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O Sporting é a paixão que nos inspira. Não confundimos competência com cultos de personalidade. 110 anos de história de um clube que resiste a tudo e que merece o melhor e os melhores de todos nós. Sporting Sempre


09
Fev17

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Tivémos ontem, através do Facebook, uma participação de um leitor que merece ser partilhada aqui. Obrigado caro Rui! A participação é um factor muito importante em Democracia.

 

«Confesso que não conheço na totalidade a história do nosso grande clube.

Uma história com 110 anos é uma grande história. São muitas as pessoas e os factos que fizeram deste nosso clube o que é hoje (o que foi?).

Há muito que não vivia um período como este. Um período de revolta, de ódio, também de culpa, de responsabilidade. Também de esperança. Muita esperança.

Sentimento de culpa por não ter acompanhado com maior proximidade ao longo dos anos a vida do clube que tive a honra e orgulho de representar, ainda adolescente, em 2 dos anos mais felizes da minha vida. Mas não sou mais do que outros adeptos ou sócios. Sou um deles.

Adepto fervoroso e entusiasta sempre (ou quase sempre). Também crítico. Nunca afastado.

"Quase sempre entusiasta". A excepção: o período "pós" Marco Silva.

Desde que fomos receber a equipa após a vitória no Amor não mais voltei a Alvalade com os meus filhos. Culpa, remorsos por não lhes proporcionar momentos de convívio em família juntos dos nossos. De um dos nossos grandes amores.

Mas não consigo separar as águas. Sou humano. Estou ferido. Não sou perfeito. Não posso com aquelas figuras. Desculpem. Não tenho memória curta do que fizeram e disseram ambos no passado. Nunca me identifiquei com Jorge Jesus e Bruno de Carvalho perdeu toda consideração e beneficio de duvida quando tomou uma decisão que, tal como José Manuel Delgado escreveu, terá sido das mais "lamentáveis, indignas, ingratas e injustas que tenho memória no mundo do futebol".

Mas não foi só Marco Silva. Quem nos dera que tivesse sido só. Tanta coisa. Tanta merda, desculpem. Tantos disparates.

A falácia. Não falem de bancarrota ou de falência. Do Salvador do clube. A maior falácia que ouço e que precisa de ser rapidamente desmistificada. Não conheço, na história do futebol mundial, um clube que, com mais de 100 anos, tenha deixado de existir. Posso estar errado. Mas digam-me um. Apenas um. Que tenha fechado portas.

O SCP é demasiado grande para deixar de existir. Estava em graves dificuldades financeiras? Sim. Estava. Muitos erros de direcções anteriores. Sim bastantes. Mérito do actual presidente nesse período? Sim. Muito. É reconhecido. Até pela oposição.

Neste momento invade-me uma esperança que me incentiva a conhecer melhor a história do nosso clube.

O Sporting não pode ser só isto. Godinho Lopes cometeu erros graves. Sim. Mas julgar todo um passado pelo que fez a anterior direcção é ignorar a contribuição de pessoas menos ou mais ilustres que contribuíram ao longo de mais de 110 anos para que o Sporting chegasse ao patamar que chegou.

Ao pegar nessa história, tão rica em factos, deparo-me com um Carneiro. O Sporting foi fundado sem nome. Alberto Lamarrão e Carlos Carneiro sugeriram a palavra Sporting a José Alvalade que a aceitou.

Confesso que desconheço o porquê do impropério Carneiro. Ingenuidade minha? Mas identifico-me com ele. Por esta história.

Quero mais do Sporting. O Sporting não pode ser só isto. O Sporting não pode ser apenas os os discursos e retórica dos Dolbeth e Pinas. Não estes os exemplos e modelos de pessoas que quero para os meus filhos.

Quero gente séria. Quero gente com garra, com princípios, com dignidade para representar um clube como o SCP, quero gente que contribua positivamente para o desporto e o futebol sem o desprestigiar o que não significa que não defenda o clube com intransigência. O que também pode ser feito com elevação ou com murros na mesa sem ser corriqueiro e brejeiro.

A vida, o Desporto, o Futebol não são guerras.

Por fim quero vitórias. Não as morais. Não aquelas que são derrotas por árbitros, culpa de rivais ou pelo desgraçado do Palhinha.

Vitórias sem dignidade? Prefiro perder. Por muitos. Prefiro ser pobre. Prefiro ser humilde.

Prefiro ser digno do nome que o Carneiro sugeriu e do qual me orgulhei sempre. Não agora.

Quero mais.

Mais do que isto»

 

Rui Franco

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