipa. Como se vai fazer? Aguardamos também aqui mais detalhes. Em primeiro lugar, tendo gente competente e conhecedora do meio. E não esquecer que o scouting também trabalha em relação estreita com os empresários. Neste aspeto em particular, entra a “normalização com os agentes desportivos” referida por PMR... O Sporting não pode estar de costas voltadas para a maioria dos empresários. Neste mandato, criaram-se incompatibilidades com vários deles. Isto dificulta bastante quer na contratação, quer na colocação de atletas que pretendamos vender ou dispensar. Claro, que terão de ser empresários que estejam dispostos a trabalhar com o Sporting numa base de sinergias e benefícios mútuos.

 

3) Contratos com forte “componente de objetivos” de forma a fomentar a “cultura de vitória e de exigência”.

É uma norma da mais elementar lógica e bom senso. Até se pode pagar um salário generoso, dentro da razoabilidade, a um treinador e aos jogadores, mas os prémios, com base nos resultados/conquistas finais e não por ganhar mais derbies ou praticar bom futebol, têm de ser um aliciante para que se conquistem os troféus. No caso do treinador atual, Jorge Jesus, o salário base é já tremendamente elevado e não estará prevista a possibilidade de o dispensar se os resultados forem maus, como se teme esta época. Isso foi feito e bem com Marco Silva, mas não com este treinador. Por isso mesmo é tão difícil dispensá-lo, embora se coloque o ónus neste candidato, que já afirmou não contar com ele em caso de sair vencedor. É uma opção arriscada e que terá de contar com coerência e anuência do treinador, mas menos compreensível é termos de pagar 20 milhões de euros (!) de indemnização se o treinador sair.

 

4) Limite de 23 jogadores no plantel principal.

Parece um número razoável, para permitir uma competição saudável pela titularidade e ao mesmo tempo enfrentar uma época em várias competições. Aliás Bruno de Carvalho também prometeu isso nas anteriores eleições enquanto candidato e temos 28-29 jogadores a evoluir no plantel principal... uma despesa excessiva e gerando desmotivação em quem não joga repetidamente.

 

5) Equipa B como plataforma de transição.

A equipa B actual do Sporting é uma desilusão. Não apenas pela classificação, em que corremos o sério risco de descida, mas sobretudo pela filosofia que se utilizou para compor o seu plantel. No início e bem, era uma forma de os jovens talentosos dos nossos escalões de formação continuarem a evoluir e competir com regularidade. Agora encontra-se completamente descaracterizada, com jogadores na sua maioria estrangeiros de muito duvidosa qualidade e em que poucos poderão alguma vez jogar na equipa principal. E os resultados estão à vista. Também será importante que os jovens não sejam retidos mais que duas épocas na equipa B. Ou passam para a principal, ou são emprestados a outros clubes, ou simplesmente dispensados. Portanto se quando se refere plataforma de transição, corresponde a este entendimento, estaremos no caminho certo. Mais uma vez, convém ser mais específico sobre o que se pretende.

 

6) Redimensionar a prospecção na formação, aproveitando as Escolas Academia Sporting.

Num clube que se orgulha justamente da sua formação, dos campeões que tem produzido, de ter 2 melhores jogadores do Mundo, é importante continuar a atrair os melhores talentos. Aí e infelizmente, os rivais ganharam também terreno. O Sporting tem sido reconhecido como o clube que dá mais oportunidades aos jovens de um dia virem a actuar na sua equipa principal – por isso é importante que tal não seja alterado, como agora se começa a temer – e isso funciona como atractivo para os jovens tentarem a sua oportunidade no nosso clube. Aproveitar as Escolas Academia Sporting parece uma boa ideia, mas tem de ir um pouco mais além, estando atento aos valores que vão despontando em outras equipas nos campeonatos mais jovens.

 

7) Modelo de treino transversal aos escalões de formação, “de forma a dar identidade permanente ao futebol jovem do clube”.

Faz todo o sentido que isso seja tentado e depois se possível tentar harmonizar esse modelo com a equipa principal. Tal fará mais sentido, se se conseguir fixar um treinador por algumas épocas e sobretudo se este estiver identificado com a filosofia do clube. Infelizmente, a prática tem provado que este objectivo não é fácil de cumprir, nomeadamente quando se tenta também estender à equipa B e principal. Mas pelo menos nos escalões mais jovens é viável e positivo.

 

8) Impor a utilização do equipamento principal tradicional "e travar a banalização e excessiva secundarização do equipamento Stromp, com utilização apenas em ocasiões relevantes".

Neste caso, trata-se de uma medida que não tem a relevância de várias das anteriores, mas que se entende pelo simbolismo do equipamento Stromp. Ainda assim, é um equipamento de que os adeptos gostam e que é sempre bem aceite quando utilizado. Poderão definir-se melhor as ocasiões em que deve ser escolhido, mas neste particular não parece que tenha sido banalizado durante o actual mandato.

 

Este foi o balanço possível das medidas e intenções do candidato PMR nesta área tão importante para os sportinguistas como é o futebol e formação, mas em que os títulos e vitórias continuam arredios. Deseja-se que o candidato possa entrar em mais detalhes com o evoluir da campanha, para que os sócios possam saber de que forma irá implementar algumas das medidas enunciadas.

Autoria e outros dados (tags, etc)


editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:47

20170209.jpg

 

 

Continuando a análise do programa de Pedro Madeira Rodrigues, após termos abordado Liderança e Valores, Finanças e Marketing e Comunicação, chega agora a vez de olhar para as propostas na área de Universo Desportivo.

 

1. Garantir uma maior participação institucional activa do Sporting nos principais orgãos de decisão do desporto em Portugal.

 

Fundamental! Imperativo! O Sporting Clube de Portugal está há décadas afastado dos lugares de decisão, no futebol pelo menos. Federação Portuguesa de Futebol e Liga de Clubes. Poderemos também considerar o Conselho de Arbitragem e o Conselho de Disciplina, no entanto estes são eleitos no seio das anteriores, além que são orgãos dos quais os clubes devem manter alguma "distância".

 

Já assistimos no mandato de n presidentes do Sporting, há décadas, a dois factos ocorrerem com alguma frequência. O Sporting é prejudicado pelas arbitragens, primeiro facto. O Sporting limita-se à "queixa mediática" e algumas acções de protesto inócuas, o outro facto. Saúda-se a intenção de mudar este status quo! Fernando Gomes estará para durar na FPF, mas é obrigatório o Sporting apresentar uma lista própria à Liga. Rogério Alves, estando disponível, seria uma excelente escolha.

 

2. Marcar a agenda do desportivismo em Portugal, defendendo sempre os interesses do Sporting, estabelecendo pontes em assuntos comuns, mas sem fazer alianças de qualquer espécie.

 

Para garantir uma candidatura forte à Liga é de extrema importância estabelecer pontes com outros clubes. Concordo com a questão de não fazer alianças, mas apenas em relação aos rivais históricos. O Sporting dificilmente saíria prejudicado de uma aliaça com um clube que tem objectivos competitivos menos ambiciosos. Poderiam essas alianças ser úteis até noutros aspectos, como a colocação de atletas por empréstimo. Para além disto, limito-me a citar Madre Teresa de Calcutá.

 

3. Promover a exposição e militância de sportinguistas mais influentes na nossa sociedade, através da partilha transparente de informação e permante networking.

 

Aqui, basicamente, Madeira Rodrigues propõe a criação de um "lobby Sporting". Absolutamente nada contra, desde que se respeite o princípio de transparência. De salientar que os lobbys têm uma visão menos positiva em Portugal sobretudo pela sua não regulação. Nos Estados Unidos são legais e regulamentados e encarados como normais.

 

4. Promover a cultura sportinguista com o programa "Sporting nas escolas" liderado pela Fundação Sporting / Leões de Portugal, com a participação de embaixadores do nosso clube que visitarão escolas de todo o país (envolvendo núcleos, delegações e filiais) para passar o conhecimento do clube e dos valores de desportivismo.

 

Uma boa ideia. Pela base da mesma, fomentar a cultura do Sporting, mas também pela oportunidade de reforço de interacção entre a "cabeça" (Clube) e os "braços" (Núcleos). Além de que... a criança feliz de hoje poderá ser o sócio de amanhã.

 

5. Criar condições para a melhoria da competitividade do futebol Português, procurando propor alterações dos quadros fiscais em que os clubes e atletas se inserem, junto das entidades competetentes e exercendo as influências legítimas para que as mesmas se tornem realidade. Propor alterações ao nível da fiscalidade para garantir condições mais equilibradas de atracção de jogadores em comparação com outros mercados. Propor melhorias ao nível de jogo: últimos 10 minutos com o relógio a parar.

 

Uma boa intenção, mas que dificilmente passará disso. É um facto que, desde que foi revisto o regime de IRS dos futebolistas em Portugal, perdemos competitividade com outras Ligas, já de si mais competitivas a priori por terem maior capacidade de investimento. No entanto, ainda para mais com o actual Governo suportado em maioria parlamentar com comunistas e bloquistas, sabemos todos que será impossível na actualidade rever esse regime. Mesmo com qualquer outro Governo, nenhum Partido quererá atrair para sí o ónus da "menor justiça fiscal" depois das dificuldadaes que o país atravessou e atravessa.

 

Quanto aos últimos 10 minutos... Implica que o International Board altere as regras do futebol... Além que, porque não o jogo todo, porquê só 10 minutos? Um momento de boa disposição no Programa...

 

6. Incentivar alterações ao nível da arbitragem em Portugal, nomeadamente a reintroduição do sorteio de árbitros.

 

Apenas possível com o Sporting nos lugares de decisão referidos na primeira proposta. Enquanto vigorou o regime de sorteio o Sporting venceu 2 campeonatos em 3...

 

7. Sensibilizar e defender junto das entidades responsáveis pela marcação dos horários dos jogos da equipa principal de futebol, que estes tenham em consideração os sócios e adeptos que vivam longe de Lisboa.

 

Estas questões não se sensibilizam, negoceiam-se. Quem decide os horários, basicamente, é quem tem os direitos televisivos. Direitos esses que os clubes cedem, e negoceiam para os ceder. É esse o momento de abordar a questão.

 

8. Dinamizar programas de apoio à colocação no mercado de trabalho de ex-desportistas.

 

Uma muito boa intenção. Não obstante, deveria ser o Sindicato de Jogadores a avançar com a mesma, visto enquadrar-se mais com as suas competências. Mas claro que o Sporting deve colaborar! A esmagadora maioria das pessoas avalia a qualidade de vida dos desportistas em geral pelo gold standard, as "vedetas". Nem todos os desportistas são milionários, longe disso, e muitos sacrificaram outras carreiras pelo desporto. Saudável ideia, enquadrada no que são os valores do Sporting Clube de Portugal.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

07
Fev17

fall_for_dalton_brothers_by_andy_mornifle-d808avn.

 

 

Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, o Sporting vai para quase quinze anos sem vencer um campeonato, com poucos títulos internos nestes anos passados, com eternos problemas internos de liderança, com problemas financeiros, com erros graves de gestão, com tantas asneiras que se abriu a possibilidade a um ilustre desconhecido tomar o poder.

Bruno de Carvalho está no seu quarto ano de mandato. E tudo continua na mesma, ou numa visão financeira, pior. Estamos mais dependentes de terceiros, temos menos percentagem da nossa SAD, o nosso passivo aumenta a olhos vistos, o investimento é cada vez maior e o retorno, seja ele em vendas seja em títulos é praticamente nulo.

Ora, não é necessário tirar um curso de gestão ou um MBA para entender que de onde se tira e não se coloca, algum dia irá faltar, e não existirá onde ir buscar para tapar o buraco.

Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, a menos de um mês das eleições no Sporting, dois candidatos pouco esclarecem e nada apresentam de soluções.

Não há uma única proposta de rutura. E no caso da Candidatura de Bruno de Carvalho, é ainda mais assustador assistir ao regresso de figuras do passado recente tão violentamente criticados pelo atual Presidente. Eram “estes” o “cancro” do Sporting. Pois bem, como é hábito, as metástases espalham-se e dificilmente conseguem ser eliminadas. E neste caso até se abraçam com a “cura”, apesar de o problema continuar bem visível e a alastrar abruptamente por todo o universo Sporting.

Ora avaliando o estado do Clube, olhando para os péssimos resultados desportivos, para os miseráveis resultados financeiros, para o estado da nossa Formação, para o tom e a forma como Bruno de Carvalho lidera, a questão que se coloca é: Porque desistiu Mário Patrício? Porque não avançou já Benedito? Ganhariam estas eleições, e não sou eu que o digo, é a bancada leonina que não quer Bruno de Carvalho.

Quando olhamos para a Comissão de Honra de Bruno de Carvalho, e conhecendo nós os apoiantes dos Candidatos a Candidatos que nunca o foram e desistiram, começo a ter a certeza que há uma estratégia na sombra, ou melhor, e ao estilo Hollywood, uma golpada.

Ora vejamos, Ricciardi está sempre com quem está no poder. Hoje gosta do Bruno, amanhã tratará de o dizimar. Isso é uma certeza como a fome. Pedro Baltazar quer o poder, Froes quer o poder, Mário Patrício quer o poder, Godinho quer a sua “vendetta”, entre tantos outros ilustres, onde se poderá encontrar Alvaro Sobrinho e Mosquito, grandes “amigos” dos cofres verdes e brancos.

Bruno de Carvalho está a ser dizimado por dentro. A esta equipa apresentada falta somente Carlos Barbosa e Nobre Guedes para se afirmar o passado recente que Bruno prometeu “limpar”. Pois bem, que maior afirmação de fracasso que se ver obrigado a “readmitir” toda esta gente? E que maior afirmação de liderança marioneta que tudo isto?

Bruno não será vencido na urna, cairá sozinho, em desgraça, acabando com um falso mito. E merece cair assim. Um vendedor de banha da cobra que engana, processa, insulta os Sócios que lhe pagam o ordenado e lhe permitem viajar e passear em família e com namoradas por este mundo fora.

Bruno auto-injetou-se com o vírus. A cura não existe. Querem destruí-lo. Mas quem deixou a ferida exposta foi o próprio Bruno. E não se preocupou nunca em cura-la, mas sim em alastrar o fosso e a promover uma divisão e uma guerrilha que nunca poderia ganhar.

Bruno é um pobre diabo. Sem credibilidade perante a banca, sem credibilidade perante as empresas, sem voz nem poder em lado algum. E na sua ignorância e redução à realidade, não é de espantar preferir o banco à bancada presidencial. Pois no banco junto ao relvado está ao seu nível, na cadeira dos negócios é um pobre rapaz, sem propósitos e sem capacidade de envolvimento e visão.

Bruno acabou. Tem os dias contados. E uma vez mais, quem pagará tudo isto é o Sporting.

Mantenham-se atentos, pois o golpe está em marcha, e a perda da SAD é cada vez mais uma realidade.

Autoria e outros dados (tags, etc)


editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:51

01
Fev17

My Own Worst Enemy

por Ivaylo

1b.png

 

No dia 30, um dia antes do encerramento do mercado de Inverno em Portugal, o presidente do Sporting Bruno Carvalho faz uns momentos de pausa (legítimos… é um período tranquilo…) e dá a voz ao candidato Bruno Carvalho para acusar o candidato Madeira Rodrigues de destabilizar a equipa.

 

Sobre Madeira Rodrigues, efectivamente ao anunciar a sua candidatura à presidência garantiu que não iria falar sobre a equipa de futebol no decorrer da campanha. Não cumpriu. Ter-lhe-ia ficado bem essa coerência, assim como lhe ficaria muito bem esquecer de uma vez por todas a utopia de despedir Jorge Jesus. Uma coisa é certa, cometer estes erros incoerentes na campanha é bem menos grave do que cometê-los em exercício de funções.

 

No que diz respeito às acusações proferidas por Bruno Carvalho, há que lhe reconhecer muita razão! É evidente que existe alguma desestabilização no futebol leonino, evidentemente tendo como causa Madeira Rodrigues.

 

Porquê? Simples…

 

Foi Madeira Rodrigues que dotou o Sporting de uma estrutura de futebol, corporizada em Jesus e Octávio, que deixa o plantel impermeável a qualquer brisa de contrariedade.

 

Foi Madeira Rodrigues que, em empolgação eleitoralista, decidiu ter esta época o maior orçamento de toda a História do futebol do Sporting Clube de Portugal.

 

Foi Madeira Rodrigues que, em alinhamento com o treinador, decidiu que os defesas laterais que transitaram da última época seriam suficientes em termos qualitativos para atacar 4 provas (com legítimas pretensões de vencer 3).

 

Foi Madeira Rodrigues que tomou a decisão estratégica de, para dotar o plantel de experiência, optar por ceder jogadores provenientes da Formação em empréstimos e, para os seus lugares recrutar jogadores que foram/são uma clara mais-valia para o plantel. Douglas, Petrovic, Elias, Meli, André, Castaignos são exemplos.

 

Foi Madeira Rodrigues que, emotivamente em reacção ao desvio de Carrillo para o Colombo, decide responder “à altura”, “desviando” Markovic de Anfield para Alvalade. «Pelo menos não custou um cêntimo»..., excepto o fee de empréstimo de 1,5M€ aos quais acresceram uma comparticipação mensal do seu vencimento de 40% (ou seja, o tecto salarial do Sporting).

 

Foi Madeira Rodrigues, batendo o pé no chão em fúria com a frustração da eliminação da Taça da Liga (da qual é claramente responsável), que resgatou os atletas André Geraldes e Ryan Gauld do Vitória de Setúbal. Foi igualmente ele que os fez passar o mês de Janeiro numa novela mexicana de destino incerto, destino que acaba por ser o plantel do Sporting (A ou B, veremos…).

 

Por último, é agora Madeira Rodrigues que continua a achar que os defesas laterais do plantel são mais que suficientes para atacar o resto da Liga. Mais que suficientes! Porque até se dá ao luxo de dispensar alguns…

Autoria e outros dados (tags, etc)

20170131 (1).jpg

 

 

Naquele que, actualmente, é um dos dois (o outro é o futebol) aspectos fundamentais na estratégia do líder de um clube em Portugal, o candidato Pedro Madeira Rodrigues apresenta oito propostas.

 

1. Recuperar no imediato a posse da Academia Sporting, na posse do Banco Comercial Português desde 2014, com o apoio de investidores que entrarão com um valor a rondar os 14M€.

 

Neste ponto, o que o candidato essencialmente propõe é o pagamento antecipado de todas as rendas e valor residual no contrato de locação financeira que o Sporting assinou com o referido Banco em 2014. Ainda que se discorde do instrumento de financiamento utilizado, o que é certo é que ele existe e constituí uma obrigação para o Sporting. Partindo dos fáceis princípios que o Banco não pode vender o imóvel no decorrer do contrato em vigor, e, que o Banco não se opõe à realização de obras que aumentem o valor do imóvel, é legítimo questionar que vantagem terá o Clube em accionar o pagamento antecipado. Igualmente legitimo seria identificar os investidores e quais seriam as suas contrapartidas.

 

2. Garantir a detenção da maioria de capital da SAD, preparando a recompra de VMOCs.

 

Mais que uma proposta, trata-se de um "desígnio dívino". É impreterível garantir a independência do Clube! Preparar a recompra dos Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis é garantir a disponibilidade de 99M€ até 2026, caso contrário os Bancos financiadores (BCP e NB) tornam-se automaticamente detentores de 45% do capital da SAD, vendo os actuais accionistas as suas participações revistas em proporção. Ou seja, fazendo esse caminho de forma sustentada, deverá o Sporting reservar cerca de 10M€ por ano. Se, pelo que se pode ver no final do link anterior, até ao momento reservámos apenas 3M€, já temos então uma diferença de 7M€ a compensar futuramente. Aguardamos o concretizar, por parte de Madeira Rodrigues, de como planeia reservar 47M€ nos quatro anos de mandato.

 

3. Promover a participação dos actuais investidores e a atracção de novos, estruturando e revendo a abordagem global ao mercado, restabelecendo relações de confiança e procurando novas parcerias.

 

Os principais investidores do Sporting são os seus accionistas, os seus financiadores e os seus patrocinadores. Entre os accionistas temos a Holdimo de Álvaro Sobrinho e a Olivedesportos de Joaquim de Oliveira. Nos financiadores os já citados Banco Comercial Português e o Novo Banco. Seria útil que Madeira Rodrigues esclarecesse em que moldes pretende que os empresários e/ou os Bancos participem mais, com que contrapartidas e em que montantes. Na nova abordagem ao mercado também seria pertinente concretizar quais os sectores, à data não explorados, para os quais o Sporting irá apontar. O recente relatório UEFA, já aqui mencionado noutra oportunidade, aponta para os sectores "Banca e Seguros", "Empresas de Apostas", "Companhias Aéreas" e "Indústria Automóvel".

 

4. Assumir, inequivocamente a transparência na identificação dos investidores.

 

Um excelente princípio pelo qual se deveria reger qualquer Organização. No entanto até ao momento, o candidato Pedro Madeira Rodrigues não divulgou quem serão os investidores do primeiro ponto. Seria também importante perceber em que moldes esses investidores entrariam no Sporting e, se estariam dispostos a canalizar esse investimento de 14M€ para questões mais propensas a gerar valor, nomeadamente as melhorias de infra-estruturas da própria Academia.

 

5. Optimizar a gestão de tesouraria que permita uma gestão eficiente dos activos e impeça a alienação destes para suprimento de faltas.

 

Dizer isto é, basicamente, garantir um fluxo de recebimentos que faça face ao fluxo de pagamentos num determinado período em análise. Não entrando nas obrigações financeiras enunciadas nos pontos anteriores, uma análise muito simplista aponta para o pagamento de vencimentos como o maior desafio nessa gestão. Considerando que a quotização foi alocada em exclusivo às modalidades, são neste momento as receitas de patrocínios, direitos televisivos e mais-valias em vendas de jogadores que financiam o orçamento do futebol. Para tudo isto ser sustentável, como as mais-valias não são constantes, é fundamental reduzir a massa salarial. É isto que Madeira Rodrigues propõe? Não sabemos. Aguardamos.

 

6. Regularizar e fortalecer a relação institucional com os parceiros bancários.

 

Nos dois verbos utilizados – regularizar e fortalecer – é hoje em dia de comum entendimento que os Bancos estarão muito interessados no primeiro e com fraca apetência para o segundo. O que os parceiros bancários, de uma forma transversal a todos os clubes, querem é reduzir a sua exposição a um sector que lhes tem trazido mais dissabores que retorno. Daí a sua flexibilidade na gestão das dívidas actuais, mas é bastante previsível que não tencionem fortalecer as actuais relações.

 

7. Reduzir os gastos com fornecimentos e serviços externos.

 

Um bom prícipio de gestão. No caso do Sporting, mais que uma intenção deve ser uma prioridade considerando os sucessivos recentes aumentos nesta rúbrica. Tratado-se de matérias tão diversas como electricidade, água ou combustíveis, mais que o príncipio aguardamos que Madeira Rodrigues liste quais os principais vectores de poupança e como pretende consegui-lo. Reduzir os encargos com deslocações de comitivas poderia ser uma ideia, mas só o próprio para a consubstanciar.

 

8. Garantir a apresentação regular das contas consolidadas do clube.

 

Uma medida concreta que visa a transparência com que nos devemos relacionar com os demais stakeholders. Recordar que num passado recente Bruno Carvalho lançou esse repto aos rivais, só o cumprindo em casa própria passados 10 meses.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

26
Jan17

Os Miseráveis

por Krpan

O Sporting de Bruno Carvalho foi uma lufada de ar fresco para muitos. Prometeu o que não podia e o que nunca poderia vir a colocar em prática.

O esfomeado, o fanático, acredita em tudo e tudo faz por um prato de sopa. E nada mais do que sopa foi oferecido a um conjunto de Sócios e Adeptos, que felizmente, nos últimos tempos têm vindo a acordar para a realidade.

 

Desde 2011 e com mais incidência no primeiro ano de mandato em 2013, que o Sporting na sua comunicação tomou um caminho cego e pleno de fantasia.

 

Abdicou completamente de cumprir com os seus valores e colocou a dignidade no fundo das suas prioridades

Processos a Sócios;
Expressões feitas em publico pelo Presidente Bruno de Carvalho como: Ratos, Híbridos, Miseráveis, Croquetes, Lambuças, Lampiões, e claro, as famosas afirmações como “Há que os expurgar” ou “gente dessa não faz falta ao Sporting”.

Sabemos todos que a democracia tem os seus defeitos, mas todos sabemos que para muitos é o melhor que há. Mas sobre isso não nos vamos debruçar, até porque o que está aqui em causa é avaliar o método e a estratégia da comunicação do Sporting nos últimos anos.

Vários foram os diretores de comunicação, João Morgado Fernandes, Mario Carneiro, Luis Bernardo e agora Nuno Saraiva, como é lógico, a culpa foi de todos os que passaram e nunca dos que sempre estiveram e ainda continuam.

 

600.5783d5600cf22c4188c48e54.jpg11846657_10204981263034956_3655047467363029570_n.jcom.jpg

 

 

Esteve também numa fase Bruno Roseiro, foi o obreiro da obra “Presidente sem medo”, ainda antes de travar qualquer batalha de Leão ao Peito. Bruno Roseiro foi corrido, chutado nas guerras internas, bem como toda uma equipa de miúdos que com ele estava, onde se inclui Diogo Bernardo, o gestor tão adorado das nossas redes sociais.

 

 

1507-1.jpg

 

Os tempos foram de guerra interna, como agora, Diogo Bernardo saiu, escreveu então à data o seguinte: "Orgulhoso do que fiz. Aliviado por não fazer parte do que não queria fazer". Chegou depois em jeito de arraial um portento da Malásia e um sem abrigo do Brasil, estilos de populismo raso. Roseiro pensava que teria uma “saída dourada”, está encostado a um inexistente e pouco elogioso serviço de assessoria.


Mas quem é que sempre esteve em cena? Quem nunca saiu do poleiro? Quem já tem empresas e outros negócios graças ao Sporting? Pois é, um conjunto de miúdos que hoje já querem fazer a obra do Mural dos Sócios no nosso Pavilhão ou que se julgam os novos Jorge Mendes lá do prédio, negociando grandes atletas, como se diz à boca cheia o Spalvis ou outros flopes que por aí andam a deambular, que poderão encontrar nas obras de acabamento do pavilhão o seu futuro.

Estes miúdos têm todo o direito de defender o seu dono. Foi ele que lhes abriu a porta. Foi ele que das suas empresas e fundações lhes abriu a porta a um futuro melhor. De Ferrões a Batistas, tudo vive à conta do Sporting. Uns na gestão do Estádio, outros com espaço mediático no Canal do Clube e na Gestão da Academia. Outros há que não passam de papagaios que se vendem por um bilhete e vendem a sua dignidade por um petisco.

Os que apresentamos aqui são somente alguns, o topo da pirâmide da família de jovens que andam a difamar, devassar, acusar, ameaçar, irmãos de sangue verde e branco, só e somente só porque têm uma opinião contrária e diferente.


Tudo com a conivência de uma Direção e claro de um João Duarte que tudo faz para que a sua empresa continue de pedra e cal a controlar o Jornal Sporting, o Canal Sporting (há que pagar ordenados), e a criatividade e gestão de redes sociais. João Duarte ou é muito inocente ou é o principal culpado. Rapaz que está a fazer a campanha para a candidatura de Bruno Carvalho e que escreve no Jornal do Clube. Vale tudo!!!

1.jpg

 



O tempo de os apresentar é este. Há muito que são conhecidos por quem navega e perde algum tempo nas redes sociais. O mais grave é que se desdobram em perfis falsos, evangelizam, mentem, e acima de tudo, deturpam os valores do Clube e seguem uma agenda miserável e podre, com o consentimento do Presidente e dos principais decisores das estratégias de comunicação.

O Cigano de Alvalade, o Sporting Fans, o Rugir 1906, o Blog Mister do Café, são alguns dos exemplos dos espaços que os avençados construíram e dominam a seu belo prazer para acusar.

De antigos dirigentes, a sócios, a membros de claque e agora mais recentemente a antigos atletas, capitães e campeões com o nosso manto vestido durante toda uma carreira.

 

O que fizeram recentemente a Beto, grande Capitão do nosso Sporting é sintomático que não há limites para esta gente. O que fizeram a Socios, Membros de Claque, Funcionários, com muitos anos de bancada e de Sporting como "Truk", "Agostinho", "Juvenal", "Alexandre", "Catarina", "Xana Antunes", "Família Frazão", "Pedro Rosado", "Bernardo Sousa", "Rico Winchester", "Cláudio Lourinho", "João Zagalo", "Nuno Manaia", "Kiosk", "Ricardo Morais", "João Tobias", "César Oliveira", "Miguel Graciano", "Paulo Alvalade", os membros do Camarote Leonino, Dia do Clube, Norte de Alvalade, mais recentemente Severino e o único candidato Pedro Madeira, entre tantos mas tantos outros, é miserável e angustiante. Este é o tom do Sporting de agora, em reuniões, no nosso Canal de Televisão, no relvado, nos pavilhões.

 


Não peço muito, somente que todos compreendam o que se faz e porque se faz. E que parem de uma vez por todas de acusar e mentir sobre Sócios, Dirigentes e Atletas. Afinal, São estes e sempre serão estes o Sporting.

Pois vocês vão passar e nunca mais vão voltar!

frases-dase-a-esmola-para-tirar-da-frente-o-misera

Autoria e outros dados (tags, etc)


editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:01

1b.jpg

 

Fazendo uma “viagem” retrospectiva, confrontamo-nos necessariamente com uma mudança de paradigma naquele que é, simultaneamente, o melhor e pior modelo de organização civilizacional – a Democracia.

 

Em tempos idos, e ainda que a Democracia dispense o culto pessoal, podíamos “olhar para cima” com genuína admiração.

 

Nuns casos para os (futuros) Líderes que se bateram, por vezes com enorme sacrifício pessoal, para que as pessoas tivessem a possibilidade de escolher aqueles mais aptos e com maiores competências para “navegar o barco” – primus inter pares. São disso exemplos internos Mário Soares e Álvaro Cunhal. Gostando mais ou menos de cada um deles (não é essa a questão), mas, unanimemente, todos lhes agradecem o facto de hoje poderem até, eventualmente, falar mal deles.

 

Noutros casos para os que já ascenderam a lugares de liderança com regimes democráticos implantados, mas que mesmo assim acalentaram o sonho de os tornar cada vez melhores, mais justos, tendo como meta o eterno desenvolvimento global. Podemos recordar Kurt Waldheim que foi secretário-geral da ONU na década de 70 do século XX, período em que a organização pugnava efectivamente pelo sonho de paz mundial. Podemos recordar Jacques Delors, presidente da Comissão Europeia à data da adesão de Portugal, que verdadeiramente acreditava num projecto europeu inclusivo e de desenvolvimento social e económico para todos. Na realidade política, podemos recordar mais recentemente Barack Obama. Na realidade desportiva, podemos (e devemos!) recordar João Rocha.

 

O que mudou? Porque mudou?

 

Hoje… Hoje é com imensa dificuldade que “olhamos para cima”. Pior!, hoje é com alguma dificuldade que “olhamos” sequer “para o lado”. A mudança de paradigma, numa frase, é esta: passámos de poder eleger os melhores para nos resignarmos aos menos maus.

 

Vejam-se as recentes eleições nos Estados Unidos da América, país que para além do referido Obama já teve também Lincoln e Kennedy. Estas eleições claramente não foram a escolha do melhor, muito por culpa de esse melhor nem estar no boletim de voto. Os norte-americanos viram-se confrontados, não com a escolha do primus inter pares, mas com a exclusão de partes. Ou seja, voto em A porque odeio B, e vice-versa – a escolha do menos mau.

 

Vejam-se agora as actuais eleições do Sporting Clube de Portugal. Assistimos, com grande consternação, à ausência dos melhores na corrida eleitoral. Até à data, com as candidaturas em cima da mesa, temos tal como os norte-americanos a escolha entre o mau e o medíocre. De um lado o líder actual, do outro o aspirante.

 

De um lado a “pseudo-réplica” de Pinto da Costa e Vieira, mas que tarda em perceber que os métodos e estratégias utilizadas pelos presidentes rivais nos seus inícios dos respectivos mandatos poderão (claro!) estar ultrapassadas em 2017… Mais que não seja, porque um começou na década de 70 e o outro na de 90, e o Mundo mudou um bocado desde então. O Mundo sim, o Sporting não.

 

Do outro, alguém que está prestes a ter de utilizar muletas para se deslocar, tal a quantidade de tiros no pé que já deu. Entre os tiros, os tropeções e os tiros nos cotos (tiro em dedo previamente atingido), aquele que era visto com alguma esperança pelos que não se resignam ao descrito no parágrafo anterior esfuma-se no pó da desilusão e em breve no pó do esquecimento.

 

Queremos mais! Queremos melhor!! Merecemos melhor!!!

 

Merecemos…?

 

Será que os norte-americanos merecem melhor que Trump? Com a total ausência de debate de propostas na campanha, por detrimento de ataques pessoais, muito consequência do facto de as pessoas genuinamente não as quererem ouvir, com uma taxa de abstenção na casa dos 50% com especial predominância entre as mulheres (que o mesmo desrespeitou imensamente) é justo dizer que “se deitaram na cama que fizeram”.

 

Será que os portugueses merecem melhor? Com as sucessivas abstenções que se vão verificando nas sucessivas eleições, os mencionados Soares, Cunhal e Salgueiro Maia devem dar voltas e voltas nos seus repousos eternos.

 

Será que os sportinguistas merecem melhor? Aqueles que estão prontos a idolatrar alguém que se limita a imitar aqueles que antes criticávamos e que “no Sporting nunca!”.

 

Fazem falta Líderes, mas essencialmente fazem falta pessoas inteligentes que analisem, façam questões e sejam exigentes. Se as massas são compostas de “menos maus”, como podemos aspirar a que delas emerjam Líderes…?

Autoria e outros dados (tags, etc)



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D