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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre

07
Fev17

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Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, o Sporting vai para quase quinze anos sem vencer um campeonato, com poucos títulos internos nestes anos passados, com eternos problemas internos de liderança, com problemas financeiros, com erros graves de gestão, com tantas asneiras que se abriu a possibilidade a um ilustre desconhecido tomar o poder.

Bruno de Carvalho está no seu quarto ano de mandato. E tudo continua na mesma, ou numa visão financeira, pior. Estamos mais dependentes de terceiros, temos menos percentagem da nossa SAD, o nosso passivo aumenta a olhos vistos, o investimento é cada vez maior e o retorno, seja ele em vendas seja em títulos é praticamente nulo.

Ora, não é necessário tirar um curso de gestão ou um MBA para entender que de onde se tira e não se coloca, algum dia irá faltar, e não existirá onde ir buscar para tapar o buraco.

Hoje, dia 7 de Fevereiro de 2017, a menos de um mês das eleições no Sporting, dois candidatos pouco esclarecem e nada apresentam de soluções.

Não há uma única proposta de rutura. E no caso da Candidatura de Bruno de Carvalho, é ainda mais assustador assistir ao regresso de figuras do passado recente tão violentamente criticados pelo atual Presidente. Eram “estes” o “cancro” do Sporting. Pois bem, como é hábito, as metástases espalham-se e dificilmente conseguem ser eliminadas. E neste caso até se abraçam com a “cura”, apesar de o problema continuar bem visível e a alastrar abruptamente por todo o universo Sporting.

Ora avaliando o estado do Clube, olhando para os péssimos resultados desportivos, para os miseráveis resultados financeiros, para o estado da nossa Formação, para o tom e a forma como Bruno de Carvalho lidera, a questão que se coloca é: Porque desistiu Mário Patrício? Porque não avançou já Benedito? Ganhariam estas eleições, e não sou eu que o digo, é a bancada leonina que não quer Bruno de Carvalho.

Quando olhamos para a Comissão de Honra de Bruno de Carvalho, e conhecendo nós os apoiantes dos Candidatos a Candidatos que nunca o foram e desistiram, começo a ter a certeza que há uma estratégia na sombra, ou melhor, e ao estilo Hollywood, uma golpada.

Ora vejamos, Ricciardi está sempre com quem está no poder. Hoje gosta do Bruno, amanhã tratará de o dizimar. Isso é uma certeza como a fome. Pedro Baltazar quer o poder, Froes quer o poder, Mário Patrício quer o poder, Godinho quer a sua “vendetta”, entre tantos outros ilustres, onde se poderá encontrar Alvaro Sobrinho e Mosquito, grandes “amigos” dos cofres verdes e brancos.

Bruno de Carvalho está a ser dizimado por dentro. A esta equipa apresentada falta somente Carlos Barbosa e Nobre Guedes para se afirmar o passado recente que Bruno prometeu “limpar”. Pois bem, que maior afirmação de fracasso que se ver obrigado a “readmitir” toda esta gente? E que maior afirmação de liderança marioneta que tudo isto?

Bruno não será vencido na urna, cairá sozinho, em desgraça, acabando com um falso mito. E merece cair assim. Um vendedor de banha da cobra que engana, processa, insulta os Sócios que lhe pagam o ordenado e lhe permitem viajar e passear em família e com namoradas por este mundo fora.

Bruno auto-injetou-se com o vírus. A cura não existe. Querem destruí-lo. Mas quem deixou a ferida exposta foi o próprio Bruno. E não se preocupou nunca em cura-la, mas sim em alastrar o fosso e a promover uma divisão e uma guerrilha que nunca poderia ganhar.

Bruno é um pobre diabo. Sem credibilidade perante a banca, sem credibilidade perante as empresas, sem voz nem poder em lado algum. E na sua ignorância e redução à realidade, não é de espantar preferir o banco à bancada presidencial. Pois no banco junto ao relvado está ao seu nível, na cadeira dos negócios é um pobre rapaz, sem propósitos e sem capacidade de envolvimento e visão.

Bruno acabou. Tem os dias contados. E uma vez mais, quem pagará tudo isto é o Sporting.

Mantenham-se atentos, pois o golpe está em marcha, e a perda da SAD é cada vez mais uma realidade.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 11:51

01
Fev17

My Own Worst Enemy

por Ivaylo

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No dia 30, um dia antes do encerramento do mercado de Inverno em Portugal, o presidente do Sporting Bruno Carvalho faz uns momentos de pausa (legítimos… é um período tranquilo…) e dá a voz ao candidato Bruno Carvalho para acusar o candidato Madeira Rodrigues de destabilizar a equipa.

 

Sobre Madeira Rodrigues, efectivamente ao anunciar a sua candidatura à presidência garantiu que não iria falar sobre a equipa de futebol no decorrer da campanha. Não cumpriu. Ter-lhe-ia ficado bem essa coerência, assim como lhe ficaria muito bem esquecer de uma vez por todas a utopia de despedir Jorge Jesus. Uma coisa é certa, cometer estes erros incoerentes na campanha é bem menos grave do que cometê-los em exercício de funções.

 

No que diz respeito às acusações proferidas por Bruno Carvalho, há que lhe reconhecer muita razão! É evidente que existe alguma desestabilização no futebol leonino, evidentemente tendo como causa Madeira Rodrigues.

 

Porquê? Simples…

 

Foi Madeira Rodrigues que dotou o Sporting de uma estrutura de futebol, corporizada em Jesus e Octávio, que deixa o plantel impermeável a qualquer brisa de contrariedade.

 

Foi Madeira Rodrigues que, em empolgação eleitoralista, decidiu ter esta época o maior orçamento de toda a História do futebol do Sporting Clube de Portugal.

 

Foi Madeira Rodrigues que, em alinhamento com o treinador, decidiu que os defesas laterais que transitaram da última época seriam suficientes em termos qualitativos para atacar 4 provas (com legítimas pretensões de vencer 3).

 

Foi Madeira Rodrigues que tomou a decisão estratégica de, para dotar o plantel de experiência, optar por ceder jogadores provenientes da Formação em empréstimos e, para os seus lugares recrutar jogadores que foram/são uma clara mais-valia para o plantel. Douglas, Petrovic, Elias, Meli, André, Castaignos são exemplos.

 

Foi Madeira Rodrigues que, emotivamente em reacção ao desvio de Carrillo para o Colombo, decide responder “à altura”, “desviando” Markovic de Anfield para Alvalade. «Pelo menos não custou um cêntimo»..., excepto o fee de empréstimo de 1,5M€ aos quais acresceram uma comparticipação mensal do seu vencimento de 40% (ou seja, o tecto salarial do Sporting).

 

Foi Madeira Rodrigues, batendo o pé no chão em fúria com a frustração da eliminação da Taça da Liga (da qual é claramente responsável), que resgatou os atletas André Geraldes e Ryan Gauld do Vitória de Setúbal. Foi igualmente ele que os fez passar o mês de Janeiro numa novela mexicana de destino incerto, destino que acaba por ser o plantel do Sporting (A ou B, veremos…).

 

Por último, é agora Madeira Rodrigues que continua a achar que os defesas laterais do plantel são mais que suficientes para atacar o resto da Liga. Mais que suficientes! Porque até se dá ao luxo de dispensar alguns…

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26
Jan17

Os Miseráveis

por Krpan

O Sporting de Bruno Carvalho foi uma lufada de ar fresco para muitos. Prometeu o que não podia e o que nunca poderia vir a colocar em prática.

O esfomeado, o fanático, acredita em tudo e tudo faz por um prato de sopa. E nada mais do que sopa foi oferecido a um conjunto de Sócios e Adeptos, que felizmente, nos últimos tempos têm vindo a acordar para a realidade.

 

Desde 2011 e com mais incidência no primeiro ano de mandato em 2013, que o Sporting na sua comunicação tomou um caminho cego e pleno de fantasia.

 

Abdicou completamente de cumprir com os seus valores e colocou a dignidade no fundo das suas prioridades

Processos a Sócios;
Expressões feitas em publico pelo Presidente Bruno de Carvalho como: Ratos, Híbridos, Miseráveis, Croquetes, Lambuças, Lampiões, e claro, as famosas afirmações como “Há que os expurgar” ou “gente dessa não faz falta ao Sporting”.

Sabemos todos que a democracia tem os seus defeitos, mas todos sabemos que para muitos é o melhor que há. Mas sobre isso não nos vamos debruçar, até porque o que está aqui em causa é avaliar o método e a estratégia da comunicação do Sporting nos últimos anos.

Vários foram os diretores de comunicação, João Morgado Fernandes, Mario Carneiro, Luis Bernardo e agora Nuno Saraiva, como é lógico, a culpa foi de todos os que passaram e nunca dos que sempre estiveram e ainda continuam.

 

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Esteve também numa fase Bruno Roseiro, foi o obreiro da obra “Presidente sem medo”, ainda antes de travar qualquer batalha de Leão ao Peito. Bruno Roseiro foi corrido, chutado nas guerras internas, bem como toda uma equipa de miúdos que com ele estava, onde se inclui Diogo Bernardo, o gestor tão adorado das nossas redes sociais.

 

 

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Os tempos foram de guerra interna, como agora, Diogo Bernardo saiu, escreveu então à data o seguinte: "Orgulhoso do que fiz. Aliviado por não fazer parte do que não queria fazer". Chegou depois em jeito de arraial um portento da Malásia e um sem abrigo do Brasil, estilos de populismo raso. Roseiro pensava que teria uma “saída dourada”, está encostado a um inexistente e pouco elogioso serviço de assessoria.


Mas quem é que sempre esteve em cena? Quem nunca saiu do poleiro? Quem já tem empresas e outros negócios graças ao Sporting? Pois é, um conjunto de miúdos que hoje já querem fazer a obra do Mural dos Sócios no nosso Pavilhão ou que se julgam os novos Jorge Mendes lá do prédio, negociando grandes atletas, como se diz à boca cheia o Spalvis ou outros flopes que por aí andam a deambular, que poderão encontrar nas obras de acabamento do pavilhão o seu futuro.

Estes miúdos têm todo o direito de defender o seu dono. Foi ele que lhes abriu a porta. Foi ele que das suas empresas e fundações lhes abriu a porta a um futuro melhor. De Ferrões a Batistas, tudo vive à conta do Sporting. Uns na gestão do Estádio, outros com espaço mediático no Canal do Clube e na Gestão da Academia. Outros há que não passam de papagaios que se vendem por um bilhete e vendem a sua dignidade por um petisco.

Os que apresentamos aqui são somente alguns, o topo da pirâmide da família de jovens que andam a difamar, devassar, acusar, ameaçar, irmãos de sangue verde e branco, só e somente só porque têm uma opinião contrária e diferente.


Tudo com a conivência de uma Direção e claro de um João Duarte que tudo faz para que a sua empresa continue de pedra e cal a controlar o Jornal Sporting, o Canal Sporting (há que pagar ordenados), e a criatividade e gestão de redes sociais. João Duarte ou é muito inocente ou é o principal culpado. Rapaz que está a fazer a campanha para a candidatura de Bruno Carvalho e que escreve no Jornal do Clube. Vale tudo!!!

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O tempo de os apresentar é este. Há muito que são conhecidos por quem navega e perde algum tempo nas redes sociais. O mais grave é que se desdobram em perfis falsos, evangelizam, mentem, e acima de tudo, deturpam os valores do Clube e seguem uma agenda miserável e podre, com o consentimento do Presidente e dos principais decisores das estratégias de comunicação.

O Cigano de Alvalade, o Sporting Fans, o Rugir 1906, o Blog Mister do Café, são alguns dos exemplos dos espaços que os avençados construíram e dominam a seu belo prazer para acusar.

De antigos dirigentes, a sócios, a membros de claque e agora mais recentemente a antigos atletas, capitães e campeões com o nosso manto vestido durante toda uma carreira.

 

O que fizeram recentemente a Beto, grande Capitão do nosso Sporting é sintomático que não há limites para esta gente. O que fizeram a Socios, Membros de Claque, Funcionários, com muitos anos de bancada e de Sporting como "Truk", "Agostinho", "Juvenal", "Alexandre", "Catarina", "Xana Antunes", "Família Frazão", "Pedro Rosado", "Bernardo Sousa", "Rico Winchester", "Cláudio Lourinho", "João Zagalo", "Nuno Manaia", "Kiosk", "Ricardo Morais", "João Tobias", "César Oliveira", "Miguel Graciano", "Paulo Alvalade", os membros do Camarote Leonino, Dia do Clube, Norte de Alvalade, mais recentemente Severino e o único candidato Pedro Madeira, entre tantos mas tantos outros, é miserável e angustiante. Este é o tom do Sporting de agora, em reuniões, no nosso Canal de Televisão, no relvado, nos pavilhões.

 


Não peço muito, somente que todos compreendam o que se faz e porque se faz. E que parem de uma vez por todas de acusar e mentir sobre Sócios, Dirigentes e Atletas. Afinal, São estes e sempre serão estes o Sporting.

Pois vocês vão passar e nunca mais vão voltar!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:01

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“Um cheque e uma vassoura”.
“Ou Eu ou o caos”.
“Não fosse eu e já não havia Sporting”
“Sou o único capaz de salvar o Sporting”

 

Tantos têm sido os chavões utilizados nos últimos anos para alimentar a esperança e para que certas personagens assumam a imagem de salvador, o mito do sebastianismo para devolver o Sporting aos merecidos e urgentes títulos e sucessos europeus, não só no futebol mas em todas as suas modalidades. E na realidade, nunca o conseguiram, mentiram, não cumpriram, e estamos hoje como sempre temos estado, a lutar por um lugar que garanta entrada direta para a Champions, a ver os rivais vencer nas modalidades e a desprezar de forma contínua a formação.


Estes últimos dias foram intensos para muitos Sócios. A campanha de Pedro Madeira Rodrigues continua a viver num silêncio ensurdecedor, sem dinâmica, sem caras que defendam e apoiem o candidato. Tudo vai acontecendo dentro uma normalidade que é pouco eficaz. E se é pouco eficaz, o retorno não será simpático.

Sobre Bruno de Carvalho, a sua campanha é um copy paste do habitual, vazio total de ideias inovadoras e fraturantes, um conjunto de lugares comuns e de populismo assumido de caça ao voto aos mais afastados e distraídos com o real estado do Sporting.


Mário Patrício construiu nos últimos dias uma bagagem de esperança. O seu nome gerou enormes expetativas. A esperança na união entre este candidato e Pedro Madeira Rodrigues era imperativo para não continuar a adiar o Sporting. Com a sua desistência, perderam as duas candidaturas, corre-se o risco de adiar o Clube mais anos e acima de tudo, deu-se um passo em frente no que poderá ser uma infeliz certeza, que será perder a maioria da SAD. Na falta de soluções, de união, de equipas, o “ou Eu ou o caos” será utilizado novamente e muito em breve, e no contexto de entregar o Sporting a um dono, que como todos sabemos está na Comissão de Honra do atual Presidente, de seu nome José Maria Ricciardi. Essa é a sua missão, essa é a sua vontade, e muito tem feito Bruno de Carvalho para este triste cenário se torne realidade a muito curto prazo.


Ontem e hoje foram dias duros para o Sporting. O constatar que o futuro poderá não acontecer e ficar no mesmo marasmo despesista e sem critério dos últimos anos.


É importante para Pedro Madeira Rodrigues, e acima de tudo para o Sporting, que surja uma nova candidatura. A saída de Rogério Alves do programa Dia Seguinte na SIC imediatamente levantou o boato de uma possível candidatura. Na minha opinião tenho sérias dúvidas desta possibilidade. Mas avaliando e ouvindo muitos Sócios, seria uma candidatura ainda mais consensual que Mário Patrício ou Pedro Madeira. Rogério Alves teria de facto todas as hipóteses de vencer já no próximo dia 4. Sem muito trabalho, sem muito foguetório ou promessas vazias, ao exemplo de Marcelo presidente da República, Rogério Alves tem toda uma imagem cuidada, defendida, reconhecida e amplamente venerada por uma larga margem de Sócios e Adeptos. Acima de tudo, é um Homem educado, que sabe e conhece o Sporting, que com Madeira Rodrigues, que partilha das mesmas virtudes, poderiam acabar de vez com o mito Bruno de Carvalho, um homem que promete o branco, apresenta o vermelho, e defende que foi o branco que sempre apresentou com o vermelho na mão para gáudio de uma plateia de invisuais seguidores.

O tempo passa, o Sporting perde. É preciso um sinal de esperança, os Sócios não querem este rumo para o Clube. O Sporting está de rastos, não quer nem precisa de um salvador, necessita ser debatido e defendido com a grandeza de um Clube centenário e não por gente que “invade” estúdios de televisão via telefone ou em comunicados horrendos e sem nível nas redes sociais.

Estes próximos dias serão importantes para definir a opção de voto. Pedro Madeira tem que ganhar mais espaço mediático. Tem que se rodear de apoios fortes, de vozes que o sustentem e que compreendam o seu programa. Que o defendam. Pedro Madeira tem sido muito corajoso. Sozinho tem dado a cara e o corpo ao manifesto. Sem “paineleiros” plantados nos programas de televisão ou jornalistas alinhados na imprensa, vai trilhando o seu caminho e ganhando votos.

Bruno não tem novidade nem sabe mais. É isto! Pouco mais há a dizer sobre um arruaceiro ou uma criatura mal educada. As palavras valem o que valem, e neste caso valem muito, infelizmente.

Se outro nome surgir na corrida, que surja fundamentado e forte, que não seja mais um infeliz episódio de angariação de mediatismo individual e de promoção de amigos e negócios. O Sporting não merece este triste drama.

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:02

22
Jan17

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O Sporting apresentou-se ontem com algumas alterações no seu 11 titular.

 

O regresso de Patrício à baliza, em jogo que lhe correu menos bem. É um facto que, actualmente, não está ao nível a que já nos habituou. É no entanto de elementar justiça referir que se este momento menos bom é mais visível, é também por o nível a que nos habituou ser elevadissímo. Estamos a falar do jogador a quem, nem há 2 semanas, se teciam largos elogios pelo seu reconhecimento internacional.

 

Na defesa, a revolução. Têm entrada directa no 11, Schelotto, Paulo Oliveira e Marvin. Os laterais, embora com esboços de alguma qualidade, têm essa percepção facilitada pelas más exibições dos seus respectivos antecessores nas posições. Numa avaliação mais exigente, constata-se mais uma vez que não têm qualidade para serem titulares no Sporting. Paulo Oliveira, mais uma vez, demonstra que deveria ter bastante mais confiança por parte de Jorge Jesus e que a contratação de Douglas foi um pouco descabida.

 

No meio campo registou-se a maior surpresa, com a inclusão de Palhinha em substituição de William Carvalho. Justificada a saída, por William já demonstrar há muito o desgaste inevitável de não ter substituto digno. Justificada a chamada, ainda que Palhinha aqui e ali tenha demonstrado ligeiro nervosismo e falta de rotina com os companheiros, mesmo assim um evidente grito mudo de revolta "PORQUÊ O PETROVIC?!". Adrien, que não tem estado na melhor condição física desde a última lesão, consegue apesar disso assegurar os "serviços mínimos".

 

No ataque, o inevitável Dost a, inevitavelmente, marcar golo. A municiá-lo teve, Gélson na direita, Bryan nas costas e Bruno César na esquerda. Gélson, mesmo acusando ligeiro desgaste provocado pela sua "titularidade obrigatória", continua a ser o único capaz de rasgar a "cábula insuficiente" fornecida por Jesus e tirar "cartas da manga". Bom golo! Bryan continua a ser a sombra do que já foi e Bruno continua a ser prejudicado pelo deambular táctico a que parece condenado.

 

Entram depois Alan Ruiz, William e Campbell. Alan, que injustiça!, consegue tornar bem gastos 2% do valor da sua aquisição com aquela desmarcação e remate, para ver o golo mais uma vez surripiado pelo apito. Apito no Pinheiro, que em lugar de dar pinhas, dá foras de jogo imaginários. William deu algum equilíbrio ao miolo, Campbell deu algum... nada.

 

O Sporting ontem, sem deslumbrar, esteve bastante melhor do que nos jogos em Chaves. O Sporting ontem, sem deslumbrar, fez muito mais pela vitória do que o seu adversário. O Sporting, mais uma vez ontem, é prejudicado por uma arbitragem amadora... Amadora? Será que sim? Ou será "profissionalíssima"...? You know what I mean! They know what I mean! Everybody knows what I mean! Excepto os dirigentes do Sporting, que continuam a dar tiros de pólvora seca, a olhar para as vicissitudes dos adversários em vez de para as próprias.

 

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Ontem Pedro Madeira apresentou os traços gerais do seu programa e equipa, e no mesmo dia, Bruno de Carvalho lançou 111 medidas para mais quatro anos.

Das 111 medidas, podemos começar por aferir as dezenas que já faziam parte dos últimos dois processos eleitorais e que nunca foram postas em prática, agora novamente repetidas e outras tantas que são de uma componente hilariante e completamente desajustada da dimensão e contexto do domínio desportivo ou do âmbito de atuação do Clube ou da SAD. Mas de Bruno  Carvalho não há surpresas, mais do mesmo, e o mesmo é zero!

Têm saído também ecos de vários jogadores dispensados, na sua maioria contratações feitas esta época, e claro, a perda de poderes de Jorge Jesus, ficando Bruno de Carvalho com mais intervenção na área do futebol. Ou seja, a culpa, uma vez mais não foi do Presidente, e terá assim toda a legitimidade de entrar em balneários e voltar a trazer a sua família e amigos para os treinos e para as deslocações da equipa fora de Lisboa. Agora na Madeira a comitiva leonina tem quase cinquenta (50) quartos alugados numa unidade hoteleira, coisa pouca!!

 

Sobre Pedro Madeira Rodrigues, uma lufada de ar fresco, e uma mostra de vitalidade leonina ontem no Auditório Artur Agostinho em Alvalade.

Muita gente, gente de todas as idades, e gente que partilha uma vontade louca de mudança.

Pedro Madeira apresentou sumidamente algumas linhas programáticas, que carecem de explicação e de maior aprofundamento nos próximos dias. A sua mensagem deve e tem obrigatoriamente que ser mais e melhor trabalhada.

Durante o dia foi também mencionada a hipótese Mario Patrício, que Futre tratou de queimar nas suas intervenções, dando a entender que teria o apoio de Jorge Mendes e da Doyen.

Nem Futre ficou bem na fotografia, nem Mario Patrício precisava desta ajuda.

Sobre Mário Patrício, se a candidatura se efetivar, ganha o Sporting.

São necessários mais candidatos com o objetivo comum de mudança, que tenham uma equipa capaz, gente nova, conhecedora e que altere de vez o paradigma instalado no Sporting.

A Mário Patrício e Pedro Madeira Rodrigues, deixo somente um apelo. Que coloquem os interesses do Sporting em primeiro lugar. Uma só candidatura deverá avançar para acabar com o pesadelo Carvalhista.

Que surjam candidatos, que surjam ideias, que se preparem muitos e bons debates. O Sporting precisa ser discutido, pensado e repensado, necessita de uma nova estratégia e de gente com outra capacidade e perfil institucional.

Os próximos dias serão pródigos em novidades, e a oposição tem tido a sorte de ter tempo para preparar as suas estratégias. Os maus resultados e o clima miserável que se vive em Alvalade têm proporcionado que de todos os domínios, da economia, da política, do desporto, das artes e de tantas outras disciplinas, toda uma plateia de gente capaz e sabedora tem atacado e bem o presente e o Presidente Bruno  de Carvalho.

 

A evidência está à vista. Bruno está esgotado. Sem discurso, sem estratégia, só sabe atuar de uma forma e essa forma que foi uma bandeira de esperança é hoje um trapo que envergonha a nação verde e branca.


PS: Que esta deslocação à Madeira seja um momento de alteração de resultados. Que os jogadores coloquem os Adeptos e o Clube em primeiro lugar e que esqueçam as traições do Presidente a eles mesmos. Que vençam por nós. Nós acreditamos em vocês. E que depois da vitória tudo volte à normalidade e que se encha a Discoteca Vespas numa festa verde e branca como na época passada. São selfies senhores, são selfies!

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:09

19
Jan17

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A imagem em cima é retirada do programa eleitoral de Bruno Carvalho. Uma síntese adequada do que deve ser o perfil de qualquer treinador do Sporting, bem corporizada em Lazlo Boloni – último campeão.

 

Leonardo Jardim

 

Para arranque do mandato de Bruno Carvalho não poderia ter sido encontrado um nome melhor do que Leonardo Jardim.

 

Treinador nascido na Venezuela mas que viaja ainda criança para a Madeira, acompanhando o regresso dos seus pais. Inicia jovem, com 29 anos, a carreira de treinador no Camacha onde passa 5 anos. Transfere-se para o Chaves, onde fica apenas 1 época finda a qual dá o salto para a Primeira Liga para treinar o Beira Mar. É por esta altura associado ao porto, num suposto contrato-promessa que nunca foi bem esclarecido.

 

O ingresso na Primeira Liga lança uma carreira meteórica. Passa 2 épocas no Beira Mar de onde passa para o Braga. Aí faz uma boa época, mantendo o nível "europeu" que a gestão de Salvador trouxe ao clube, que o catapulta para a Grécia e o Olympiacos. Lá cumpre o já habitual desígnio de colocar a equipa na rota de ser campeão grego, só não colhe os frutos por um enigmático despedimento ainda em Janeiro. Azar dos gregos... Sorte do Sporting Clube de Portugal! Faz uma boa época e leva o dono do Mónaco a pagar a sua cláusula de rescisão para contar com os seus serviços. Aquilo que tem sido a sua carreira no Mónaco, todos somos testemunhas.

 

No Sporting, incorpora na perfeição a descrição da imagem. Basta recordar que é ele que chama William Carvalho ao estágio de pré-época e acredita definitivamente em Adrien Silva. Ou seja, é Leonardo Jardim que lança, o que ainda hoje é, a espinha dorsal da equipa do Sporting – William e Adrien.

 

Arma uma boa defesa, com Cédric na direita, Rojo no centro com uma solidária qualidade a disfarçar os parceiros Maurício e Jefferson. A posição mais recuada de William no meio campo era também uma importante ajuda, bem como a presença de Patrício nas costas. Eric Dier, quando possível, ia espreitando a titularidade, em mais um exemplo de aposta em jogadores oriundos da Formação.

 

No ataque, aposta inicialmente em Montero que tem um início fulgurante. À medida que o colombiano se vai ofuscando, vai aparecendo aquela que viria a ser a melhor contratação do mandato – Islam Slimani. No apoio a eles, nas alas, aposta na juventude de Carrillo, Mané e Wilson Eduardo, com estes dois últimos a terem das melhores épocas até agora nas suas carreiras e, mais uma vez, a corporizarem a prometida aposta na Formação.

 

Marco Silva

 

Depois de perder Jardim, sem que algo pudesse ter sido feito para o impedir, Bruno Carvalho tira mais uma excelente carta da manga ao contratar Marco Silva. Não só por ser à data o treinador português com maior potencial, como por esse potencial já atrair também as atenções de ambos os rivais.

 

Treinador que tinha até então orientado apenas o Estoril, onde tinha inicialmente desempenhado a função de director desportivo. Faz, já como treinador, um unanimemente reconhecido bom trabalho ao colocar o clube na discussão de lugares que garantem provas europeias, feito atingido em 2013 com um 5º lugar. Repete o feito na época seguinte, superando-a com um 4º lugar.

 

No Sporting, consegue impor um bom processo ofensivo, dando mais preponderância no miolo a Adrien do que a William, por comparação com o seu antecessor. Conta nas alas com o recém chegado Nani, jogador de classe mundial depois da passagem pela Premier league, que se torna dono absoluto de uma das alas. Na outra aproveita para – finalmente! - lançar Carrillo para o que prometia na altura ser o início do estrelato.

 

Constatando que os supostos reforços do meio campo – Rosell e Slavchev – não passavam disso mesmo, suposições, recupera em Janeiro João Mário do empréstimo em Setúbal e integra-o com sucesso no plantel, com o papel de substituir Adrien ou William. Mais uma demosntração de aposta na Formação.

 

Na defesa, perde Eric Dier logo no início da época e também cedo percebe que Naby Sarr poderia ter outro nome próprio trocando apenas uma letra... Consegue um esboço de equilíbrio do sector quando aposta em Paulo Oliveira, recém chegado de Guimarães, tornando-o o "patrão" da defesa. Mais uma vez, a aposta nos activos que já estão presentes no Clube por detrimento de gastar milhões em apostas duvidosas.

 

Apesar de, em situações estranhas e por vezes caricatas, não ter tido um grande apoio da estrutura directiva, consegue conduzir o Clube à vitória na Taça de Portugal.

 

Jorge Jesus


Sai Marco Silva e entra Jorge Jesus. Já muito foi dito. Muito haverá ainda a dizer. Não é este o objectivo deste texto.


Treinador com carreira marcada sobretudo pelas vitórias no rival benfica, apesar do já longo trajecto como treinador iniciado em 1990 no Amora. 18 anos depois, após trajecto feito sempre em equipas de luta por permanência, chega a um projecto mais ambicioso no Braga. No Minho dá continuidade ao bom projecto iniciado anos antes por Jesualdo Ferreira, e que tinha tido ligeiro sobressalto após a sua saída em 2006.


A boa época em Braga abre-lhe as portas do benfica, onde entra com a habitual modéstia afirmando que consigo «os jogadores vão correr o dobro». Tem, de facto, um grande impacto inicial com nítidas melhorias em toda a movimentação da equipa, coleccionando algumas goleadas no primeiro terço da época e alvançando o título no final. Fica mais 5 épocas para além desta. Vence mais 2 Campeonatos, com preponderância bem mais reduzida e depois de perder o anterior de joelhos no porto. Tem uma política de gestão do plantel sempre caracterizada por contratações numerosas e caras e total desprezo pelas camadas de formação.


No Sporting, tal como tinha acontecido no rival, tem uma entrada com impacto no rendimento na equipa e com a sua habitual modéstia. Ao contrário do que tinha acontecido no rival, não vence o Título. E não o vence porque o treinador do rival, espicaçado por Jesus durante toda uma época, faz mais "um bocadinho assim".


No Sporting, tal como tinha acontecido no rival, lidera uma gestão de plantel orientada sobretudo para compras. Olha para a Formação, quando esta se torna tão óbvia que seria impossível não reconhecer qualidade e presença na equipa a Gélson Martins e Rúben Semedo.


No Sporting, tal como tinha acontecido no rival, leva já 40M€ em contratações e elevou a fasquia salarial para níveis que já ultrapassaram o último orçamento de Godinho Lopes. Entretanto, jogadores como Carlos Mané, Francisco Geraldes, Daniel Podence e Iuri Medeiros vão brilhando noutros palcos, por o seu lugar no palco de Alvalade estar ocupado pelos ofuscantes desempenhos de Markovic, Elias ou Alan Ruiz.

 

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18
Jan17

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Os mais atentos ao blog já devem ter reparado que a análise aos jogos vem do A14. Hoje, para não variar, toca-me outra vez. Mas a coisa foi tão má que vai ser dificil analisar algo. Foi mau de mais! Muita cabeça quente, pouco discernimento, um remate do Gélson e outro do Coates e, da primeira parte estamos conversados. Na segunda metade, um bocadinho mais de controlo no jogo mas, coitados, levámos uma bisnaga para um luta de drones.

 

Ficou bem à vista de todos, os que os alguns já vinham notando desde as declarações de Jesus na antevisão da deslocação em Rio Ave. Aí perdemos o jogo. Aí, foi lançada a segunda pedra nesta obra do Perder a Época. A primeira tinha sido o mau planeamento, esta segunda foi o treinador perder o balneário. Só isso explica que o nosso futebol hoje seja tão previsível, só jogamos pelas linhas. E com maus laterais, só jogar pelas linhas...? E com bons médios centro, só jogar pelas linhas...?! Um treinador adversário, hoje, vê um vídeo de 30 segundos e tem o jogo contra o Sporting estudado!

 

Está à vista o resultado da berraria no balneário, dos ataques das caixas de ressonância, da soberba, do investimento record, do apoio a Proença, da comissão de desonra, da perseguição a sócios, e do cúmulo dos cúmulos, do presidente a mandar um jogador aquecer e dar-lhe indicações táticas!!!!

 

Dia 17-01-2017 a época acabou!

 

No Rumo Certíssimo!!!

 

SL

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:10

16
Jan17

Revolta na Bounty

por Krassimir

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A época actual do Sporting tem sido uma grande desilusão para todos os sportinguistas. Mesmo os que insistem sempre em ver o lado bom das coisas, têm dificuldade em conseguir apontar algo de positivo no que diz respeito à carreira da equipa de futebol. Os únicos momentos que nos deram algum alento foram a vitória sobre o Porto, num jogo dividido e a exibição em Madrid, jogo que ainda assim acabou de forma inglória, com dois golos que ditaram a nossa derrota nos últimos minutos. Não me recordo de mais nenhum jogo que evocasse, ainda que vagamente, os momentos de bom futebol, em alguns casos de excelência, que tivemos na época passada.

 

Na verdade, no resto dos jogos, os sportinguistas têm saído invariavelmente vergados ao peso de derrotas e empates ou então com grande testes à saúde das suas coronárias com vitórias tangenciais e sofridas. Esta tem sido a nossa sina esta época.

 

Já muito se discutiu sobre os motivos deste descalabro. Entre eles contam-se mau planeamento da pré-época, aquisições desastrosas, com jogadores que em nada são superiores aos jovens da nossa formação - entretanto emprestados a outras equipas - e por outro lado, não se terem colmatado as principais lacunas da equipa, como era o caso dos defesas laterais. Também não se encontraram substitutos à altura para Adrien e William, os esteios da equipa, o que seria necessário, tendo em conta o número de competições em que o Sporting está envolvido (infelizmente cada vez menos) e os castigos e lesões que sempre aparecem. Salvaram-se Dost e Campbell (emprestado), pois quanto ao resto... enfim.


Isso levou a que o treinador tivesse colhido maus resultados sempre que rodou demasiado a equipa, acabando por ficar limitado a um núcleo duro de pouco mais que 13-14 jogadores, com o consequente desgaste físico dos utilizados. Na altura da época mais crítica como foi o caso dos meses de Novembro e sobretudo Dezembro, a equipa teria mesmo de se ressentir dessa sobrecarga. O caso da derrota com o Braga parece ter sido um dos exemplos em que isso foi mais nítido, mas existiram mais.


Aliado a isso, tivemos o efeito psicológico negativo que sempre acompanha os maus resultados e ciclos negativos. Claro, que também existiram alguns erros de arbitragem, como o caso do jogo da Luz, mas já antes a equipa havia dado provas de fraqueza exibicional, com empates com Tondela em casa, Guimarães, Nacional (aqui também com erro de arbitragem, mas com exibição medíocre) e derrotas com Rio Ave e Legia. Portanto, não vale a pena insistir que os árbitros são os culpados de todos os males. Já se percebeu, tirando alguns casos graves de acefalia em alguns adeptos, que isso não justifica tudo o que de mau nos tem acontecido.

 

Por tudo isto, o clima no balneário não será certamente o melhor. Rumores de jogadores castigados e de outros a quererem sair e a cobrarem promessas que lhes terão sido feitas nesse sentido pelo presidente, vão surgindo à superfície. Parece demasiado fumo para não existir fumo.


Mas no sábado em Chaves e depois de mais um mau resultado, não aproveitando o deslize inesperado do Benfica, a situação terá conhecido contornos inimagináveis!


Depois de terem sofrido o empate a 3 minutos do fim do jogo, no corolário de mais um má exibição, os jogadores tinham à espera no balneário o presidente Bruno de Carvalho, o qual estava aparentemente descontrolado, falando alto, tal como relata o jornal “O Jogo”. Parece que colocou em causa o profissionalismo dos atletas, tendo-lhes chamado chulos, o que motivou a sua justa reação, sobretudo de William e de Adrien, mas também de Dost. Ora isto é muito grave e sintomático do desnorte em que este presidente mergulhou e com graves consequências para a instituição. Já não bastavam as inúmeras infelicidades que vai evidenciando no seu discurso e nos seus posts, agora volta-se contra os seus próprios jogadores? Aqueles de que em última análise depende a alegria ou tristeza dos sportinguistas?!

 

Não está em causa o direito que o presidente tem de cobrar rendimento e aplicação aos jogadores e resultados ao treinador. Mas será que após um jogo e a quente, falar aos jogadores da forma alterada, insultuosa e desrespeitosa levará a algum resultado positivo? Serão os jogadores culpados do mau planeamento da época ou de não terem muitos colegas com nível suficiente para poderem rodar e assim poderem estar em melhores condições físicas? Ou passaram de bestiais a bestas num ápice? Como reage alguém a quem insultam e põe em causa o seu profissionalismo? Não teria sido melhor fazer uma reflexão e conversar com eles no dia seguinte, quando todos estariam mais calmos e aptos a captar melhor a mensagem, que deveria ser ao mesmo tempo de crítica e de motivação? Ou estar aos berros de forma que foi audível até para os elementos da equipa adversária eram a melhor solução? E depois sujeitou-se à humilhação de ser convidado a deixar o balneário e depois o autocarro da equipa. Ninguém o respeita mais.

 

Bruno de Carvalho errou mais uma vez. A sua autoridade e o respeito que lhe é devido vão-se esfumando. Primeiro, perdeu a consideração dos vários agentes do futebol português, desde dirigentes de clubes adversários, empresários, jornalistas, etc. Agora quer perder também a dos seus próprios jogadores e treinador. Isto parece refletir um presidente excessivamente preocupado com as eleições que se aproximam. Ora os sportinguistas querem é que a equipa jogue bem e que ganhe os jogos. Estamos fartos de ser enxavalhados e de nos dizerem que temos de ser campeões e depois nos presentearem com estes tiros nos pés. De dizerem que incomodamos e depois vermos qualquer equipa média no nosso campeonato a jogar connosco como se fossem o Barcelona e a sermos nós os verdadeiramente incomodados.

 

No domingo, depois de uma sessão de selfies e autógrafos de limpeza da imagem, pudemos assistir a uma intervenção dos jogadores Adrien e William na qual foi visível o incómodo e em que a sua expressão foi bem mais eloquente que as suas palavras. E mesmo nestas, confirmaram a presença do presidente e a existência de diálogo no balneário (afinal os jornais nem sempre inventam) “como lhe era permitido” tal como referiu Adrien. Ficou a promessa de tudo fazerem para as coisas melhorarem.


Registamos e pedimos encarecidamente que isso aconteça e já no jogo da Taça na terça-feira. Única competição que ainda poderemos vencer. No campeonato já vimos que até o terceiro lugar será difícil. E seria bom que além dos jogadores, todos os elementos com responsabilidade no clube também fizessem o que se espera deles e ajudassem a tirar o Sporting desta péssima situação. É que estar a lutar com Braga e Guimarães por uma posição faz lembrar tempos que nos prometeram não se iriam repetir. E isso sobretudo na época em que se faz o maior investimento de sempre...

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:10

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Circo mais uma vez, melhor, circos. Um dentro de campo, outro no balneário e outro ainda que se estendeu das imediações do estádio ao hotel para acabar no núcleo de Vila Real.

 

Vamos ao primeiro, aquele que todos vimos e não há diz-que-disse.

 

Entrar com Bruno César na lateral esquerda, contra equipas arrumadas e em sua casa, é suicídio. O golo foi aos quatro minutos mas antes já tinha passado uma diagonal nas costas do mencionado para morrer nos pés de Coates que sem oposição, aliviou para fora. À segunda foi o que foi. Na frente muito pouco futebol, Alan a ser Alan, Campbell sem perceber onde tinha de estar e Gelson a tentar a tentar mas tirando o cruzamento para o golo, pouco fez. Sendo isto um jogo de equipa, sozinho é complicado. Dost aquele que não presta, tem 13 golos no campeonato. Isto sem quase volume de jogo nenhum.


Segunda parte, trocamos Ruiz por Ruiz (qual dos dois o que tem menos vontade jogar à bola) e sai Campbell para entrar o Balada que, coitado, nem na B era titular. Ligeira melhoria que foi suficiente para ficar em vantagem, uma vez mais pelo inevitável Dost que pelas mais variadas razões é o único que assusta e fixa defesas. Pois, tirá-lo no fim do jogo é capaz de não ser boa ideia mas para ele ficar tinha que se admitir o erro que foi a entrada de André e como já nós bem sabemos, o mestre não erra. Só os outros.

 

Segundo circo, no balneário, Bruno aos berros no balneário, William e Adrien a não gostarem do tom e a fazerem um conjunto de ameaças. No Rumo Certo portanto.

 

Terceiro circo, contestação à saída do estádio e no hotel onde está hospedada a equipa e alguém está de fim-de-semana romântico, resolvido com uns copos pagos no núcleo de Vila Real. Não confundir com tachos nem nada disso. O Sportinguista é incorruptível. Ou não.


Para terminar, não percebo o porquê desta contestação agora, já há meses que tinha identificado vários problemas que só podiam ter um resultado: este que estamos a ver agora.

 

SL

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editado por Ivaylo a 25/2/17 às 12:10



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